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Ministério da Saúde anuncia esquema de vacinação única contra o HPV

O Ministério da Saúde anuncia uma mudança em sua estratégia de vacinação contra o HPV, adotando agora um esquema em dose única em substituição ao antigo modelo em duas aplicações. Essa decisão, publicada em Nota Técnica no dia 1º de abril, é respaldada por estudos que demonstram a eficácia do novo esquema na proteção contra o câncer de colo do útero e outras complicações associadas ao vírus.  

Com o objetivo de fortalecer a adesão à vacinação e expandir a cobertura vacinal, o Ministério da Saúde optou por adotar a dose única da vacina contra o HPV, uma medida embasada em estudos que apontam sua eficácia diante das versões anteriores em duas ou três etapas, além de estar em consonância com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Mantendo o público-alvo composto por meninas e meninos entre 9 e 14 anos, o programa também visa proteger pessoas com imunocomprometimento, vítimas de violência sexual e outros grupos específicos, conforme orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), podendo receber a vacina até os 45 anos. 

Além das recomendações específicas para garantir acesso à vacina contra o HPV para jovens brasileiros até 19 anos, a nota técnica ressalta a adesão do Brasil ao esquema de dose única, alinhando-se a 37 países que já o adotaram, em conformidade com diretrizes internacionais. No que tange aos números de aplicação, dados de 2023 indicam um aumento significativo, com mais de 6,1 milhões de doses administradas, o maior registro desde 2018, representando um crescimento de 42% em relação ao ano anterior. Esse progresso é atribuído ao compromisso conjunto de estados, municípios e Ministério da Saúde, que uniram esforços no Movimento Nacional pela Vacinação, revertendo a tendência de declínio nas coberturas vacinais, conforme estabelecido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

Fonte: gov.br   

Foto: Songsak rohprasit/Getty Images 

Telessaúde UFPA participa do 2º Fórum Nacional de Telessaúde, em Goiânia (GO)

A equipe do Telessaúde UFPA está participando do 2º Fórum Nacional de Telessaúde, em Goiânia (GO). O evento está sendo realizado nesta quinta-feira (11) e integra a programação da 11ª edição do Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde (CBTms) e contará com 12 trabalhos selecionados para exibição. Após uma edição no formato remoto, o Congresso volta a acontecer presencialmente, neste ano, entre os dias 11 e 14 de abril. Para acessar a programação completa clique aqui.

Os 12 trabalhos do Telessaúde UFPA selecionados para o congresso serão exibidos em pôsteres em formato digital por membros da equipe, que estão participando do congresso. O objetivo é aproveitar a oportunidade do evento para troca de experiências que possam enriquecer e melhorar cada vez mais as ferramentas e ofertas de serviços do núcleo, no Pará.

A abertura do 2º Fórum Nacional de Telessaúde foi feita pela secretária de Informação e Saúde Digital, Dra. Ana Estela Haddad e teve as boas-vindas feitas pelo diretor do Departamento de Saúde Digital e Inovação, Cleonaldo de Almeida Costa. Ambos destacaram a importância dos trabalhos desenvolvidos pelos núcleos de Telessaúde de todo o país para a melhoria da qualidade dos atendimentos de saúde na Atenção Primária à Saúde (APS).

A coordenadora geral do Telessaúde UFPA, Profa. Dra. Maria do Socorro Castelo Branco fez uma apresentação sobre a implantação e consolidação do núcleo no Pará. Em sua participação, ela apresentou dados que mostram o crescimento do programa, como o aumento do número de municípios parceiros e de serviços executados, além do aumento da participação nas webconferências e webpalestras e do número de usuários cadastrados na plataforma telessaude.ufpa.br. Representantes de outros 13 núcleos de Telessaúde também fizeram apresentações dos seus trabalhos durante o evento.

Confira a lista com os nomes dos trabalhos aprovados que serão exibidos no evento:

  1. Fluxo de produção e uso das multimídias aplicadas à educação de profissionais da atenção primária à saúde por Núcleo de Telessaúde.
  2. Resolubilidade na atenção primária em um serviço de Teledermatologia em Belém do Pará.
  3. Perfil de usuários e laudos em um serviço de teledermatologia implantado há 2 anos no Pará.
  4. Os desafios na construção de curso autoinstrucional para trabalhadores da saúde.
  5. Implantação da Teledermatologia em Belém-PA: avanços e desafios da saúde digital no contexto amazônico.
  6. Educação Permanente na Atenção Primária à Saúde: A experiência do telessaúde vinculado a um hospital universitário no Pará
  7. Desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para apoio aos processos de certificação do serviço de Tele-educação em Núcleo de Telessaúde no Pará.
  8. Desafios na adesão à Telessaúde na região do Marajó, Pará, Brasil. 
  9. Utilização do telediagnóstico em eletrocardiograma por municípios Marajoaras.
  10. Teleconsultoria como processo de educação permanente da APS.
  11. Implantação de Telessaúde no estado do Pará.
  12. Comparação da evolução entre serviços ofertados pelo Telessaúde na Região da Amazônia Oriental: Caso do Pará.

Foto: Telessaúde UFPA

Telessaúde UFPA lança vídeo institucional de seu segundo ano de atuação no Pará

O Telessaúde UFPA/Ebserh lançou nesta semana o vídeo institucional de seu segundo ano de atuação no Estado do Pará. No roteiro do audiovisual é enfatizado o amplo crescimento do núcleo, o que pode ser comprovado, em especial, em dois dados importantes: a) o aumento do número de municípios parceiros, saltando de dois, no primeiro ano de implementação, para 19 municípios e b) o lançamento do curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na APS”, que já conta com três turmas e mais de 200 profissionais de saúde inscritos e tem previsão de participação de mais de 1.200 agentes comunitários de saúde de Belém, além de profissionais de outros municípios paraenses.

Nesse segundo ano de implementação, o Telessaúde UFPA também ampliou muito o seu alcance e participação nas webconferências e webpalestras, com mais de 35 mil acessos (síncronos e assíncronos) de todo o país. Além disso, mais de 2 mil profissionais de saúde cadastrados na plataforma telessaude.ufpa.br. Desses, mais de 1.200 médicos(as), mais de 400 enfermeiras(os), mais de 400 profissionais de saúde de outras formações e também estudantes.
Para o terceiro ano do núcleo, os desafios continuam e a meta principal é ampliar ainda mais o número de parcerias e de alcance dos serviços disponibilizados para mais municípios e, assim, contribuir com a qualidade do atendimento na Atenção Primária à Saúde (APS) para a população.

08 de abril de 2024

Alimentos in natura compõem a nova cesta básica

O governo federal publicou um decreto e portaria que regulamentam a nova composição da cesta básica, que agora inclui alimentos in natura ou minimamente processados. O decreto n. º 11.936/2024 e portaria 966/2024 foram assinados pelo presidente Lula (PT) e publicado no Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira no dia 7 de março. As medidas visam orientar políticas públicas para garantir o direito à alimentação, reduzir doenças, melhorar a qualidade de vida, gerar renda para pequenos produtores e proteger o meio ambiente.


O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome coordenou a elaboração da nova lista da cesta básica, que incorpora mais alimentos in natura ou minimamente processados. Com o novo decreto e portaria o governo federal quer evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, associados a doenças como cardiovasculares, diabetes, obesidade, hipertensão e diversos tipos de câncer, de acordo com evidências científicas.


A nova cesta básica será composta por alimentos de dez grupos distintos, incluindo leguminosas, cereais, raízes, legumes, frutas, oleaginosas, carnes, laticínios, produtos básicos como açúcares, sal, óleo e gorduras, além de café, chá, mate e especiarias.
O Ministério utilizou critérios baseados nos benefícios à saúde para selecionar os alimentos da cesta básica. Esses critérios consideram a sustentabilidade, a sazonalidade, a cultura local, a produção de alimentos orgânicos e agroecológicos da agricultura familiar e da sociobiodiversidade, além de assegurar a variedade de alimentos in natura e minimamente processados.


Foram consideradas as diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira e do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos, assim como as políticas de alimentação e nutrição e segurança alimentar e nutricional, para orientar as políticas de segurança alimentar.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Serviços de saúde crescem 10,3% após pandemia 

O consumo de saúde sofreu uma queda de 4,4% em 2020 devido à pandemia, mas cresceu 10,3% em 2021, superando o crescimento de bens e serviços não relacionados à saúde. Isso foi observado na pesquisa Conta-Satélite de Saúde 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

Apesar da queda no consumo de saúde em 2020, o setor registrou um aumento de 1,9% nos empregos durante o primeiro ano da pandemia, contrastando com a perda de 7% em outros setores da economia. No ano seguinte, o emprego na saúde cresceu ainda mais, especialmente na saúde privada, com um aumento de 10,8%, enquanto a saúde pública caiu 2,5%. 

As ocupações relacionadas à saúde representavam 8% do total em 2021, um aumento significativo em comparação com 2010. As remunerações do setor totalizaram R$ 372,3 bilhões em 2021, correspondendo a 10,5% da economia. As despesas com saúde atingiram R$ 872,7 bilhões, equivalendo a 9,7% do PIB, com 4% representando gastos do governo e 5,7% despesas das famílias. 

Comparando com alguns países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil ficou à frente do México (3,1%), mas atrás da média da OCDE (7,4%), Colômbia (7,1%), Chile (5,9%), Reino Unido (10,3%), França (10,4%) e Alemanha (11,1%) em termos de participação da saúde pública no PIB. Houve uma queda na participação dos gastos do governo com saúde em relação ao PIB em comparação com 2020. 

Em 2021, os gastos per capita do governo com saúde foram de R$ 1.703,60, enquanto as despesas per capita das famílias alcançaram R$ 2.387,50. A maior parte dos gastos das famílias foi com serviços de saúde privados (63,7%), seguido por medicamentos (33,7%). 

Fonte: gov.br 

Foto: Marcelo Oliveira/EFE   

Telessaúde UFPA visita municípios do Marajó para ampliar os seus serviços

O Telessaúde UFPA/Ebserh visitou, na última semana, três municípios do Marajó, com o objetivo de ampliar o uso dos serviços ofertados pelo programa na região. Os municípios visitados foram Breves (26), Portel (27) e Curralinho (28), onde foram realizadas várias ações, como reuniões com as equipes de gestão da rede municipal de saúde, abertura de turmas do curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS e apresentação de dados de acesso aos serviços.

            De acordo com a relações institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh, Regiane Padilha, no município de Breves, foi realizada reunião com a equipe de gestão municipal de saúde para alinhamento sobre o uso dos serviços. “Nós fizemos a apresentação de novas especialidades para redes em Teleconsultoria, apresentamos o relatório situacional sobre a utilização dos serviços até o momento e fizemos a abertura de turma específica do curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS destinada aos profissionais de saúde brevenses”, destacou Regiane. “Breves tem se destacado como o município que mais tem utilizado o serviço do Tele-ECG na região do Marajó, o que é uma importante ferramenta para o diagnóstico de doenças dos pacientes atendidos na APS”, complementa.

            Na reunião em Breves, participaram: Karen Maria Cunha (Diretora da Atenção Primária); Ana Gabrielle Cavalcante (Coordenadora da Atenção Primária); Camila Sousa (Diretora da Atenção Especializada) e Leonardo Rodrigues (Suplente de Agente Comunitário de Saúde).

            Em Portel, Regiane Padilha fez a apresentação do relatório situacional sobre a utilização pelo município dos serviços ofertados pela plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh até o momento.  Além disso, foram apresentadas aos gestores da saúde municipal as novas especialidades para redes em Teleconsultoria e também foi aberta uma turma específica do curso Processo de trabalho na APS, que visa contribuir com a educação permanente dos profissionais de saúde que atuam na Atenção Primária, mas a data de início das aulas ainda será definida pela gestão de Portel.

            Participaram da reunião em Portel Marília Corrêa da Costa (Coordenadora da Atenção Primária), Adriana Lobato da Costa (Responsável pelo telemedicina), Jairo Afonso Moura (Diretor de Patrimônio) e Simone do Baia (Coordenadora Saúde Mental).

            O último município visitado pela equipe do programa foi Curralinho, onde foi discutido com a equipe de gestão da saúde municipal a implementação do Plano de Ação. Além disso, foi marcada uma ação de capacitação dos profissionais de saúde que atuam na APS para o mês de maio. Na ocasião, serão apresentados os serviços e as formas de acesso e uso dos serviços disponibilizados pelo Telessaúde UFPA/Ebserh por meio da plataforma telessaude.ufpa.br.

            Encerrando a agenda de visitas e reuniões no Marajó, Regiane Padilha reuniu no município de Curralinho, com Jéssica Fernandes Oliveira (Coordenadora da Atenção Primária), Gisele Ferreira Santos (Diretora da Atenção Primária), Jaqueline Teles de Sousa (Coordenadora de Educação Permanente).

Fotos: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

MS promove evento para celebrar os 10 anos do Guia Alimentar

O Ministério da saúde realizará um webinário, no dia 9 de abril, para comemorar os 10 anos do Guia Alimentar para a População Brasileira. O evento terá como tema “Guia Alimentar e a promoção de sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis” e iniciará às 15h, pelo canal do Datasus no YouTube: @datasusaovivo..O objetivo é reforçar a importância de ações voltadas à garantia do direito à alimentação adequada.


O Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) está contemplado na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e na Constituição Federal Brasileira de 1988 e engloba duas dimensões: a de estar livre da fome e a de ter acesso à alimentação adequada e saudável, pois é sabido que a alimentação desempenha um papel fundamental em todas as fases da vida, especialmente nos primeiros anos, que são cruciais para o crescimento, desenvolvimento, formação de hábitos e manutenção da Saúde.


No Brasil, a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional prevê estratégias para assegurar esse direito. Essas estratégias têm como objetivo garantir que todos tenham acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem prejudicar o acesso a outras necessidades essenciais. Além disso, a lei busca promover práticas alimentares saudáveis que respeitem a diversidade cultural e sejam sustentáveis do ponto de vista ambiental, cultural, econômico e social.


O Dia da Saúde e da Nutrição, celebrado no dia 31 de março, fez o Ministério da Saúde alertar para a importância das políticas públicas intersetoriais para garantir uma alimentação adequada, saudável e promover a saúde em todas as suas dimensões. A pasta está empenhada em promover o direito à saúde através de uma alimentação adequada e saudável. Para isso, tem implementado ações intersetoriais que abrangem os diversos determinantes da saúde e nutrição, seguindo as diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira e do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos.


Participam do debate a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Kelly Alves; a engenheira agrônoma e integrante do setor de produção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Carla Bueno; e o integrante do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN) Julian Péres.

Serviço:
Dia: 9 de abril
Hora: 15:00
Link para acessar o webinário: www.youtube.com/@DATASUSAOVIVO

Guias para consulta:

Guia Alimentar para População Brasileira

Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos

Foto: marilyna/iStock

Programa SUS Digital inicia etapa 1

O Programa SUS Digital está em sua primeira etapa e estados, municípios e o Distrito Federal já podem participar. O objetivo do programa é ampliar o acesso da população às ações e serviços de saúde por meio da inovação e do cuidado humanizado, além de impulsionar a transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS).

Para isso, o Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS nº 3.232, de 1º de março de 2024, instituindo o Programa SUS Digital, conforme Anexo CVIII à Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017.

O Programa SUS Digital tem como meta aproximar os serviços de saúde dos cidadãos, promovendo inclusão e respeito à diversidade cultural. A elaboração dos Planos de Ação (PA) do Saúde Digital ocorrerá em três fases distintas. A primeira fase consiste no diagnóstico situacional do território, levando em consideração a macrorregião de saúde correspondente. Em seguida, será feita a avaliação do nível de maturidade digital com base no Índice Nacional de Maturidade em Saúde Digital (INMSD). Por fim, será realizada a análise do diagnóstico situacional e das recomendações decorrentes da aplicação do INMSD.

Os objetivos do Programa SUS Digital incluem fomentar o uso adequado, ético e crítico das novas tecnologias digitais no contexto do SUS, apoiar a proposição de soluções digitais colaborativas e livres que melhorem a oferta de serviços e a gestão do cuidado pelos profissionais de saúde, além de incentivar a formação e a educação contínua em saúde digital. O programa também busca promover a sensibilização, conscientização e engajamento dos atores do SUS para o uso de tecnologias digitais e tratamento adequado de dados, ampliar a maturidade digital no SUS, fortalecer a participação social e o envolvimento dos cidadãos na criação de soluções inovadoras na área da saúde e contribuir para o desenvolvimento de um ambiente colaborativo para aprimorar a gestão do SUS por meio da transformação digital.

O Programa SUS Digital abrange diversas áreas, como telessaúde, teleassistência, telediagnóstico, teleducação, inovação, monitoramento e avaliação de dados, sistemas de informação, plataformas e desenvolvimento de aplicativos.

Para participar do programa, as solicitações de adesão devem ser submetidas por meio do termo de compromisso disponibilizado no módulo de adesão do InvestSUS – Sistema de Investimento do SUS, e serão avaliadas pela Secretaria de Informação e Saúde Digital conforme os critérios estipulados. Uma vez aprovadas, as solicitações serão homologadas por meio de portaria da Ministra de Estado da Saúde, indicando os valores a serem transferidos como incentivo financeiro, divididos em duas parcelas conforme especificado na portaria. A transferência dos recursos ocorrerá do Fundo Nacional de Saúde para os respectivos Fundos de Saúde estaduais, municipais e do Distrito Federal.

O endereço eletrônico susdigital@saude.gov.br está disponível para os casos de dúvidas ou Esclarecimentos sobre o Programa SUS Digital.

Campanha oficial de vacinação contra gripe é lançada pelo MS

A campanha de vacinação contra a gripe foi lançada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (25). O objetivo é proteger os brasileiros antes do aumento da circulação dos vírus respiratórios. A expectativa é imunizar 75 milhões de pessoas, incluindo idosos, gestantes, profissionais de saúde, crianças, professores e outros grupos prioritários. A vacinação busca garantir proteção contra a gripe, estimulando a produção de anticorpos e protegendo contra as cepas atualizadas, de acordo com a OMS. 

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destaca que a expectativa é imunizar 75 milhões de pessoas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os grupos prioritários estão idosos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, crianças de 6 meses a menores de 6 anos e professores da rede pública de ensino, entre outros.

Em 2024, haverá uma mudança em relação a estratégia de vacinação contra a influenza. Nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a vacinação ocorrerá no primeiro semestre do ano, enquanto no Norte será no segundo semestre. Essa mudança visa atender às particularidades climáticas da região, considerando o período do Inverno Amazônico, quando há maior circulação viral e transmissão da gripe. A estratégia de microplanejamento, realizada em conjunto com estados e municípios, busca fortalecer e ampliar o acesso à vacinação, levando em conta as diversidades regionais e permitindo que os municípios se organizem de acordo com a realidade local. 

A composição da vacina contra a influenza deste ano protege contra a Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. Diversos grupos podem se vacinar, incluindo crianças de 6 meses a menores de 6 anos, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, professores, idosos, pessoas com doenças crônicas, entre outros. Crianças que receberão a vacina pela primeira vez devem tomar duas doses, com um intervalo de 30 dias.

A vacinação contra a gripe é a melhor forma de se proteger contra a doença. O imunizante estimula a produção de anticorpos contra o vírus da Influenza e é atualizado anualmente de acordo com as cepas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo quem já recebeu a vacina em anos anteriores deve tomar a dose atualizada. As vacinas são comprovadamente eficazes na proteção contra as cepas mais recentes do vírus.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Doses de vacina contra a dengue que não foram usadas serão redistribuídas

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (20) que vai redistribuir as doses da vacina contra a dengue enviadas aos 521 municípios selecionados pela pasta e que ainda não foram utilizadas. Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, terão prioridade para receber as doses os municípios que decretaram situação de emergência em razão da doença.

De acordo com o MS, o órgão fará um rankeamento dos municípios que estão em situação de emergência por dengue, para fazer a redistribuição utilizando diversos critérios, entre eles aumentar a faixa etária a ser imunizada na rede pública, atualmente definida entre 10 e 14 anos.

Segundo explica a ministra Nísia Trindade, a vacina é um instrumento importantíssimo a médio e longo prazo, mas ela não é a solução para essa epidemia, sobretudo porque trata-se de uma vacina aplicada em duas doses com intervalo de três meses.

A ministra adiantou que a pasta está negociando com a farmacêutica Takeda, fabricante da Qdenga, a possibilidade de produção da vacina no Brasil. O plano do governo é utilizar a planta da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que já é responsável pelas produção de doses contra a febre amarela aplicadas no país. “Já antecipamos que haverá a possibilidade de uma produção nacional, mas só vamos fazer o anúncio completo, com segurança, com todos os dados e o cronograma porque senão a gente coloca uma coisa no ar”, explicou Nísia Trindade.

Além disso, Nísia ressalta também que o ministério acompanha de perto os avanços da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. “Temos apoiado o Instituto Butantan no desenvolvimento da vacina, que já alcançou, segundo publicações, bons resultados na fase 3 de sua pesquisa clínica”, concluiu.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Especialistas destacam a importância do diagnóstico precoce do câncer infantil

Até fevereiro deste ano, 822 pacientes estavam em tratamento no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol). A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia é gerenciada pelo Instituto Diretrizes, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e os especialistas do hospital alertam para a importância do diagnóstico precoce, que aumenta as chances de cura do câncer infantil em até 80%.


Estima-se que cerca de 8 mil casos novos de câncer infantojuvenil devem ser registrados no Brasil para cada ano do triênio 2023/2025, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Porém, os especialistas observam que muitos profissionais de saúde têm dificuldade em suspeitar dessa doença em crianças. Por essa razão, destacam a necessidade dos pais ficarem atentos aos sintomas, como febre sem causa aparente, dor de cabeça constante, manchas roxas, vômito, palidez e fraqueza, e que os pediatras encaminhem os casos suspeitos para especialistas.


O câncer, embora raro, representa 2% a 3% de todas as neoplasias em muitas populações, sendo a principal causa de morte por doença na faixa etária de 1 a 19 anos no Brasil, sem possibilidade de prevenção. A cura está associada ao diagnóstico precoce, já que não há evidências de causas ambientais, como tabagismo, alcoolismo ou infecções por HPV. Na ausência de exames de rastreamento para câncer infantil, a abordagem médica foca na prevenção secundária, detectando sinais e sintomas precoces e iniciando tratamento específico, como destacado pela médica Renata Barra.


Os tipos histológicos do câncer infantil são diversos, resultantes de mutações genéticas que levam as células a manterem características semelhantes às embrionárias, proliferando de forma desordenada. Entre os principais estão as leucemias, tumores do sistema nervoso central, linfomas, neuroblastomas, hepatoblastomas e tumor de Wilms. Crianças com certas síndromes têm maior risco, como Síndrome de Down, Fanconi, Kinsbourne e Neurofibromatose tipo 1. O tratamento é personalizado, abrangendo quimioterapia, radioterapia e cirurgia, com o uso de drogas-alvo para minimizar efeitos colaterais.


O câncer infantil, embora mais agressivo devido à rápida multiplicação celular, responde melhor aos tratamentos, sendo crucial disseminar informações e capacitar profissionais para diagnóstico precoce e encaminhamento para o tratamento adequado.

Foto: Shutterstock

SUS passa a ofertar testagem molecular para detectar vírus HPV no Pará

O Sistema Único de Saúde (SUS) já está disponibilizando a testagem molecular para detectar o vírus HPV, no Pará. Segundo o Ministério da Saúde, o método é considerado como padrão ouro para detecção do câncer de colo de útero, pois a tecnologia possibilita diagnóstico rápido e preciso da doença considerada a quarta causa de óbitos entre mulheres.

Estima-se que, no Pará, cerca de 830 mulheres sejam diagnosticadas com câncer de colo do útero. Apesar de ser uma doença que pode ser prevenida, ela segue como o quarto tipo de câncer mais comum e a quarta causa de óbito pela doença em mulheres — principalmente negras, pobres e com baixos níveis de educação formal. No Norte do país, por exemplo, é a principal causa de óbito entre as mulheres. O Pará tem uma taxa de mortalidade estimada em 7,72 casos para cada 100 mil mulheres, de acordo o Ministério.

Atualmente, a forma tradicional de rastreio, por meio do exame papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem é recomendada a cada cinco anos. A expectativa do governo é que a mudança possa trazer melhor adesão e facilitar o acesso ao exame.

A doença tem causa conhecida: a infecção resistente por algum tipo de HPV, infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. Mas, embora sejam ofertadas alternativas para prevenção – tanto por meio da vacinação contra HPV, do uso de preservativos nas relações sexuais e da realização do rastreio para diagnóstico precoce — a doença segue como uma das principais causas de morte de mulheres em idade fértil por câncer no Brasil.

A testagem molecular é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e integra as estratégias para eliminação do câncer do câncer de colo de útero como problema de saúde pública até 2030. A incorporação dessa tecnologia foi avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a já ofertada no SUS.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Telessaúde UFPA consolida parceria com o município de Curuçá

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou uma visita técnica no município de Curuçá, na última quarta-feira (06). Durante a visita foi realizada reunião com a equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde para alinhamento das ações para implantacao dos serviços do Telessaúde no município. A equipe do programa, representada por Renata Durval e Amanda Silva também realizou treinamentos com os profissionais de saúde da rede municipal para o uso da plataforma telessaude.ufpa.br e uso dos serviços disponíveis para melhorar a qualidade do atendimento na Atenção Primária à Saúde (APS).


Na reunião realizada com os representantes da Secretaria Municipal de Saúde estiveram presentes o coordenador da Regulação, Raffaelle Lima , a coordenadora da Atenção Primária à Saúde (APS), Jamille Costa, a diretora do hospital municipal, Alessandra Pereira e a secretária de saúde, Socorro Ruivo.

Nos dias 06 e 07, foram realizados os treinamentos com os profissionais de saúde da rede municipal. Ao todo, participaram do treinamento, oito médicos, 11 enfermeiros e um técnico de enfermagem. Com o treinamento, a parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com o município de Curuçá fica consolidada e os serviços disponibilizados na plataforma já podem ser utilizados pelos profissionais do município.

Fotos: Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde segue fazendo treinamento com profissionais de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou mais um ciclo de treinamento com profissionais de saúde de Belém, nesta sexta-feira. Nessa turma, participaram da qualificação, enfermeiras e agentes comunitários de saúde (ACSs) do Distrito Administrativo do Guamá (Dagua). O treinamento é resultado de uma parceria do programa com a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).

Durante o treinamento, a equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh, sob o comando da coordenadora administrativa, Nayara Faro, apresentou as ferramentas da plataforma (telessaude.ufpa.br) e o curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS. Foi um momento importante para os participantes fazerem uma ambientação no curso e experimentarem todas as suas funcionalidades.

Foto: Helder Batista/Telessaúde UFPA

Telessaúde UFPA realiza treinamento com profissionais de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA realizou nesta quarta-feira (06) um treinamento de acesso ao curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” para 46 profissionais da área da saúde de Belém. O treinamento faz parte da parceria do programa com a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) e, na ocasião, foi apresentado o curso para os profissionais e os passos para a acesso a plataforma Moodle onde o curso está disponível. Essa é a segunda turma que está fazendo a sua qualificação continuada para um melhor atendimento nas unidades de saúde.

Segundo a coordenadora do Tele-Educação, serviço onde o curso está inserido, na estrutura do Telessaúde UFPA, Leidiana Lopes, durante o treinamento, os alunos tiveram a oportunidade de se cadastrar na plataforma telessaúde.com.br e em seguida puderam realizar o primeiro acesso ao curso. “Foi uma oportunidade de ambientação dos profissionais na plataforma, ocasião em que eles puderam conhecer melhor toda a dinâmica do curso e as suas funcionalidades e elementos de interação, além de poderem tirar as suas dúvidas”, destacou a coordenadora.

Os 46 profissionais de saúde que estiveram presentes no treinamento atuam nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) da Sesma, no Distrito Administrativo do Guamá (Dagua). Nessa segunda turma do curso, estão participando profissionais de diferentes categorias da área da saúde, como médicos(as), enfermeiras(os), agentes comunitários de saúde (ACSs), técnicos de enfermagem, nutricionistas, entre outros.

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” foi lançado pelo Telessaúde UFPA/Ebserh em janeiro deste ano. É destinado à capacitação dos profissionais integrantes das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS) e possui 60 horas, de forma totalmente online. A sua realização é resultado de uma parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com a Prefeitura Municipal de Belém (PMB), por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). Na primeira turma, iniciada em fevereiro, participaram 40 agentes comunitários de saúde (ACS’s) do Distrito de Belém (Dabel).

As turmas do curso autoinstrucional seguirão sendo formadas e treinadas para participação. Já está prevista a realização de uma terceira turma para os demais agentes comunitários de saúde que foram aprovados no processo seletivo e foram chamados, cerca de aproximadamente 1.200 ACS’s.

Sobre o curso

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” tem metodologia baseada na problematização (Arco de Magherez), partindo da situação problema apresentada em cada módulo. Os conteúdos serão apresentados na forma de texto, e utiliza recursos educacionais, como vídeos, animações, mapas, jogos, entre outros de formato interativo, garantindo melhor apreensão dos conteúdos pelos alunos. Os temas abordados no curso serão apresentados em três módulos: 1 – SUS, Atenção Primária a Saúde e Território; 2 – Organização do trabalho em equipe e gestão do cuidado na APS e 3 –  Mecanismos de Coordenação de cuidados: As Redes de Atenção em Saúde. O objetivo principal é que o aluno, ao final do curso, potencialize seus conhecimentos para facilitar o processo de trabalho em equipe multiprofissional no SUS, mais especificamente na ESF, de acordo com a realidade territorial de cada município.

Além disso, a plataforma telessaude.ufpa.br é totalmente responsiva, ou seja, você pode estudar tanto em desktops quanto em aparelhos móveis. O participante também pode baixar todo o conteúdo do curso para estudar de maneira off-line, exclusivamente, pelo aplicativo da plataforma Moodle. A plataforma também conta com opções de acessibilidade que promovem a inclusão, como tradutor de libras e audiodescrição. O processo de avaliação será feito ao final de cada módulo, quando o aluno realizará uma atividade que avaliará o conhecimento adquirido. A emissão do certificado está condicionada a realização completa do curso e alcance de 70% de acertos nas atividades. Ao finalizar o curso, o aluno poderá, ainda, solicitar o certificado via plataforma Moodle.

Fotos: Helder Batista e Juliana Reis/Telessaúde UFPA

Webconferência vai debater “Diagnóstico e manejo da dengue na APS”

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Diagnóstico e manejo da dengue na APS”, no dia 19 de março. O tema será ministrado pelo médico infectologista e mestre em Doenças Tropicais, Rhomero Assef, que vai abordar o cenário atual da dengue no Pará e no país e como realizar o manejo dos pacientes nas unidades de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS), uma vez que tem crescido o número de casos de dengue. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Durante o evento, o conferencista Rhomero Assef vai apresentar a situação epidemiológica da dengue, em especial no Pará, e contribuirá com seus conhecimentos para ajudar os profissionais de saúde no diagnóstico e manejo dos casos de dengue atendidos nas unidades de APS. “Nós vamos orientar os profissionais como identificar características do vetor e as estratégias de controle individual e coletivo do Aedes aegypti no contexto da APS, além de contribuir para que todos possam compreender as fases clínicas e os sinais e sintomas de alarme da dengue e orientar como fazer o manejo clínico com classificação de risco da dengue na APS”, destaca o infectologista.

Em Belém, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), o Departamento de Vigilância em Saúde já registrou até o momento, 507 casos foram notificados, dos quais 143 foram descartados e 163 seguem em análise. Os bairros com mais registros na capital são Guamá (34), Cremação (18) e Coqueiro (14). Belém segue sem registro de mortes causadas pela doença.

A Sesma destaca que agentes de saúde estão fazendo visitas aos imóveis para fazer a verificação e eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, além de orientar a população sobre a limpeza de quintais e acondicionamento de lixo. A fiscalização nas residências é feita com o consentimento dos moradores, pois as equipes não podem entrar nas propriedades sem autorização.

Em relação ao acesso às testagens que possam confirmar o diagnóstico em pacientes com dengue, a Sesma informa que o usuário oriundo de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e Estratégia Saúde da Família, terá que passar necessariamente por uma avaliação e recomendação médica para que seja identificada a necessidade desse exame, com notificação que indique a suspeita de dengue. Depois, é aguardar a coleta sorológica realizada pela equipe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE). As amostras são encaminhas ao Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), que está abastecido com kits para análises neste período de aumento no número de casos suspeitos.

O Ministério da Saúde define a dengue como uma doença febril aguda, sistêmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos pacientes se recupera, mas parte deles pode progredir para formas graves da doença. Os sinais clássicos da dengue são febre, geralmente junto com dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar e prostração. É uma febre que chega a 38° ou 39°. Tudo bem associado.

Sobre o conferencista:

Rhomero Salvyo Assef Souza é médico infectologista, especialista em Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar e mestre em Doenças Tropicais. Faz parte do corpo clínico da Unidade de Doenças Infecto-parasitarias do Hospital Barros Barreto e é professor do Curso de Medicina do Cesupa.

Dia D de Combate à Dengue: cerca de quatro mil imóveis são visitados em Belém

Cerca de quatro mil imóveis foram visitados em Belém durante a campanha do Dia Nacional de Combate à Dengue (Dia D), realizada no último sábado (02). O objetivo da campanha é o combate ao mosquito transmissor do vírus, o Aedes aegypti, pois até o momento, mais de 500 casos da doença foram notificados na capital paraense.

As equipes de agentes de saúde visitaram no Dia Nacional de Combate à Dengue imóveis do Distrito Administrativo do Guamá (Dagua), com o primeiro ponto de encontro dos agentes de combates às endemias em frente à agência da Caixa Econômica Federal (Av. José Bonifácio com Rua Paes de Souza). A partir deste local foram visitados 2.170 imóveis num total de 11 quarteirões. Já o segundo ponto de encontro foi no bairro da Cremação, em frente ao supermercado Líder (Av. Alcindo Cacela com Av. Fernando Guilhon), com percurso de 17 quarteirões e visitou 1. 836 imóveis.

A ação é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com diversas capitais brasileiras devido ao período de alta sazonalidade de transmissão da doença. De acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde, até o momento, 507 casos foram notificados, dos quais 143 foram descartados e 163 seguem em análise. Os bairros com mais registros são Guamá (34), Cremação (18) e Coqueiro (14). Belém segue sem registro de mortes causadas pela doença.

Segundo informa a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), durante as visitas, as equipes de agentes de saúde fazem verificação e eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, além de orientar a população sobre a limpeza de quintais e acondicionamento de lixo. A fiscalização nas residências é feita com o consentimento dos moradores, pois as equipes não podem entrar nas propriedades sem autorização.

Em relação ao acesso às testagens que possam confirmar o diagnóstico em pacientes com dengue, a Sesma informa que o usuário oriundo de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e Estratégia Saúde da Família, terá que passar necessariamente por uma avaliação e recomendação médica para que seja identificada a necessidade desse exame, com notificação que indique a suspeita de dengue. Depois, é aguardar a coleta sorológica realizada pela equipe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE). As amostras são encaminhas ao Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), que está abastecido com kits para análises neste período de aumento no número de casos suspeitos.

A Sesma ressalta que em caso de suspeita de focos do mosquito, a população pode ligar para o Disque Endemias – 3251-4218, de segunda a sexta-feira de 8h às 18h. A iniciativa para fazer a fiscalização em locais onde há suspeita de focos do mosquito deve partir dos moradores.

Sintomas da dengue

O Ministério da Saúde define a dengue como uma doença febril aguda, sistêmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos pacientes se recupera, mas parte deles pode progredir para formas graves da doença. Os sinais clássicos da dengue são febre, geralmente junto com dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar e prostração. É uma febre que chega a 38° ou 39°. Tudo bem associado.

Foto: Ascom/Sesma

Mortes por Covid-19 superam em 10 vezes os óbitos causados pela dengue no Brasil  

Segundo o Ministério da Saúde, apesar da melhora no cenário epidemiológico, a Covid-19 ainda causa 10,8 vezes mais mortes no Brasil do que a dengue. Embora as duas sejam doenças importantes, seus impactos na saúde e os mecanismos de controle são diferentes. A letalidade da Covid-19 é maior, mas a dengue causa mais sintomas e sobrecarrega os prontos-socorros. É importante que a população mantenha as medidas de proteção e atualize sua vacinação contra a doença.

A situação atual do coronavírus não é de alarme como em outros momentos da pandemia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) encerrou a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) relacionada à Covid-19 em maio de 2021.

Com a maior campanha de vacinação já realizada no mundo, a mortalidade por Covid-19 tem diminuído significativamente. No Brasil, a média de mortes por semana é de 192, em comparação com 448 no mesmo período do ano passado. Durante o pico da pandemia, em abril de 2021, o país chegou a registrar uma média de 19.731 óbitos por semana. No entanto, é importante manter medidas de prevenção, como completar o esquema vacinal. Apenas 19,7% da população elegível recebeu a vacina bivalente, atualizada para a variante Ômicron.

A professora de Infectologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Raquel Stucchi, destaca a importância de atualizar a situação vacinal, especialmente para os grupos de risco, como idosos, crianças, gestantes e imunossuprimidos. É recomendado o uso de máscara em ambientes fechados e lotados. Em caso de sintomas respiratórios, é fundamental fazer o teste para Covid-19 e usar máscara por pelo menos 7 dias, independentemente da causa do quadro respiratório.

Em relação à dengue, a infectologista atribui o aumento dos casos ao fenômeno El Niño, que propicia condições ideais para a proliferação do Aedes aegypti, além do descarte inadequado de lixo e deficiências na infraestrutura de saneamento básico.

Foto: Prefeitura de Sorocaba/Divulgação 

Com apenas 10 dias para o fim da vacinação contra influenza, Pará atinge apenas 23% da meta.

A campanha de vacinação contra a Influenza(gripe) no Pará não atingiu a meta até então, faltando apenas dez dias para o encerramento. Até o momento, apenas 23% da população-alvo foi vacinada. 

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a vacinação, que visa atingir 90% dos grupos prioritários, termina quinta-feira (29), sem doses disponíveis a partir de 1º de março. A cobertura vacinal varia de 7% a 26% nos diferentes grupos, com destaque para os idosos e crianças. 

A gripe é uma infecção viral que atinge o sistema respiratório, manifestando sintomas como febre, calafrios, dores musculares, tosse e fadiga. Para prevenir a propagação da síndrome gripal e da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é necessário adotar medidas, como cobrir o nariz e a boca ao tossir, lavar as mãos, não compartilhar objetos pessoais, manter ambientes limpos e ventilados, evitar aglomerações e usar máscara se necessário, além de manter-se hidratado e ter uma alimentação saudável. Esses são cuidados essenciais para evitar o aumento dos casos de gripe e proteger a saúde da população.

Foto: Kleide Teixeira

Dia 29 de Fevereiro é celebrado o Dia Mundial e Dia Nacional das Doenças Raras. 

No último dia do mês de fevereiro, é celebrado o Dia Mundial e Dia Nacional das Doenças Raras. Essa data foi estabelecida em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis) com o objetivo de sensibilizar governantes, profissionais de saúde e a população em geral sobre a existência e os cuidados relacionados a essas doenças. O objetivo principal é disseminar conhecimento e buscar apoio aos pacientes, além de incentivar pesquisas para aprimorar o tratamento dessas condições. No Brasil, o Dia Nacional das Doenças Raras foi instituído pela Lei nº 13.693/2018. 

As doenças raras são aquelas que afetam até 65 pessoas em cada grupo de 100.000 indivíduos, o que representa cerca de 1,3 pessoa para cada 2.000 indivíduos. Embora não se conheça o número exato de doenças raras, estima-se que existam entre 6.000 a 8.000 tipos diferentes de doenças raras em todo o mundo. 

Essas doenças são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas, que podem variar não apenas de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa que tem a mesma condição. Muitas vezes, as manifestações dessas doenças podem se assemelhar a doenças comuns, o que dificulta o diagnóstico e causa sofrimento clínico e psicossocial significativo tanto para os afetados quanto para suas famílias. 

Em geral, as doenças raras são crônicas, progressivas e incapacitantes, podendo ser degenerativas e até mesmo fatais. Elas afetam significativamente a qualidade de vida das pessoas e suas famílias. Além disso, muitas dessas condições não possuem cura, e o tratamento consiste em acompanhamento clínico, fisioterapêutico, fonoaudiológico, psicoterapêutico, entre outros, com o objetivo de aliviar os sintomas ou retardar sua progressão. 

Abaixo, estão listadas algumas das doenças consideradas raras: 

Acromegalia, anemia aplástica, mielodisplasia e neutropenias constitucionais, angioedema, aplasia pura adquirida crônica da série vermelha, artrite reativa, biotinidase, deficiência de hormônio do crescimento – hipopituitarismo, dermatomiosite e polimiosite, diabetes insípido, distonias e espasmo hemifacial, doença de Crohn, doença falciforme, doença de Gaucher, doença de Huntington, doença de Machado-Joseph, doença de Paget – osteíte deformante, doença de Wilson, epidermólise bolhosa, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla, espondilite ancilosante, febre mediterrânea familiar, fenilcetonúria, fibrose cística, filariose linfática, hemoglobinúria paroxística noturna, hepatite autoimune, hiperplasia adrenal congênita, hipertensão arterial pulmonar, hipoparatireoidismo, hipotireoidismo congênito, ictioses hereditárias, imunodeficiência primária com predominância de defeitos de anticorpos, insuficiência adrenal congênita, insuficiência pancreática exócrina, Leucemia mieloide crônica (adultos), leucemia mieloide crônica (crianças e adolescentes), lúpus eritematoso sistêmico, miastenia gravis, mieloma múltiplo, mucopolissacaridose tipo I, mucopolissacaridose tipo II, osteogênese imperfeita, púrpura trombocitopênica idiopática, sarcoma das partes moles, síndrome hemolítico-urêmica atípica (SHUA), síndrome de Cushing, síndrome de Guillain-Barré, síndrome de Turner, síndrome nefrótica primária (crianças e adolescentes), talassemias, tumores neuroendócrinos (TNEs).

Doenças raras é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Doenças Raras: do diagnóstico ao cuidado”, no dia 29 de fevereiro. O tema será ministrado por Isabel Cristina Neves de Souza, graduada em medicina pela Universidade Federal do Pará, mestre e doutora pela Universidade Federal de São Paulo e por Luiz Carlos Santana da Silva, graduado em biomedicina pela Universidade Federal do Pará, mestre e doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Os palestrantes vão abordar o diagnóstico, o tratamento e os cuidados para pessoas acometidas por doenças raras. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.  

Dia 29 de fevereiro é o dia mundial das doenças raras, as quais são condições médicas que afetam um número muito pequeno de pessoas em comparação com a população geral. Devido à sua raridade, o diagnóstico muitas vezes é tardio. A pesquisa e capacitação contínua dos profissionais da saúde é fundamental para entender melhor essas doenças, desenvolver novos tratamentos e métodos de diagnóstico com objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.   

Segundo o conferencista Luiz Santana, a webconferência trará o contexto das doenças raras no Brasil, seus direitos e garantias. “Além de falar dos direitos de garantia das pessoas com doenças raras, também iremos destacar a importância do aconselhamento genético que é muito importante nas situações reprodutivas que envolvem essas doenças”, destaca o palestrante.  

Sobre os conferencistas  

Isabel Cristina Neves de Souza é médica pediatra, formada pela UFPA. Tem mestrado em Pediatria pela UFSP e é doutora em Pediatria pela UFSP. Tem também experiência na área de Medicina, com ênfase em saúde materno-infantil e genética, atuando no desenvolvimento infantil, dismorfofobia, erros inatos do metabolismo e deficiência intelectual. 

Luiz Carlos Santana da Silva é graduado em biomedicina pela UFPA. Tem doutorado e mestrado em Ciências Biológicas: Bioquímica pela UFRGS. É também professor titular do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA. Membro da Sociedade Brasileira de Genética Clínica e do Comitê Científico da Aliança Brasileira de Genética.  

É chefe do Laboratório de Erros Inatos do Metabolismo da UFPA. Na oncologia, tem destaque em análise molecular de câncer de tireóide. neurogenética: destaque para a análise molecular de genes envolvidos na etiologia da doença de parkinson, autismo e ataxias espinocerebelares. Odontologia: destaque para análise molecular de genes envolvidos na etiologia da fissura labiopalatina e caracterização de estruturas maxilo-faciais em pacientes com mucopolissacaridose.

Arte: Telessaúde UFPA/Ebaserh

Especialistas alertam sobre a importância do combate ao Aedes Aegypti no inverno Amazônico.

Com a chegada do inverno amazônico, os riscos de transmissão de dengue, zika e chikungunya aumentam e acendem um alerta para as medidas que precisam ser adotadas para evitar essas doenças. No combate ao mosquito, além da higienização dos locais, os repelentes surgem como um dos itens que podem auxiliar na prevenção.  

Os produtos podem ser encontrados em diversas farmácias com preços que variam entre R$12,79 e R$ 38,60. Eles apresentam diversas fragrâncias e podem ser aplicados em diferentes faixas etárias. 

Embora sejam de grande ajuda na prevenção contra o mosquito da dengue, os repelentes devem ser usados com cautela. A médica dermatologista Suzanne Vianna alerta sobre os cuidados na utilização dos repelentes. “As peles mais sensíveis devem ser protegidas de maneira mais intensa, fazendo uma hidratação antes da aplicação. As pessoas devem evitar aplicar em regiões dos olhos, boca e nariz, além daquelas partes onde a pele não esteja íntegra. No caso das crianças, evite passar nas mãos”, informa. 

Segundo especialistas, a forma correta de aplicação do repelente é priorizar áreas com maior exposição, como o rosto ou qualquer outra parte que ficará exposta fora da roupa. 

 A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) continua reforçando que, mesmo com o uso de repelentes, é de extrema importância dar continuidade aos procedimentos básicos para a prevenção da dengue. Entre eles estão: evitar água parada, tampar adequadamente a caixa d’água e cisternas, verificar constantemente para que não haja água acumulada em baldes e quintais, acondicionar corretamente o lixo em saco plástico, estar atento às coletas de lixo domiciliar e receber o agente (ACE), que estará identificado com crachá da Sesma, para uma visita em sua residência. 

Para denúncias de casos suspeitos, locais de possíveis criadouros, mais informações ou solicitar a visita de um Agente de Combate a Endemias (ACE), a Prefeitura de Belém, por meio da Sesma, disponibiliza o Disque Endemias (3251-4218).

Foto: iStock 

Telessaúde UFPA realiza treinamento com profissionais de saúde em Limoeiro do Ajuru

O Telessaúde UFPA/Ebserh prossegue com suas atividades, conduzindo, nos dias quinta-feira (1) e sexta-feira (2), um treinamento para os profissionais de Limoeiro do Ajuru, visando aprofundar o conhecimento sobre a utilização da plataforma “telessaude.ufpa.br”, voltada para os profissionais da área da saúde.

Victória Taves e Amanda Silva, relações institucionais do projeto Telessaúde UFPA/Ebserh, se reuniram na quinta-feira (1) com a coordenadora da regulação, Celiane Santana, e sua equipe para apresentação dos conceitos de teleconsultoria, tele-eletrocardiograma, teledermatologia e telerradiologia, contando com o suporte da equipe de regulação. Na sexta-feira (2), médicos e enfermeiros foram capacitados para utilizar a plataforma, permitindo que os profissionais de saúde possam utilizar os serviços oferecidos pelo projeto. O secretário de saúde de Limoeiro do Ajuru, Edson Marques, a coordenadora AB, Juliane Tavares, o coordenador CTA e Interlocutor com o Telessaúde, Renato de Oliveira, também estiveram presentes durante a capacitação.

O Telessaúde UFPA/Ebserh continua seu empenho nos detalhamentos necessários para a execução eficiente dos serviços oferecidos pela plataforma, com o objetivo de aprimorar a qualidade dos atendimentos na área de Atenção Primária à Saúde (APS).

Fotos: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

OMS emite alerta diante do aumento de casos de sarampo pelo Mundo  

Com o aumento global de casos de sarampo, a OMS emitiu alerta, ressaltando a importância da vacinação. No Brasil, um caso confirmado acende alerta nacional. A doença, previamente erradicada, ressurgiu em 2019, exigindo medidas urgentes. Médicos destacam os riscos, enquanto Belém aguarda novas doses da Tríplice Viral para reforçar a imunização.

O caso confirmado no Brasil, de uma criança de 3 anos, que veio do Paquistão e não estava vacinada, destaca a necessidade de atenção devido à globalização, já que muitos países não têm a vacinação como rotina, sendo apenas cerca de seis nações com uma cobertura vacinal eficaz contra o sarampo.

O sarampo, causado pelo vírus “morbillivirus”, é uma das principais causas de mortalidade infantil em países do Terceiro Mundo. Em 2016, o Brasil foi certificado pela eliminação do vírus, mas em 2019 perdeu o título de “país livre do vírus do sarampo”, resultando no surgimento de novos surtos da doença.

A médica pesquisadora em saúde pública, Cleonice Justino, destaca a altíssima contagiosidade do sarampo, cuja transmissão ocorre pela proximidade com uma pessoa doente, por meio de saliva, espirros e tosse. Os sintomas comuns incluem febre elevada, tosse, possível quadro de conjuntivite, e evolução marcada por manchas vermelhas na pele, iniciando no rosto e se espalhando pelo corpo e, em casos mais graves, pode resultar em óbito. Cleonice é responsável pelo núcleo de pesquisa clínica do Instituto Evandro Chagas (IEC).

Belém receberá novas doses da vacina Tríplice Viral até quarta-feira (31), conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). A distribuição para Unidades Básicas de Saúde (UBS) será concluída até sexta-feira (5), tornando o imunizante disponível a partir de segunda-feira. Recomendada para pessoas de 12 a 59 anos, a vacina exige duas doses para a faixa etária de 12 a 29 anos, e apenas uma dose para aqueles de 30 a 59 anos.

Foto: Fotohay/Shutterstock

Ministério da Saúde alerta para a necessidade de unir forças para conter o aumento dos casos de dengue

O aumento do número de casos de dengue no Brasil fez o Ministério da Saúde ligar um alerta sobre a importância de intensificar os cuidados para eliminar os focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e Chikungunya. Em reunião da Sala Nacional de Monitoramento de Arboviroses, realizada nesta terça-feira (30), o órgão reforçou que o momento é de prevenir e de cuidar.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil enfrenta um aumento preocupante de casos de dengue, registrando 217.481 casos prováveis este ano. Por essa razão, o MS destaca a urgência em eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Durante a reunião foram discutidas medidas implementadas desde 2023, incluindo campanhas regionais, criação de salas de monitoramento e distribuição de insumos para combater a proliferação do mosquito.

A vacinação é vista como esperança, mas a baixa disponibilidade de doses limita seu impacto imediato. Por isso, é importante contar com a colaboração da população para fortalecer as ações preventivas.

Para conter a propagação da dengue, agentes comunitários de endemias e saúde desempenham papel crucial. A conscientização da população sobre a eliminação de criadouros é fundamental, para conter a propagação, pois 74,8% dos criadouros do mosquito da dengue estão nos domicílios.

O Ministério da Saúde segue coordenando ações preventivas, intensificando estratégias, como distribuição de insumos. Mas a colaboração de todos é vital para controlar a dengue e garantir a saúde pública. O Ministério destaca a importância da população receber profissionais de saúde em suas casas para ajudar na eliminação de criadouros.

O que pode ser feito para evitar a propagação do mosquito transmissor da dengue e doenças associadas a ele?

  1. Manter as garrafas vazias ou baldes viradas para baixo;
  2. Não deixar entulho no quintal ou nas ruas e varrer diariamente a água parada;
  3. Cobrir as caixas d’água, poços ou piscinas e manter as calhas de água limpas;
  4. Colocar terra ou areia nos pratos dos vasos das plantas;
  5. Manter a lata de lixo devidamente tampada e jogar no lixo cascas de coco, latas de refrigerantes, copo plástico, garrafas, embalagens, etc.;
  6. Guardar pneus em locais cobertos, longe da chuva. Faça furos na parte de baixo ou entregue no serviço de limpeza;
  7. Tampar os ralos pouco usados com um plástico, jogando água sanitária no cano 2 vezes por semana;
  8. Diminuir o número de bebedouros de cães, gatos e passarinhos e manter o aquário limpo e fechado;
  9. Colocar telas de proteção nas janelas e mosquiteiros na cama para dormir

Com informações do Ministério da Saúde(www.gov.br/saude)

Foto: Uchôa Silva/Comus