Autor: Avelina Castro

Telessaúde UFPA participa do 2º Fórum Nacional de Telessaúde, em Goiânia (GO)

A equipe do Telessaúde UFPA está participando do 2º Fórum Nacional de Telessaúde, em Goiânia (GO). O evento está sendo realizado nesta quinta-feira (11) e integra a programação da 11ª edição do Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde (CBTms) e contará com 12 trabalhos selecionados para exibição. Após uma edição no formato remoto, o Congresso volta a acontecer presencialmente, neste ano, entre os dias 11 e 14 de abril. Para acessar a programação completa clique aqui.

Os 12 trabalhos do Telessaúde UFPA selecionados para o congresso serão exibidos em pôsteres em formato digital por membros da equipe, que estão participando do congresso. O objetivo é aproveitar a oportunidade do evento para troca de experiências que possam enriquecer e melhorar cada vez mais as ferramentas e ofertas de serviços do núcleo, no Pará.

A abertura do 2º Fórum Nacional de Telessaúde foi feita pela secretária de Informação e Saúde Digital, Dra. Ana Estela Haddad e teve as boas-vindas feitas pelo diretor do Departamento de Saúde Digital e Inovação, Cleonaldo de Almeida Costa. Ambos destacaram a importância dos trabalhos desenvolvidos pelos núcleos de Telessaúde de todo o país para a melhoria da qualidade dos atendimentos de saúde na Atenção Primária à Saúde (APS).

A coordenadora geral do Telessaúde UFPA, Profa. Dra. Maria do Socorro Castelo Branco fez uma apresentação sobre a implantação e consolidação do núcleo no Pará. Em sua participação, ela apresentou dados que mostram o crescimento do programa, como o aumento do número de municípios parceiros e de serviços executados, além do aumento da participação nas webconferências e webpalestras e do número de usuários cadastrados na plataforma telessaude.ufpa.br. Representantes de outros 13 núcleos de Telessaúde também fizeram apresentações dos seus trabalhos durante o evento.

Confira a lista com os nomes dos trabalhos aprovados que serão exibidos no evento:

  1. Fluxo de produção e uso das multimídias aplicadas à educação de profissionais da atenção primária à saúde por Núcleo de Telessaúde.
  2. Resolubilidade na atenção primária em um serviço de Teledermatologia em Belém do Pará.
  3. Perfil de usuários e laudos em um serviço de teledermatologia implantado há 2 anos no Pará.
  4. Os desafios na construção de curso autoinstrucional para trabalhadores da saúde.
  5. Implantação da Teledermatologia em Belém-PA: avanços e desafios da saúde digital no contexto amazônico.
  6. Educação Permanente na Atenção Primária à Saúde: A experiência do telessaúde vinculado a um hospital universitário no Pará
  7. Desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para apoio aos processos de certificação do serviço de Tele-educação em Núcleo de Telessaúde no Pará.
  8. Desafios na adesão à Telessaúde na região do Marajó, Pará, Brasil. 
  9. Utilização do telediagnóstico em eletrocardiograma por municípios Marajoaras.
  10. Teleconsultoria como processo de educação permanente da APS.
  11. Implantação de Telessaúde no estado do Pará.
  12. Comparação da evolução entre serviços ofertados pelo Telessaúde na Região da Amazônia Oriental: Caso do Pará.

Foto: Telessaúde UFPA

Telessaúde UFPA visita municípios do Marajó para ampliar os seus serviços

O Telessaúde UFPA/Ebserh visitou, na última semana, três municípios do Marajó, com o objetivo de ampliar o uso dos serviços ofertados pelo programa na região. Os municípios visitados foram Breves (26), Portel (27) e Curralinho (28), onde foram realizadas várias ações, como reuniões com as equipes de gestão da rede municipal de saúde, abertura de turmas do curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS e apresentação de dados de acesso aos serviços.

            De acordo com a relações institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh, Regiane Padilha, no município de Breves, foi realizada reunião com a equipe de gestão municipal de saúde para alinhamento sobre o uso dos serviços. “Nós fizemos a apresentação de novas especialidades para redes em Teleconsultoria, apresentamos o relatório situacional sobre a utilização dos serviços até o momento e fizemos a abertura de turma específica do curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS destinada aos profissionais de saúde brevenses”, destacou Regiane. “Breves tem se destacado como o município que mais tem utilizado o serviço do Tele-ECG na região do Marajó, o que é uma importante ferramenta para o diagnóstico de doenças dos pacientes atendidos na APS”, complementa.

            Na reunião em Breves, participaram: Karen Maria Cunha (Diretora da Atenção Primária); Ana Gabrielle Cavalcante (Coordenadora da Atenção Primária); Camila Sousa (Diretora da Atenção Especializada) e Leonardo Rodrigues (Suplente de Agente Comunitário de Saúde).

            Em Portel, Regiane Padilha fez a apresentação do relatório situacional sobre a utilização pelo município dos serviços ofertados pela plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh até o momento.  Além disso, foram apresentadas aos gestores da saúde municipal as novas especialidades para redes em Teleconsultoria e também foi aberta uma turma específica do curso Processo de trabalho na APS, que visa contribuir com a educação permanente dos profissionais de saúde que atuam na Atenção Primária, mas a data de início das aulas ainda será definida pela gestão de Portel.

            Participaram da reunião em Portel Marília Corrêa da Costa (Coordenadora da Atenção Primária), Adriana Lobato da Costa (Responsável pelo telemedicina), Jairo Afonso Moura (Diretor de Patrimônio) e Simone do Baia (Coordenadora Saúde Mental).

            O último município visitado pela equipe do programa foi Curralinho, onde foi discutido com a equipe de gestão da saúde municipal a implementação do Plano de Ação. Além disso, foi marcada uma ação de capacitação dos profissionais de saúde que atuam na APS para o mês de maio. Na ocasião, serão apresentados os serviços e as formas de acesso e uso dos serviços disponibilizados pelo Telessaúde UFPA/Ebserh por meio da plataforma telessaude.ufpa.br.

            Encerrando a agenda de visitas e reuniões no Marajó, Regiane Padilha reuniu no município de Curralinho, com Jéssica Fernandes Oliveira (Coordenadora da Atenção Primária), Gisele Ferreira Santos (Diretora da Atenção Primária), Jaqueline Teles de Sousa (Coordenadora de Educação Permanente).

Fotos: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

Campanha oficial de vacinação contra gripe é lançada pelo MS

A campanha de vacinação contra a gripe foi lançada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (25). O objetivo é proteger os brasileiros antes do aumento da circulação dos vírus respiratórios. A expectativa é imunizar 75 milhões de pessoas, incluindo idosos, gestantes, profissionais de saúde, crianças, professores e outros grupos prioritários. A vacinação busca garantir proteção contra a gripe, estimulando a produção de anticorpos e protegendo contra as cepas atualizadas, de acordo com a OMS. 

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destaca que a expectativa é imunizar 75 milhões de pessoas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os grupos prioritários estão idosos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, crianças de 6 meses a menores de 6 anos e professores da rede pública de ensino, entre outros.

Em 2024, haverá uma mudança em relação a estratégia de vacinação contra a influenza. Nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a vacinação ocorrerá no primeiro semestre do ano, enquanto no Norte será no segundo semestre. Essa mudança visa atender às particularidades climáticas da região, considerando o período do Inverno Amazônico, quando há maior circulação viral e transmissão da gripe. A estratégia de microplanejamento, realizada em conjunto com estados e municípios, busca fortalecer e ampliar o acesso à vacinação, levando em conta as diversidades regionais e permitindo que os municípios se organizem de acordo com a realidade local. 

A composição da vacina contra a influenza deste ano protege contra a Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. Diversos grupos podem se vacinar, incluindo crianças de 6 meses a menores de 6 anos, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, professores, idosos, pessoas com doenças crônicas, entre outros. Crianças que receberão a vacina pela primeira vez devem tomar duas doses, com um intervalo de 30 dias.

A vacinação contra a gripe é a melhor forma de se proteger contra a doença. O imunizante estimula a produção de anticorpos contra o vírus da Influenza e é atualizado anualmente de acordo com as cepas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo quem já recebeu a vacina em anos anteriores deve tomar a dose atualizada. As vacinas são comprovadamente eficazes na proteção contra as cepas mais recentes do vírus.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Doses de vacina contra a dengue que não foram usadas serão redistribuídas

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (20) que vai redistribuir as doses da vacina contra a dengue enviadas aos 521 municípios selecionados pela pasta e que ainda não foram utilizadas. Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, terão prioridade para receber as doses os municípios que decretaram situação de emergência em razão da doença.

De acordo com o MS, o órgão fará um rankeamento dos municípios que estão em situação de emergência por dengue, para fazer a redistribuição utilizando diversos critérios, entre eles aumentar a faixa etária a ser imunizada na rede pública, atualmente definida entre 10 e 14 anos.

Segundo explica a ministra Nísia Trindade, a vacina é um instrumento importantíssimo a médio e longo prazo, mas ela não é a solução para essa epidemia, sobretudo porque trata-se de uma vacina aplicada em duas doses com intervalo de três meses.

A ministra adiantou que a pasta está negociando com a farmacêutica Takeda, fabricante da Qdenga, a possibilidade de produção da vacina no Brasil. O plano do governo é utilizar a planta da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que já é responsável pelas produção de doses contra a febre amarela aplicadas no país. “Já antecipamos que haverá a possibilidade de uma produção nacional, mas só vamos fazer o anúncio completo, com segurança, com todos os dados e o cronograma porque senão a gente coloca uma coisa no ar”, explicou Nísia Trindade.

Além disso, Nísia ressalta também que o ministério acompanha de perto os avanços da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. “Temos apoiado o Instituto Butantan no desenvolvimento da vacina, que já alcançou, segundo publicações, bons resultados na fase 3 de sua pesquisa clínica”, concluiu.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

SUS passa a ofertar testagem molecular para detectar vírus HPV no Pará

O Sistema Único de Saúde (SUS) já está disponibilizando a testagem molecular para detectar o vírus HPV, no Pará. Segundo o Ministério da Saúde, o método é considerado como padrão ouro para detecção do câncer de colo de útero, pois a tecnologia possibilita diagnóstico rápido e preciso da doença considerada a quarta causa de óbitos entre mulheres.

Estima-se que, no Pará, cerca de 830 mulheres sejam diagnosticadas com câncer de colo do útero. Apesar de ser uma doença que pode ser prevenida, ela segue como o quarto tipo de câncer mais comum e a quarta causa de óbito pela doença em mulheres — principalmente negras, pobres e com baixos níveis de educação formal. No Norte do país, por exemplo, é a principal causa de óbito entre as mulheres. O Pará tem uma taxa de mortalidade estimada em 7,72 casos para cada 100 mil mulheres, de acordo o Ministério.

Atualmente, a forma tradicional de rastreio, por meio do exame papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem é recomendada a cada cinco anos. A expectativa do governo é que a mudança possa trazer melhor adesão e facilitar o acesso ao exame.

A doença tem causa conhecida: a infecção resistente por algum tipo de HPV, infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. Mas, embora sejam ofertadas alternativas para prevenção – tanto por meio da vacinação contra HPV, do uso de preservativos nas relações sexuais e da realização do rastreio para diagnóstico precoce — a doença segue como uma das principais causas de morte de mulheres em idade fértil por câncer no Brasil.

A testagem molecular é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e integra as estratégias para eliminação do câncer do câncer de colo de útero como problema de saúde pública até 2030. A incorporação dessa tecnologia foi avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a já ofertada no SUS.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Telessaúde UFPA consolida parceria com o município de Curuçá

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou uma visita técnica no município de Curuçá, na última quarta-feira (06). Durante a visita foi realizada reunião com a equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde para alinhamento das ações para implantacao dos serviços do Telessaúde no município. A equipe do programa, representada por Renata Durval e Amanda Silva também realizou treinamentos com os profissionais de saúde da rede municipal para o uso da plataforma telessaude.ufpa.br e uso dos serviços disponíveis para melhorar a qualidade do atendimento na Atenção Primária à Saúde (APS).


Na reunião realizada com os representantes da Secretaria Municipal de Saúde estiveram presentes o coordenador da Regulação, Raffaelle Lima , a coordenadora da Atenção Primária à Saúde (APS), Jamille Costa, a diretora do hospital municipal, Alessandra Pereira e a secretária de saúde, Socorro Ruivo.

Nos dias 06 e 07, foram realizados os treinamentos com os profissionais de saúde da rede municipal. Ao todo, participaram do treinamento, oito médicos, 11 enfermeiros e um técnico de enfermagem. Com o treinamento, a parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com o município de Curuçá fica consolidada e os serviços disponibilizados na plataforma já podem ser utilizados pelos profissionais do município.

Fotos: Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde segue fazendo treinamento com profissionais de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou mais um ciclo de treinamento com profissionais de saúde de Belém, nesta sexta-feira. Nessa turma, participaram da qualificação, enfermeiras e agentes comunitários de saúde (ACSs) do Distrito Administrativo do Guamá (Dagua). O treinamento é resultado de uma parceria do programa com a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).

Durante o treinamento, a equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh, sob o comando da coordenadora administrativa, Nayara Faro, apresentou as ferramentas da plataforma (telessaude.ufpa.br) e o curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS. Foi um momento importante para os participantes fazerem uma ambientação no curso e experimentarem todas as suas funcionalidades.

Foto: Helder Batista/Telessaúde UFPA

Telessaúde UFPA realiza treinamento com profissionais de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA realizou nesta quarta-feira (06) um treinamento de acesso ao curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” para 46 profissionais da área da saúde de Belém. O treinamento faz parte da parceria do programa com a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) e, na ocasião, foi apresentado o curso para os profissionais e os passos para a acesso a plataforma Moodle onde o curso está disponível. Essa é a segunda turma que está fazendo a sua qualificação continuada para um melhor atendimento nas unidades de saúde.

Segundo a coordenadora do Tele-Educação, serviço onde o curso está inserido, na estrutura do Telessaúde UFPA, Leidiana Lopes, durante o treinamento, os alunos tiveram a oportunidade de se cadastrar na plataforma telessaúde.com.br e em seguida puderam realizar o primeiro acesso ao curso. “Foi uma oportunidade de ambientação dos profissionais na plataforma, ocasião em que eles puderam conhecer melhor toda a dinâmica do curso e as suas funcionalidades e elementos de interação, além de poderem tirar as suas dúvidas”, destacou a coordenadora.

Os 46 profissionais de saúde que estiveram presentes no treinamento atuam nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) da Sesma, no Distrito Administrativo do Guamá (Dagua). Nessa segunda turma do curso, estão participando profissionais de diferentes categorias da área da saúde, como médicos(as), enfermeiras(os), agentes comunitários de saúde (ACSs), técnicos de enfermagem, nutricionistas, entre outros.

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” foi lançado pelo Telessaúde UFPA/Ebserh em janeiro deste ano. É destinado à capacitação dos profissionais integrantes das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS) e possui 60 horas, de forma totalmente online. A sua realização é resultado de uma parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com a Prefeitura Municipal de Belém (PMB), por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). Na primeira turma, iniciada em fevereiro, participaram 40 agentes comunitários de saúde (ACS’s) do Distrito de Belém (Dabel).

As turmas do curso autoinstrucional seguirão sendo formadas e treinadas para participação. Já está prevista a realização de uma terceira turma para os demais agentes comunitários de saúde que foram aprovados no processo seletivo e foram chamados, cerca de aproximadamente 1.200 ACS’s.

Sobre o curso

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” tem metodologia baseada na problematização (Arco de Magherez), partindo da situação problema apresentada em cada módulo. Os conteúdos serão apresentados na forma de texto, e utiliza recursos educacionais, como vídeos, animações, mapas, jogos, entre outros de formato interativo, garantindo melhor apreensão dos conteúdos pelos alunos. Os temas abordados no curso serão apresentados em três módulos: 1 – SUS, Atenção Primária a Saúde e Território; 2 – Organização do trabalho em equipe e gestão do cuidado na APS e 3 –  Mecanismos de Coordenação de cuidados: As Redes de Atenção em Saúde. O objetivo principal é que o aluno, ao final do curso, potencialize seus conhecimentos para facilitar o processo de trabalho em equipe multiprofissional no SUS, mais especificamente na ESF, de acordo com a realidade territorial de cada município.

Além disso, a plataforma telessaude.ufpa.br é totalmente responsiva, ou seja, você pode estudar tanto em desktops quanto em aparelhos móveis. O participante também pode baixar todo o conteúdo do curso para estudar de maneira off-line, exclusivamente, pelo aplicativo da plataforma Moodle. A plataforma também conta com opções de acessibilidade que promovem a inclusão, como tradutor de libras e audiodescrição. O processo de avaliação será feito ao final de cada módulo, quando o aluno realizará uma atividade que avaliará o conhecimento adquirido. A emissão do certificado está condicionada a realização completa do curso e alcance de 70% de acertos nas atividades. Ao finalizar o curso, o aluno poderá, ainda, solicitar o certificado via plataforma Moodle.

Fotos: Helder Batista e Juliana Reis/Telessaúde UFPA

Webconferência vai debater “Diagnóstico e manejo da dengue na APS”

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Diagnóstico e manejo da dengue na APS”, no dia 19 de março. O tema será ministrado pelo médico infectologista e mestre em Doenças Tropicais, Rhomero Assef, que vai abordar o cenário atual da dengue no Pará e no país e como realizar o manejo dos pacientes nas unidades de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS), uma vez que tem crescido o número de casos de dengue. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Durante o evento, o conferencista Rhomero Assef vai apresentar a situação epidemiológica da dengue, em especial no Pará, e contribuirá com seus conhecimentos para ajudar os profissionais de saúde no diagnóstico e manejo dos casos de dengue atendidos nas unidades de APS. “Nós vamos orientar os profissionais como identificar características do vetor e as estratégias de controle individual e coletivo do Aedes aegypti no contexto da APS, além de contribuir para que todos possam compreender as fases clínicas e os sinais e sintomas de alarme da dengue e orientar como fazer o manejo clínico com classificação de risco da dengue na APS”, destaca o infectologista.

Em Belém, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), o Departamento de Vigilância em Saúde já registrou até o momento, 507 casos foram notificados, dos quais 143 foram descartados e 163 seguem em análise. Os bairros com mais registros na capital são Guamá (34), Cremação (18) e Coqueiro (14). Belém segue sem registro de mortes causadas pela doença.

A Sesma destaca que agentes de saúde estão fazendo visitas aos imóveis para fazer a verificação e eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, além de orientar a população sobre a limpeza de quintais e acondicionamento de lixo. A fiscalização nas residências é feita com o consentimento dos moradores, pois as equipes não podem entrar nas propriedades sem autorização.

Em relação ao acesso às testagens que possam confirmar o diagnóstico em pacientes com dengue, a Sesma informa que o usuário oriundo de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e Estratégia Saúde da Família, terá que passar necessariamente por uma avaliação e recomendação médica para que seja identificada a necessidade desse exame, com notificação que indique a suspeita de dengue. Depois, é aguardar a coleta sorológica realizada pela equipe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE). As amostras são encaminhas ao Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), que está abastecido com kits para análises neste período de aumento no número de casos suspeitos.

O Ministério da Saúde define a dengue como uma doença febril aguda, sistêmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos pacientes se recupera, mas parte deles pode progredir para formas graves da doença. Os sinais clássicos da dengue são febre, geralmente junto com dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar e prostração. É uma febre que chega a 38° ou 39°. Tudo bem associado.

Sobre o conferencista:

Rhomero Salvyo Assef Souza é médico infectologista, especialista em Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar e mestre em Doenças Tropicais. Faz parte do corpo clínico da Unidade de Doenças Infecto-parasitarias do Hospital Barros Barreto e é professor do Curso de Medicina do Cesupa.

Dia D de Combate à Dengue: cerca de quatro mil imóveis são visitados em Belém

Cerca de quatro mil imóveis foram visitados em Belém durante a campanha do Dia Nacional de Combate à Dengue (Dia D), realizada no último sábado (02). O objetivo da campanha é o combate ao mosquito transmissor do vírus, o Aedes aegypti, pois até o momento, mais de 500 casos da doença foram notificados na capital paraense.

As equipes de agentes de saúde visitaram no Dia Nacional de Combate à Dengue imóveis do Distrito Administrativo do Guamá (Dagua), com o primeiro ponto de encontro dos agentes de combates às endemias em frente à agência da Caixa Econômica Federal (Av. José Bonifácio com Rua Paes de Souza). A partir deste local foram visitados 2.170 imóveis num total de 11 quarteirões. Já o segundo ponto de encontro foi no bairro da Cremação, em frente ao supermercado Líder (Av. Alcindo Cacela com Av. Fernando Guilhon), com percurso de 17 quarteirões e visitou 1. 836 imóveis.

A ação é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com diversas capitais brasileiras devido ao período de alta sazonalidade de transmissão da doença. De acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde, até o momento, 507 casos foram notificados, dos quais 143 foram descartados e 163 seguem em análise. Os bairros com mais registros são Guamá (34), Cremação (18) e Coqueiro (14). Belém segue sem registro de mortes causadas pela doença.

Segundo informa a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), durante as visitas, as equipes de agentes de saúde fazem verificação e eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, além de orientar a população sobre a limpeza de quintais e acondicionamento de lixo. A fiscalização nas residências é feita com o consentimento dos moradores, pois as equipes não podem entrar nas propriedades sem autorização.

Em relação ao acesso às testagens que possam confirmar o diagnóstico em pacientes com dengue, a Sesma informa que o usuário oriundo de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e Estratégia Saúde da Família, terá que passar necessariamente por uma avaliação e recomendação médica para que seja identificada a necessidade desse exame, com notificação que indique a suspeita de dengue. Depois, é aguardar a coleta sorológica realizada pela equipe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE). As amostras são encaminhas ao Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), que está abastecido com kits para análises neste período de aumento no número de casos suspeitos.

A Sesma ressalta que em caso de suspeita de focos do mosquito, a população pode ligar para o Disque Endemias – 3251-4218, de segunda a sexta-feira de 8h às 18h. A iniciativa para fazer a fiscalização em locais onde há suspeita de focos do mosquito deve partir dos moradores.

Sintomas da dengue

O Ministério da Saúde define a dengue como uma doença febril aguda, sistêmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos pacientes se recupera, mas parte deles pode progredir para formas graves da doença. Os sinais clássicos da dengue são febre, geralmente junto com dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar e prostração. É uma febre que chega a 38° ou 39°. Tudo bem associado.

Foto: Ascom/Sesma

SUS oferece absorventes para população em situação de vulnerabilidade social

O programa Farmácia Popular já está disponibilizando absorventes para a população em situação de vulnerabilidade social desde a última terça-feira (23). O serviço já está disponível em todo o Brasil e cerca de 31 mil farmácias já estão cadastradas no programa.

Para ter acesso ao absorvente, precisa apenas apresentar uma autorização, emitida pelo aplicativo “Meu SUS Digital” e um documento com foto. Caso haja dificuldade no processo para gerar o documento online, a pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros Pop ou equipes do consultório para mais orientações

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 4 milhões de meninas sofrem com a privação de higiene no ambiente escolar. O governo federal, por meio do Ministério da Saúde iniciou a campanha “Dignidade Menstrual – um ciclo de respeito” também nesta terça-feira (23), na TV aberta, no rádio e em locais de grande circulação de pessoas em todo o país. Mais informações também estão na página, criada pelo Ministério da Saúde, em: www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2024/dignidade-menstrual

Para ter acesso aos absorventes do programa Farmácia Popular é preciso ter entre 10 e 49 anos de idade e ser inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal e também estar em situação de vulnerabilidade social extrema (com renda mensal de até R$218 por pessoa), ser estudante da rede pública de ensino de baixa renda, ou estar em situação de rua.

Como retirar o absorvente gratuito?

      – Apresente a autorização emitida no aplicativo Meu SUS digital; <https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/meu-sus-digital> ;

      – Leve documento de identidade com foto e CPF.

Onde retirar o absorvente?

      – Acesse a lista de farmácias onde pode ser retirado o item de higiene: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/farmacia-popular/arquivos/farmacias_credenciadas_pfpb_atualizada.xlsx/view

Foto: Jerônimo Gonzalez/MS

Telessaúde realiza visita técnica ao município marajoara de Afuá

O Telessaúde UFPA/Ebserh segue seu trabalho de construção e fortalecimento de parcerias com os municípios marajoaras. Desta vez, a equipe técnica do projeto visitou o município de Afuá, onde realizou uma extensa agenda de reuniões com a gestão de saúde municipal, além de treinamentos sobre o uso dos serviços da plataforma telessaude.ufpa.br para profissionais da área da saúde, que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS). As atividades foram realizadas nesta quinta (25) e sexta (26) e teve ampla participação dos profissionais.

A relações institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh, Regiane Padilha, junto com Amanda Silva, do apoio técnico do projeto, reuniram nesta quinta-feira (25) com a equipe da gestão municipal de saúde de Afuá para alinhamento do plano de ação e definição de fluxos para os serviços de Tele-ECG e Teledermatologia. Estiveram presentes na reunião, a secretária de Saúde de Afuá, Patricia Quaresma, a coordenadora da Atenção Primária à Saúde (APS) do município, Karoline Santos, o diretor do hospital, Josivan Nascimento , a chefe da regulação municipal, Anne  Karoline Costa e a médica Suellem Barbosa.

Durante a visita também foram realizadas atividades de capacitação com a equipe de médicos(as), enfermeiras(os) e técnicos que trabalham nas unidades de saúde da APS do município para o uso dos serviços de Tele-ECG e Teledermatologia, ambos por meio da plataforma telessaude.ufpa.br.

O Telessaúde UFPA/Ebserh já possui parceria fechada com Afuá e, agora, está trabalhando nos detalhamentos para a execução dos serviços que são oferecidos na área da saúde, voltados de forma especial para a melhoria da qualidade dos atendimentos na área da Atenção Primária à Saúde (APS).      

Fotos: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde UFPA realiza aula inaugural de curso para agentes de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou a aula inaugural do curso “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” para agentes comunitários de saúde de Belém,nesta segunda-feira (22). A aula foi ministrada pela Profa. Ma. Cybelle Pereira em cerimônia realizada na Escola do SUS do Município de Belém (Av. Generalíssimo Deodoro, nº 01), que fez a apresentação do conteúdo que será disponibilizado aos alunos, de forma EAD autoinstrucional, por meio da plataforma telessaude.ufpa.br

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” é destinado à capacitação dos profissionais integrantes das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS) e possui 60 horas, de forma totalmente online. Essa será a primeira turma do curso, resultado de uma parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com a Prefeitura Municipal de Belém (PMB), por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), que selecionou, nesse primeiro momento, 40 agentes comunitários de saúde (ACS’s) do Distrito de Belém (Dabel).

Durante a cerimônia de lançamento e aula inaugural, a vice-coordenadora do Telessaúde/UFPA, Leidiana Lopes, que também é coordenadora do curso, falou da sua emoção e alegria em ver o curso em funcionamento e contribuindo para a qualificação profissional de agentes de saúde e para a melhoria da qualidade dos atendimentos na APS. “Para nós é uma conquista muito grande enquanto núcleo de Telesaúde. Eu estou emocionada porque foi um desafio construir o curso de forma autoinstrucional, EAD, mas estamos felizes, porque temos certeza que o curso vai contribuir para a melhoria do processo de trabalho dos agentes comunitários de saúde, e não só deles, como de outros profissionais da atenção primária”, destacou a coordenadora.

Na ocasião, os 40 agentes comunitários de saúde também fizeram uma oficina de ambientação na plataforma, realizada no laboratório de informática do Instituto de Ciências Médicas (ICM) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os agentes puderam aprender a acessar o curso autoinstrucional e a utilizar todos os recursos didáticos interativos, além de tirar dúvidas sobre o funcionamento do curso.

Leidiana Lopes também ressaltou que a parceria com a Sesma já prevê novas turmas pela frente. “Neste momento, temos a primeira turma da aula inaugural de 40 ACS’s e já temos fechada uma parceria para uma segunda turma, que vai ser de profissionais que já estão atuando na atenção primária do Distrito Administrativo do Guamá (Dágua), será uma turma de mais de 100 alunos. Além disso, também ofertaremos uma terceira turma para os demais agentes comunitários de saúde que foram aprovados no processo seletivo e foram chamados, cerca de aproximadamente 1.200 ACS’s. Então, nós só temos a agradecer porque estamos, enquanto núcleo de Telessaúde e enquanto universidade, contribuindo na integração, ensino, serviço e comunidade”, ressalta a coordenadora.

Sobre o curso

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” tem metodologia baseada na problematização (Arco de Magherez), partindo da situação problema apresentada em cada módulo. Os conteúdos serão apresentados na forma de texto, e utiliza recursos educacionais, como vídeos, animações, mapas, jogos, entre outros de formato interativo, garantindo melhor apreensão dos conteúdos pelos alunos. Os temas abordados no curso serão apresentados em três módulos: 1 – SUS, Atenção Primária a Saúde e Território; 2 – Organização do trabalho em equipe e gestão do cuidado na APS e 3 –  Mecanismos de Coordenação de cuidados: As Redes de Atenção em Saúde. O objetivo principal é que o aluno, ao final do curso, potencialize seus conhecimentos para facilitar o processo de trabalho em equipe multiprofissional no SUS, mais especificamente na ESF, de acordo com a realidade territorial de cada município.

Além disso, a plataforma telessaude.ufpa.br é totalmente responsiva, ou seja, você pode estudar tanto em desktops quanto em aparelhos móveis. O participante também pode baixar todo o conteúdo do curso para estudar de maneira off-line, exclusivamente, pelo aplicativo da plataforma Moodle. A plataforma também conta com opções de acessibilidade que promovem a inclusão, como tradutor de libras e audiodescrição. O processo de avaliação será feito ao final de cada módulo, quando o aluno realizará uma atividade que avaliará o conhecimento adquirido. A emissão do certificado está condicionada a realização completa do curso e alcance de 70% de acertos nas atividades. Ao finalizar o curso, o aluno poderá, ainda, solicitar o certificado via plataforma Moodle.

Fotos: Karla Pinheiro

Infecção Latente por Tuberculose é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Infecção Latente por Tuberculose: como identificar na APS”, no dia 30 de janeiro.  O tema será ministrado pelo médico infectologista Julius Caesar Mendes Soares Monteiro, que tem mestrado em Saúde na Amazônia. O palestrante vai abordar como pode ser feita a identificação e o acompanhamento das pessoas acometidas pela doença, que possui bastante ocorrências nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) do Pará. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo o conferencista Julius Caesar, a webconferência trará informações sobre todos os aspectos importantes em relação ao tratamento das infecções latentes por tuberculose em pacientes que são atendidos nas unidades de APS. “Eu vou apresentar dados e informações sobre a melhor forma de atendimento desses casos nas unidades de saúde e o tratamento dos pacientes até a alta”, destaca o palestrante.

Segundo consta na literatura médica, a tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pela micobactéria Mycobacterium tuberculosis, cuja transmissão ocorre por meio da via respiratória, através de aerossóis eliminados pela fala, tosse e espirros, podendo ser pulmonar ou extrapulmonar. É estimado que 25% da população mundial já tenha entrado em contato com o M tuberculosis, no entanto, apenas cerca de 10% desses indivíduos irão desenvolver a doença.

Ocorre que, mesmo que nem todos os indivíduos portadores do bacilo adoeçam com a forma ativa da tuberculose, eles permanecem com os bacilos em reservatório, que podem ser reativados de acordo com condições que comprometam a resposta imune. Essa condição é denominada Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) ou tuberculose latente. Ressalta-se que o maior risco de adoecimento se dá nos primeiros anos após a infecção, além de fatores como infecção pelo vírus HIV ou outras doenças que causem imunossupressão, desnutrição, idade inferior a 2 anos ou superior a 60 anos e diabetes mellitus. E é sobre o ILTB e suas complicações e tratamento que o infectologista Julius Caesar vai abordar em sua webconferência.

Sobre o conferencista

Julius Caesar Mendes Soares Monteiro é médico infectologista, formado pela UFPA. Tem mestrado em Saúde na Amazônia e é doutorando em Doenças Tropicais, ambos pela UFPA. É também infectologista do complexo hospitalar universitário UFPA/EBSERH e médico do IFPA, além de ser médico referência em genotipagem para o HIV pelo ministério da saúde e membro da câmara técnica em antirretrovirais do estado do Pará.

Especialistas alertam para a necessidade de vacinação de grupos de risco para combater a covid-19

Para garantir um melhor combate à Covid-19, especialistas alertam para a necessidade de ampliar a vacinação de pessoas que se encontram no chamado grupo de risco. O médico infectologista Gonzalo Vecina Neto, que é ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ressalta que, embora a pandemia de covid-19 já tenha sido “debelada”, o vírus continua circulando e ainda estão sendo registradas mortes pela doença. “Continuam acontecendo mortes pela covid-19. Então, uma questão importante é atualizar o calendário vacinal”, alerta o especialista.

Segundo avaliação do infectologista, durante a pandemia, observou-se no país momentos muito críticos, como o comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e representantes do governo federal, que se posicionavam de forma negacionista e antivacina. Nos dias atuais, o médico ressalta que está sendo verificada uma baixa cobertura de vacinação de crianças. “A mortalidade está muito elevada nas crianças abaixo de 5 anos por causa da baixa cobertura”, acrescentou. As variantes que estão circulando atualmente têm uma grande capacidade de disseminação, mas uma mortalidade mais baixa. No entanto, a doença pode ainda acometer de forma grave especialmente os grupos que têm menos defesas imunológicas.

Tais grupos são os idosos, crianças pequenas, gestantes e portadores de comorbidades. “Esses grupos têm uma fragilidade do ponto de vista de enfrentar imunologicamente o invasor no corpo, por isso eles se beneficiam da vacina. Particularmente esses mais frágeis, ao terem a doença, tem uma maior possibilidade de hospitalização e de morte”, explicou Vecina.

A infectologista do Instituto Emílio Ribas, Rosana Richtmann, destaca que a tendência é que se faça a vacinação anual, especialmente para os grupos de maior risco, utilizando vacinas que consigam dar proteção contra as novas variantes do vírus causador da doença. “O que a gente aprendeu com a covid-19 é que o vírus vai tendo pequenas mutações, ele vai mudando a sua genética, vai escapando da nossa imunidade. Isso é um processo contínuo. Então, muito mais importante do que você me contar quantas doses de vacina de covid-19 você tomou nesses últimos três anos, a minha pergunta seria quando foi a sua última dose e qual vacina você tomou. Se você tiver uma dose atualizada, é suficiente”, explica.

A infectologista destaca também que, nos Estados Unidos, já está disponível a vacina mais atualizada, uma monovalente que combate a variante XBB da doença. “O Brasil está usando a bivalente [que combate cepas anteriores], dentro do país é a mais atual. A gente julga que, neste momento, seria importante o Brasil adquirir essa vacina monovalente atualizada no lugar da bivalente”, defendeu.

Para Richtmann, um dos principais desafios a serem enfrentados neste momento é justamente a vacinação de crianças pequenas, a partir de seis meses de idade (grupo de risco), pois segundo ela, adultos e crianças maiores chegaram a ter a doença ou tomar a vacina, o que garante alguma proteção contra o vírus. “Há um desafio para vacinar essa população, porque é uma população virgem de proteção, eles não têm proteção nem adquirida, nem através da vacinação”, disse. Nesse sentido, a infectologista reforça a importância de a vacinação de crianças contra a covid-19 fazer parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI). “No ano passado, tivemos 135 mortes de crianças, o que poderia ter sido prevenido através de vacinação”, conclui.

Foto: Edielson Shinohara/Sesma

Telessaúde lança curso online “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde”

O Telessaúde UFPA/Ebserh está lançando o curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde”, nesta segunda-feira (22). O curso é destinado à capacitação dos profissionais integrantes das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS), possui 60 horas e é totalmente online. A cerimônia de lançamento será na Escola do SUS do Município de Belém (Av. Generalíssimo Deodoro, nº01), a partir das 9h, com uma aula inaugural ministrada pela Profa. Ma. Cybelle Cristina Pereira Rodrigues. As aulas serão acessadas por meio da plataforma telessaude.ufpa.br e a primeira turma será composta por 40 agentes comunitários de saúde (ACS’s) da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma).

O curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” integra as ações de Tele-Educação do projeto, cujos serviços são voltados para a capacitação dos profissionais da área de saúde, com o objetivo de melhorar a qualidade dos atendimentos da população no âmbito da APS.

Segundo a coordenadora do Tele-Educação, enfermeira Leidiana Lopes, nesse primeiro momento, o curso terá como turma inaugural, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), com quem o projeto possui parceria em vários serviços.

Sobre o curso

O curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” tem metodologia baseada na problematização (Arco de Magherez), partindo da situação problema apresentada em cada módulo. “Essa metodologia proporciona autonomia nos alunos para construir sua dinâmica de estudos, mas é preciso que todos tenham regularidade no acesso e leitura do material disponibilizado no ambiente virtual”, destaca Leidiana Lopes, acrescentando que os conteúdos serão apresentados na forma de texto, animações, mapas, conteúdos interativos e outras formas pedagógicas.

Os temas abordados no curso serão apresentados em três módulos: 1 – SUS, Atenção Primária a Saúde e Território; 2 – Organização do trabalho em equipe e gestão do cuidado na APS e 3 –  Mecanismos de Coordenação de cuidados: As Redes de Atenção em Saúde. O objetivo principal é que o aluno, ao final do curso, potencialize seus conhecimentos para facilitar o processo de trabalho em equipe multiprofissional no SUS, mais especificamente na ESF, de acordo com a realidade territorial de cada município.

Todos os ensinamentos do curso são pensados e direcionados para ajudar os profissionais da área da saúde no cotidiano de suas atividades nas unidades de saúde de APS, tendo como público-alvo: integrantes das equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS), que atuam nos municípios do Estado do Pará e estudantes de graduação e pós-graduação da área da saúde. Mas, o curso também estará com inscrições abertas para profissionais interessados de todo o país.

Online, interativo e com acessibilidade

O curso é inteiramente online, de forma autoinstrucional, e utiliza recursos educacionais, como textos, vídeos, animações, mapas, jogos, entre outros de formato interativo, garantindo melhor apreensão dos conteúdos pelos alunos. Além disso, a plataforma é totalmente responsiva, ou seja, você pode estudar tanto em desktops quanto em aparelhos móveis. O participante também pode baixar todo o conteúdo do curso para estudar de maneira off-line, exclusivamente, pelo aplicativo da plataforma Moodle.

A plataforma também conta com opções de acessibilidade que promovem a inclusão, como tradutor de libras e audiodescrição. O processo de avaliação será feito ao final de cada módulo, quando o aluno realizará uma atividade que avaliará o conhecimento adquirido. A emissão do certificado está condicionada a realização completa do curso e alcance de 70% de acertos nas atividades. Ao finalizar o curso, o aluno poderá, ainda, solicitar o certificado via plataforma Moodle.

Telessaúde fecha ciclo de capacitações com gestores e enfermeiros em Barcarena

A equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh concluiu a agenda de atividades em Barcarena, com as capacitações de gestores e enfermeiras(os), nos dias 11 e 12 de janeiro. Os profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) da rede municipal receberam informações sobre como utilizar os serviços disponibilizados na plataforma telessaude.ufpa.br para qualificar o atendimento à população do município, fechando diagnósticos com mais eficácia.

O médico responsável pela interlocução no municipio de Barcarena, Dr. Paulo Henrique da Silva acompanhou toda a agenda de capacitações que foi pactuada com o projeto. Durante a apresentação dos serviços, a equipe do Telessaúde orientou sobre como utilizar os serviços de teleconsultoria e telediagnóstico da plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh. O objetivo da atividade é desenvolver um sistema de fluxo de uso contínuo dos serviços do projeto, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade dos atendimentos de saúde da população de Barcarena.

Foto: Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde realiza capacitações com médicos em Barcarena

A equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh segue a sua agenda de atividades em Barcarena. Na manhã desta terça-feira (09), a coordenadora geral do projeto, Profa. Dra. Socorro Castelo Branco e equipe realizaram capacitações com os médicos da rede municipal de saúde sobre os serviços disponibilizados na plataforma telessaude.ufpa.br.

Nesse primeiro dia de capacitação, o médico responsável pela interlocução no municipio de Barcarena, Dr. Paulo Henrique da Silva, e os demais médicos da Atenção Primária à Saúde (APS) do município participaram da capacitação para aprenderem a utilizar os serviços de teleconsultoria e telediagnóstico da plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh. O objetivo da atividade é desenvolver um sistema de fluxo de uso contínuo dos serviços do projeto, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade dos atendimentos de saúde da população de Barcarena.

Nesta quarta-feira (10) a equipe seguirá a agenda de capacitação dos médicos da rede municipal de saúde para uso da plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh. E nos dias 11 e 12, a capacitação se estenderá para as(os) enfermeiras(os) e gestores para uso da plataforma.

Foto: Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde realiza visita técnica em Barcarena para organizar fluxos dos serviços de parceria

O Telessaúde UFPA/Ebserh está seguindo a sua agenda de visitas técnicas aos municípios parceiros. Nesta segunda-feira (08), a equipe profissional, comandada pela coordenadora geral do projeto, Profa. Dra. Socorro Castelo Branco desembarcou no município de Barcarena, onde está sendo realizada uma extensa agenda de atividades, como apresentações e capacitações nos serviços disponibilizados na plataforma telessaude.ufpa.br.

Na manhã de segunda-feira (08), a equipe reuniu com a equipe de gestão da saúde do município para a construção de fluxos e apresentação da plataforma de teleconsultoria com o apoio à regulação. Estiveram presentes o Dr. Paulo Henrique da Silva, que é o médico responsável pela interlocução no municipio de Barcarena, além dos profissionais da equipe do Departamento de Regulação: Luciana dos santos (diretora) e Silmara de Miranda e Maria Luciana dos Anjos, ambas do departamento administrativo.

Nesta terça-feira (09) a equipe seguirá a agenda com a capacitação dos médicos da rede municipal de saúde para uso da plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh. As atividades seguirão no município nos dias 11 e 12, com a capacitação dos enfermeiros e gestores para uso da plataforma.

Foto: Telessaúde UFPA/Ebserh

Novo surto de Covid-19 é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Novo surto de Covid-19 e o manejo na APS”, no próximo dia 16 de janeiro.  O tema será ministrado pela médica infectologista Rita Medeiros, que possui mestrado e doutorado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur. A palestrante vai abordar sobre o tratamento da Covid-19 e orientar sobre o manejo dos pacientes nas unidades de Atenção Primária à Saúde a partir das novas orientações e recomendações científicas. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Em Belém, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) registrou duas mortes por covid-19 nas duas últimas semanas de 2023. E no dia 27 de dezembro, o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), da Universidade Federal do Pará (UFPA), divulgou um alerta epidemiológico sobre a necessidade de ações de prevenção e controle da covid-19 e outros vírus respiratórios que estão circulando na capital.

A conferencista Rita Medeiros, que também é gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário João de Barros Barreto, destaca a importância de atuação do sistema de saúde para o enfrentamento a esse novo surto da Covid-19. Em suas redes sociais, a infectologista destacou que Belém vive um surto de Covid-19 e que os profissionais ainda não estão familiarizados com a indicação e prescrição de medicamentos mais atualizados que são indicados para pessoas com maior risco para desenvolver a forma grave da doença. “Médicos e médicas das urgências e emergências e UBS, informem-se sobre o fluxo junto à unidade de saúde do seu município!”, disse a conferencista em suas páginas nas redes sociais. E é para falar sobre as novas medicações e orientações de manejo dos pacientes de Covid-19 que a infectologista fará a sua webconferência.

A COVID-19 é uma síndrome respiratória aguda grave (SRAG) infecciosa, causada por coronavírus, que leva o nome de SARS-CoV-2. A doença tem alta transmissibilidade e ocasiona sintomas leves a graves, gerando elevada demanda por cuidados intensivos e milhares de óbitos. Em relação ao aumento do número de casos da doença em Belém, por meio de nota divulgada na imprensa, a Sesma confirmou que “a rede municipal de saúde de Belém registra um aumento nos atendimentos de pacientes apresentando sintomas de Síndromes Gripais (SG) e infecções sazonais” que ocorrem com mais frequência neste período de chuvas na Amazônia. Por essa razão, a Prefeitura de Belém está reforçando a importância da intensificação das ações de prevenção e controle da covid-19 (e outros vírus respiratórios no município), em especial, mantendo a vacinação em dia.

Sobre a conferencista

A infectologista Rita Catarina Medeiros Sousa possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1993), residência médica em Infectologia pelo Hospital Universitário João de Barros Barreto/UFPA (1995), especialização em bioquímica com ênfase em biologia molecular pela Universidade Paris 7 (1997), mestrado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur (1998) e doutorado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur (2002). Atualmente é professora associada IV da Universidade Federal do Pará, onde ministra aulas nas disciplinas de infectologia e virologia e desenvolve atividades de pesquisa e extensão no Núcleo de Medicina Tropical e Hospital Universitário Joao de Barros Barreto.

É pesquisadora colaboradora do Instituto Evandro Chagas – Laboratório de Vírus Respiratórios. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Virologia, atuando principalmente nos seguintes temas: influenza e outros vírus respiratórios, chikungunya, raiva e HTLV. É membro do Comissão Estadual de Residência Médica – CEREM/Pará; integra o Comitê Cientifico de COVID-19 e outras infecções respiratórias virais da Sociedade Brasileira de Infectologia. Exerce a função de gerente de atenção a saúde do Hospital Universitário João de Barros Barreto – UFPA desde 2021.

Arte: Telessaúde UFPA/Ebaserh

Telessaúde constrói Plano de Ação em parceria com o município marajoara de Salvaterra

O Telessaúde UFPA/Ebserh segue seu trabalho de construção de parceria com os municípios paraenses. Nesta segunda-feira (08), uma equipe técnica esteve em visita ao município de Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, onde foi realizada uma reunião de construção do plano de ação com a gestão municipal de saúde do município. O projeto já possui parceria fechada com o referido município e, agora, está trabalhando nos detalhamentos para a execução dos serviços que são oferecidos na área da saúde, voltados de forma especial para a melhoria da qualidade dos atendimentos na área da Atenção Primária à Saúde (APS).

            A relações institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh, Regiane Padilha, reuniu na tarde desta segunda-feira (08) com a equipe da gestão municipal de saúde de Salvaterra. Entre os presentes estavam o secretário de Saúde de Salvaterra, Wlademir Araújo dos Santos, e a coordenadora da Atenção Primária à Saúde (APS) do município, Suelen Oliveira.

            A agenda de visita está extensa e prevê também outras duas atividades nesta terça-feira (09), que são: capacitação com a equipe de médicos(as) da APS do município (manhã) e capacitação de técnicos e enfermeiras(os) para o uso dos serviços de Tele-ECG e Teledermatologia, ambos por meio da plataforma telessaude.ufpa.br.

Foto: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

Número de profissionais do programa Mais Médicos aumenta 105% em 2023

Um balanço realizado pelo Ministério da Saúde aponta que o programa Mais Médicos registrou um aumento de 105% no número de profissionais atuando em 2023. Com 28,2 mil vagas preenchidas em 82% do território nacional, segundo a pasta, foram beneficiadas pelo programa cerca de 86 milhões de pessoas. Durante o período, 744 novos municípios passaram a ser atendidos pelo programa.

Um outro dado importante revelado pelo levantamento é que todos os 34 distritos sanitários indígenas do país foram integrados ao Mais Médicos. Na Amazônia, no território Yanomami, o número de profissionais mais que triplicou, aumentando de nove para 28. Ao todo, são 977 novos profissionais atuando na saúde indígena.

O levantamento revela também que em edições anteriores do Mais Médicos, 41% dos participantes desistiram do programa “por falta de perspectiva profissional”. Mas, a partir da retomada, em 2023, o Mais Médicos trouxe aos profissionais oportunidade de qualificação e aperfeiçoamento, além de incentivos e benefícios, o que combate a desistência. 

O Mais Médicos é classificado pelo governo federal como uma grande estratégia nacional para a formação de especialistas. A expectativa é que, nos próximos anos, cada equipe de saúde da família passe a contar com um especialista. Atualmente, o país registra mais de 50 mil equipes de saúde da família e mais de 10 mil médicos de família e comunidade.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vacina contra a Covid passa a integrar o Calendário Nacional de Vacinação

A vacinação contra a Covid para crianças de seis meses até cinco anos passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação. Os demais públicos do grupo prioritário também serão contemplados. A vacina passou a ser obrigatória para esse público a partir desta segunda-feira (01). A recomendação do Ministério da Saúde é aplicar a primeira dose da vacina aos seis meses de idade, a segunda aos sete meses e a terceira aos nove meses.

Segundo o MS para as crianças de seis meses a 5 anos será aplicada a Pfizer pediátrica de tampa vinho. Já para o público de 5 a 11 anos será aplicada a Pfizer de tampa laranja, que é indicada para essa faixa etária. A partir de 12 anos, será a vacina Pfizer bivalente (tampa cinza).

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, há vacina Pfizer baby no estoque no Ministério da Saúde, mas a posição da câmara técnica das sociedades brasileiras de Pediatria e de Imunizações é que seja utilizada nas crianças a vacina monovalente da Pfizer atualizada para a variante XBB. 1.5. O novo imunizante está aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O Ministério da Saúde explica que a vacina de Covid pode ser aplicada junto às demais do calendário infantil, simultâneas ou com qualquer intervalo. Não há contraindicação. Porém, se a criança estiver com alguma doença febril aguda é necessário adiar a vacinação de Covid. Além disso, se houver alguma reação alérgica à primeira dose, deve-se tomar cuidado com a segunda e as próximas doses. Crianças de seis meses a menores de cinco anos não vacinadas ou com doses em atraso também poderão se vacinar e deverão completar o esquema de três doses, seguindo o intervalo recomendado de quatro semanas entre a primeira e a segunda doses e oito semanas entre a segunda e a terceira doses.

Além de pessoas maiores de seis meses e menores de cinco anos, fazem parte do grupo prioritário idosos, imunocomprometidos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores, pessoas com deficiência permanente, privados de liberdade maiores de 18 anos, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, funcionários do sistema penitenciário e pessoas em situação de rua. Esse grupo prioritário precisa vacinar de Covid com a Pfizer bivalente (tampa cinza). O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que se houver aprovações regulatórias de novas vacinas, as recomendações e os esquemas poderão ser atualizados.

Telessaúde UFPA firma parceria com os municípios de Breves e Soure

O Telessaúde UFPA/Ebserh firmou parceria com os municípios do Marajó, Breves e Soure. A parceria foi firmada durante visita técnica realizada pelo projeto aos dois municípios marajoaras, nos dia 21 a 24 de novembro. Os encontros tiveram uma ampla programação, com reuniões de alinhamento e construção de planos de ação, além de capacitações sobre a plataforma e seus serviços para médicos(as), enfermeiras(os), técnicos da área da saúde e profissionais da área da gestão em saúde pública.

O município de Breves foi o primeiro a ser visitado pela equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh, nos dias 21 e 22, onde foi realizada uma reunião com gestores da atenção básica e regulação do município, entre eles, a secretária municipal de saúde adjunta, Liliane da Silva Corrêa e equipe, com quem foi alinhado o plano de ação para a implementação do Telessaúde UFPA/Ebserh em Breves.

Durante a visita ao município também foi realizada a capacitação com enfermeiras, médicos e técnicos da Atenção Primária à Saúde, ocasião em que a Relações Institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh na Região do Marajó, Regiane Padilha e a coordenadora administrativa, Nayara Faro, mostraram como utilizar a plataforma do projeto para ter acesso aos serviços ofertados pelo projeto. Os serviços pactuados na parceria com Breves foram: Telediagnóstico (teledermatologia e tele-eletrocardiograma), a Teleconsultoria com apoio à regulação de algumas especialidades, como cardiologia, infectologia e endocrinologia.

A equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh visitou, no dia 24, o município de Soure, onde a parceria foi iniciada com o alinhamento das primeiras ações para a implementação do projeto no município. O próximo passo será a construção de um plano de ação para a utilização dos serviços de acordo com as especificidades do município. Também ficou pactuado que, em breve, a equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh retornará à cidade para realizar a capacitação dos profissionais que atuam na APS.

Em Breves, a reunião com a equipe de gestão do município contou com a participação da representante da coordenação da atenção básica, Ana Gabrielle Cavalcante, da secretária de saúde adjunta, Liliane da Silva Corrêa, da coordenação de regulação, Kelly Ferreira, coordenação de atenção especializada, Camila Sousa, e da coordenadora CAES, Andressa Lima.

Já em Soure, a reunião contou com a participação da Secretária Municipal de Saúde, Maria Helena Nazaré Gomes, da assessora da secretaria, Dirlene Pereira da Silva e do coordenador da Atenção Básica, Renato Marzano de Moura Júnior.

Foto: Divulgação

MS quer vacinar 6,6 milhões de pessoas contra a gripe no Norte

O Ministério da Saúde inicia nesta quarta-feira (22) uma ação de mobilização para incentivar a vacinação contra a influenza na Região Norte. O esforço para essa imunização se deve à chegada do chamado inverno amazônico, período de maior circulação viral e de transmissão da gripe na região.

A vacinação segue até o dia 15 de dezembro, com o Dia D previsto para o próximo sábado (25) e o MS estima conseguir vacinar 6,6 milhões de pessoas na região. Foram enviadas 7 milhões de doses da vacina trivalente, que protege contra as três cepas que mais circulam no Brasil.

Por meio de nota, o ministério ressaltou que a vacina contra a gripe pode ser administrada junto a outros imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. Crianças que vão receber o imunizante pela primeira vez devem tomar duas doses, com um intervalo de 30 dias entre cada uma.

Veja quem pode se vacinar:

– crianças de 6 meses a menores de 6 anos;

– crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos;

– trabalhadores da saúde;

– gestantes;

– puérperas;

– professores dos ensinos básico e superior;

– povos indígenas;

– idosos com 60 anos ou mais;

– pessoas em situação de rua;

– profissionais das forças de segurança e de salvamento;

– profissionais das Forças Armadas;

– pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);

– pessoas com deficiência permanente;

– caminhoneiros;

– trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);

– trabalhadores portuários;

– funcionários do sistema de privação de liberdade;

– população privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).

Com informações da Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil