Categoria: Notícias

Hospital Jean Bitar abre processo seletivo de emprego para PcD


O prazo para envio de currículos vai até o próximo dia 28 de fevereiro

O Hospital Jean Bitar (HJB), em Belém, está selecionando Pessoas com Deficiência (PcD) para formação de cadastro de reserva para atuação em diversas áreas. Para se candidatar às vagas é necessário enviar email, com laudo médico atualizado anexado; ter a escolaridade conforme a exigência do cargo de interesse; ter vivência em sua área de atuação e residir em Belém ou Região Metropolitana de Belém (RMB).

Os interessados em participar da seleção devem enviar currículo, por email, com o título do “cadastro reserva – PcD” exclusivamente para: rh.hjb@indsh.org.br, até o dia 28 de fevereiro de 2023.

O HJB é uma unidade hospitalar pública administrada pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O órgão fica na Rua Cônego Jerônimo Pimentel, número 543; bairro Umarizal, em Belém. Mais informações pelo telefone: (91) 3239.3800.

Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Pará recebe 50 mil doses de vacina contra Covid-19 para criança


Imunizantes serão destinados às crianças de 5 a 11 anos

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) recebeu uma remessa de 50 mil doses da vacina Pfizer pediátrica contra Covid-19, na manhã desta terça-feira (31). Os imunizantes serão destinados às crianças de 5 a 11 anos.

A distribuição das vacinas para os 144 municípios começará após a conferência pelo Centro Estadual de Imunobiológicos (CEI), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, onde ficarão armazenadas até a entrega aos 13 Centros Regionais de Saúde (CRS).

Segundo a diretora do Setor de Epidemiologia da Sespa em exercício, Leila Flores, em até 48 horas se inicia o processo de distribuição para as os Centros Regionais de Saúde e os municípios são os responsáveis pela logística da aplicação das vacinas.

O secretário de Estado de Saúde Pública, Romulo Rodovalho ressalta que a vacina continua sendo a principal forma de combater contra a Covid-19. Vacinar-se é um ato de benefício próprio e de respeito e zelo com as outras pessoas”, afirmou o titular da Sespa.

O Pará já ultrapassou 17 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas em todo o estado.

Justiça Federal autoriza recontratação de cubanos do Mais Médicos


O desembargador Carlos Augusto Pires Brandão assina a decisão

A Justiça Federal decidiu autorizar a recontratação de médicos cubanos que atuaram no programa Mais Médicos. A decisão foi assinada na última sexta-feira (27) pelo desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília, em atendimento ao pedido de reintegração dos profissionais feito pela Associação Nacional dos Profissionais Médicos Formados em Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Aspromed), que representa 1,7 mil intercambistas cubanos que ficaram no Brasil.

No pedido feito à justiça, a associação argumentou que médicos que chegaram ao país para trabalhar no programa Mais Médicos, criado em 2013 pela então presidenta Dilma Rousseff, não tiveram o vínculo renovado durante o programa Médicos pelo Brasil, criado no governo Jair Bolsonaro. Segundo a Aspromed, os profissionais cubanos selecionados no 20º ciclo do programa tinham contrato de dois anos, sem direito à prorrogação, enquanto o edital para os demais intercambistas previa três anos de trabalho, que poderiam ser renováveis.

O desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, ao analisar os argumentos da entidade, destacou a importância do programa para o atendimento da população que vive em municípios carentes e para auxiliar na crise humanitária envolvendo os indígenas yanomami. “O programa permite implementar ações de saúde pública de combate à crise sanitária que se firmou na região do povo indígena yanomami. Há estado de emergência de saúde pública declarado, decretado por intermédio do Ministério da Saúde”, afirmou o magistrado.

Segundo o desembargador, a decisão também envolve questões humanitárias dos médicos cubanos que ficaram no Brasil. “Mostra-se evidente a quebra de legítima expectativa desses médicos, que, em sua ampla maioria, já constituíram famílias em solo brasileiro. Após contratações juridicamente perfeitas de seus serviços por parte da União, que se prolongaram no tempo, afigura-se verossímil imaginar que os médicos cubanos aqui representados reprogramaram as suas vidas, segundo as expectativas formadas a partir dessas contratações, e parece justo reconhecer que agora pretendem permanecer no Brasil”, concluiu.

No fim de 2018, o governo cubano determinou o retorno dos profissionais após desacordo com declarações do então presidente eleito Jair Bolsonaro em relação a mudanças sobre as regras para que os médicos permanecessem no programa, como realização das provas do Revalida, exame para avaliar os conhecimentos sobre medicina, receber salário-integral e opção de trazer familiares para o Brasil. No governo do Presidente Luís Inácio Lula da Silva, o Ministério da Saúde estuda o retorno do programa antigo.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Covid-19 matou mais enfermeiros no Norte que no Sudeste, diz Fiocruz


Maioria das vítimas era de pretas e pardas

Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela que mais enfermeiros foram vítimas da doença na Região Norte que na Região Sudeste. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (24) e traçou um perfil dos profissionais de saúde mortos no primeiro ano da pandemia de covid-19. O trabalho foi publicado na revista científica Ciência & Saúde Coletiva.

Segundo dados da pesquisa, dos 582 mil enfermeiros que existem no país, apenas 7,6% estão na Região Norte, e 45,1%, na Região Sudeste. Mesmo assim, dos 200 enfermeiros mortos por covid-19 e contabilizados pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) no primeiro ano da pandemia, 29,5% eram do Norte e 26,5%, do Sudeste. Em números absolutos, foram 59 vítimas no Norte, e 53, no Sudeste.

A autora principal do artigo, Maria Helena Machado, diz que foram analisados os dados regionais de mortalidade dos profissionais de saúde por covid-19 entre março de 2020 e março de 2021 e que os resultados são “uma fotografia real, crua e dura da desigualdade social que impera no país e no Sistema Único de Saúde (SUS)”. “É lá (Região Norte) que se vê com clareza onde o genocídio dos profissionais se deu de forma mais aguda. É onde tem piores condições de trabalho e maior aglomeração da população desesperada por atendimento. O Amazonas foi um exemplo vivo do descaso com que a Amazônia Legal vem sendo tratada no país. Ela ficou muito descoberta e desprotegida”, disse a pesquisadora, em texto publicado pela Agência Fiocruz de Notícias.

Na região Norte, o Amazonas foi o estado brasileiro em que houve mais mortes de enfermeiros no primeiro ano da pandemia, com 12,5% do total. São Paulo teve 10,5%, e Rio de Janeiro, 9,5%.

O perfil dos profissionais da enfermagem mortos por covid-19 foi principalmente de mulheres negras. Entre os enfermeiros vitimados, 59,5% eram mulheres, enquanto, entre os auxiliares de enfermagem, elas eram 69,1%. Já em relação à raça, 31% dos enfermeiros que morreram por Covid-19 eram brancos, e 51%, pretos e pardos. Já entre os auxiliares e técnicos, 29,6% eram brancos e 47,6% pretos e pardos.

Entre os médicos, 87,6% das vítimas são homens, e 12,4%, mulheres. A pesquisa informou que dados sobre cor e/ou raça não estão disponíveis no caso dos médicos.

O estudo também alerta sobre uma possível subnotificação nos dados de profissionais de saúde vítimas da pandemia, pois segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a estimativa é de que pelo menos 115 mil profissionais da saúde tenham sido vítimas da covid-19 até maio de 2021, em todo o mundo, mas a entidade considera que o total pode ser ainda maior, em função de subnotificação.

Para o estudo da Fiocruz, foram usados os bancos de dados do Cofen e do Conselho Federal de Medicina (CFM), mas a pesquisa chama a atenção para o fato de não haver no Brasil uma sistematização dos números de contaminados e de mortes entre os trabalhadores da saúde.

A disparidade entre a proporção de profissionais e a proporção de mortes também aparece entre médicos e auxiliares de enfermagem. Com apenas 4,5% dos médicos do país, o Norte teve 16,1% dos óbitos entre esses profissionais. Entre os auxiliares de enfermagem, 8,7% estão no Norte, enquanto 23,2% das vítimas dessa categoria profissional se concentram nesses estados.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Covid-19: Belém segue vacinando público a partir de 12 anos

A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) segue com o calendário de vacinação da população da Capital contra a Covid-19 nesta quarta-feira (18). Podem tomar a vacina todas as pessoas a partir dos 12 anos de idade, sem precisar fazer agendamento, independentemente, de ser a primeira dose ou o reforço vacinal. O órgão está aguardando a chegada de novos lotes dos imunizantes destinados às demais faixas etárias.

Atualmente, a Sesma dispõe apenas de doses da vacina Pfizer adulta. A situação só deve ser regularizada quando o Ministério da Saúde fizer a entrega dos lotes com as vacinas destinadas ao público infantil. A previsão é de que a reposição do estoque de vacinas ocorra ainda nesta semana.

Para se vacinar, basta comparecer a um dos postos de vacinação indicados pela Sesma, levar documento de identificação com foto, CPF e o cartão de vacinação de Belém. As pessoas com deficiência, portadoras de comorbidades ou imunocomprometidas precisam apresentar laudo ou receita médica que comprove a condição.

Locais de vacinação em Belém:

– Unidades Básicas de Saúde (UBSs): de segunda a sexta-feira, o atendimento é de 8h às 17h;

– Hospital do Exército: segunda a sexta-feira, de 8h às 12h;

– Hospital de Aeronáutica: segunda a sexta-feira, de 8h às 11h e 14h às 17h;

– Hospital Naval: terça e quinta-feira, de 8h às 12h;

– Universidades: Unama, Fibra e Unifamaz.

Foto: Marcos Seabra/Agência Pará

Hemopa lança campanha de doação de sangue no aniversário de Belém

Em comemoração ao aniversário de 407 anos de Belém, a Fundação Hemopa lançou uma campanha de doação de sangue, nesta terça-feira (10). A ação será realizada de 11 a 31 de janeiro e tem como tema “No aniversário de Belém, mostre seu amor pela Cidade. Doe sangue, salve vidas”. O aniversário da capital paraense é dia 12 de janeiro.

Segundo a gerente de Captação de Doadores do Hemopa, a assistente social Juciara Farias, o objetivo da campanha é garantir que o estoque de sangue fique reforçado para atendimento das solicitações de transfusão de sangue de pacientes internados nos mais de 200 hospitais públicos e privados do Pará. Ela faz um convite à população de Belém para aderir à campanha: “estaremos com a mobilização solidária até o final deste mês. Em seguida, fevereiro, já teremos a campanha do Carnaval. Venham, estamos de braços abertos esperando pelo nosso voluntariado!”.

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam estar acompanhados de responsável legal); ter mais de 50 quilos; estar bem alimentado (não pode estar em jejum); dormir pelo menos 6 h nas 24h anteriores à doação; não ingerir bebida alcoólica 12 h antes da doação e ter intervalo entre doações de dois meses para homens e três meses para mulheres. Quem se vacinou contra a Covid-19 pode doar sangue, sendo necessário um intervalo de dois dias após cada dose para quem recebeu a vacina Coronavac, e sete dias para quem recebeu as demais vacinas. Para quem teve Covid-19, pode doar sangue, depois de 10 dias após a cura.

Locais de recebimento de doação de sangue:

– Hemocentro Belém

Travessa Padre Eutíquio, nº 2109, Bairro Batista Campos.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, 7h30 às 18h, e no sábado, das 7h30 às 17h.

Contato: 0800 280 8118.

– Posto de coleta do Castanheira

Rodovia BB-316, KM 01 – Pórtico Belém, Bairro Castanheira.

(em frente à entrada do Shopping Castanheira).

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h.

Sábados, das 7h30 às 17h.

Domingos, das 8h às 15h.

Contato: 0800 280 8118.

– Posto de coleta do Pátio Belém

Tv. Padre Eutíquio, n° 1078, Bairro Batista Campos.

(Estação Cidadania, 1º Piso do Shopping Pátio Belém).

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 10 às 16h30.

– Hemocentro Castanhal

Novo endereço: Rua Quincas Nascimento, nº 521, Bairro Saudade.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.

Fone: 3412-4400 (geral) / 3412-4404 (serviço social).

– Hemocentro de Santarém

Avenida Frei Vicente, nº 696, entre as alamedas 30 e 31 (Aeroporto Velho).

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.

Fone: (93) 3524-7550.

– Hemocentro de Marabá

Rodovia BR-230 (Transamazônica), Quadra 12, s/n (Agrópole do Incra).

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.

Contato: (94) 3312-9150.

– Hemonúcleo de Abaetetuba

Avenida Santos Dumont, s/n, Bairro São Lourenço.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h30.

Contato: (91) 98568-3396.

– Hemonúcleo de Altamira

Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Esplanada do Xingu.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h30.

Contato: (93) 98415-6282.

– Hemonúcleo de Capanema

Rodovia BR-308, KM-0, s/n, São Cristóvão.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h30.

Contato: (91) 98568-3339.

– Hemonúcleo de Redenção

Avenida Santa Tereza, s/n, Centro.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h30.

Contato: (94) 98414-3955.

– Hemonúcleo de Tucuruí

Avenida Veridiano Cardoso, s/n, BR 422, Santa Mônica.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.

Contato: (94) 98415-9006.

Foto: Marcelo Seabra

Dose de reforço contra covid-19 para crianças de 5 a 11 anos está disponível em Belém


Meta é vacinar 54.270 crianças na capital

A Secretaria de Saúde de Belém (Sesma) iniciou a aplicação da dose de reforço contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos em Belém, nesta segunda-feira (09). A meta é vacinar 54.270 crianças na capital. A vacinação contra covid-19 está disponível em todas as salas de vacinação do município, nas universidades (com exceção da Fibra) e nos hospitais das Forças Armadas, das 8h às 17h.

De acordo com a Sesma estão aptas a receber o reforço crianças nessa faixa etária que tomaram a segunda dose há pelo menos quatro meses. As vacinas disponibilizadas são: Astrazeneca, Pfizer Adulto e Pfizer Pediátrica.

Para se vacinar é necessário apresentar RG, CPF e o cartão de vacinação de Belém. Os imunocomprometidos, pessoas com deficiência e doenças crônicas precisam apresentar laudo ou receita médica que comprove a condição.

Locais de vacinação

Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de segunda a sexta-feira, o atendimento é de 8h às 17h;

Hospital do Exército, segunda a sexta-feira, de 8h às 12h;

Hospital de Aeronáutica, segunda a sexta-feira, de 8h às 11h e 14h às 17h;

Hospital Naval, terça e quinta-feira, de 8h às 12h; e

Universidades: Unama (8h às 17h), Fibra (não funcionará ), Unifamaz (retoma a vacinação a partir do dia 11).

Foto: Marcos Barbosa/Comus

Webconferência debate o manejo da pessoa vivendo com HIV

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “O manejo da pessoa vivendo com HIV na APS”, na próxima terça-feira (24), às 18h. O tema terá como conferencista, o infectologista e médico de Família e Comunidade, Ronaldo Monteiro. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

No Brasil, segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) estima-se que 960 mil pessoas viviam com HIV, em 2021. Desse total, 88% conheciam o diagnóstico positivo para o vírus, 73% estavam em tratamento e 69% alcançaram a supressão, o que significa que estavam com carga viral indetectável e não transmitem mais o vírus. O número representa 95% dos pacientes em tratamento. As informações constam no relatório Em Perigo, produzido pelo Unaids.

De acordo com o conferencista Ronaldo Monteiro, “o manejo da pessoa vivendo com HIV (PVHIV) está em processo de descentralização para a Atenção Básica” e por essa razão é importante ampliar a capacitação dos profissionais da saúde para atuarem de maneira mais eficaz nos atendimentos a esse público. “Neste contexto, é importante criar expertise, não só na doença, mas na experiência da doença de uma PVHIV”, argumenta o infectologista. Em sua webconferência, o médico pretende abordar “sobre a doença, como e quando iniciar o tratamento, como tratar as intercorrências e como fazer o seguimento”.

Sobre a experiência da doença, Ronaldo Monteiro abordará “como entender, compreender e manejar a experiência única de uma pessoa vivendo com HIV”.  “Com essa webconfêrencia espera-se criar competências na linha de cuidado das pessoas vivendo com HIV, com ênfase no tratamento e seguimento, visando a estabilidade clínica, imunológica e virológica a partir de uma abordagem centrada na pessoa”, ressalta o conferencista.

Ronaldo Costa Monteiro é médico com título de especialista em Infectologia pela SBI e de Medicina de Família e Comunidade pela SB MFC.  Além disso, é mestre em doenças tropicais, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Cesupa, e também diretor clínico do SAE Casa Dia- Belém.

Governo extingue Funasa e dá ao Ministério das Cidades parte de suas atribuições

O governo do presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT) decidiu extinguir a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e distribuir parte de suas competências entre o Ministério da Saúde e o Ministério das Cidades, comandado pelo paraense Jader Barbalho Filho, do MDB, partido que historicamente administrou o órgão.

Com a distribuição das atribuições entre as duas pastas, o Ministério da Saúde ficará responsável pela vigilância em saúde e ambiente e todo o restante ficará com o Ministério das Cidades. O orçamento do órgão é de cerca de R$ 3 bilhões.

Até esta segunda-feira (02), conforme noticiou a CNN, ainda havia um amplo debate no novo governo sobre o que fazer com o órgão. Aliados da nova ministra da Saúde, Nísia Trindade, defendiam a manutenção do órgão. Porém, acabou prevalecendo a ideia defendida pela Casa Civil de Rui Costa e pela Secretaria de Relações Institucionais de Alexandre Padilha.

O entendimento que prevaleceu é o de que a fundação ficou obsoleta e inoperante e é um centro de denúncias de corrupção.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Ministra da Saúde Nísia Trindade Lima confirma revogaço de  medidas contra a ciência

A cientista e pesquisadora Nísia Trindade Lima tomou posse como ministra da Saúde, nesta segunda-feira (02). A cerimônia aconteceu no auditório do Ministério da Saúde, em Brasília (DF) e reafirmou a valorização da ciência nas ações da pasta. “Nossa gestão será pautada pela ciência e pelo diálogo com a comunidade científica”, disse Nísia, em suas primeiras palavras como ministra da Saúde, sendo bastante aplaudida.

Em seu discurso, Nísia afirmou que, à frente do Ministério da Saúde, quer fortalecer a produção local e o complexo econômico da saúde, dando ao Brasil autonomia na produção de vacinas e fármacos, além de retomar a coordenação nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) por parte do Ministério da Saúde . “A pandemia da Covid-19 mostrou a nossa vulnerabilidade”, disse.

A nova ministra da Saúde também anunciou que fará a revogação, nos próximos dias, de normativas que, segundo Nísia, “ofendem a ciência, os direitos humanos e os direitos sexuais reprodutivos”. A titular do MS também se comprometeu com o combate ao racismo estrutural no SUS; retomada do alinhamento da agenda da saúde mental à reforma psiquiátrica brasileira; criação de uma política de atendimento às pessoas com sintomas pós-Covid; ações para reverter as baixas coberturas vacinais, como os “embaixadores da vacinação” espalhados pelo Brasil para incentivar a imunização e fortalecimento do programa Farmácia Popular.

Nísia Trindade anunciou os nomes que vão compor o segundo escalão do Ministério da Saúde e a criação de uma nova secretaria da pasta, ligada à informação e à saúde digital. Entre os nomes, estão o da liderança indígena Weibe Tapeba e do até então presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o médico sanitarista Nésio Fernandes.

Nísia Trindade é a primeira mulher a assumir o cargo de Ministra da Saúde. Até então, ela era presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde é servidora desde 1987. Durante sua gestão como presidente da Fiocruz, Nísia liderou as ações da fundação no enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Brasil, como a fabricação da vacina da AstraZeneca, usada em adultos na campanha de vacinação desde 2021.

Perfil

Doutora em Sociologia, mestre em Ciência Política e graduada em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro;

Presidente da Fiocruz desde 2017;

Foi diretora da Casa de Oswaldo Cruz, unidade da Fiocruz voltada para pesquisa e memória em ciências sociais, história e saúde, entre 1998 e 2005;

Participou da elaboração do Museu da Vida, museu de ciência da Fiocruz;

Atuou na implementação da Rede SciELO Livros;

Foi vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz;

É autora de dezenas de artigos, livros e capítulos com reflexões sobre os dilemas da sociedade nacional, sobretudo as cisões entre os “Brasis urbano e rural, moderno e atrasado”.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lula quer estimular a produção de medicamentos mais baratos no Brasil

O Presidente Luís Inácio Lula da Silva quer estimular a reindustrialização do setor farmacêutico, fazer uma reforma tributária específica e atrair empresas estrangeiras para investir no país. Esse conjunto de mudanças visa criar um “complexo econômico-industrial” da saúde e fomentar a articulação entre os ministérios da Saúde, da Ciência e Tecnologia e da Economia para desenvolver o setor.

Segundo integrantes da área de saúde, atualmente, a produção farmacológica no Brasil é altamente dependente do insumo importado e faltam incentivos ao desenvolvimento da biotecnologia, o que poderia aumentar a eficácia dos remédios e baratear os produtos —em especial para o tratamento de câncer. Além disso, os impostos para medicamentos são altos (cerca de um terço do valor do remédio) e, ainda que o Brasil produza vacinas, a estimativa é que o país importe cerca de 80% do que é usado aqui.

O Sindusfarma, sindicato que representa a indústria farmacêutica, apresentou, durante o processo eleitoral, uma carta com propostas aos presidenciáveis, com reivindicações, como a isenção de impostos nas compras públicas de medicamentos, o fim do controle de preços para alguns remédios e um programa para acelerar a entrada de novos medicamentos no país.

A crise da Covid no Brasil é apontada como um exemplo da necessidade de investimento na produção industrial do setor, pois foi marcada pela falta de equipamentos de proteção individual (como máscaras) e de insumos para testes e vacinas. No começo da pandemia em 2020, não havia produtos para atender nem mesmo profissionais da saúde, que chegaram a fazer compras por conta própria. Empresas e associações do setor já apresentaram propostas para a área. Entre elas, está a isenção tributária de medicamentos e a incorporação de remédios pelo Ministério da Saúde.

O Sindusfarma defende a isenção de impostos dos medicamentos comprados por órgãos públicos sob o argumento de que, com isso, o estado teria capacidade de comprar mais remédios. De acordo com o setor, o Brasil tem uma das mais altas cargas tributárias sobre medicamentos no mundo; enquanto a média mundial é de 6%, no Brasil é de 31,3%.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

CIIR tem vagas para área da saúde em Belém


A seleção dos candidatos será feita através de avaliação curricular

O Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, está promovendo Processo Seletivo com vagas para Terapeuta ABA e Terapeuta Ocupacional (T.O). Os interessados devem enviar currículo, exclusivamente, para o email: ciir-bancodetalentos@indsh.org.br, até o dia 30 de dezembro. Estas vagas também são destinadas a pessoas com deficiência (PcD´s). 

De acordo com informações do órgão, os currículos passarão por triagem com base em critérios do setor de Recursos Humanos (RH). Os candidatos que tiverem seus currículos aprovados, serão comunicados sobre o dia, a hora e local de realização de provas e entrevistas. 

Para a vaga em Terapeuta ABA, os candidatos precisam possuir graduação em Fonoaudiologia, Psicologia, Terapia Ocupacional ou Pedagogia. Já para a vaga de Terapeuta Ocupacional é necessária formação exclusiva em Terapia Ocupacional.  Para ambos os cargos, a especialização (pode estar cursando) em Análise de Comportamento ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Desenvolvimento Atípico de Áreas Afins será um diferencial.

O CIIR é referência no Pará na assistência de média e alta complexidade às Pessoas com Deficiência (PcDs) visual, física, auditiva e intelectual. Os usuários podem ter acesso aos serviços do CIIR por meio de encaminhamento das unidades de Saúde, acolhidos pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminha à Regulação Estadual. O pedido será analisado conforme o perfil do usuário pelo Sistema de Regulação (Sisreg). 

Serviço:

O CIIR é um órgão do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O Centro funciona na Rodovia Arthur Bernardes, n° 1000, em Belém. Mais informações: (91) 4042-2157/58/59.

Foto: Thiago Gomes/Agência Pará

Vacina do Butantan contra a dengue tem 79% de eficácia


A vacina é de dose única e usa quatro cepas virais atenuadas em sua constituição

Um estudo desenvolvido pelo Instituto Butantan aponta que uma vacina contra a dengue teve eficácia de 79% para prevenção da doença após dois anos da aplicação. A pesquisa está em fase 3 e durante a análise, não foram registrados quadros graves de infecção nos participantes.

Chamada de Butantan-DV, a vacina é de dose única e usa quatro cepas virais atenuadas em sua constituição. Ela é uma versão análoga da desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA. A farmacêutica MSD também faz parte do projeto de desenvolvimento do imunizante.

A pesquisa que avalia os dados de eficácia da vacina teve início em 2016. No total, foram mais de 16 mil voluntários com idade entre 2 e 59 anos no levantamento, sendo que cerca de 10 mil receberam o imunizante e o resto compôs o grupo placebo. Alguns dos participantes já tinham sido infectados pelo vírus que causa a dengue e é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Outros ainda estavam incólumes a doença.

Com essa divisão, o Butantan conseguiu medir a eficácia geral de 79% da vacina, mas também as diferenças vistas nos dois grupos. Naqueles com histórico para dengue, a eficácia foi de cerca de 89%. Já para a outra parcela de participantes sem registro da doença, a proteção conferida pelo imunizante foi menor -73%.

Além das informações de eficácia, a segurança do imunizante também foi medida. O Butantan observou que, no grupo de voluntários que foram imunizados, menos de 0,1% tiveram relatos de eventos adversos graves com alguma relação a vacina.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a dengue já causou mais de 1.400.100 casos prováveis no Brasil até 3 de dezembro deste ano. O número representa um aumento de 172% comparado com as informações do ano passado. Já em relação a 2019, ano pré-pandêmico, ocorreu uma redução nos casos de 7,7%. No total, foram 1.414 registros de casos graves este ano, com 978 mortes.

De acordo com o Butantan, as informações são preliminares, pois ainda precisa ser concluído o acompanhamento de cinco anos a partir da vacinação, o que só deve acontecer em 2024. Somente depois disso, o instituto irá submeter o fármaco para análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a quem cabe aprovar ou não o imunizante.

Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Vacinação será retomada nesta segunda (12) em Belém

A vacinação contra a Covid-19, gripe e sarampo e a multivacinação volta, normalmente, a partir desta segunda-feira, 12, em Belém. O serviço foi suspenso durante o feriadão, mas seguirá obedecendo a horários e critérios específicos conforme os públicos elegíveis para cada vacina.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) o órgão recebeu, na quarta-feira (7), um total de 7.020 doses da vacina Pfizer e 1,5 mil doses da Astrazeneca.

O serviço está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos três hospitais militares (Naval, da Aeronáutica e do Exército) e em três faculdades: Universidade da Amazônia (Unama), Centro Universitário Fibra e Unifamaz.

A Sesma destaca que o município dispõe das seguintes vacinas contra covid-19: Coronavac, Janssen, Pfizer (adulto e pediátrica) e AstraZeneca. A secretaria ainda aguarda a chegada de novas doses da Pfizer Baby, destinada a crianças de 6 meses a 2 anos.

A vacinação contra a Covid-19 é destinada a todos aqueles (crianças, jovens, adultos e idosos) que ainda não receberam a primeira ou a segunda dose. Para as crianças, a vacina está disponível a partir dos 6 meses de idade.

Já a dose de reforço (terceira ou a quarta dose) deve ser feita com intervalo de quatro meses da dose anterior e está disponível para as pessoas, a partir de 18 anos. A quarta dose também é ofertada para os imunocomprometidos, a partir de 12 anos de idade, entre outros.

Belém já está aplicando a quinta dose da vacina anticovid para idosos a partir de 60 anos. Este reforço também é disponibilizado para imunocomprometidos, grávidas e puérperas.

Foto: Marcelo Seabra/Agência Pará

Belém fica sem vacinação contra Covid-19 para maiores de 4 anos e aguarda liberação de doses


Apenas crianças de 3 a 4 anos estão sendo vacinadas nesta terça-feira, 6.

Belém está sem vacinas contra Covid-19 disponíveis para maiores de 4 anos de idade. Ainda não há previsão para retorno. O município estava ofertando a imunização apenas para crianças de 3 a 4 anos de idade nesta terça-feira (6).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), há no Sistema de Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Sies) a liberação de 7.020 doses da vacina Pfizer e 1.500 doses de AstraZeneca, porém as doses dos referidos imunizantes, ainda, não haviam sido disponibilizadas para o município.

A Sesma anunciou, no entanto, que “assim que as doses chegarem à Câmara Fria do município, imediatamente, será iniciado o envio para as salas de vacinação das Unidades de Saúde, Universidades e Hospitais Militares”. As doses da Pfizer devem ser disponibilizadas nas salas de vacinação de Unidades de Saúde e as da AstraZeneca em universidades e hospitais militares.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que é responsável pela distribuição das doses contra Covid-19 aos municípios, informou que “já solicitou novas doses ao Ministério da Saúde para repasse aos 144 municípios”, e que “até o momento, não foi comunicada oficialmente sobre a falta de vacina Pfizer Baby em nenhum município”.

De acordo com a Sespa a orientação do MS é que, neste momento, seja priorizada a vacinação de bebês com comorbidades, mas os municípios possuem autonomia para determinar novos os públicos-alvo. Em Belém, apenas 610.459 pessoas tomaram a terceira dose contra o novo coronavírus. Foram aplicadas até então 1.291.795 vacinas na primeira dose, e mais 1.228.375 na segunda dose.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Hospital Materno-Infantil de Barcarena realizará 4º workshop de prematuridade

O Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB) realizará o 4º workshop da prematuridade, na próxima quinta-feira (17). O evento será na data em que é celebrado o Dia Mundial da Prematuridade, e que também deu origem à campanha mundial “Novembro Roxo”. A programação prevê um ciclo de palestras para profissionais assistenciais de toda a região, com o objetivo de capacitar e fortalecer a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no interior paraense.

A campanha mundial “Novembro Roxo” utiliza a cor roxa porque ela simboliza a sensibilidade e a individualidade, características que são muito peculiares aos bebês prematuros. Na programação do 4º workshop da prematuridade serão abordados temas como reanimação neonatal, prevenção da hipotermia na sala de parto, desenvolvimento do prematuro, prevenção de lesão de pele nos recém-nascidos, saúde mental materna, boas práticas em sala de parto e atuação e importância do Banco de Leite. O evento contará ainda com dinâmicas de perguntas e respostas e entrega de certificados.

Segundo o Ministério da Saúde cerca de 1 em cada 10 bebês do mundo nasce prematuro. No Brasil, são 340 mil bebês prematuros todo ano, o que equivale a 931 por dia, ou 6 prematuros a cada 10 minutos. O termo prematuridade designa a ampla categoria de recém-nascidos com menos de 37 semanas de gestação, que podem se dividir em três níveis: prematuro extremo, intermediário e o tardio. Os prematuros extremos nascem antes das 28 semanas, os intermediários, entre 28 e 34 semanas, e o tardio, de 34 até 37 semanas.

Os principais fatores de risco da prematuridade são hipertensão, diabetes, infecções, histórico de problemas no colo do útero, gravidez gemelar e lesões ou traumas. O Ministério da Saúde preconiza a realização de no mínimo seis consultas durante os nove meses de gravidez, sendo uma no primeiro trimestre, duas no segundo trimestre e três no terceiro trimestre, além de uma sétima consulta no puerpério, que é o período de até 42 dias após o parto.

O Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB) é uma unidade hospitalar do Governo do Estado referência em obstetrícia e neonatologia para gestantes de alto risco de onze municípios do Baixo Tocantins. A unidade é gerenciada pela Pró-Saúde desde sua inauguração em 2018, e já realizou mais de 417 mil atendimentos e 5,3 mil partos.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Webconferência debate os aprendizados com a Covid-19 na Amazônia

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “O que aprendemos com a COVID-19 no cenário Amazônico?”, na próxima quinta-feira (15). O tema terá como conferencistas, a médica e pesquisadora de doenças infecciosas e parasitárias, Cléa Bichara, e o médico patologista clínico e biomédico David Bichara. O evento será às 18h30, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, a Covid-19 já registrou mais de 35 milhões de casos confirmados e levou a óbito mais de 690 mil pessoas desde que a pandemia mundial da doença foi declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em março de 2020. No Pará, foram registrados até agora 853.161 casos e um total de 18.928 óbitos.

Segundo o conferencista David Bichara, a webconferência abordará aspectos como prevenção, diagnóstico, tratamento e as estratégias para retardar a transmissão, além de destacar formas de atendimento otimizado e minimizar o impacto dos sistemas de saúde, serviços sociais e atividades econômicas. “Nós vamos abordar também sobre qual o melhor teste em cada fase da doença, além de falar sobre os testes virais e testes de anticorpos e sobre as estratégias de vacinação”, destacou o médico.

A Covid-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global. O SARS-CoV-2 é um betacoronavírus descoberto em amostras de lavado broncoalveolar obtidas de pacientes com pneumonia de causa desconhecida na cidade de Wuhan, província de Hubei, China, em dezembro de 2019. Pertence ao subgênero Sarbecovírus da família Coronaviridae e é o sétimo coronavírus conhecido a infectar seres humanos.

Sobre os palestrantes:

A Dra Cléa Bichara possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1985), mestrado (2001) e doutorado em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários pela Universidade Federal do Pará (2009). Residência em Clínica Médica (HSE, 1988), Especialização em Saúde Pública (UNAERP/1990), Medicina Tropical (UFPA/1987), Saúde Coletiva (UEPA/2009) e Processos Educacionais em Saúde (Hospital Sírio Libanes/2013). È professora adjunta da Universidade do Estado do Pará, na Disciplina Doenças Infecciosas e Parasitárias. Professora nível 3 do Curso de Medicina da Faculdade da Amazônia/FAMAZ. Professora permanente dos programas de pós-graduação em Ciências Ambientais CCNT/UEPA e Educação em Saúde/UEPA. Pesquisadora do Núcleo de Medicina Tropical/UFPA. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase a toxoplasmose, esquistossomose mansônica, doenças infecciosas na gravidez, educação em saúde com metodologias ativas. Membro da Academia de Medicina do Pará, do Comitê Clínico de Parasitologia da Sociedade Brasileira de Infectologia, da Rede Brasileira de Toxoplasmose, da Rede Paraense de Parasitologia, da Sociedade Brasileira de Infectologia e Sociedade Brasileira de Médicos Escritores-PA.

O Dr. David Bichara é Mestre e Doutor em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários/ICB/UFPA. Médico e Biomédico formado pela Universidade Federal do Pará. Especialista em Patologia Clínica SBPC/AMB. Especialista em Saúde Pública/UNAERP/SP. Especialista em Administração dos Serviços de Saúde/UNAERP/SP. Professor do curso de Medicina da Unifamaz, Diretor científico da Sociedade Brasileira de Autoimunidade, Responsável pela Seção de Autoimunidade do Laboratório Amaral Costa, Fundador e primeiro presidente da Academia Paraense de Biomedicina, Fundador da Rede Paraense de Parasitologia, Fundador da Rede Brasileira de Toxoplasmose, Fundador do Museu da Medicina do Pará, Fundador do Museu Paraense de Biomedicina, Editor da Coluna Medicina Liberal do Jornal O Liberal, Experiência na área de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, atuando principalmente em autoimunidade, bacteriologia, virologia com ênfase em covid-19 e medicina de precisão.

Novembro azul: má alimentação pode aumentar risco de câncer de próstata

A pesquisa Vigitel 2021, do Ministério da Saúde, revela que o homem brasileiro ainda se alimenta de forma muito ruim. A dieta rica em carnes gordurosas, ultraprocessados e refrigerantes causa inflamação no organismo, e pode desencadear o desenvolvimento do câncer de próstata. Por essa razão, uma das formas de prevenir a doença é ter um hábito alimentar saudável. O Novembro Azul é um movimento internacional de conscientização sobre o câncer de próstata, enfermidade que ainda é cercada de preconceitos.

Segundo o levantamento, o percentual de homens adultos entre 18 e 24 anos que costumam consumir carnes com excesso de gordura é de 51,52%. Conforme a idade a avança, o consumo diminui, mas ainda é alto: 46,64% (25 a 34 anos); 43,73% (35 a 44); 39,99% (45 a 54); 34,15% (55 a 64); e 31,72% (mais de 65).

Os dados da pesquisa mostram que o consumo de hortaliças deixa a desejar entre as pessoas do sexo masculino. O percentual de homens adultos que consomem hortaliças cinco ou mais dias por semana fica entre 22% e 36% nas diferentes faixas etárias pesquisadas.

A ingestão diária de refrigerantes é outro hábito prejudicial à saúde e causador de câncer a longo prazo. Ainda de acordo com a pesquisa, o percentual de homens adultos que afirmaram tomar refrigerantes em cinco ou mais dias da semana foi de 21,04%, na faixa etária entre 18 e 24 anos, e 24,89%, entre 25 e 34 anos. Entre os mais velhos, o consumo foi menor.

Outro alimento que aumenta o risco de desenvolver câncer são os ultraprocessados. Eles também ocupam espaço considerável na alimentação dos homens.

Um estudo recente, publicado na revista científica BMC Medicine e conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, indicou a obesidade e o sobrepeso como fatores de risco para o câncer de próstata.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil. A estimativa é de que somente em 2022, o país deva ter cerca de 62.840 novos casos da doença.

Câncer de próstata

O câncer de próstata tem evolução silenciosa e não costuma apresentar sinais ou, quando apresenta, pode ser confundido com um crescimento benigno da glândula. Logo, caso tenha alguns dos sintomas abaixo com persistência superior a duas semanas, vale a pena ficar atento e procurar um médico para avaliação:

Dor e ardência ao urinar;

Dificuldade para urinar e para conter a urina;

Fluxo de urina fraco ou interrompido;

Necessidade frequente ou urgente de urinar;

Dificuldade de esvaziar completamente a bexiga;

Sangue na urina e no sêmen;

Dor contínua na região lombar, pelve, quadris ou coxas;

Dificuldade em ter ereção.

O tratamento do câncer de próstata é feito de forma individualizada, ou seja, leva em conta variáveis como idade, tipo do câncer, estágio, estadiamento, estado clínico e emocional do paciente.

Arte: Divulgação/Ministério da Saúde

Ministro da Saúde faz apelo para que pais vacinem filhos contra a poliomielite

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite deste domingo (06) e fez um apelo para que pais e responsáveis vacinem as crianças contra a poliomielite. De acordo com dados do ministério, a campanha de vacinação que ocorreu em agosto e setembro deste ano vacinou menos de 70% do público-alvo, composto por crianças de zero a cinco anos. A meta é imunizar 95% das crianças nessa faixa etária em todo o país.

Queiroga ressaltou a importância de proteger as crianças e evitar que elas adoeçam. “Faço um apelo aos pais, avós e responsáveis: vacinem suas crianças contra a poliomielite. Não podemos negar esse direito ao futuro do nosso Brasil. Não podemos aceitar que ninguém, especialmente as nossas crianças, adoeçam e morram de doenças para as quais existe vacina há tanto tempo”, disse o ministro, acrescentando que há 32 anos a região das Américas é considerada livre da poliomielite, mas que, infelizmente as coberturas vacinais estão caindo no país.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, e que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes e secreções eliminadas pela boca de pacientes. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

O ministro afirmou que, durante a 30ª Conferência Sanitária Pan-Americana da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que ocorreu em setembro, nos Estados Unidos, o Brasil reforçou a necessidade dos países americanos se mobilizarem para erradicar a enfermidade.

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Telessaúde UFPA realiza webconferêcia sobre saúde do homem 

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “Saúde do Homem na APS”, na próxima terça-feira (29). Em pleno Novembro Azul, o tema terá como conferencista o cirurgião dentista Andrei Lemos, que é Técnico da Coordenação de Saúde da Secretaria de Saúde do Estado do Pará (SESPA). O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará. 

De acordo com Andrei Lemos, a webconferência abordará, entre outras coisas, a instituição de uma política voltada à saúde masculina (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem), que trata de várias patologias relacionadas à questão da saúde do homem. Além disso o cirurgião dentista vai falar sobre a campanha Novembro Azul e todas as suas mudanças de abordagens ao longo do tempo em relação ao tema. “A partir de 2014, por recomendação do Ministério da Saúde, a Sespa passou a focar na saúde integral do homem, sem se restringir somente a uma única patologia”, destaca o conferencista, acrescentando que a secretaria trabalha com a saúde masculina em todos os meses do ano 

Em 2021, a Sespa passou a divulgar o calendário de saúde do homem, para nortear os gestores municipais de saúde e dar sugestões de temas também pertinentes às questões de saúde do homem. “Nosso maior desafio, no momento, é estimular a Atenção Primária da Saúde a fazer o pré-natal do parceiro e registrá-lo no eSUS”, avalia Lemos. “A participação dos homens no pré-natal, por exemplo, é uma forma de aumentar o acesso deles aos serviços de saúde, além de fazer com que cuidem melhor de si, além de participar do processo de gravidez”, complementa. 

Segundo Lemos explica a ideia de estimular a participação do pai no pré-natal é para que ele possa, não só acompanhar a gestante, mas também cuidar da sua saúde (fazendo exames laboratoriais, testagem rápida para IST, além de ser inserido às consultas médicas), receber também orientações sobre o período de gestão, parto e crescimento da criança. “O homem poderá aprender também a exercer uma paternidade responsável e, inclusive, participar dos cuidados à criança, que não podem ficar somente sob a responsabilidade da mulher”, explica o cirurgião dentista, acrescentando que “cuidando de sua saúde, automaticamente, ele cuidará da saúde da família”. 

Outro tema que também será abordado na webconferência é a prevenção ao câncer de pênis, que foi muito abordado no ano passado. “É um tumor, relativamente raro, que dificilmente atingiria os homens se estes tivessem mais informações e não demorassem a procurar um profissional de saúde a partir dos primeiros sintomas”, alerta. “Queremos mostrar aos profissionais a importância de estimular os homens a adotarem um estilo de vida mais saudável, a fim de produzir uma queda nas elevadas taxas de óbito e internação”, concluiu. 

Andrei Lemos é cirurgião-dentista e especialista em endodontia, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e é também técnico da Coordenação Estadual de Saúde do Homem (Sespa) e dentista do serviço de urgência e emergência da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). 

Sespa lança cartilha com orientações sobre Monkeypox

Para esclarecer e tirar dúvidas da população e profissionais de saúde sobre o vírus Monkeypox (MPX), a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) lançou, nesta segunda-feira (17), a cartilha “Monkeypox-Conhecer para Prevenir”. Ela está disponível de forma digital e traz informações sobre a doença, sua forma de transmissão, sintomas, forma de prevenção, além de orientações sobre a rede de atendimento para o paciente que apresenta os sintomas da doença.

De acordo com a enfermeira e coordenadora do Cievs, Veronilce Borges, a proposta é levar conhecimento sobre a doença para o público em geral e auxiliar os profissionais da saúde e, principalmente, os agentes comunitários. Sobre a forma de transmissão, a cartilha esclarece que o paciente precisa ter contato direto com lesões de pele da pessoa infectada, objetos e superfícies contaminadas (roupas, toalhas, lençóis) e contato direto com as secreções, seja ele próximo e prolongado. Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, dor no corpo, inchaço nos gânglios (íngua).

Outro dado relevante apresentado no conteúdo digital é que qualquer pessoa pode ser infectada pelo vírus da Monkeypox, mas o paciente com o sistema imunológico comprometido, gestantes e crianças estão entre os grupos de riscos. A cartilha “Monkeypox – Conhecer para Prevenir” também orienta o paciente a usar máscara, cobrir as lesões com uma roupa e evitar aglomerações em casos de suspeitas da doença, além de procurar uma unidade de saúde de forma imediata.

Serviço:

A cartilha está disponível no site: http://www.saude.pa.gov.br/wp-content/uploads/2022/10/Cartilha-digital-Monkeypox.pdf

Serviço de Cuidados Paliativos do hospital Barros Barreto completa 10 anos

“É um pensamento equivocado resumir a assistência paliativa aos cuidados de fim de vida. Os cuidados paliativos são bem mais que isso. É uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida dos pacientes que enfrentam sofrimento de qualquer natureza causada por doença grave, e aborda seus familiares também”, alerta a médica paliativista do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB-UFPA/EBSERH).

Os cuidados com um paciente não se encerram com a impossibilidade de cura de uma doença. A empatia da assistência, o cuidado com os familiares e o tratamento de alívio da dor e demais sofrimentos de natureza física, psicossocial e espiritual são uma forma de promover maior qualidade de vida aos usuários com doenças sem cura.  Nesse contexto, com um olhar atento ao bem-estar pleno dos pacientes, o Serviço de Cuidados Paliativos Oncológicos (SCPO), vinculado à Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) do Complexo Hospitalar Universitário da Universidade Federal do Pará (CHU-UFPA/EBSERH), desempenha há 10 anos essa forma de cuidado que visa a atenção integral ao usuário.  

“A assistência paliativa deve ser ofertada de forma precoce, assim que o diagnóstico de uma doença ameaçadora à continuidade da vida é feito e, necessariamente, ser realizada por uma equipe de saúde que trabalhe de forma interdisciplinar. Por isso é importante que todo profissional de saúde tenha o conhecimento básico em cuidados paliativos. Para que esse olhar esteja atento ao paciente em sofrimento com doença grave de qualquer natureza”, pontua a médica paliativista do Hospital Universitário João de Barro Barreto, Dra. Laiane Dias. 

O Serviço de Cuidados Paliativos Oncológicos fornece, via SUS, o acompanhamento precoce dos pacientes oncológicos, desde o curso do tratamento modificador da doença até a oferta dos serviços de consulta multidisciplinar ambulatorial, interconsulta multidisciplinar nos leitos de internação e a assistência domiciliar, implementada desde 2018 no Serviço. Para realizar a assistência paliativa aos usuários do HU Barros Barreto, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o  SCPO conta com uma equipe multidisciplinar composta por enfermeiro, médico, psicólogo, assistente social e técnico de enfermagem. 

Atento à atenção integral do usuário com doença sem cura, o SCO oferece apoio aos familiares nos diferentes níveis de assistência. Diante disso, o Ambulatório de suporte ao enlutado oferece acompanhamento psicológico aos entes familiares do paciente com agravamento de saúde sem expectativa de cura. Em casos de óbito, por meio da assistente social são repassadas orientações para amparar as famílias acerca de questões práticas pós óbito, como o direito a pensão. 

Em celebração aos 10 anos de sua formação, o Serviço de Cuidados Paliativos Oncológicos (SCPO), do HU Barros Barreto, irá realizar uma Sessão Clínica Especial no dia 5 de outubro, às 10 horas no auditório do Serviço de Patologia, no HUJBB, para os profissionais da assistência, residentes e graduandos. Na ocasião serão abordados os seguintes temas, “Comunicação em Cuidados Paliativos” e “Serviço de Cuidados Paliativos oncológicos: nossa história, os desafios atuais e perspectivas futuras”.

Sobre a Ebserh  

A Rede Ebserh é formada por hospitais universitários federais, campos de prática para formação de profissionais de saúde, que compõem a Rede de Atenção à Saúde do SUS. O propósito da Ebserh é ensinar para transformar o cuidar. Os hospitais universitários federais não são responsáveis pelo atendimento e nem por gerar oferta de toda a necessidade de atenção à saúde da região, sendo esta responsabilidade das secretarias de saúde.  

Texto: Victor Hudson – Jornalista CHU-UFPA/EBSERH. 

Com informações do Serviço de Cuidados Paliativos Oncológicos (SCPO), vinculado à Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) do HU Barros Barreto (HUJBB-UFPA/EBSERH). 

Imagem: Inca.gov.br

Trombose venosa: doença pode ter pacientes com mobilidade reduzida como fator de risco  

A trombose atinge cerca de 180 mil pessoas por ano no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). A mais comum, trombose venosa, pode ser evitável por meio de medidas simples. O Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB-UFPA/EBSERH), em alusão ao Dia Nacional de Combate à Trombose, data dedicada ao enfrentamento da doença no último dia 16 de setembro, informa à população sobre os cuidados com a doença e o tratamento disponível via SUS aos usuários encaminhados para este Hospital.  

Dependendo do tipo de trombose, que pode ser na artéria ou na veia, a doença pode ocasionar sintomas diferentes. A pessoa com trombose venosa pode apresentar dores nas pernas, endurecimento da musculatura, “vermelhidão” e “sensação de peso” nos membros inferiores. Ressalta-se que a trombose venosa é caracterizada pela formação de trombos (coágulo sanguíneo), que podem causar o bloqueio parcial ou, nos casos mais graves, total da circulação sanguínea nos vasos. 

“Os pacientes, que tiveram sua mobilidade reduzida ou comprometida, ou têm alguma comorbidade, internados há algum tempo, podem ter um fator de risco para a trombose venosa. Aqui no Hospital Barros Barreto, essa pessoa fica em acompanhamento inclusive quando recebe alta de algum outro tratamento, como em um pós-operatório. A enfermagem também tem um papel fundamental no tratamento dessa doença. Auxilia também nas orientações aos pacientes sobre os cuidados com o seu estado inflamatório”, alerta o Chefe da Unidade Cardiovascular do HUJBB, Dr. Victor Guerreiro. 

Dessa forma, para não ter agravamentos esse paciente tem que ser acompanhado mais de perto. “Daí a importância de protocolos de atendimento específico para esse público. Aqui no Hospital Barros já implementamos e utilizamos um”, cita o Cirurgião-vascular. 

Para diagnosticar a trombose, o HUJBB, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), dispõe aos pacientes encaminhados via SUS do exame de ultrassonografia vascular. Após uma avaliação clínica, caso haja dúvida ou necessidade de aprofundamento, o paciente pode também dispor de tomografia. Como tratamento o HU Barros Barreto dispensa a medicação anticoagulação. 

Como prevenção recomenda-se: 

– Manter uma dieta equilibrada; 

– Praticar exercício físico regularmente; 

– Ingerir bastante líquido; 

– Procurar orientação médica para o uso de meias elásticas ou a análise de varizes. 

Texto: Victor Hudson – Jornalista CHU-UFPA/EBSERH 

Com informações da Unidade do Sistema Cardiovascular do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB-UFPA/EBSERH).

Telessaúde UFPA lança edital para estágio

O Núcleo de Telessaúde da UFPA lança edital para preenchimento de 01 (uma) vaga e cadastro de reserva para estágio na área de Administração ou Economia.

Requisitos:
– Estar cursando do 2° ao 8° período dos cursos de Administração e Economia.

– Ter habilidades com as ferramentas do Office (Word, Excel e Powerpoint), Internet, boa redação de texto, facilidade para trabalhar em equipe e proatividade.

Para se inscrever o candidato precisa enviar a documentação descrita no edital para o email nuts.chu-ufpa@ebserh.gov.br. As inscrições podem ser realizadas no período das 12 horas do dia 29/09 as 23:59 do dia 04/10.

– Remuneração mensal: R$500,00 (quinhentos reais), já incluso auxílio financeiro para transporte.
– Carga horária: 20 horas semanais

Webconferência debate vigilância das Paralisias Flácidas Agudas e Poliomielite

O Telessaúde UFPA realizará mais uma webconferência na próxima quinta-feira (27). Desta vez o tema é ”Vigilância das Paralisias Flácidas Agudas e risco de reintrodução da Poliomielite no Brasil” e será ministrado pela enfermeira Barbara Gadelha Lima, que é Técnica do Departamento de Epidemiologia da Secretaria de Saúde do Estado do Pará (SESPA). O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

A síndrome Paralisia Flácida Aguda (PFA), é caracterizada pela presença de paralisia nos membros inferiores ou superiores, de forma aguda, ou seja, a pessoa vai desenvolver os sintomas em até 3 dias. Pode ser de forma assimétrica ou não, com sensibilidade preservada ou não. A síndrome de PFA possui diversas causas, podendo ser de origens infecciosas, metabólicas ou degenerativas, como diabetes e alcoolismo; doenças inflamatórias, como a síndrome de Guillain Barré, tumores medulares, miopatias e traumatismos, além de também poder ser causada pela Poliomielite.

De acordo com a palestrante, a enfermeira Barbara Gadelha Lima, a Poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda causada pelo poliovírus e “o que se observa cerca de 1% das infecções causadas por esse vírus podem apresentar um quadro de PFA, só que o restante dessa porcentagem (99%) pode ter a Poliomielite, só que de forma assintomática entre pessoas até 15 anos”. “Mas o que nos causa o alerta é em relação a esse 1% de casos em que as pessoas podem desenvolver a PFA, que normalmente causa uma sequela. E nós da vigilância epidemiológica do Estado fazemos a vigilância das PFAs para que nós possamos vir a descartar a Poliomielite”, destaca a palestrante.

O alerta ao risco de retorno da Poliomielite no Brasil, segundo Barbara Lima, se deve ao fato de que as ações de prevenção da doença, que se dão por meio da vacinação, estão com uma baixa cobertura, hoje. No Pará a cobertura vacinal também ainda está baixa e precisa ser aumentada. “Como no Brasil a gente recebe muitos turistas, que podem vir de países que tem o poliovírus, se a nossa cobertura vacinal não estiver alta, a gente vai ter o risco de reintrodução da Poliomielite no país”, alerta a conferencista.

Sobre a palestrante

Barbara Rodrigues Gadelha é enfermeira formada pelo Centro universitário FIBRA, possui especialização MBA em Perícia, Auditoria e Qualidade em Sistemas de Saúde, responsável técnica da vigilância epidemiológica da Paralisia Flácida Aguda/Poliomielite, além de desempenhar papel de vigilância de Meningite na Secretaria de Saúde do Estado do Pará (SESPA). É também técnica responsável pela capacitação dos ACS do Plano de Controle e Eliminação da Sífilis Congênita no Estado do Pará (OPAS), tem experiência na vigilância epidemiológica do surto de Sarampo, investigação e monitoramento de casos suspeitos de surto e Plano de Controle e Eliminação da Sífilis Congênita no Estado do Pará.