Autor: Rodrigo Dantas

Doenças raras é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Doenças Raras: do diagnóstico ao cuidado”, no dia 29 de fevereiro. O tema será ministrado por Isabel Cristina Neves de Souza, graduada em medicina pela Universidade Federal do Pará, mestre e doutora pela Universidade Federal de São Paulo e por Luiz Carlos Santana da Silva, graduado em biomedicina pela Universidade Federal do Pará, mestre e doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Os palestrantes vão abordar o diagnóstico, o tratamento e os cuidados para pessoas acometidas por doenças raras. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.  

Dia 29 de fevereiro é o dia mundial das doenças raras, as quais são condições médicas que afetam um número muito pequeno de pessoas em comparação com a população geral. Devido à sua raridade, o diagnóstico muitas vezes é tardio. A pesquisa e capacitação contínua dos profissionais da saúde é fundamental para entender melhor essas doenças, desenvolver novos tratamentos e métodos de diagnóstico com objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.   

Segundo o conferencista Luiz Santana, a webconferência trará o contexto das doenças raras no Brasil, seus direitos e garantias. “Além de falar dos direitos de garantia das pessoas com doenças raras, também iremos destacar a importância do aconselhamento genético que é muito importante nas situações reprodutivas que envolvem essas doenças”, destaca o palestrante.  

Sobre os conferencistas  

Isabel Cristina Neves de Souza é médica pediatra, formada pela UFPA. Tem mestrado em Pediatria pela UFSP e é doutora em Pediatria pela UFSP. Tem também experiência na área de Medicina, com ênfase em saúde materno-infantil e genética, atuando no desenvolvimento infantil, dismorfofobia, erros inatos do metabolismo e deficiência intelectual. 

Luiz Carlos Santana da Silva é graduado em biomedicina pela UFPA. Tem doutorado e mestrado em Ciências Biológicas: Bioquímica pela UFRGS. É também professor titular do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA. Membro da Sociedade Brasileira de Genética Clínica e do Comitê Científico da Aliança Brasileira de Genética.  

É chefe do Laboratório de Erros Inatos do Metabolismo da UFPA. Na oncologia, tem destaque em análise molecular de câncer de tireóide. neurogenética: destaque para a análise molecular de genes envolvidos na etiologia da doença de parkinson, autismo e ataxias espinocerebelares. Odontologia: destaque para análise molecular de genes envolvidos na etiologia da fissura labiopalatina e caracterização de estruturas maxilo-faciais em pacientes com mucopolissacaridose.

Arte: Telessaúde UFPA/Ebaserh

Com apenas 10 dias para o fim da vacinação contra influenza, Pará atinge apenas 23% da meta.

A campanha de vacinação contra a Influenza(gripe) no Pará não atingiu a meta até então, faltando apenas dez dias para o encerramento. Até o momento, apenas 23% da população-alvo foi vacinada. 

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a vacinação, que visa atingir 90% dos grupos prioritários, termina quinta-feira (29), sem doses disponíveis a partir de 1º de março. A cobertura vacinal varia de 7% a 26% nos diferentes grupos, com destaque para os idosos e crianças. 

A gripe é uma infecção viral que atinge o sistema respiratório, manifestando sintomas como febre, calafrios, dores musculares, tosse e fadiga. Para prevenir a propagação da síndrome gripal e da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é necessário adotar medidas, como cobrir o nariz e a boca ao tossir, lavar as mãos, não compartilhar objetos pessoais, manter ambientes limpos e ventilados, evitar aglomerações e usar máscara se necessário, além de manter-se hidratado e ter uma alimentação saudável. Esses são cuidados essenciais para evitar o aumento dos casos de gripe e proteger a saúde da população.

Foto: Kleide Teixeira

Especialistas alertam sobre a importância do combate ao Aedes Aegypti no inverno Amazônico.

Com a chegada do inverno amazônico, os riscos de transmissão de dengue, zika e chikungunya aumentam e acendem um alerta para as medidas que precisam ser adotadas para evitar essas doenças. No combate ao mosquito, além da higienização dos locais, os repelentes surgem como um dos itens que podem auxiliar na prevenção.  

Os produtos podem ser encontrados em diversas farmácias com preços que variam entre R$12,79 e R$ 38,60. Eles apresentam diversas fragrâncias e podem ser aplicados em diferentes faixas etárias. 

Embora sejam de grande ajuda na prevenção contra o mosquito da dengue, os repelentes devem ser usados com cautela. A médica dermatologista Suzanne Vianna alerta sobre os cuidados na utilização dos repelentes. “As peles mais sensíveis devem ser protegidas de maneira mais intensa, fazendo uma hidratação antes da aplicação. As pessoas devem evitar aplicar em regiões dos olhos, boca e nariz, além daquelas partes onde a pele não esteja íntegra. No caso das crianças, evite passar nas mãos”, informa. 

Segundo especialistas, a forma correta de aplicação do repelente é priorizar áreas com maior exposição, como o rosto ou qualquer outra parte que ficará exposta fora da roupa. 

 A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) continua reforçando que, mesmo com o uso de repelentes, é de extrema importância dar continuidade aos procedimentos básicos para a prevenção da dengue. Entre eles estão: evitar água parada, tampar adequadamente a caixa d’água e cisternas, verificar constantemente para que não haja água acumulada em baldes e quintais, acondicionar corretamente o lixo em saco plástico, estar atento às coletas de lixo domiciliar e receber o agente (ACE), que estará identificado com crachá da Sesma, para uma visita em sua residência. 

Para denúncias de casos suspeitos, locais de possíveis criadouros, mais informações ou solicitar a visita de um Agente de Combate a Endemias (ACE), a Prefeitura de Belém, por meio da Sesma, disponibiliza o Disque Endemias (3251-4218).

Foto: iStock 

Telessaúde UFPA realiza treinamento com profissionais de saúde em Limoeiro do Ajuru

O Telessaúde UFPA/Ebserh prossegue com suas atividades, conduzindo, nos dias quinta-feira (1) e sexta-feira (2), um treinamento para os profissionais de Limoeiro do Ajuru, visando aprofundar o conhecimento sobre a utilização da plataforma “telessaude.ufpa.br”, voltada para os profissionais da área da saúde.

Victória Taves e Amanda Silva, relações institucionais do projeto Telessaúde UFPA/Ebserh, se reuniram na quinta-feira (1) com a coordenadora da regulação, Celiane Santana, e sua equipe para apresentação dos conceitos de teleconsultoria, tele-eletrocardiograma, teledermatologia e telerradiologia, contando com o suporte da equipe de regulação. Na sexta-feira (2), médicos e enfermeiros foram capacitados para utilizar a plataforma, permitindo que os profissionais de saúde possam utilizar os serviços oferecidos pelo projeto. O secretário de saúde de Limoeiro do Ajuru, Edson Marques, a coordenadora AB, Juliane Tavares, o coordenador CTA e Interlocutor com o Telessaúde, Renato de Oliveira, também estiveram presentes durante a capacitação.

O Telessaúde UFPA/Ebserh continua seu empenho nos detalhamentos necessários para a execução eficiente dos serviços oferecidos pela plataforma, com o objetivo de aprimorar a qualidade dos atendimentos na área de Atenção Primária à Saúde (APS).

Fotos: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

OMS emite alerta diante do aumento de casos de sarampo pelo Mundo  

Com o aumento global de casos de sarampo, a OMS emitiu alerta, ressaltando a importância da vacinação. No Brasil, um caso confirmado acende alerta nacional. A doença, previamente erradicada, ressurgiu em 2019, exigindo medidas urgentes. Médicos destacam os riscos, enquanto Belém aguarda novas doses da Tríplice Viral para reforçar a imunização.

O caso confirmado no Brasil, de uma criança de 3 anos, que veio do Paquistão e não estava vacinada, destaca a necessidade de atenção devido à globalização, já que muitos países não têm a vacinação como rotina, sendo apenas cerca de seis nações com uma cobertura vacinal eficaz contra o sarampo.

O sarampo, causado pelo vírus “morbillivirus”, é uma das principais causas de mortalidade infantil em países do Terceiro Mundo. Em 2016, o Brasil foi certificado pela eliminação do vírus, mas em 2019 perdeu o título de “país livre do vírus do sarampo”, resultando no surgimento de novos surtos da doença.

A médica pesquisadora em saúde pública, Cleonice Justino, destaca a altíssima contagiosidade do sarampo, cuja transmissão ocorre pela proximidade com uma pessoa doente, por meio de saliva, espirros e tosse. Os sintomas comuns incluem febre elevada, tosse, possível quadro de conjuntivite, e evolução marcada por manchas vermelhas na pele, iniciando no rosto e se espalhando pelo corpo e, em casos mais graves, pode resultar em óbito. Cleonice é responsável pelo núcleo de pesquisa clínica do Instituto Evandro Chagas (IEC).

Belém receberá novas doses da vacina Tríplice Viral até quarta-feira (31), conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). A distribuição para Unidades Básicas de Saúde (UBS) será concluída até sexta-feira (5), tornando o imunizante disponível a partir de segunda-feira. Recomendada para pessoas de 12 a 59 anos, a vacina exige duas doses para a faixa etária de 12 a 29 anos, e apenas uma dose para aqueles de 30 a 59 anos.

Foto: Fotohay/Shutterstock

Ministério da Saúde alerta para a necessidade de unir forças para conter o aumento dos casos de dengue

O aumento do número de casos de dengue no Brasil fez o Ministério da Saúde ligar um alerta sobre a importância de intensificar os cuidados para eliminar os focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e Chikungunya. Em reunião da Sala Nacional de Monitoramento de Arboviroses, realizada nesta terça-feira (30), o órgão reforçou que o momento é de prevenir e de cuidar.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil enfrenta um aumento preocupante de casos de dengue, registrando 217.481 casos prováveis este ano. Por essa razão, o MS destaca a urgência em eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Durante a reunião foram discutidas medidas implementadas desde 2023, incluindo campanhas regionais, criação de salas de monitoramento e distribuição de insumos para combater a proliferação do mosquito.

A vacinação é vista como esperança, mas a baixa disponibilidade de doses limita seu impacto imediato. Por isso, é importante contar com a colaboração da população para fortalecer as ações preventivas.

Para conter a propagação da dengue, agentes comunitários de endemias e saúde desempenham papel crucial. A conscientização da população sobre a eliminação de criadouros é fundamental, para conter a propagação, pois 74,8% dos criadouros do mosquito da dengue estão nos domicílios.

O Ministério da Saúde segue coordenando ações preventivas, intensificando estratégias, como distribuição de insumos. Mas a colaboração de todos é vital para controlar a dengue e garantir a saúde pública. O Ministério destaca a importância da população receber profissionais de saúde em suas casas para ajudar na eliminação de criadouros.

O que pode ser feito para evitar a propagação do mosquito transmissor da dengue e doenças associadas a ele?

  1. Manter as garrafas vazias ou baldes viradas para baixo;
  2. Não deixar entulho no quintal ou nas ruas e varrer diariamente a água parada;
  3. Cobrir as caixas d’água, poços ou piscinas e manter as calhas de água limpas;
  4. Colocar terra ou areia nos pratos dos vasos das plantas;
  5. Manter a lata de lixo devidamente tampada e jogar no lixo cascas de coco, latas de refrigerantes, copo plástico, garrafas, embalagens, etc.;
  6. Guardar pneus em locais cobertos, longe da chuva. Faça furos na parte de baixo ou entregue no serviço de limpeza;
  7. Tampar os ralos pouco usados com um plástico, jogando água sanitária no cano 2 vezes por semana;
  8. Diminuir o número de bebedouros de cães, gatos e passarinhos e manter o aquário limpo e fechado;
  9. Colocar telas de proteção nas janelas e mosquiteiros na cama para dormir

Com informações do Ministério da Saúde(www.gov.br/saude)

Foto: Uchôa Silva/Comus