Autor: Avelina Castro

Saúde incorpora primeiro medicamento para demência associada ao Parkinson

O Ministério da Saúde incorporou o medicamento rivastigmina para tratamento de pacientes com doença de Parkinson e demência. Uma portaria foi publicada na última sexta-feira (21), incorporando a rivastigmina, único medicamento com registro em bula no país para tratamento de pacientes com doença de Parkinson e demência. A medicação possui recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e o tratamento tem se mostrado eficaz para o controle dos sintomas cognitivos da doença e sua oferta no SUS representa um grande ganho para pessoas que convivem com a condição.

Cerca de 30% das pessoas que vivem com a doença desenvolvem demência por associação. Nesse caso, não havia, até o momento, tratamento medicamentoso disponível no SUS. A demência causa lentidão cognitiva, déficits de atenção e memória, bem como alucinações, delírios e apatia.

De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Parkinson, os principais objetivos do tratamento são deter a progressão da doença e diminuir os sintomas. A rivastigmina, agora incorporada, estará indicada para pacientes com demência associada, mas o SUS já conta com tratamentos medicamentosos e fisioterapêuticos, implantes de eletrodos e geradores de pulsos para estimulação cerebral para pessoas que vivem com a doença de Parkinson.

O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo, sendo menos frequente apenas do que a doença de Alzheimer – condição que já conta com a rivastigmina na rede pública de saúde. Dados do relatório avaliado pela Conitec revelam que há entre 100 e 200 casos de doença de Parkinson para cada 100 mil indivíduos com mais de 40 anos, e essa quantidade aumenta significativamente depois dos 60 anos de idade.

Com informações do Ministério da Saúde

Foto: Raffa Neddermeyer/Agência Brasil

Sesma realiza PSS para contratar profissionais para equipes de Saúde da Família em Belém

A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) está realizando um novo Processo Seletivo Simplificado (PSS) para contratar profissionais de níveis médio e superior, de diversas categorias, para integrarem as equipes de Saúde da Família nos municípios da capital paraense. O edital do PSS foi publicado nesta sexta-feira (21) e as inscrições são gratuitas. Os interessados podem se inscrever a partir de hoje (21) até às 22h da próxima segunda-feira, 24, exclusivamente no site do PSS.

De acordo com o que está anunciado no edital, estão sendo ofertadas no total 202 vagas, sendo 189 de ampla concorrência (AC) e 13 para Pessoas Com Deficiência (PCD). As vagas estão sendo ofertadas da seguinte maneira: médico – 43 (40 AC e 3 PCD), enfermeiro – 74 (70 AC e 4 PCD), técnico de enfermagem – 10 (9 AC e 1 PCD), odontólogo – 9 (8 AC e 1 PCD), técnico em saúde bucal – 61 (57 AC e 4 PCD) e técnico em prótese dentária – 5 (apenas para AC).

A carga horária de trabalho para os profissionais de saúde contratados por meio do PSS é de 40 horas semanais e a remuneração para os cargos de nível superior varia de R$ 4.422,14 a R$ 9.403,31. Os salários para os cargos de nível médio vão de R$ 2.601,32 a R$ 3.219,19.

Ainda segundo o edital publicado, o processo de seleção será feito em três fases. Na primeira, os candidatos fazem a inscrição e apresentam os documentos solicitados. Já na segunda fase é a etapa da análise documental e curricular. E por último, na terceira fase, serão realizadas entrevistas com os candidatos aprovados na segunda fase. O resultado final do PSS está previsto para ser divulgado no dia 04 de julho de 2024. Os interessados devem ler atentamente o edital que está disponível no site.

Foto: Agência Belém/Comus

Webconferência debaterá “Documentos médicos e responsabilidades administrativas”

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Documentos médicos e responsabilidades administrativas” no dia 27 de junho.  O tema será ministrado pelo médico e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Estadual do Pará (UEPA), Caio Vinicius Botelho Brito, que é especialista em Gestão de Qualidade e Segurança do Paciente pelo Hospital Albert Einstein (SP). O palestrante vai abordar todos os procedimentos adequados que devem ser adotados pelos médicos(as) em relação à responsabilidade ético-administrativa dos processos. O evento será às 17h30, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo o conferencista, Caio Brito, o foco principal de sua palestra será “a responsabilidade ético-administrativa, principalmente no que diz respeito aos documentos médicos, como atestados, declarações, declarações de óbito e receitas”. “A gente vai tratar da responsabilidade médica e o que deve ser feito para denunciar e como se deve proceder com essas responsabilidades documentais. Além disso, vamos falar, especificamente sobre as responsabilidades nos processos administrativos disciplinares dentro do Conselho Regional de Medicina (CRM) relacionado a esses documentos específicos”, acrescenta o conferencista.

Os documentos médicos são registros que possuem informações sobre o estado de saúde de um paciente, histórico médico, diagnóstico, condutas realizadas e quaisquer outras informações referentes ao seguimento do paciente. Alguns documentos médicos: prontuário; receituário médico; encaminhamentos; solicitação de procedimentos; atestados médicos; laudos médicos; declaração de óbito.

É importante ressaltar que todos os documentos médicos devem respeitar as normas legais previstas pela Lei e pelo Conselho Federal de Medicina (CRM), assim preservando a segurança e a privacidade do paciente.

Sobre o conferencista

Caio Vinicius Botelho Brito é médico, Doutor pelo IEC, especialista em Gestão de Qualidade e Segurança do Paciente pelo Hospital Albert Einstein -SP, Professor da UFPA e UEPA e Conselheiro Suplente do CRM-PA.

Telessaúde UFPA amplia sua atuação para quatro distritos de Belém

Uma reunião realizada entre o Telessaúde UFPA/Ebserh e a equipe da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) decidiu a ampliação dos serviços do Núcleo para mais três distritos administrativos de Belém. São eles: Distrito Administrativo de Outeiro (Daout), Distrito Administrativo de Mosqueiro (Damos) e Distrito Administrativo da Sacramenta (Dasac). A parceria com o município de Belém foi fechada em outubro de 2023 e os serviços começaram a ser realizados no Distrito Administrativo do Guamá (Dagua), de forma piloto. Ao todo, agora, os serviços estarão funcionando em quatro distritos, mas o objetivo é, em breve, ampliar para todos os demais distritos administrativos da capital. A reunião foi realizada na tarde desta segunda-feira (17), na Universidade Federal do Pará (UFPA).

O secretário municipal de Saúde, Pedro Anaisse, participou da reunião e destacou a importância da expansão dos serviços do Telessaúde UFPA/Ebserh nas unidades de saúde de Belém. De acordo com ele, nos quatro novos distritos definidos para a expansão serão ofertados serviços de Telediagnóstico de ECG, Teleconsultoria de especialidades em dermatologia, cardiologia e vascular. “Para isso, nós teremos um plano de ação, no sentido de estabelecermos um cronograma para a capacitação das equipes e estruturação das ambiências para o Telessaúde ocorrer nesses quatro distritos, destaca o secretário.

Anaisse avalia de forma, extremamente, positiva a ampliação dos serviços do Telessaúde UFPA na capital. “Essa é uma expansão significativa porque, atualmente, os serviços estão somente no Dagua e a intenção é fazermos não só uma capacitação e treinamento, mas mudarmos alguns processos para que o uso do Telessaúde UFPA/Ebserh esteja, inclusive, vinculado ao protocolo e agendamento através das centrais de regulação”, ressalta o secretário.

A coordenadora geral do Telessaúde UFPA/Ebserh, Socorro Castelo Branco, avaliou como positiva a reunião. “A gente conseguiu que o secretário (Pedro Anaisse) definisse a expansão do núcleo em Belém, com a possibilidade de Teledermatologia e a endocrinologia e a cardiologia fazendo parte da linha de cuidado, ou seja, se o médico sentir a necessidade do parecer de um especialista dessas três especialidades, antes dele mandar o encaminhamento para um especialista presencial, ele pode fazer uma teleconsultoria, na plataforma, e o especialista do Telessaúde UFPA dar uma orientação para ele para que não precise encaminhar o paciente para o atendimento presencial. Com isso, vai diminuir o tempo de espera da população por um especialista porque o próprio médico da Atenção Primária à Saúde (APS) vai conversar com um especialista e vai poder resolver o caso e não precisar encaminhar, ou seja, vai ser menos tempo de espera e menos deslocamento do paciente para a atenção especializada”, concluiu a coordenadora.

Fotos: Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde UFPA apresenta resultados a gestores de saúde na CIR MARAJÓ I

O Telessaúde UFPA/Ebserh participou nesta quarta-feira (19) da reunião ordinária da Comissão Intergestores Regionais (CIR) do 7º Centro Regional de Saúde da região das Ilhas do Marajó I e apresentou os resultados do Núcleo obtidos nos últimos dois anos.  A reunião foi realizada na sede da Conferência Municipal de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (Cosems) e contou com a participação de gestores de saúde dos municípios de Afuá, Muaná, Santa Cruz do Arari e São Sebastião da Boa Vista.

A coordenadora geral do Telessaúde UFPA, Socorro Castelo Branco apresentou os resultados dos serviços de tele-consultoria e tele-diagnóstico prestados nos dois últimos anos e destacou a importância do uso da plataforma (telessaude.ufpa.br) como uma ferramenta para melhorar os atendimentos nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS). Além disso, a coordenadora também fez uma explanação sobre o tema “Índice de Maturidade Digital na Saúde”, com o objetivo de sensibilizar os gestores para a importância de se adequarem às novas tecnologias disponibilizadas na área da saúde.

A vice-coordenadora do Telessaúde UFPA, Leidiana Lopes, que coordena o serviço de Tele-Educação do Núcleo também participou da reunião e contribuiu com a apresentação dos serviços nessa área de formação continuada dos profissionais de saúde que atuam na APS. Ela apresentou o curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS aos gestores municipais marajoaras. “O objetivo da apresentação foi buscar adesão dos municípios para a oferta do curso aos profissionais atuantes na APS, porque o Telessaúde entende a necessidade de qualificação dos profissionais para a atuação na APS com base na política nacional da atenção básica e a oferta de cursos tem sido uma importante contribuição que estamos disponibilizando”, destaca a coordenadora do Tele-Educação.

Os gestores municipais de saúde presentes na reunião se mostraram interessados na oferta para qualificar suas equipes de saúde e destacaram a necessidade de mais parcerias como essa, para o fortalecimento da educação permanente dos profissionais. A relações institucionais do Telessaúde UFPA, Regiane Padilha, que atua na região do Marajó destacou que o Núcleo entrará em contato, posteriormente, com os municípios que demonstraram interesse nos serviços ofertados para fechar parcerias.

Estiveram presentes na reunião ordinária da CIR Marajó I, nesta quarta-feira (19), os seguintes gestores municipais de saúde: secretária de saúde de Muaná, Claudia de Andrade; secretária de saúde de Santa Cruz do Arari, Ediene Bentes; secretária de saúde de Afuá, Patrícia Quaresma e o secretário de saúde de São Sebastião da Boa Vista, Fabio Farias. Compõem também a CIR Marajó I, os municípios de Ponta de Pedras, Cachoeira do Arari, Salvaterra e Soure, que não enviaram representantes para esta reunião.

municípios demonstraram interesse e serão contactados, posteriormente, para organizar a demanda de serviços.

Fotos: Telessaúde UFPA/Ebserh

MS vai reestruturar o Programa Nacional de Triagem Neonatal

O Ministério da Saúde vai reestruturar o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) em todo o Brasil. O objetivo é aperfeiçoar o teste do pezinho – como é socialmente conhecido – com a inserção de novas tecnologias para rastreamento de doenças, como por exemplo a tecnologia de espectrometria de massas, assim como novos medicamentos e fórmulas alimentares para crianças diagnosticadas com alguma das doenças do escopo do programa.

Desde a sanção da Lei 14.154/2021, ainda sem regulamentação, o Ministério da Saúde desenvolve ações para superar os desafios identificados nas unidades federadas. Em 2023, dados preliminares apontaram que a cobertura nacional do PNTN ultrapassou os 82%. Na versão atual, 7 doenças podem ser detectadas pelo teste: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, doença falciforme, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita. Já para o teste ampliado, não há número de doenças a serem estabelecidas. E, conforme descrito na Lei, o PNTN passará por revisões de escopo sistemáticas, com auxílio da Câmara Técnica de Assessoramento (CTA), levando em conta as novas incorporações de tecnologia e prevalência das doenças.

A reestruturação do PNTN foi pactuada na 2º Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em 29 de fevereiro de 2024.  A reformulação acontecerá por meio de um ato normativo e irá regulamentar e organizar o novo modelo gestão do Plano, instituir a logística do transporte de amostras do teste do pezinho e o incentivo financeiro de custeio mensal para o Serviço de Referência em Triagem Neonatal.

O PNTN é executado de forma articulada entre o ministério e as secretarias de saúde estaduais e do Distrito Federal, conforme estabelecido pela Portaria de Consolidação nº5 de 2017. Cada gestor tem autonomia e o dever de avaliar as estruturas de saúde locais para a organização e realização da triagem neonatal. Para executar o teste do pezinho, o governo federal encaminha recursos via Fundo Nacional de Saúde (FNS). O repasse abrange os exames inseridos na tabela de procedimentos, medicamentos e órteses, próteses e materiais especiais (OPM) do Sistema Único de Saúde (SUS).

Desafios para a ampliação do teste

Os desafios para a ampliação envolvem a grande heterogeneidade do país, que foi evidenciada com a análise crítica do cenário do PNTN.  Foram identificados problemas de paralisações de programas estaduais, dificuldades relacionadas a logística de transporte de amostras do teste do pezinho até o laboratório especializado, relatos de atrasos e ausência na entrega de resultados aos responsáveis pelos recém-nascidos, existência de vazios assistenciais, em determinadas regiões, para as doenças diagnosticadas no Programa, além de valores defasados para os procedimentos de triagem neonatal que estão inseridos na Tabela de Medicamento, Procedimentos e OPM do SUS.

Com informações do Ministério da Saúde

Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde

Brasil lidera ranking de dengue com 6,3 milhões de prováveis casos

O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de países com maior número de notificações de dengue em 2024, com um registro de quase 6,3 milhões de casos prováveis da doença, sendo mais de 3 milhões confirmados em laboratório. Em seguida estão Argentina, com 420 mil casos prováveis; Paraguai, com 257 mil casos prováveis; e Peru, com quase 200 mil casos prováveis. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que já contabiliza este ano um total de 7,6 milhões de casos prováveis de dengue em todo o mundo, sendo 3,4 milhões confirmados em laboratório.

Segundo o painel de monitoramento da OMS, mais de 3 mil mortes foram provocadas pela doença. Atualmente, 90 países registram transmissão ativa de dengue. Os dados da entidade apontam um aumento substancial de casos de dengue, globalmente, nos últimos cinco anos, com destaque para a região das Américas, onde o número de casos ultrapassou 7 milhões no final de abril, ultrapassando os 4,6 milhões de casos registrados em todo o ano de 2023.

A entidade alerta que todos os quatro sorotipos de dengue foram detectados nas Américas este ano. Brasil, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México e Panamá já reportaram casos de circulação simultânea de todos os quatro sorotipos. Além disso, a OMS chama a atenção para o fato de que muitos países endêmicos não dispõem de mecanismos robustos de detecção e notificação, o que faz com que o número real de casos de dengue em nível mundial seja subestimado.

A organização ressalta que a vacina contra a dengue deve ser vista como parte de uma estratégia integrada para o combate à dengue, que inclui também o controle de vetores, a gestão adequada dos casos e o envolvimento comunitário. A recomendação da OMS é o uso da TAK-003, única vacina disponível, em crianças de 6 a 16 anos em locais com alta intensidade de transmissão de dengue. No Brasil, em razão da quantidade limitada de doses a serem fornecidas pelo próprio fabricante, a vacinação é feita apenas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Dados da OMS também mostram uma sobreposição de casos de dengue, chikungunya e zika – todas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e com sintomas semelhantes o que, segundo a entidade, pode resultar em diagnósticos equivocados. A organização cita como exemplo estudo realizado em Minas Gerais, em 2023, quando casos suspeitos de dengue respondiam por 84,4% de um total de 828.654 casos prováveis de arboviroses, enquanto casos suspeitos de chikungunya respondiam por apenas 15,6%. “A verdadeira proporção das duas doenças, entre os casos confirmados laboratorialmente, foi de 65,9% para chikungunya e apenas 34,1% para dengue.”

A OMS lembra também que o vírus Zika é particularmente perigoso entre mulheres grávidas por conta da associação com casos de microcefalia. Até o momento, o painel da OMS contabiliza, em 2024, mais de 250 mil casos de chikungunya em todo o mundo e quase 7 mil casos de infecção pelo vírus Zika.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Ministério da Saúde

Campanha de vacinação contra poliomielite começa nesta segunda (27)

Começa nesta segunda-feira (27) campanha de vacinação para imunizar todas as crianças menores de 5 anos contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 95% de um total de 13 milhões de crianças na faixa etária definida. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite vai até 14 de junho. A expectativa é reduzir o número de crianças não imunizadas e o risco de reintrodução do poliovírus no Brasil. 

O Ministério da Saúde destaca que a vacinação é a única forma de prevenção contra a poliomielite e reforça que a campanha deste ano, em particular, é importante para o enfrentamento à doença, já que o Brasil está em fase de transição para substituir as duas doses da vacina oral poliomielite (VOP) para apenas um reforço com a vacina inativada poliomielite (VIP), no formato injetável. A mudança deverá ocorrer a partir do segundo semestre deste ano e todos os estados e municípios receberão as normas e diretrizes dessa alteração.

O Brasil não registra casos de pólio desde 1989. Em 1994, o país recebeu a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem. No ano passado, entretanto, o Brasil foi classificado pela Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite na Região das Américas como território de alto risco para reintrodução do poliovírus.

O ministério recomenda que estados e municípios realizem, no dia 8 de junho, um sábado, o chamado Dia D da campanha contra a pólio, no intuito de ampliar a divulgação e a mobilização em todo o país. Em 2023, a vacinação atingiu 84,63% do público. Neste ano, o índice de doses da VIP aplicadas, neste momento, está em 85,42%.

A doença

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poliomielite afeta principalmente crianças com menos de 5 anos de idade, sendo que uma em cada 200 infecções leva à paralisia irreversível, geralmente das pernas. Entre os acometidos, 5% a 10% morrem por paralisia dos músculos respiratórios.

Os casos da doença diminuíram mais de 99% ao longo dos últimos anos, passando de 350 mil casos estimados em 1988 para seis casos reportados em 2021.

Foto: Divulgação/MS

Telessaúde UFPA faz visita técnica ao Hospital das Clínicas da UFPE

O Telessaúde UFPA/Ebserh está realizando uma visita técnica ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), nesta segunda-feira (20). O objetivo da agenda é conhecer o serviço de tele-atendimento daquela unidade hospitalar como parte do processo de organização da oferta do serviço pelo núcleo da UFPA.

A coordenadora geral do Telessaúde UFPA/Ebserh, Socorro Castelo Branco, participou da visita junco com a coordenadora administrativa, Nayara Faro e do coordenador de Tecnologia da Informação, William Silva. Também participaram da visita, a chefe da Unidade de Monitoramento e Avaliação do Complexo Hospitalar da UFPA (UMA/SRAS/HUJBB), Nayara do Carmo e o técnico em Informática do CHU UFPA, Lindolfo Júnior.

Fotos: Telessaúde UFPA/Ebserh

Especialistas alertam que hipertensão arterial também ocorre na infância

Cerca de 30% da população brasileira é afetada por hipertensão arterial e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta que, embora a maioria dos casos seja em adultos, a pressão alta também ocorre na infância.

Segundo o Departamento de Cardiologia da SBP, por não ser prevalente em crianças, a doença, muitas vezes, ela não é nem investigada. Ocorre que, a falta de investigação pode trazer retardos diagnósticos que poderiam ser corrigidos ou, até mesmo, começar tratamentos para permitir que essa hipertensão seja controlada antes de se tornar mais grave no futuro.

Para marcar o Dia Mundial da Hipertensão Arterial, comemorado nesta sexta-feira (17), especialistas alertam pais e profissionais de saúde sobre a importância da detecção precoce e da prevenção da hipertensão arterial em crianças e adolescentes porque crianças também podem ter hipertensão arterial e que o diagnóstico deve ser feito precocemente. O recomendado pela SBP é que toda criança que vai ser avaliada pelo pediatra deve medir a pressão arterial. Essa conduta deve ser feita também no período neonatal.

Segundo a SBP, a medição da pressão arterial deve ser conduta rotineira nas consultas de crianças e jovens porque muitos pacientes são atendidos sem que seja aferida a pressão arterial durante a consulta e muitas vezes a criança já tem essa condição que passa desapercebida pelo profissional de saúde porque, com frequência, o paciente é assintomático.

Segundo estatísticas nacionais, entre 3% e 15% de crianças e adolescentes brasileiros são afetados pela hipertensão arterial, embora o número mais aproximado seria entre 3% e 5%, dependendo da fonte, da população analisada e da prevalência. O aumento do percentual para até 15%, em especial entre os adolescentes, estaria ligado aos fatores de sobrepeso e obesidade, cuja prevalência já estaria perto de 25% ou 30%.

Especialistas alertam que o modelo da doença de hipertensão do adulto está chegando mais cedo hoje, muito provavelmente pela mudança do estilo de vida da sociedade. Os fatores de risco incluem sedentarismo, sobrepeso, obesidade, excessivo tempo de tela, poucas políticas públicas voltadas ao estímulo de atividades físicas e ao esporte. Além disso, esses são problemas mais ligados às classes sociais média e baixa, porque a classe alta tem a possibilidade de buscar soluções para o problema.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Freepik

Hipertensão arterial sistêmica é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Hipertensão arterial sistêmica: manejo e cuidados na APS”, no dia 29 de maio. O tema será ministrado pela médica cardiologista Dilma de Souza, que vai abordar como deve ser realizado o atendimento dos pacientes com a doença, nas unidades de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS), uma vez que muitos atendimentos de pacientes com hipertensão arterial sistêmica são registrados nas unidades básicas de saúde. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.


Segundo a conferencista, Dilma de Souza, sua webconferência terá como foco as seguintes questões relativas à Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS): forma de diagnosticar a doença na atenção básica, técnica de aferição da pressão arterial, exame clínico e exames complementares básicos para o paciente hipertenso e o tratamento da hipertensão arterial. “Todos esses aspectos serão
apresentados para que os médicos que atuam na Atenção Primária à Saúde qualifiquem a prática médica com melhor atenção e cuidados com esse grupo de pacientes. Além disso, será uma oportunidade de trocas de experiências entre profissionais da área da saúde”, destaca a palestrante.


A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um problema global de saúde pública, considerada um dos principais determinantes para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Trata-se de uma doença crônica, cujo acompanhamento prioritário é realizado por equipes de atenção primária à saúde (APS), responsáveis por garantir a coordenação de um cuidado integral à pessoa com HAS.


Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 32,5% (36 milhões) de adultos brasileiros tem HAS e a doença pode ser responsável por 50% das mortes por doenças cardiovasculares no país. Vale destacar que a hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada pela elevação dos níveis da pressão arterial sistólica (PAS ≥ 140 mmHg) e/ou
diastólica (PAD ≥ 90 mmHg). Além disso, é uma doença altamente prevalente e as taxas de controle estão abaixo do ideal.


A HAS está relacionada à idade, à obesidade, ao histórico familiar, à raça/cor, à redução do número de néfrons, a uma dieta rica em sódio, ao consumo excessivo de álcool e certos tipos de medicamentos. Consequentemente, alguns dos principais fatores de proteção estão intrinsecamente ligados à mudanças no estilo de vida. O cuidado integral e longitudinal da pessoa com HAS está inserido nas práticas do SUS, sobretudo na Atenção Primária à Saúde (APS). Os tratamentos efetivos devem ser definidos com base nos aspectos biopsicossociais de cada indivíduo, mediante um acordo entre profissional e paciente, e baseados nas melhores evidências disponíveis.

Vídeo mostra participação do Telessaúde UFPA em workshop

Nos dias 9 e 10 de maio, o Telessaúde UFPA participou do Workshop da Saúde Digital e Telessaúde, que reuniu gestores de saúde de vários municípios paraenses e profissionais da área da saúde, no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), em Belém. Um vídeo produzido pela equipe de comunicação do Telessaúde UFPA mostra como foi a participação no evento, que está preparando a rede assistencial de Belém e da Região Metropolitana de Belém (RMB) para sediar o evento da 30° Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em novembro do ano de 2025 no Pará.

Telessaúde UFPA participa do Workshop da Saúde Digital e Telessaúde

O Telessaúde UFPA/Ebserh está participando do Workshop da Saúde Digital e Telessaúde, promovido pelo Ministério da Saúde, Universidade Estadual do Pará (Uepa) e Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), nesta quinta e sexta-feira, 9 e 10. O evento está reunindo gestores de saúde de vários municípios paraenses e profissionais da área da saúde, no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), em Belém. O workshop é um evento preparatório da rede assistencial de Belém e da Região Metropolitana de Belém (RMB) para sediar o evento da 30° Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em novembro do ano de 2025 no Pará.

Durante o workshop, a coordenadora geral do Telessaúde UFPA, Socorro Castelo Branco, fez a apresentação dos resultados da atuação do serviço nos municípios paraenses das regiões do Marajó, Tocantins e Belém, dos quase três anos de implementação. Ela destacou em sua fala a importância da adesão dos municípios, pois para o sucesso do programa Telessaúde é fundamental que os gestores compreendam a importância de investir no serviço, que contribui para a melhoria da qualidade do atendimento na Atenção Primária à Saúde (APS). “O serviço qualifica os profissionais de saúde, contribui para um diagnóstico, mais rápido, junto a especialistas teleconsultores e reduz custos de deslocamento dos pacientes para outros municípios e também as filas de espera por um atendimento com especialistas, pois sabemos que muitos municípios não contam com médicos especialistas em diversas áreas”, destacou a coordenadora.

O Superintendente do Ministério da Saúde no Pará, Delcimar Viana, destacou que o Ministério da Saúde já realizou outros dois workshops sobre Atenção Especializada e Atenção Primária. “Esse é o terceiro evento, dessa vez sobre Saúde Digital, que é muito importante porque a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (Seidigi) é nova e foi formulada para tratar políticas de saúde digital e ampliar mais esse conceito, e não ficar mais só preso a prontuários e à Telemedicina, pois é um conceito muito mais abrangente, e a gente acredita que esse evento vai fortalecer ainda mais a parceria com os municípios e com o Estado”, destacou

A consultora em saúde digital do Departamento de Saúde Digital e Inovação (Desd), do Ministério da Saúde, Eliete Moraes destacou que o evento é importante para fazer a mobilização de gestores porque muitos ainda não entendem o que é saúde digital. “Acho que para os gestores, ainda tem algumas coisas que ficam meio subentendidas, então, esse workshop vai fortalecer os núcleos de telessaúde e mostrar como que funcionam os serviços do núcleo nos territórios e sabemos que o território do Pará é muito extenso e precisa de muitos deslocamentos, o que a gente consegue diminuir com o Telessaúde”, ressaltou a consultora.

A presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Pará (COSEMS/PA), Jucineide Barbosa, falou da felicidade da realização do evento, por saber da “dificuldade de acessos e de se levar um especialista para muitos municípios do território paraense”. “A saúde digital traz uma esperança de estreitar essa relação, com o uso da tecnologia, e levar especialidades para os municípios e diminuir filas. Então, diante da especificidade da Amazônia e do Pará, de regiões como o Marajó, esse evento traz muita expectativa positiva de ampliar acessos e diminuir filas”, disse a presidente.

Participaram do evento também: Regina Feio, Superintendente do Complexo Hospitalar Universitário da UFPA; Pedro Anaisse, Secretário de Saúde no município de Belém, Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Uepa, Jofre Jacob da Silva Freitas; Diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS); Emanuel Sousa, coordenador do Núcleo de Telessaúde da Uepa; Ana Paula Oliva, representante da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), além de gestores de saúde de vários municípios paraenses.

O Workshop segue nesta sexta-feira (10), com debates e palestras sobre o SUS Digital, telediagnósticos, demonstração de teleconsultas e experiências exitosas em telessaúde no país.

Fotos: Telessaúde UFPA

Webconferência vai debater manejo e cuidados com a diabetes na APS

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Diabetes: manejo e cuidados na APS”, no dia 30 de abril. O tema será ministrado pela médica endocrinologista e professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), Natércia Marques, que vai abordar como deve ser o atendimento dos pacientes com diabetes nas unidades de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS), uma vez que trata-se de uma patologia que registra um grande número de atendimentos. O evento será às 16h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo a conferencista, Natércia Marques, a sua webconferência terá como foco principal o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 no contexto da atenção básica. “O objetivo é fazer uma abordagem dando ênfase à forma prática de atendimento da pessoa com diabetes no ambulatório”, destacou a endocrinologista.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a diabetes, o que representa 6,9% da população nacional. A melhor forma de prevenir é praticando atividades físicas regularmente, mantendo uma alimentação saudável e evitando consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Comportamentos saudáveis evitam não apenas o diabetes, mas outras doenças crônicas, como o câncer.

O diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. A causa da doença está diretamente relacionado ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos alimentares inadequados. A recomendação científica é manter acompanhamento médico para tratar, também, dessas outras doenças, que podem aparecer junto com o diabetes. Cerca de 90% dos pacientes diabéticos no Brasil têm esse tipo.

Sobre a conferencista

A médica endocrinologista Natércia Neves Marques de Queiroz é professora do curso de Medicina da Universidade Federal do Pará, orientadora permanente do Programa de Pós Graduação de Atenção e Estudo Clínico em Diabetes (UFPA), endocrinologista (EBSERH) do Hospital Universitário João de Barros Barreto, preceptora da residência médica de Endocrinologia e Metabologia do HUJBB/UFPA. Chefe da Unidade de Endocrinologia Metabologia e Diabetes do HUJBB/UFPA. Mestrado e Doutorado pela Universidade Federal do Para- Programa de Pós- Graduação de Oncologia e Ciências Médicas – UFPA. Graduação em medicina pela Universidade do Estado do Pará (2012).

Telessaúde UFPA participa do 2º Fórum Nacional de Telessaúde, em Goiânia (GO)

A equipe do Telessaúde UFPA está participando do 2º Fórum Nacional de Telessaúde, em Goiânia (GO). O evento está sendo realizado nesta quinta-feira (11) e integra a programação da 11ª edição do Congresso Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde (CBTms) e contará com 12 trabalhos selecionados para exibição. Após uma edição no formato remoto, o Congresso volta a acontecer presencialmente, neste ano, entre os dias 11 e 14 de abril. Para acessar a programação completa clique aqui.

Os 12 trabalhos do Telessaúde UFPA selecionados para o congresso serão exibidos em pôsteres em formato digital por membros da equipe, que estão participando do congresso. O objetivo é aproveitar a oportunidade do evento para troca de experiências que possam enriquecer e melhorar cada vez mais as ferramentas e ofertas de serviços do núcleo, no Pará.

A abertura do 2º Fórum Nacional de Telessaúde foi feita pela secretária de Informação e Saúde Digital, Dra. Ana Estela Haddad e teve as boas-vindas feitas pelo diretor do Departamento de Saúde Digital e Inovação, Cleonaldo de Almeida Costa. Ambos destacaram a importância dos trabalhos desenvolvidos pelos núcleos de Telessaúde de todo o país para a melhoria da qualidade dos atendimentos de saúde na Atenção Primária à Saúde (APS).

A coordenadora geral do Telessaúde UFPA, Profa. Dra. Maria do Socorro Castelo Branco fez uma apresentação sobre a implantação e consolidação do núcleo no Pará. Em sua participação, ela apresentou dados que mostram o crescimento do programa, como o aumento do número de municípios parceiros e de serviços executados, além do aumento da participação nas webconferências e webpalestras e do número de usuários cadastrados na plataforma telessaude.ufpa.br. Representantes de outros 13 núcleos de Telessaúde também fizeram apresentações dos seus trabalhos durante o evento.

Confira a lista com os nomes dos trabalhos aprovados que serão exibidos no evento:

  1. Fluxo de produção e uso das multimídias aplicadas à educação de profissionais da atenção primária à saúde por Núcleo de Telessaúde.
  2. Resolubilidade na atenção primária em um serviço de Teledermatologia em Belém do Pará.
  3. Perfil de usuários e laudos em um serviço de teledermatologia implantado há 2 anos no Pará.
  4. Os desafios na construção de curso autoinstrucional para trabalhadores da saúde.
  5. Implantação da Teledermatologia em Belém-PA: avanços e desafios da saúde digital no contexto amazônico.
  6. Educação Permanente na Atenção Primária à Saúde: A experiência do telessaúde vinculado a um hospital universitário no Pará
  7. Desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para apoio aos processos de certificação do serviço de Tele-educação em Núcleo de Telessaúde no Pará.
  8. Desafios na adesão à Telessaúde na região do Marajó, Pará, Brasil. 
  9. Utilização do telediagnóstico em eletrocardiograma por municípios Marajoaras.
  10. Teleconsultoria como processo de educação permanente da APS.
  11. Implantação de Telessaúde no estado do Pará.
  12. Comparação da evolução entre serviços ofertados pelo Telessaúde na Região da Amazônia Oriental: Caso do Pará.

Foto: Telessaúde UFPA

Telessaúde UFPA visita municípios do Marajó para ampliar os seus serviços

O Telessaúde UFPA/Ebserh visitou, na última semana, três municípios do Marajó, com o objetivo de ampliar o uso dos serviços ofertados pelo programa na região. Os municípios visitados foram Breves (26), Portel (27) e Curralinho (28), onde foram realizadas várias ações, como reuniões com as equipes de gestão da rede municipal de saúde, abertura de turmas do curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS e apresentação de dados de acesso aos serviços.

            De acordo com a relações institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh, Regiane Padilha, no município de Breves, foi realizada reunião com a equipe de gestão municipal de saúde para alinhamento sobre o uso dos serviços. “Nós fizemos a apresentação de novas especialidades para redes em Teleconsultoria, apresentamos o relatório situacional sobre a utilização dos serviços até o momento e fizemos a abertura de turma específica do curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS destinada aos profissionais de saúde brevenses”, destacou Regiane. “Breves tem se destacado como o município que mais tem utilizado o serviço do Tele-ECG na região do Marajó, o que é uma importante ferramenta para o diagnóstico de doenças dos pacientes atendidos na APS”, complementa.

            Na reunião em Breves, participaram: Karen Maria Cunha (Diretora da Atenção Primária); Ana Gabrielle Cavalcante (Coordenadora da Atenção Primária); Camila Sousa (Diretora da Atenção Especializada) e Leonardo Rodrigues (Suplente de Agente Comunitário de Saúde).

            Em Portel, Regiane Padilha fez a apresentação do relatório situacional sobre a utilização pelo município dos serviços ofertados pela plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh até o momento.  Além disso, foram apresentadas aos gestores da saúde municipal as novas especialidades para redes em Teleconsultoria e também foi aberta uma turma específica do curso Processo de trabalho na APS, que visa contribuir com a educação permanente dos profissionais de saúde que atuam na Atenção Primária, mas a data de início das aulas ainda será definida pela gestão de Portel.

            Participaram da reunião em Portel Marília Corrêa da Costa (Coordenadora da Atenção Primária), Adriana Lobato da Costa (Responsável pelo telemedicina), Jairo Afonso Moura (Diretor de Patrimônio) e Simone do Baia (Coordenadora Saúde Mental).

            O último município visitado pela equipe do programa foi Curralinho, onde foi discutido com a equipe de gestão da saúde municipal a implementação do Plano de Ação. Além disso, foi marcada uma ação de capacitação dos profissionais de saúde que atuam na APS para o mês de maio. Na ocasião, serão apresentados os serviços e as formas de acesso e uso dos serviços disponibilizados pelo Telessaúde UFPA/Ebserh por meio da plataforma telessaude.ufpa.br.

            Encerrando a agenda de visitas e reuniões no Marajó, Regiane Padilha reuniu no município de Curralinho, com Jéssica Fernandes Oliveira (Coordenadora da Atenção Primária), Gisele Ferreira Santos (Diretora da Atenção Primária), Jaqueline Teles de Sousa (Coordenadora de Educação Permanente).

Fotos: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

Campanha oficial de vacinação contra gripe é lançada pelo MS

A campanha de vacinação contra a gripe foi lançada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (25). O objetivo é proteger os brasileiros antes do aumento da circulação dos vírus respiratórios. A expectativa é imunizar 75 milhões de pessoas, incluindo idosos, gestantes, profissionais de saúde, crianças, professores e outros grupos prioritários. A vacinação busca garantir proteção contra a gripe, estimulando a produção de anticorpos e protegendo contra as cepas atualizadas, de acordo com a OMS. 

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destaca que a expectativa é imunizar 75 milhões de pessoas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os grupos prioritários estão idosos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, crianças de 6 meses a menores de 6 anos e professores da rede pública de ensino, entre outros.

Em 2024, haverá uma mudança em relação a estratégia de vacinação contra a influenza. Nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a vacinação ocorrerá no primeiro semestre do ano, enquanto no Norte será no segundo semestre. Essa mudança visa atender às particularidades climáticas da região, considerando o período do Inverno Amazônico, quando há maior circulação viral e transmissão da gripe. A estratégia de microplanejamento, realizada em conjunto com estados e municípios, busca fortalecer e ampliar o acesso à vacinação, levando em conta as diversidades regionais e permitindo que os municípios se organizem de acordo com a realidade local. 

A composição da vacina contra a influenza deste ano protege contra a Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. Diversos grupos podem se vacinar, incluindo crianças de 6 meses a menores de 6 anos, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, professores, idosos, pessoas com doenças crônicas, entre outros. Crianças que receberão a vacina pela primeira vez devem tomar duas doses, com um intervalo de 30 dias.

A vacinação contra a gripe é a melhor forma de se proteger contra a doença. O imunizante estimula a produção de anticorpos contra o vírus da Influenza e é atualizado anualmente de acordo com as cepas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo quem já recebeu a vacina em anos anteriores deve tomar a dose atualizada. As vacinas são comprovadamente eficazes na proteção contra as cepas mais recentes do vírus.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Doses de vacina contra a dengue que não foram usadas serão redistribuídas

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (20) que vai redistribuir as doses da vacina contra a dengue enviadas aos 521 municípios selecionados pela pasta e que ainda não foram utilizadas. Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, terão prioridade para receber as doses os municípios que decretaram situação de emergência em razão da doença.

De acordo com o MS, o órgão fará um rankeamento dos municípios que estão em situação de emergência por dengue, para fazer a redistribuição utilizando diversos critérios, entre eles aumentar a faixa etária a ser imunizada na rede pública, atualmente definida entre 10 e 14 anos.

Segundo explica a ministra Nísia Trindade, a vacina é um instrumento importantíssimo a médio e longo prazo, mas ela não é a solução para essa epidemia, sobretudo porque trata-se de uma vacina aplicada em duas doses com intervalo de três meses.

A ministra adiantou que a pasta está negociando com a farmacêutica Takeda, fabricante da Qdenga, a possibilidade de produção da vacina no Brasil. O plano do governo é utilizar a planta da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que já é responsável pelas produção de doses contra a febre amarela aplicadas no país. “Já antecipamos que haverá a possibilidade de uma produção nacional, mas só vamos fazer o anúncio completo, com segurança, com todos os dados e o cronograma porque senão a gente coloca uma coisa no ar”, explicou Nísia Trindade.

Além disso, Nísia ressalta também que o ministério acompanha de perto os avanços da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. “Temos apoiado o Instituto Butantan no desenvolvimento da vacina, que já alcançou, segundo publicações, bons resultados na fase 3 de sua pesquisa clínica”, concluiu.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

SUS passa a ofertar testagem molecular para detectar vírus HPV no Pará

O Sistema Único de Saúde (SUS) já está disponibilizando a testagem molecular para detectar o vírus HPV, no Pará. Segundo o Ministério da Saúde, o método é considerado como padrão ouro para detecção do câncer de colo de útero, pois a tecnologia possibilita diagnóstico rápido e preciso da doença considerada a quarta causa de óbitos entre mulheres.

Estima-se que, no Pará, cerca de 830 mulheres sejam diagnosticadas com câncer de colo do útero. Apesar de ser uma doença que pode ser prevenida, ela segue como o quarto tipo de câncer mais comum e a quarta causa de óbito pela doença em mulheres — principalmente negras, pobres e com baixos níveis de educação formal. No Norte do país, por exemplo, é a principal causa de óbito entre as mulheres. O Pará tem uma taxa de mortalidade estimada em 7,72 casos para cada 100 mil mulheres, de acordo o Ministério.

Atualmente, a forma tradicional de rastreio, por meio do exame papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem é recomendada a cada cinco anos. A expectativa do governo é que a mudança possa trazer melhor adesão e facilitar o acesso ao exame.

A doença tem causa conhecida: a infecção resistente por algum tipo de HPV, infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. Mas, embora sejam ofertadas alternativas para prevenção – tanto por meio da vacinação contra HPV, do uso de preservativos nas relações sexuais e da realização do rastreio para diagnóstico precoce — a doença segue como uma das principais causas de morte de mulheres em idade fértil por câncer no Brasil.

A testagem molecular é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e integra as estratégias para eliminação do câncer do câncer de colo de útero como problema de saúde pública até 2030. A incorporação dessa tecnologia foi avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a já ofertada no SUS.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Telessaúde UFPA consolida parceria com o município de Curuçá

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou uma visita técnica no município de Curuçá, na última quarta-feira (06). Durante a visita foi realizada reunião com a equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde para alinhamento das ações para implantacao dos serviços do Telessaúde no município. A equipe do programa, representada por Renata Durval e Amanda Silva também realizou treinamentos com os profissionais de saúde da rede municipal para o uso da plataforma telessaude.ufpa.br e uso dos serviços disponíveis para melhorar a qualidade do atendimento na Atenção Primária à Saúde (APS).


Na reunião realizada com os representantes da Secretaria Municipal de Saúde estiveram presentes o coordenador da Regulação, Raffaelle Lima , a coordenadora da Atenção Primária à Saúde (APS), Jamille Costa, a diretora do hospital municipal, Alessandra Pereira e a secretária de saúde, Socorro Ruivo.

Nos dias 06 e 07, foram realizados os treinamentos com os profissionais de saúde da rede municipal. Ao todo, participaram do treinamento, oito médicos, 11 enfermeiros e um técnico de enfermagem. Com o treinamento, a parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com o município de Curuçá fica consolidada e os serviços disponibilizados na plataforma já podem ser utilizados pelos profissionais do município.

Fotos: Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde segue fazendo treinamento com profissionais de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou mais um ciclo de treinamento com profissionais de saúde de Belém, nesta sexta-feira. Nessa turma, participaram da qualificação, enfermeiras e agentes comunitários de saúde (ACSs) do Distrito Administrativo do Guamá (Dagua). O treinamento é resultado de uma parceria do programa com a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).

Durante o treinamento, a equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh, sob o comando da coordenadora administrativa, Nayara Faro, apresentou as ferramentas da plataforma (telessaude.ufpa.br) e o curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS. Foi um momento importante para os participantes fazerem uma ambientação no curso e experimentarem todas as suas funcionalidades.

Foto: Helder Batista/Telessaúde UFPA

Telessaúde UFPA realiza treinamento com profissionais de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA realizou nesta quarta-feira (06) um treinamento de acesso ao curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” para 46 profissionais da área da saúde de Belém. O treinamento faz parte da parceria do programa com a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) e, na ocasião, foi apresentado o curso para os profissionais e os passos para a acesso a plataforma Moodle onde o curso está disponível. Essa é a segunda turma que está fazendo a sua qualificação continuada para um melhor atendimento nas unidades de saúde.

Segundo a coordenadora do Tele-Educação, serviço onde o curso está inserido, na estrutura do Telessaúde UFPA, Leidiana Lopes, durante o treinamento, os alunos tiveram a oportunidade de se cadastrar na plataforma telessaúde.com.br e em seguida puderam realizar o primeiro acesso ao curso. “Foi uma oportunidade de ambientação dos profissionais na plataforma, ocasião em que eles puderam conhecer melhor toda a dinâmica do curso e as suas funcionalidades e elementos de interação, além de poderem tirar as suas dúvidas”, destacou a coordenadora.

Os 46 profissionais de saúde que estiveram presentes no treinamento atuam nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) da Sesma, no Distrito Administrativo do Guamá (Dagua). Nessa segunda turma do curso, estão participando profissionais de diferentes categorias da área da saúde, como médicos(as), enfermeiras(os), agentes comunitários de saúde (ACSs), técnicos de enfermagem, nutricionistas, entre outros.

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” foi lançado pelo Telessaúde UFPA/Ebserh em janeiro deste ano. É destinado à capacitação dos profissionais integrantes das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS) e possui 60 horas, de forma totalmente online. A sua realização é resultado de uma parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com a Prefeitura Municipal de Belém (PMB), por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). Na primeira turma, iniciada em fevereiro, participaram 40 agentes comunitários de saúde (ACS’s) do Distrito de Belém (Dabel).

As turmas do curso autoinstrucional seguirão sendo formadas e treinadas para participação. Já está prevista a realização de uma terceira turma para os demais agentes comunitários de saúde que foram aprovados no processo seletivo e foram chamados, cerca de aproximadamente 1.200 ACS’s.

Sobre o curso

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” tem metodologia baseada na problematização (Arco de Magherez), partindo da situação problema apresentada em cada módulo. Os conteúdos serão apresentados na forma de texto, e utiliza recursos educacionais, como vídeos, animações, mapas, jogos, entre outros de formato interativo, garantindo melhor apreensão dos conteúdos pelos alunos. Os temas abordados no curso serão apresentados em três módulos: 1 – SUS, Atenção Primária a Saúde e Território; 2 – Organização do trabalho em equipe e gestão do cuidado na APS e 3 –  Mecanismos de Coordenação de cuidados: As Redes de Atenção em Saúde. O objetivo principal é que o aluno, ao final do curso, potencialize seus conhecimentos para facilitar o processo de trabalho em equipe multiprofissional no SUS, mais especificamente na ESF, de acordo com a realidade territorial de cada município.

Além disso, a plataforma telessaude.ufpa.br é totalmente responsiva, ou seja, você pode estudar tanto em desktops quanto em aparelhos móveis. O participante também pode baixar todo o conteúdo do curso para estudar de maneira off-line, exclusivamente, pelo aplicativo da plataforma Moodle. A plataforma também conta com opções de acessibilidade que promovem a inclusão, como tradutor de libras e audiodescrição. O processo de avaliação será feito ao final de cada módulo, quando o aluno realizará uma atividade que avaliará o conhecimento adquirido. A emissão do certificado está condicionada a realização completa do curso e alcance de 70% de acertos nas atividades. Ao finalizar o curso, o aluno poderá, ainda, solicitar o certificado via plataforma Moodle.

Fotos: Helder Batista e Juliana Reis/Telessaúde UFPA

Webconferência vai debater “Diagnóstico e manejo da dengue na APS”

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Diagnóstico e manejo da dengue na APS”, no dia 19 de março. O tema será ministrado pelo médico infectologista e mestre em Doenças Tropicais, Rhomero Assef, que vai abordar o cenário atual da dengue no Pará e no país e como realizar o manejo dos pacientes nas unidades de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS), uma vez que tem crescido o número de casos de dengue. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Durante o evento, o conferencista Rhomero Assef vai apresentar a situação epidemiológica da dengue, em especial no Pará, e contribuirá com seus conhecimentos para ajudar os profissionais de saúde no diagnóstico e manejo dos casos de dengue atendidos nas unidades de APS. “Nós vamos orientar os profissionais como identificar características do vetor e as estratégias de controle individual e coletivo do Aedes aegypti no contexto da APS, além de contribuir para que todos possam compreender as fases clínicas e os sinais e sintomas de alarme da dengue e orientar como fazer o manejo clínico com classificação de risco da dengue na APS”, destaca o infectologista.

Em Belém, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), o Departamento de Vigilância em Saúde já registrou até o momento, 507 casos foram notificados, dos quais 143 foram descartados e 163 seguem em análise. Os bairros com mais registros na capital são Guamá (34), Cremação (18) e Coqueiro (14). Belém segue sem registro de mortes causadas pela doença.

A Sesma destaca que agentes de saúde estão fazendo visitas aos imóveis para fazer a verificação e eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, além de orientar a população sobre a limpeza de quintais e acondicionamento de lixo. A fiscalização nas residências é feita com o consentimento dos moradores, pois as equipes não podem entrar nas propriedades sem autorização.

Em relação ao acesso às testagens que possam confirmar o diagnóstico em pacientes com dengue, a Sesma informa que o usuário oriundo de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e Estratégia Saúde da Família, terá que passar necessariamente por uma avaliação e recomendação médica para que seja identificada a necessidade desse exame, com notificação que indique a suspeita de dengue. Depois, é aguardar a coleta sorológica realizada pela equipe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE). As amostras são encaminhas ao Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), que está abastecido com kits para análises neste período de aumento no número de casos suspeitos.

O Ministério da Saúde define a dengue como uma doença febril aguda, sistêmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos pacientes se recupera, mas parte deles pode progredir para formas graves da doença. Os sinais clássicos da dengue são febre, geralmente junto com dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar e prostração. É uma febre que chega a 38° ou 39°. Tudo bem associado.

Sobre o conferencista:

Rhomero Salvyo Assef Souza é médico infectologista, especialista em Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar e mestre em Doenças Tropicais. Faz parte do corpo clínico da Unidade de Doenças Infecto-parasitarias do Hospital Barros Barreto e é professor do Curso de Medicina do Cesupa.

Dia D de Combate à Dengue: cerca de quatro mil imóveis são visitados em Belém

Cerca de quatro mil imóveis foram visitados em Belém durante a campanha do Dia Nacional de Combate à Dengue (Dia D), realizada no último sábado (02). O objetivo da campanha é o combate ao mosquito transmissor do vírus, o Aedes aegypti, pois até o momento, mais de 500 casos da doença foram notificados na capital paraense.

As equipes de agentes de saúde visitaram no Dia Nacional de Combate à Dengue imóveis do Distrito Administrativo do Guamá (Dagua), com o primeiro ponto de encontro dos agentes de combates às endemias em frente à agência da Caixa Econômica Federal (Av. José Bonifácio com Rua Paes de Souza). A partir deste local foram visitados 2.170 imóveis num total de 11 quarteirões. Já o segundo ponto de encontro foi no bairro da Cremação, em frente ao supermercado Líder (Av. Alcindo Cacela com Av. Fernando Guilhon), com percurso de 17 quarteirões e visitou 1. 836 imóveis.

A ação é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com diversas capitais brasileiras devido ao período de alta sazonalidade de transmissão da doença. De acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde, até o momento, 507 casos foram notificados, dos quais 143 foram descartados e 163 seguem em análise. Os bairros com mais registros são Guamá (34), Cremação (18) e Coqueiro (14). Belém segue sem registro de mortes causadas pela doença.

Segundo informa a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), durante as visitas, as equipes de agentes de saúde fazem verificação e eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, além de orientar a população sobre a limpeza de quintais e acondicionamento de lixo. A fiscalização nas residências é feita com o consentimento dos moradores, pois as equipes não podem entrar nas propriedades sem autorização.

Em relação ao acesso às testagens que possam confirmar o diagnóstico em pacientes com dengue, a Sesma informa que o usuário oriundo de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e Estratégia Saúde da Família, terá que passar necessariamente por uma avaliação e recomendação médica para que seja identificada a necessidade desse exame, com notificação que indique a suspeita de dengue. Depois, é aguardar a coleta sorológica realizada pela equipe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE). As amostras são encaminhas ao Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), que está abastecido com kits para análises neste período de aumento no número de casos suspeitos.

A Sesma ressalta que em caso de suspeita de focos do mosquito, a população pode ligar para o Disque Endemias – 3251-4218, de segunda a sexta-feira de 8h às 18h. A iniciativa para fazer a fiscalização em locais onde há suspeita de focos do mosquito deve partir dos moradores.

Sintomas da dengue

O Ministério da Saúde define a dengue como uma doença febril aguda, sistêmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos pacientes se recupera, mas parte deles pode progredir para formas graves da doença. Os sinais clássicos da dengue são febre, geralmente junto com dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar e prostração. É uma febre que chega a 38° ou 39°. Tudo bem associado.

Foto: Ascom/Sesma

SUS oferece absorventes para população em situação de vulnerabilidade social

O programa Farmácia Popular já está disponibilizando absorventes para a população em situação de vulnerabilidade social desde a última terça-feira (23). O serviço já está disponível em todo o Brasil e cerca de 31 mil farmácias já estão cadastradas no programa.

Para ter acesso ao absorvente, precisa apenas apresentar uma autorização, emitida pelo aplicativo “Meu SUS Digital” e um documento com foto. Caso haja dificuldade no processo para gerar o documento online, a pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros Pop ou equipes do consultório para mais orientações

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 4 milhões de meninas sofrem com a privação de higiene no ambiente escolar. O governo federal, por meio do Ministério da Saúde iniciou a campanha “Dignidade Menstrual – um ciclo de respeito” também nesta terça-feira (23), na TV aberta, no rádio e em locais de grande circulação de pessoas em todo o país. Mais informações também estão na página, criada pelo Ministério da Saúde, em: www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2024/dignidade-menstrual

Para ter acesso aos absorventes do programa Farmácia Popular é preciso ter entre 10 e 49 anos de idade e ser inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal e também estar em situação de vulnerabilidade social extrema (com renda mensal de até R$218 por pessoa), ser estudante da rede pública de ensino de baixa renda, ou estar em situação de rua.

Como retirar o absorvente gratuito?

      – Apresente a autorização emitida no aplicativo Meu SUS digital; <https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/meu-sus-digital> ;

      – Leve documento de identidade com foto e CPF.

Onde retirar o absorvente?

      – Acesse a lista de farmácias onde pode ser retirado o item de higiene: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/farmacia-popular/arquivos/farmacias_credenciadas_pfpb_atualizada.xlsx/view

Foto: Jerônimo Gonzalez/MS

Telessaúde realiza visita técnica ao município marajoara de Afuá

O Telessaúde UFPA/Ebserh segue seu trabalho de construção e fortalecimento de parcerias com os municípios marajoaras. Desta vez, a equipe técnica do projeto visitou o município de Afuá, onde realizou uma extensa agenda de reuniões com a gestão de saúde municipal, além de treinamentos sobre o uso dos serviços da plataforma telessaude.ufpa.br para profissionais da área da saúde, que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS). As atividades foram realizadas nesta quinta (25) e sexta (26) e teve ampla participação dos profissionais.

A relações institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh, Regiane Padilha, junto com Amanda Silva, do apoio técnico do projeto, reuniram nesta quinta-feira (25) com a equipe da gestão municipal de saúde de Afuá para alinhamento do plano de ação e definição de fluxos para os serviços de Tele-ECG e Teledermatologia. Estiveram presentes na reunião, a secretária de Saúde de Afuá, Patricia Quaresma, a coordenadora da Atenção Primária à Saúde (APS) do município, Karoline Santos, o diretor do hospital, Josivan Nascimento , a chefe da regulação municipal, Anne  Karoline Costa e a médica Suellem Barbosa.

Durante a visita também foram realizadas atividades de capacitação com a equipe de médicos(as), enfermeiras(os) e técnicos que trabalham nas unidades de saúde da APS do município para o uso dos serviços de Tele-ECG e Teledermatologia, ambos por meio da plataforma telessaude.ufpa.br.

O Telessaúde UFPA/Ebserh já possui parceria fechada com Afuá e, agora, está trabalhando nos detalhamentos para a execução dos serviços que são oferecidos na área da saúde, voltados de forma especial para a melhoria da qualidade dos atendimentos na área da Atenção Primária à Saúde (APS).      

Fotos: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde UFPA realiza aula inaugural de curso para agentes de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou a aula inaugural do curso “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” para agentes comunitários de saúde de Belém,nesta segunda-feira (22). A aula foi ministrada pela Profa. Ma. Cybelle Pereira em cerimônia realizada na Escola do SUS do Município de Belém (Av. Generalíssimo Deodoro, nº 01), que fez a apresentação do conteúdo que será disponibilizado aos alunos, de forma EAD autoinstrucional, por meio da plataforma telessaude.ufpa.br

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” é destinado à capacitação dos profissionais integrantes das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS) e possui 60 horas, de forma totalmente online. Essa será a primeira turma do curso, resultado de uma parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com a Prefeitura Municipal de Belém (PMB), por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), que selecionou, nesse primeiro momento, 40 agentes comunitários de saúde (ACS’s) do Distrito de Belém (Dabel).

Durante a cerimônia de lançamento e aula inaugural, a vice-coordenadora do Telessaúde/UFPA, Leidiana Lopes, que também é coordenadora do curso, falou da sua emoção e alegria em ver o curso em funcionamento e contribuindo para a qualificação profissional de agentes de saúde e para a melhoria da qualidade dos atendimentos na APS. “Para nós é uma conquista muito grande enquanto núcleo de Telesaúde. Eu estou emocionada porque foi um desafio construir o curso de forma autoinstrucional, EAD, mas estamos felizes, porque temos certeza que o curso vai contribuir para a melhoria do processo de trabalho dos agentes comunitários de saúde, e não só deles, como de outros profissionais da atenção primária”, destacou a coordenadora.

Na ocasião, os 40 agentes comunitários de saúde também fizeram uma oficina de ambientação na plataforma, realizada no laboratório de informática do Instituto de Ciências Médicas (ICM) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os agentes puderam aprender a acessar o curso autoinstrucional e a utilizar todos os recursos didáticos interativos, além de tirar dúvidas sobre o funcionamento do curso.

Leidiana Lopes também ressaltou que a parceria com a Sesma já prevê novas turmas pela frente. “Neste momento, temos a primeira turma da aula inaugural de 40 ACS’s e já temos fechada uma parceria para uma segunda turma, que vai ser de profissionais que já estão atuando na atenção primária do Distrito Administrativo do Guamá (Dágua), será uma turma de mais de 100 alunos. Além disso, também ofertaremos uma terceira turma para os demais agentes comunitários de saúde que foram aprovados no processo seletivo e foram chamados, cerca de aproximadamente 1.200 ACS’s. Então, nós só temos a agradecer porque estamos, enquanto núcleo de Telessaúde e enquanto universidade, contribuindo na integração, ensino, serviço e comunidade”, ressalta a coordenadora.

Sobre o curso

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” tem metodologia baseada na problematização (Arco de Magherez), partindo da situação problema apresentada em cada módulo. Os conteúdos serão apresentados na forma de texto, e utiliza recursos educacionais, como vídeos, animações, mapas, jogos, entre outros de formato interativo, garantindo melhor apreensão dos conteúdos pelos alunos. Os temas abordados no curso serão apresentados em três módulos: 1 – SUS, Atenção Primária a Saúde e Território; 2 – Organização do trabalho em equipe e gestão do cuidado na APS e 3 –  Mecanismos de Coordenação de cuidados: As Redes de Atenção em Saúde. O objetivo principal é que o aluno, ao final do curso, potencialize seus conhecimentos para facilitar o processo de trabalho em equipe multiprofissional no SUS, mais especificamente na ESF, de acordo com a realidade territorial de cada município.

Além disso, a plataforma telessaude.ufpa.br é totalmente responsiva, ou seja, você pode estudar tanto em desktops quanto em aparelhos móveis. O participante também pode baixar todo o conteúdo do curso para estudar de maneira off-line, exclusivamente, pelo aplicativo da plataforma Moodle. A plataforma também conta com opções de acessibilidade que promovem a inclusão, como tradutor de libras e audiodescrição. O processo de avaliação será feito ao final de cada módulo, quando o aluno realizará uma atividade que avaliará o conhecimento adquirido. A emissão do certificado está condicionada a realização completa do curso e alcance de 70% de acertos nas atividades. Ao finalizar o curso, o aluno poderá, ainda, solicitar o certificado via plataforma Moodle.

Fotos: Karla Pinheiro

Infecção Latente por Tuberculose é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Infecção Latente por Tuberculose: como identificar na APS”, no dia 30 de janeiro.  O tema será ministrado pelo médico infectologista Julius Caesar Mendes Soares Monteiro, que tem mestrado em Saúde na Amazônia. O palestrante vai abordar como pode ser feita a identificação e o acompanhamento das pessoas acometidas pela doença, que possui bastante ocorrências nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) do Pará. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo o conferencista Julius Caesar, a webconferência trará informações sobre todos os aspectos importantes em relação ao tratamento das infecções latentes por tuberculose em pacientes que são atendidos nas unidades de APS. “Eu vou apresentar dados e informações sobre a melhor forma de atendimento desses casos nas unidades de saúde e o tratamento dos pacientes até a alta”, destaca o palestrante.

Segundo consta na literatura médica, a tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pela micobactéria Mycobacterium tuberculosis, cuja transmissão ocorre por meio da via respiratória, através de aerossóis eliminados pela fala, tosse e espirros, podendo ser pulmonar ou extrapulmonar. É estimado que 25% da população mundial já tenha entrado em contato com o M tuberculosis, no entanto, apenas cerca de 10% desses indivíduos irão desenvolver a doença.

Ocorre que, mesmo que nem todos os indivíduos portadores do bacilo adoeçam com a forma ativa da tuberculose, eles permanecem com os bacilos em reservatório, que podem ser reativados de acordo com condições que comprometam a resposta imune. Essa condição é denominada Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) ou tuberculose latente. Ressalta-se que o maior risco de adoecimento se dá nos primeiros anos após a infecção, além de fatores como infecção pelo vírus HIV ou outras doenças que causem imunossupressão, desnutrição, idade inferior a 2 anos ou superior a 60 anos e diabetes mellitus. E é sobre o ILTB e suas complicações e tratamento que o infectologista Julius Caesar vai abordar em sua webconferência.

Sobre o conferencista

Julius Caesar Mendes Soares Monteiro é médico infectologista, formado pela UFPA. Tem mestrado em Saúde na Amazônia e é doutorando em Doenças Tropicais, ambos pela UFPA. É também infectologista do complexo hospitalar universitário UFPA/EBSERH e médico do IFPA, além de ser médico referência em genotipagem para o HIV pelo ministério da saúde e membro da câmara técnica em antirretrovirais do estado do Pará.

Especialistas alertam para a necessidade de vacinação de grupos de risco para combater a covid-19

Para garantir um melhor combate à Covid-19, especialistas alertam para a necessidade de ampliar a vacinação de pessoas que se encontram no chamado grupo de risco. O médico infectologista Gonzalo Vecina Neto, que é ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ressalta que, embora a pandemia de covid-19 já tenha sido “debelada”, o vírus continua circulando e ainda estão sendo registradas mortes pela doença. “Continuam acontecendo mortes pela covid-19. Então, uma questão importante é atualizar o calendário vacinal”, alerta o especialista.

Segundo avaliação do infectologista, durante a pandemia, observou-se no país momentos muito críticos, como o comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e representantes do governo federal, que se posicionavam de forma negacionista e antivacina. Nos dias atuais, o médico ressalta que está sendo verificada uma baixa cobertura de vacinação de crianças. “A mortalidade está muito elevada nas crianças abaixo de 5 anos por causa da baixa cobertura”, acrescentou. As variantes que estão circulando atualmente têm uma grande capacidade de disseminação, mas uma mortalidade mais baixa. No entanto, a doença pode ainda acometer de forma grave especialmente os grupos que têm menos defesas imunológicas.

Tais grupos são os idosos, crianças pequenas, gestantes e portadores de comorbidades. “Esses grupos têm uma fragilidade do ponto de vista de enfrentar imunologicamente o invasor no corpo, por isso eles se beneficiam da vacina. Particularmente esses mais frágeis, ao terem a doença, tem uma maior possibilidade de hospitalização e de morte”, explicou Vecina.

A infectologista do Instituto Emílio Ribas, Rosana Richtmann, destaca que a tendência é que se faça a vacinação anual, especialmente para os grupos de maior risco, utilizando vacinas que consigam dar proteção contra as novas variantes do vírus causador da doença. “O que a gente aprendeu com a covid-19 é que o vírus vai tendo pequenas mutações, ele vai mudando a sua genética, vai escapando da nossa imunidade. Isso é um processo contínuo. Então, muito mais importante do que você me contar quantas doses de vacina de covid-19 você tomou nesses últimos três anos, a minha pergunta seria quando foi a sua última dose e qual vacina você tomou. Se você tiver uma dose atualizada, é suficiente”, explica.

A infectologista destaca também que, nos Estados Unidos, já está disponível a vacina mais atualizada, uma monovalente que combate a variante XBB da doença. “O Brasil está usando a bivalente [que combate cepas anteriores], dentro do país é a mais atual. A gente julga que, neste momento, seria importante o Brasil adquirir essa vacina monovalente atualizada no lugar da bivalente”, defendeu.

Para Richtmann, um dos principais desafios a serem enfrentados neste momento é justamente a vacinação de crianças pequenas, a partir de seis meses de idade (grupo de risco), pois segundo ela, adultos e crianças maiores chegaram a ter a doença ou tomar a vacina, o que garante alguma proteção contra o vírus. “Há um desafio para vacinar essa população, porque é uma população virgem de proteção, eles não têm proteção nem adquirida, nem através da vacinação”, disse. Nesse sentido, a infectologista reforça a importância de a vacinação de crianças contra a covid-19 fazer parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI). “No ano passado, tivemos 135 mortes de crianças, o que poderia ter sido prevenido através de vacinação”, conclui.

Foto: Edielson Shinohara/Sesma

Telessaúde lança curso online “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde”

O Telessaúde UFPA/Ebserh está lançando o curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde”, nesta segunda-feira (22). O curso é destinado à capacitação dos profissionais integrantes das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS), possui 60 horas e é totalmente online. A cerimônia de lançamento será na Escola do SUS do Município de Belém (Av. Generalíssimo Deodoro, nº01), a partir das 9h, com uma aula inaugural ministrada pela Profa. Ma. Cybelle Cristina Pereira Rodrigues. As aulas serão acessadas por meio da plataforma telessaude.ufpa.br e a primeira turma será composta por 40 agentes comunitários de saúde (ACS’s) da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma).

O curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” integra as ações de Tele-Educação do projeto, cujos serviços são voltados para a capacitação dos profissionais da área de saúde, com o objetivo de melhorar a qualidade dos atendimentos da população no âmbito da APS.

Segundo a coordenadora do Tele-Educação, enfermeira Leidiana Lopes, nesse primeiro momento, o curso terá como turma inaugural, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), com quem o projeto possui parceria em vários serviços.

Sobre o curso

O curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” tem metodologia baseada na problematização (Arco de Magherez), partindo da situação problema apresentada em cada módulo. “Essa metodologia proporciona autonomia nos alunos para construir sua dinâmica de estudos, mas é preciso que todos tenham regularidade no acesso e leitura do material disponibilizado no ambiente virtual”, destaca Leidiana Lopes, acrescentando que os conteúdos serão apresentados na forma de texto, animações, mapas, conteúdos interativos e outras formas pedagógicas.

Os temas abordados no curso serão apresentados em três módulos: 1 – SUS, Atenção Primária a Saúde e Território; 2 – Organização do trabalho em equipe e gestão do cuidado na APS e 3 –  Mecanismos de Coordenação de cuidados: As Redes de Atenção em Saúde. O objetivo principal é que o aluno, ao final do curso, potencialize seus conhecimentos para facilitar o processo de trabalho em equipe multiprofissional no SUS, mais especificamente na ESF, de acordo com a realidade territorial de cada município.

Todos os ensinamentos do curso são pensados e direcionados para ajudar os profissionais da área da saúde no cotidiano de suas atividades nas unidades de saúde de APS, tendo como público-alvo: integrantes das equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS), que atuam nos municípios do Estado do Pará e estudantes de graduação e pós-graduação da área da saúde. Mas, o curso também estará com inscrições abertas para profissionais interessados de todo o país.

Online, interativo e com acessibilidade

O curso é inteiramente online, de forma autoinstrucional, e utiliza recursos educacionais, como textos, vídeos, animações, mapas, jogos, entre outros de formato interativo, garantindo melhor apreensão dos conteúdos pelos alunos. Além disso, a plataforma é totalmente responsiva, ou seja, você pode estudar tanto em desktops quanto em aparelhos móveis. O participante também pode baixar todo o conteúdo do curso para estudar de maneira off-line, exclusivamente, pelo aplicativo da plataforma Moodle.

A plataforma também conta com opções de acessibilidade que promovem a inclusão, como tradutor de libras e audiodescrição. O processo de avaliação será feito ao final de cada módulo, quando o aluno realizará uma atividade que avaliará o conhecimento adquirido. A emissão do certificado está condicionada a realização completa do curso e alcance de 70% de acertos nas atividades. Ao finalizar o curso, o aluno poderá, ainda, solicitar o certificado via plataforma Moodle.

Telessaúde fecha ciclo de capacitações com gestores e enfermeiros em Barcarena

A equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh concluiu a agenda de atividades em Barcarena, com as capacitações de gestores e enfermeiras(os), nos dias 11 e 12 de janeiro. Os profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) da rede municipal receberam informações sobre como utilizar os serviços disponibilizados na plataforma telessaude.ufpa.br para qualificar o atendimento à população do município, fechando diagnósticos com mais eficácia.

O médico responsável pela interlocução no municipio de Barcarena, Dr. Paulo Henrique da Silva acompanhou toda a agenda de capacitações que foi pactuada com o projeto. Durante a apresentação dos serviços, a equipe do Telessaúde orientou sobre como utilizar os serviços de teleconsultoria e telediagnóstico da plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh. O objetivo da atividade é desenvolver um sistema de fluxo de uso contínuo dos serviços do projeto, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade dos atendimentos de saúde da população de Barcarena.

Foto: Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde realiza capacitações com médicos em Barcarena

A equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh segue a sua agenda de atividades em Barcarena. Na manhã desta terça-feira (09), a coordenadora geral do projeto, Profa. Dra. Socorro Castelo Branco e equipe realizaram capacitações com os médicos da rede municipal de saúde sobre os serviços disponibilizados na plataforma telessaude.ufpa.br.

Nesse primeiro dia de capacitação, o médico responsável pela interlocução no municipio de Barcarena, Dr. Paulo Henrique da Silva, e os demais médicos da Atenção Primária à Saúde (APS) do município participaram da capacitação para aprenderem a utilizar os serviços de teleconsultoria e telediagnóstico da plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh. O objetivo da atividade é desenvolver um sistema de fluxo de uso contínuo dos serviços do projeto, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade dos atendimentos de saúde da população de Barcarena.

Nesta quarta-feira (10) a equipe seguirá a agenda de capacitação dos médicos da rede municipal de saúde para uso da plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh. E nos dias 11 e 12, a capacitação se estenderá para as(os) enfermeiras(os) e gestores para uso da plataforma.

Foto: Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde realiza visita técnica em Barcarena para organizar fluxos dos serviços de parceria

O Telessaúde UFPA/Ebserh está seguindo a sua agenda de visitas técnicas aos municípios parceiros. Nesta segunda-feira (08), a equipe profissional, comandada pela coordenadora geral do projeto, Profa. Dra. Socorro Castelo Branco desembarcou no município de Barcarena, onde está sendo realizada uma extensa agenda de atividades, como apresentações e capacitações nos serviços disponibilizados na plataforma telessaude.ufpa.br.

Na manhã de segunda-feira (08), a equipe reuniu com a equipe de gestão da saúde do município para a construção de fluxos e apresentação da plataforma de teleconsultoria com o apoio à regulação. Estiveram presentes o Dr. Paulo Henrique da Silva, que é o médico responsável pela interlocução no municipio de Barcarena, além dos profissionais da equipe do Departamento de Regulação: Luciana dos santos (diretora) e Silmara de Miranda e Maria Luciana dos Anjos, ambas do departamento administrativo.

Nesta terça-feira (09) a equipe seguirá a agenda com a capacitação dos médicos da rede municipal de saúde para uso da plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh. As atividades seguirão no município nos dias 11 e 12, com a capacitação dos enfermeiros e gestores para uso da plataforma.

Foto: Telessaúde UFPA/Ebserh

Novo surto de Covid-19 é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Novo surto de Covid-19 e o manejo na APS”, no próximo dia 16 de janeiro.  O tema será ministrado pela médica infectologista Rita Medeiros, que possui mestrado e doutorado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur. A palestrante vai abordar sobre o tratamento da Covid-19 e orientar sobre o manejo dos pacientes nas unidades de Atenção Primária à Saúde a partir das novas orientações e recomendações científicas. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Em Belém, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) registrou duas mortes por covid-19 nas duas últimas semanas de 2023. E no dia 27 de dezembro, o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), da Universidade Federal do Pará (UFPA), divulgou um alerta epidemiológico sobre a necessidade de ações de prevenção e controle da covid-19 e outros vírus respiratórios que estão circulando na capital.

A conferencista Rita Medeiros, que também é gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário João de Barros Barreto, destaca a importância de atuação do sistema de saúde para o enfrentamento a esse novo surto da Covid-19. Em suas redes sociais, a infectologista destacou que Belém vive um surto de Covid-19 e que os profissionais ainda não estão familiarizados com a indicação e prescrição de medicamentos mais atualizados que são indicados para pessoas com maior risco para desenvolver a forma grave da doença. “Médicos e médicas das urgências e emergências e UBS, informem-se sobre o fluxo junto à unidade de saúde do seu município!”, disse a conferencista em suas páginas nas redes sociais. E é para falar sobre as novas medicações e orientações de manejo dos pacientes de Covid-19 que a infectologista fará a sua webconferência.

A COVID-19 é uma síndrome respiratória aguda grave (SRAG) infecciosa, causada por coronavírus, que leva o nome de SARS-CoV-2. A doença tem alta transmissibilidade e ocasiona sintomas leves a graves, gerando elevada demanda por cuidados intensivos e milhares de óbitos. Em relação ao aumento do número de casos da doença em Belém, por meio de nota divulgada na imprensa, a Sesma confirmou que “a rede municipal de saúde de Belém registra um aumento nos atendimentos de pacientes apresentando sintomas de Síndromes Gripais (SG) e infecções sazonais” que ocorrem com mais frequência neste período de chuvas na Amazônia. Por essa razão, a Prefeitura de Belém está reforçando a importância da intensificação das ações de prevenção e controle da covid-19 (e outros vírus respiratórios no município), em especial, mantendo a vacinação em dia.

Sobre a conferencista

A infectologista Rita Catarina Medeiros Sousa possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1993), residência médica em Infectologia pelo Hospital Universitário João de Barros Barreto/UFPA (1995), especialização em bioquímica com ênfase em biologia molecular pela Universidade Paris 7 (1997), mestrado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur (1998) e doutorado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur (2002). Atualmente é professora associada IV da Universidade Federal do Pará, onde ministra aulas nas disciplinas de infectologia e virologia e desenvolve atividades de pesquisa e extensão no Núcleo de Medicina Tropical e Hospital Universitário Joao de Barros Barreto.

É pesquisadora colaboradora do Instituto Evandro Chagas – Laboratório de Vírus Respiratórios. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Virologia, atuando principalmente nos seguintes temas: influenza e outros vírus respiratórios, chikungunya, raiva e HTLV. É membro do Comissão Estadual de Residência Médica – CEREM/Pará; integra o Comitê Cientifico de COVID-19 e outras infecções respiratórias virais da Sociedade Brasileira de Infectologia. Exerce a função de gerente de atenção a saúde do Hospital Universitário João de Barros Barreto – UFPA desde 2021.

Arte: Telessaúde UFPA/Ebaserh

Telessaúde constrói Plano de Ação em parceria com o município marajoara de Salvaterra

O Telessaúde UFPA/Ebserh segue seu trabalho de construção de parceria com os municípios paraenses. Nesta segunda-feira (08), uma equipe técnica esteve em visita ao município de Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, onde foi realizada uma reunião de construção do plano de ação com a gestão municipal de saúde do município. O projeto já possui parceria fechada com o referido município e, agora, está trabalhando nos detalhamentos para a execução dos serviços que são oferecidos na área da saúde, voltados de forma especial para a melhoria da qualidade dos atendimentos na área da Atenção Primária à Saúde (APS).

            A relações institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh, Regiane Padilha, reuniu na tarde desta segunda-feira (08) com a equipe da gestão municipal de saúde de Salvaterra. Entre os presentes estavam o secretário de Saúde de Salvaterra, Wlademir Araújo dos Santos, e a coordenadora da Atenção Primária à Saúde (APS) do município, Suelen Oliveira.

            A agenda de visita está extensa e prevê também outras duas atividades nesta terça-feira (09), que são: capacitação com a equipe de médicos(as) da APS do município (manhã) e capacitação de técnicos e enfermeiras(os) para o uso dos serviços de Tele-ECG e Teledermatologia, ambos por meio da plataforma telessaude.ufpa.br.

Foto: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

Número de profissionais do programa Mais Médicos aumenta 105% em 2023

Um balanço realizado pelo Ministério da Saúde aponta que o programa Mais Médicos registrou um aumento de 105% no número de profissionais atuando em 2023. Com 28,2 mil vagas preenchidas em 82% do território nacional, segundo a pasta, foram beneficiadas pelo programa cerca de 86 milhões de pessoas. Durante o período, 744 novos municípios passaram a ser atendidos pelo programa.

Um outro dado importante revelado pelo levantamento é que todos os 34 distritos sanitários indígenas do país foram integrados ao Mais Médicos. Na Amazônia, no território Yanomami, o número de profissionais mais que triplicou, aumentando de nove para 28. Ao todo, são 977 novos profissionais atuando na saúde indígena.

O levantamento revela também que em edições anteriores do Mais Médicos, 41% dos participantes desistiram do programa “por falta de perspectiva profissional”. Mas, a partir da retomada, em 2023, o Mais Médicos trouxe aos profissionais oportunidade de qualificação e aperfeiçoamento, além de incentivos e benefícios, o que combate a desistência. 

O Mais Médicos é classificado pelo governo federal como uma grande estratégia nacional para a formação de especialistas. A expectativa é que, nos próximos anos, cada equipe de saúde da família passe a contar com um especialista. Atualmente, o país registra mais de 50 mil equipes de saúde da família e mais de 10 mil médicos de família e comunidade.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vacina contra a Covid passa a integrar o Calendário Nacional de Vacinação

A vacinação contra a Covid para crianças de seis meses até cinco anos passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação. Os demais públicos do grupo prioritário também serão contemplados. A vacina passou a ser obrigatória para esse público a partir desta segunda-feira (01). A recomendação do Ministério da Saúde é aplicar a primeira dose da vacina aos seis meses de idade, a segunda aos sete meses e a terceira aos nove meses.

Segundo o MS para as crianças de seis meses a 5 anos será aplicada a Pfizer pediátrica de tampa vinho. Já para o público de 5 a 11 anos será aplicada a Pfizer de tampa laranja, que é indicada para essa faixa etária. A partir de 12 anos, será a vacina Pfizer bivalente (tampa cinza).

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, há vacina Pfizer baby no estoque no Ministério da Saúde, mas a posição da câmara técnica das sociedades brasileiras de Pediatria e de Imunizações é que seja utilizada nas crianças a vacina monovalente da Pfizer atualizada para a variante XBB. 1.5. O novo imunizante está aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O Ministério da Saúde explica que a vacina de Covid pode ser aplicada junto às demais do calendário infantil, simultâneas ou com qualquer intervalo. Não há contraindicação. Porém, se a criança estiver com alguma doença febril aguda é necessário adiar a vacinação de Covid. Além disso, se houver alguma reação alérgica à primeira dose, deve-se tomar cuidado com a segunda e as próximas doses. Crianças de seis meses a menores de cinco anos não vacinadas ou com doses em atraso também poderão se vacinar e deverão completar o esquema de três doses, seguindo o intervalo recomendado de quatro semanas entre a primeira e a segunda doses e oito semanas entre a segunda e a terceira doses.

Além de pessoas maiores de seis meses e menores de cinco anos, fazem parte do grupo prioritário idosos, imunocomprometidos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores, pessoas com deficiência permanente, privados de liberdade maiores de 18 anos, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, funcionários do sistema penitenciário e pessoas em situação de rua. Esse grupo prioritário precisa vacinar de Covid com a Pfizer bivalente (tampa cinza). O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que se houver aprovações regulatórias de novas vacinas, as recomendações e os esquemas poderão ser atualizados.

Telessaúde UFPA firma parceria com os municípios de Breves e Soure

O Telessaúde UFPA/Ebserh firmou parceria com os municípios do Marajó, Breves e Soure. A parceria foi firmada durante visita técnica realizada pelo projeto aos dois municípios marajoaras, nos dia 21 a 24 de novembro. Os encontros tiveram uma ampla programação, com reuniões de alinhamento e construção de planos de ação, além de capacitações sobre a plataforma e seus serviços para médicos(as), enfermeiras(os), técnicos da área da saúde e profissionais da área da gestão em saúde pública.

O município de Breves foi o primeiro a ser visitado pela equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh, nos dias 21 e 22, onde foi realizada uma reunião com gestores da atenção básica e regulação do município, entre eles, a secretária municipal de saúde adjunta, Liliane da Silva Corrêa e equipe, com quem foi alinhado o plano de ação para a implementação do Telessaúde UFPA/Ebserh em Breves.

Durante a visita ao município também foi realizada a capacitação com enfermeiras, médicos e técnicos da Atenção Primária à Saúde, ocasião em que a Relações Institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh na Região do Marajó, Regiane Padilha e a coordenadora administrativa, Nayara Faro, mostraram como utilizar a plataforma do projeto para ter acesso aos serviços ofertados pelo projeto. Os serviços pactuados na parceria com Breves foram: Telediagnóstico (teledermatologia e tele-eletrocardiograma), a Teleconsultoria com apoio à regulação de algumas especialidades, como cardiologia, infectologia e endocrinologia.

A equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh visitou, no dia 24, o município de Soure, onde a parceria foi iniciada com o alinhamento das primeiras ações para a implementação do projeto no município. O próximo passo será a construção de um plano de ação para a utilização dos serviços de acordo com as especificidades do município. Também ficou pactuado que, em breve, a equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh retornará à cidade para realizar a capacitação dos profissionais que atuam na APS.

Em Breves, a reunião com a equipe de gestão do município contou com a participação da representante da coordenação da atenção básica, Ana Gabrielle Cavalcante, da secretária de saúde adjunta, Liliane da Silva Corrêa, da coordenação de regulação, Kelly Ferreira, coordenação de atenção especializada, Camila Sousa, e da coordenadora CAES, Andressa Lima.

Já em Soure, a reunião contou com a participação da Secretária Municipal de Saúde, Maria Helena Nazaré Gomes, da assessora da secretaria, Dirlene Pereira da Silva e do coordenador da Atenção Básica, Renato Marzano de Moura Júnior.

Foto: Divulgação

MS quer vacinar 6,6 milhões de pessoas contra a gripe no Norte

O Ministério da Saúde inicia nesta quarta-feira (22) uma ação de mobilização para incentivar a vacinação contra a influenza na Região Norte. O esforço para essa imunização se deve à chegada do chamado inverno amazônico, período de maior circulação viral e de transmissão da gripe na região.

A vacinação segue até o dia 15 de dezembro, com o Dia D previsto para o próximo sábado (25) e o MS estima conseguir vacinar 6,6 milhões de pessoas na região. Foram enviadas 7 milhões de doses da vacina trivalente, que protege contra as três cepas que mais circulam no Brasil.

Por meio de nota, o ministério ressaltou que a vacina contra a gripe pode ser administrada junto a outros imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. Crianças que vão receber o imunizante pela primeira vez devem tomar duas doses, com um intervalo de 30 dias entre cada uma.

Veja quem pode se vacinar:

– crianças de 6 meses a menores de 6 anos;

– crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos;

– trabalhadores da saúde;

– gestantes;

– puérperas;

– professores dos ensinos básico e superior;

– povos indígenas;

– idosos com 60 anos ou mais;

– pessoas em situação de rua;

– profissionais das forças de segurança e de salvamento;

– profissionais das Forças Armadas;

– pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);

– pessoas com deficiência permanente;

– caminhoneiros;

– trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);

– trabalhadores portuários;

– funcionários do sistema de privação de liberdade;

– população privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).

Com informações da Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Telessaúde participa de workshop sobre saúde visando a COP 30

Visando a agenda da COP 30, que será realizada em Belém em 2025, está sendo promovido nesta segunda e terça-feira, dias 20 e 21 de novembro, o Workshop de Ações e Serviços da Atenção Especializada. O evento é promovido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Pará (Cosems/PA). O objetivo é ampliar a oferta de ações e serviços de saúde com qualidade e em tempo oportuno com foco na COP 30.

A coordenadora do Telessaúde UFPA/Ebserh, Socorro Castelo Branco, participou do evento, que está sendo realizado no auditório da Sespa, com transmissão online através do canal do Cosems no YouTube para ser acessado para participantes que não puderam deslocar-se até a capital. O evento está sendo acompanhado também por secretários municipais de Saúde de todo o Pará e equipes técnicas das Secretarias Municipais de Saúde.

O workshop está realizando palestras de equipes do Ministério da Saúde, que estão debatendo o Plano Nacional de Atenção Especializada em Saúde; o Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência; Departamento de Atenção Especializada e Temática; Departamento de Saúde Mental; além de um momento dedicado para a retirada de eventuais dúvidas ao final da programação.

Foto: Gabriel Carlos Rocha Villamar

Tuberculose é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “O manejo da Tuberculose na APS”, no dia 13 de dezembro.  O tema será ministrado pelo médico infectologista Julius Caesar Mendes Soares Monteiro, que tem mestrado em Saúde na Amazônia. O palestrante vai abordar o rastreamento, o tratamento e o acompanhamento das pessoas acometidas pela tuberculose, doença que é bastante tratada nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS). O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo o conferencista Julius Caesar, a webconferência trará informações sobre todos os aspectos importantes em relação ao tratamento da tuberculose em pacientes que são atendidos nas unidades de APS. “Eu vou apresentar dados da epidemiologia do agravo, definição de caso suspeito, caso confirmado, como realizar a investigação e a terapia e o segmento dos pacientes até a alta”, destaca o palestrante.

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pela micobactéria Mycobacterium tuberculosis, cuja transmissão ocorre por meio da via respiratória, através de aerossóis eliminados pela fala, tosse e espirros, podendo ser pulmonar ou extrapulmonar. Mas, destaca-se que a forma pulmonar da doença é a mais frequente e é também a responsável pela cadeia de transmissão da micobactéria. Pacientes que apresentem tosse há mais de três semanas são caracterizados como suspeita para tuberculose e devem ser investigados. Além disso, sudorese noturna, perda de peso e febre vespertina também são comuns nos quadros da doença.

Sobre o conferencista

Julius Caesar Mendes Soares Monteiro é médico infectologista, formado pela UFPA. Tem mestrado em Saúde na Amazônia e é doutorando em Doenças Tropicais, ambos pela UFPA. É também infectologista do complexo hospitalar universitário UFPA/EBSERH e médico do IFPA, além de ser médico referência em genotipagem para o HIV pelo ministério da saúde e membro da câmara técnica em antirretrovirais do estado do Pará.

Belém começa nova etapa de vacinação contra a gripe

Uma nova campanha de vacinação contra o vírus da Influenza tem início nesta segunda-feira (13), em Belém. A nova etapa faz parte do ajuste no calendário feito pelo Ministério da Saúde na estratégia do Plano Nacional de Imunização (PNI) em relação à Região Norte. A campanha segue até 15 de dezembro.

O Ministério da Saúde decidiu separar a vacinação contra o vírus da Influenza no Norte do Brasil por conta das diferenças da sazonalidade do vírus no Brasil e considerando o ciclo de chuvas na região, conhecido como inverno amazônico. Assim, a campanha que, normalmente, é realizada no primeiro semestre em todo o Brasil, em 2024, passará a acontecer no segundo semestre para a população do Norte do país.

Na capital paraense, somente no ano de 2023, já foram confirmados 29 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza, sendo registradas seis mortes. A faixa etária com maior incidência é entre 40 e 59 anos.

De acordo com a nova mudança no calendário, a Secretaria de Saúde de Belém (Sesma) definiu o Dia D em 25 de novembro. A meta da campanha de vacinação contra a Influenza em Belém, neste ano, era de imunizar 518.182 pessoas. Foram vacinadas 360.324 pessoas, atingindo 72,62% da população estimada. A previsão é alcançar um maior número nesta segunda etapa de vacinação.

Na primeira etapa devem se vacinar os seguintes grupos prioritários:

Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias);

Gestantes em qualquer idade gestacional;

Puérperas (no período de até 45 dias após o parto);

Indígenas;

Ribeirinhos;

Quilombolas;

Trabalhadores de saúde;

Idosos com 60 anos ou mais de idade;

Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade.

Professores do ensino básico e superior;

Pessoa em situação de rua;

Pessoas com deficiência permanente;

População privada de liberdade com 18 anos e mais e funcionários do sistema de privação de liberdade;

Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativa;

Policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das forças armadas;

Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário (motoristas e cobradores) urbano e de longo curso;

Trabalhadores portuários e caminhoneiros.

Postos de vacinação:

Os postos funcionam das 8h às 17h, de segunda à sexta-feira:

USF Barreiro I – Pass. Mirandinha – 367

USF Terra Firme – Rua São Domingos esq da Passagem 02 de junho

USF Fama – Estrada do Tucunduba – Outeiro

USF Furo das Marinhas – Rod. Augusto Meira Filho–Furo das Marinhas Mosqueiro

USF Mangueirão – Rua São João -1

USF Quinta dos Paricás – Estrada do Maracacuera, 2477 – Icoaraci

USF Sucurijuquara – Estrada da Baía do Sol

USF Tenoné II – Rua 6ª linha-S/N ao lado da Fund. Paula Francinete

USF Combu – Furo do Combu – s/n

USF Paraíso Verde – Av. João Paulo II -entre pass. Classe A e cruzeiro

USF Parque Verde – Rua da Yamada

USF Eduardo Angelim – Conjunto Eduardo Angelim – Av. 17 de Abril-s/n

USF Paracuri I – Pass. Maura -218 Entre a 3ª e 4ª Rua

USF Radional – Av. Bernardo Sayão – Conj. Radional II Qd F-50 – Condor

USF Canal da Pirajá – Tv Barão do Triunfo- 1015 Esq.com a Rua Nova -Pedreira

USF Fidélis – Rua Pantanal – s/n – Outeiro

USF Souza – Av Almirante Barroso, dentro do Setran

USF Panorama XXI – Conj Panorama XXI QD 24 casa 11 –B Mangueirão

UBS Castanheira – Pass. Sol Nascente- Castanheira

UBS Portal da Amazônia – Rua Osvaldo de Caldas Brito-30 B- Jurunas

UBS Águas Lindas – Conj. Verdejantes I, 2ª Rua, S/N

UBS Baía do Sol – Av. Beira Mar, S/N – Mosqueiro

UBS Bengui II – Pass. Maciel, S/N – Ao lado da Escola Marilda Nunes

UBS Cabanagem – Rua São Paulo,S/N– Entre Rua São Pedro e Rua Olímpia

UBS Condor – Pass. Lauro Malcher, Nº 285

UBS Cotijuba – Rua Manoel Barata, S/N – Ilha de Cotijuba

UBS Curió – Pass.Eng.Alberto Engelhard – Estrada da Ceasa

UBS Fátima – Rua Domingos Marreiros, Nº 1664

UBS Guamá – Rua Barão de Igarapé-Miri, Nº 479

UBS Icoaraci – Rua Manoel Barata, Nº 840

UBS Jurunas – Rua Fernando Guilhon, S/N

UBS Maracajá – Tv. Siqueira Mendes, S/N

UBS Marambaia – Rod. Augusto Montenegro

UBS Outeiro – Rua Manoel Barata, S/N

UBS Paraíso dos Pássaros – Rua dos Tucanos

UBS Pratinha – Rod. Arthur Bernardes – Base Naval

UBS Providência – Av. Norte

UBS Sacramenta – Av.Senador Lemos –Esquina com Dr. Freitas

UBS Satélite – Conj. Satélite, WE 08

UBS Sideral – Rua Sideral – Esquina com Av. Brasil

UBS Tapanã – Rua São Clemente

UBS Telégrafo – Rua do Fio – Entre Pass. São João e Pass. São Pedro

UBS Terra Firme – Pass. São João, Nº 170 – Terra Firme

UBS Vila da Barca – Rua Cel Luiz Bentes –Próximo à Pedro A. Cabral

CSE Marco – Av. Rômulo Maiorana, 2558 – Marco

UBS Pedreira – Av. Pedro Miranda, esquina com Tv. Mauriti

Foto: Joyce Ferreira/Agência Belém

Pesquisa mostra que câncer é doença urológica mais temida pelos homens

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa IDEIA revela que o câncer é a doença urológica mais temida pelos homens (58%), seguida pela impotência sexual (37%). Os dados fazem parte da pesquisa de percepção do homem sobre sua saúde, realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com o apoio do Laboratório Adium, divulgada nesta quarta-feira (1º). O estudo foi feito por meio de aplicativo mobile com homens acima de 40 anos de todas as regiões do país.

Os dados da pesquisa também revelam que nos homens acima de 40 anos, apenas 32% se consideram muito preocupados com a própria saúde e 46% só vão ao médico quando sentem alguma coisa diferente. O percentual atinge 58% quando ele procura atendimento apenas no Sistema Único de Saúde (SUS). O exame de toque retal ainda desperta temor em um em cada sete homens. O receio é maior nos homens com idade acima de 60 anos.

Um outro destaque da pesquisa é que a maior proporção dos homens que só vão ao médico ao sentir algo está no grupo entre 40 e 44 anos (49%). Já o grupo que mostrou ter maior cuidado com a saúde é aquele acima de 60 anos, com 78%, afirmando que fazem exames a cada seis meses ou um ano. De acordo com a SBU, mesmo com esses números, metade dos homens com mais de 40 tem medo ou ansiedade quando pensa na sua saúde.

A maioria dos homens ouvidos disse saber sobre o câncer (75%) e a prostatite (59%), mas a hiperplasia benigna (HPB), apesar de mais prevalente, é menos conhecida. Apenas 43% têm informações sobre ela. O desconhecimento da HPB é maior entre os mais jovens, de 40 a 44 anos, somente 39% sabem o que é.

A estimativa é de que cerca de 50% dos homens acima de 50 anos terão algum grau de HPB. Os sintomas são: aumento da frequência de urinar durante o dia, diminuição da força e do calibre do jato urinário, dificuldade para iniciar a micção, sensação de urgência para urinar e outros sintomas relacionados ao trato urinário. Todos esses sintomas ocorrem porque o aumento do tamanho da próstata pode comprimir a uretra, o canal que transporta a urina da bexiga para fora do corpo. Isso leva a uma obstrução parcial do fluxo urinário e causa os sintomas mencionados. A HBP também pode interferir no funcionamento da bexiga e dos rins.

Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), do Ministério da Saúde, de janeiro a julho de 2023 indicam que houve 21.803 internações em decorrência da doença. A Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), para a doença, é a existência de 71.730 novos casos anuais no período de 2023/2025. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, em 2022 foram 16.292 óbitos pela doença, ou seja, 44 mortes por dia.

Recomendações

A recomendação da SBU é de que, mesmo sem apresentar sintomas, os homens a partir de 50 anos devem procurar um profissional especializado, para avaliação individualizada. Já aqueles que integram o grupo de risco, como afrodescendentes ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata ou obesos, devem começar seus exames mais precocemente, a partir dos 45 anos.

A análise da próstata é feita pela dosagem do PSA, uma enzima com algumas características de marcador tumoral no sangue, juntamente com o exame de toque. “Um exame não exclui o outro, visto que é possível ter PSA aumentado e não ter a doença ou tê-lo normal e ter a doença. O PSA também pode aumentar no caso de prostatite e HPB, e há situações em que ele não se altera mesmo com o câncer em curso”, relatou a SBU.

O tratamento varia conforme o estágio da doença, com as condições clínicas e o desejo do paciente. Entre elas estão: cirurgia, radioterapia, vigilância ativa, hormonioterapia, quimioterapia e radiofármacos.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Webconferência debaterá “Segurança do paciente na APS”

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Segurança do paciente na APS” no dia 21 de novembro.  O tema será ministrado pelo médico e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Estadual do Pará (UEPA), Caio Vinicius Botelho Brito, que é especialista em Gestão de Qualidade e Segurança do Paciente pelo Hospital Albert Einstein (SP). O palestrante vai abordar todos os procedimentos que devem ser tomados para a garantia da segurança dos pacientes nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS). O evento será às 17h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo o conferencista, Caio Brito, o foco principal de sua palestra será “a atenção do paciente na perspectiva da atenção primária”. “A gente vai abordar as situações de perigo dentro das oito metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a segurança do paciente, além da perspectiva da continuidade do cuidado, ou seja, todos os elementos que envolvem a segurança do paciente na perspectiva do cuidado como um todo”, destaca Caio Brito. “Então, a gente vai focar, principalmente, em casos práticos e discutir em cima desses casos práticos a gestão de segurança”, complementa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2004, criou o programa World Alliance for Patient Safety, que depois passou a se chamar Patient Safety Program, cujo objetivo principal era organizar os conceitos e as definições sobre segurança do paciente e propor medidas para reduzir os riscos e mitigar os eventos adversos (EAs). Em diferentes pesquisas, foram encontradas de 17 a 24 diferentes definições de erros em saúde e 14 de evento adverso, o que motivou a OMS a desenvolver a Classificação Internacional de Segurança do Paciente (International Classification for Patient Safety – ICPS).

O Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e a Segurança do Paciente traduziu os conceitos chave do ICPS para a língua portuguesa. Os oito (08) conceitos-chave da Classificação Internacional de Segurança do Paciente da Organização Mundial da Saúde são: Segurança do paciente, Dano, Risco, Incidente, Circunstância Notificável, Near miss (incidente que não atinge o paciente), Incidente sem lesão e Evento Adverso.

Quanto às ações para reduzir os riscos e mitigar os EAs, a OMS priorizou duas, que foram denominadas de desafios globais: reduzir a infecção associada ao cuidado em saúde, por meio da campanha de higienização das mãos, e promover uma cirurgia mais segura, pela adoção de uma lista de verificação antes, durante e após o ato cirúrgico.

Outras soluções têm sido estimuladas pela OMS, tais como: evitar erros com medicamentos que tenham nomes e embalagens semelhantes; evitar troca de pacientes, ao prestar qualquer cuidado – administrar medicamento, colher amostra para exame, infundir bolsa de sangue e etc.; garantir uma correta comunicação durante a transmissão do caso; retirar as soluções eletrolíticas concentradas das áreas de internação dos pacientes e controlar a sua utilização; criar mecanismos de controle de soluções eletrolíticas concentradas; garantir a medicação correta em transições dos cuidados (conciliação medicamentosa); evitar a má conexão de tubos, catéteres e seringas; e usar seringas descartáveis (WHO<http://www.who.int/patientsafety/solutions/patientsafety/Preamble.pdf>)28,29.

No Brasil, os órgãos e os serviços responsáveis por transfusões de sangue, pelo controle e prevenção da infecção associada ao cuidado em saúde e pelos serviços de anestesia podem ser considerados pioneiros no que tangem as medidas que promovem a segurança do paciente. Estes, há anos, adotam medidas para garantir a segurança dos processos de cuidado, com bons resultados. Infelizmente, muitas dessas medidas ainda são pouco valorizadas por gestores e profissionais da Saúde. Por essa razão, o Telessaúde UFPA/Ebserh está trazendo esta temática para debater em webconferêcia com os profissionais da área da saúde.

Sobre o conferencista

Caio Vinicius Botelho Brito é médico, Doutor pelo IEC, especialista em Gestão de Qualidade e Segurança do Paciente pelo Hospital Albert Einstein -SP, Professor da UFPA e UEPA, Conselheiro Suplente do CRM-PA.

Vacina contra a Covid-19 será incluída no Programa Nacional de Imunizações

A partir de 2024, a dose da vacina contra a covid-19 passará a fazer parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A recomendação do Ministério da Saúde é que estados e municípios priorizem crianças de 6 meses a menores de 5 anos e grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença: idosos; imunocomprometidos; gestantes e puérperas; trabalhadores da saúde; pessoas com comorbidades; indígenas, ribeirinhos e quilombolas; pessoas em instituições de longa permanência e trabalhadores; pessoas com deficiência permanente; pessoas privadas de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; funcionários do sistema de privação de liberdade; e pessoas em situação de rua.

A ação do Ministério da Saúde de incorporar a vacina contra a Covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações está alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o MS, durante a pandemia, foi criado um programa paralelo, para a operacionalização da vacina contra a covid-19, fora do nosso programa nacional. A partir de agora ela passará a fazer parte do Programa Nacional de Imunizações e a ser recomendada no calendário de crianças. Para todas as crianças nascidas ou que estejam no Brasil, com idade entre 6 meses e menores de 5 anos, a vacina passa a ser obrigatória no calendário vacinal.

De acordo o Ministério da Saúde, o Brasil segue uma tendência observada globalmente e registra oscilação no número de casos da doença. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam aumento de casos na população adulta do Paraná, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo. Em Minas Gerais e no Mato Grosso do Sul, há sinalização de aumento lento nas ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) decorrente da covid-19 na população de idade avançada, mas sem reflexo no total de casos identificados. O Distrito Federal, Goiás e o Rio de Janeiro, que anteriormente apresentavam alerta de crescimento, demonstraram indícios de interrupção no aumento de notificações.

Segundo ressalta o MS, a vacina bivalente segue disponível em todo o país e o órgão recomenda que quem ainda não recebeu a dose este ano busque a imunização.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Vacinação protege crianças de sequelas da covid-19

A vacinação infantil contra a Covid-19 é fundamental para proteger as crianças de sequelas da infecção, a chamada covid longa. A afirmação foi feita por Clovis Artur Almeida da Silva, professor titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e chefe do departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP, durante o Congresso Brasileiro de Reumatologia, que terminou no último sábado (07) em Goiânia (GO).

Segundo o professor, essa vacinação infantil contra a Covid-19, além de evitar casos graves da covid-19, é importante, principalmente, para proteger crianças que tenham doenças crônicas, como as reumáticas. “As vacinas mostraram segurança e resposta imune adequada, inclusive nos pacientes reumáticos e que tomam imunossupressores. Mesmo que eles tenham taxas menores de resposta, as vacinas são adequadas para combater a infecção viral”, Artur da Silva.

A covid longa é definida como qualquer sintoma persistente após três meses da infecção pelo novo coronavírus ou pelas complicações que surgem após uma infecção pelo coronavírus. Associadas a essa covid longa podem surgir problemas sérios, como as miocardites (inflamação no músculo que bombeia o coração), os impactos emocionais e as dificuldades na aprendizagem. De acordo com Silva, o vírus da Covid-19 agride o cérebro e leva a sequelas, como ansiedade e depressão, embora ainda não esteja claro quanto tempo dura essas sequelas.

Um estudo feito no Instituto de Pediatria do Hospital das Clínicas da USP e publicada na revista Clinics identificou sintomas prolongados da covid-19 em 43% crianças e adolescentes três meses após a infecção. Os sintomas mais presentes foram dores de cabeça, reportadas por 19% do total de pacientes. Dores de cabeça fortes e recorrentes foram a queixa de 9%, mesmo percentual disse ter cansaço. A falta de ar afetou 8% e a dificuldade de concentração, 4%.

Silva destaca que, nesse estudo, cerca de 80% dessas crianças já apresentavam, antes da infecção, problemas crônicos como doenças reumatológicas, renais e oncológicas. Além disso, o levantamento também identificou que as crianças que tiveram covid, passaram a apresentar mais dificuldades de aprendizado do que as crianças que não tiveram a doença.

O professor reforça que, para prevenir a covid-19 e a covid longa, é importante que as crianças sejam vacinadas. E essas vacinas estão disponíveis, gratuitamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o território nacional. Mas a procura pela vacinação de crianças ainda está muito baixa. Mas, segundo boletim do Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em agosto deste ano, apenas 11,4% das crianças brasileiras entre seis meses e cinco anos tomaram ao menos duas doses da vacina contra a covid-19. O número é preocupante e, por essa razão, Silva aconselha que a população leve suas crianças para se vacinarem e se protegerem da Covid-19 e da Covid Longa.

Com informações da Agência Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Fiocruz alerta para aumento da covid-19 no Centro-Sul

Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quarta-feira (11), aponta sinal de crescimento do número de novos casos semanais de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) associados à covid-19, especialmente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. A pesquisa é referente à semana epidemiológica 40, de 1° a 7 de outubro.

Segundo o levantamento, os estados que apresentam aumento nas internações por covid-19 e requerem mais atenção são Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal. Em relação às capitais, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo indicam crescimento em decorrência da covid-19.

O boletim também aponta que em relação aos casos gerais de SRAG no país foi detectado sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de estabilidade na de curto prazo (últimas três semanas). Para os vírus da influenza A e para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o cenário é de estabilidade ou queda na maioria dos estados brasileiros. O quadro de rinovírus também apresenta desaceleração em boa parte do país.

Mesmo com o crescimento tendo sido detectado nos estados do Centro-Sul do país, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, reforça o apelo à toda a população brasileira para manter a vacinação da covid-19 em dia.

Com informações da Agência Brasil

Foto: José Cruz/Arquivo Agência Brasil

Diabetes aumenta risco de infecções e requer vacinação

Levantamentos do Ministério da Saúde apontam que mais de 16 milhões de pessoas vivem com diabetes no Brasil e que esse número pode chegar a 21 milhões. O MS chama a atenção para o fato de que doença pode ser agravada ou piorar infecções e isso requer uma atenção especial à vacinação.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Ana Paula Burian explica que o diabetes é uma das situações que dão direito a pacientes das redes pública e privada de acessar a imunização especial. De acordo com ela, a alta concentração de açúcar no sangue, comum em quem vive com diabetes, pode afetar mecanismos do sistema imunológico e aumentar a chance de contrair infecções e ter quadros mais graves. Entre os principais riscos, está o da hepatite B.

A explicação, segundo Burian, está no fato de que “o sangue mais doce facilita a proliferação de bactérias, vírus e outros micro-organismos”. “A hepatite B tem com o diabetes o que a gente chama de risco duplo. Se eu tenho uma pessoa com diabetes e ela pega hepatite B, ela evolui mais rápido para câncer de fígado e cirrose hepática, e ela descompensa mais rápido o diabetes dela, causando complicações, como amputações, descompensação renal, cegueira. A união de hepatite B e diabetes complica para os dois lados, explica Burian.

A Sociedade Brasileira de Imunizações também ressalta que pessoas que vivem com diabetes têm risco 50% maior para pneumonia pneumocócica e até 4,5 vezes maior para as doenças pneumocócicas mais graves, como meningite e infecção generalizada. Além disso, a gripe é outra doença que pode ser agravada pelo diabetes. Pessoas que vivem com diabetes estão entre os indivíduos com maior chance de desenvolver formas graves da doença, necessitar de hospitalização e até morrer. Entre as vítimas da gripe no Brasil, sete em cada dez tinham alguma comorbidade. E, entre essas sete, entre 20% e 30% sofriam de diabetes mellitus.

Os pacientes com diabetes têm direito a receber a vacina da gripe todo ano e também são imunizados com a vacina pneumocócica 23-valente, disponível no PNI apenas para situações de risco específicas. Esses pacientes também têm sua situação vacinal para hepatite b conferida e atualizada, se necessário. A imunização contra esse vírus já faz parte do calendário vacinal, junto com a vacina pentavalente, aos 2 meses, aos 4 meses e aos 6 meses.

Com informações de Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Círio de Nazaré: Vacinação e teste de Covid-19 são ofertados a romeiros e visitantes

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) colocará uma unidade móvel ao lado da Basílica de Nazaré, em Belém, a partir desta terça-feira (03). A equipe da unidade fará vacinação contra diversas doenças e testagens para covid-19 até o dia 21 de outubro. O objetivo é imunizar romeiros e turistas que visitam a capital paraense durante o período da festividade do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, também conhecido como quadra nazarena. O horário de atendimento será realizado no turno da tarde e da noite de segunda à sexta-feira, das 15h às 21h; e sábados e domingos, das 9h às 21h.

De acordo com a Sespa, o teste de Covid-19 será feito somente em pessoas que apresentem sintomas gripais, como tosse, coriza, febre e dor de garganta. A ação disponibilizará oito tipos de vacinas e os interessados devem levar a carteira de vacinação.

A ação da Sespa é um trabalho conjunto de técnicos da Diretoria de Vigilância em Saúde, do 1º Centro Regional de Saúde da Secretaria (1º CRS) e do Laboratório Central do Estado (Lacen), além do apoio da Arquidiocese de Belém e da Secretarias de Saúde de Belém e de Ananindeua. 

Devido à grande concentração de pessoas, a secretaria avisa que nos dias 07, 08 e 22 de outubro, datas da Descida do Glória, da Trasladação, da grande procissão do Círio e do Recírio, não haverá atendimento na unidade móvel. O objetivo da secretaria é alcançar o maior número de pessoas para colaborar no alcance das metas de cobertura vacinal.

Veja as vacinas que serão disponibilizadas:

Covid-19 para adultos – bivalente

contra Covid-19 a crianças – Pfizer pediátrica

contra difteria e tétano (DT)

contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral)

hepatite B

Influenza

febre amarela

contra HPV para meninos e meninas de 9 a 14 anos

Serviço:

Ação de vacinação e testagem para Covid-19

Período: 03 a 21 de outubro de 2023.

Endereço: Rua Dom Alberto Gaudêncio Ramos – lateral da Basílica de Nazaré

Horários: segunda à sexta – 15h às 21h | Sábado e domingo – 09h às 21h

Com informações da Agência Pará

Foto: Ascom/Sespa

Telessaúde UFPA realiza treinamento com médicos e profissionais de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou treinamento com médicos e profissionais de saúde de Belém para o uso da plataforma no segmento de Teleconsultoria. Cerca de 30 médicos e profissionais da área da saúde que atuam na Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) participaram do treinamento realizado na última sexta-feira (15), no infocentro do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O treinamento dos profissionais para o uso da plataforma (Telessaude.ufpa.br) é parte do processo de parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com a Sesma e terá como território piloto de atuação o Distrito Administrativo do Guamá (Dagua).

Segundo a coordenadora geral do Telessaúde UFPA/Ebserh, Socorro Castelo Branco, o treinamento é um momento inicial nesse processo de parceria com a Sesma. “Esse é o momento de efetivar as pactuações que foram definidas com o município de Belém. E eu vejo que tem uma intenção da Sesma de conseguir trazer todos os médicos e as equipes para iniciarem essa parceria, que tem toda a intenção de dar certo, pois vimos que os médicos que participaram do treinamento estão dispostos e as equipes também em apoiá-los. Então, eu vejo que a gente está iniciando, agora, realmente, o processo de implantação do Telessaúde UFPA/Eserh, na Sesma Belém”, avalia a coordenadora. O treinamento é uma das pactuações que foi definida em um plano de ação que foi firmado entre o projeto e a Sesma.

O coordenador da Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), o enfermeiro sanitarista Camilo Eduardo Almeida Pereira, ressaltou que a parceria com o Telessaúde UFPA/Ebserh foi selada pelo secretário municipal de Saúde, Pedro Anaice, com a coordenadora Socorro Castelo Branco, e “o serviço vai possibilitar um avanço para o município de Belém, para diminuir a fila de regulação e também diminuir o tempo de espera desse paciente que está em busca de um diagnóstico”. “Esse treinamento para o serviço de Teledermatologia é muito importante porque o município de Belém é endêmico para hanseníase. Então, tem um problema grave de identificação de diagnóstico. E quanto mais longo for esse tempo para fechar o diagnóstico, mais lesões e mais sequelas esse paciente pode ter”, diz o coordenador.

Camilo Pereira destaca que o serviço de Teleconsultoria, com ênfase para a Teledermatologia, é uma ferramenta extremamente importante, não só para os médicos, mas para toda a equipe: “porque a atenção básica é ordenadora de todo o processo de cuidado, é a porta de entrada desse paciente, desse usuário. E se esse paciente não tem um diagnóstico identificado, precocemente, na atenção básica, ele segue para os níveis secundário e terciário e ele já chega com uma lesão instalada. E, principalmente, se for câncer, ele fica com um prognóstico ruim, podendo vir até mesmo a óbito por conta desse diagnóstico que não foi, precocemente, estabelecido”, avalia. “Então, o treinamento do Telessaúde UFPA/Ebserh capacita esses profissionais e aumenta o poder deles de resolutibilidade na atenção básica, melhorando, assim, o fluxo de atendimento e qualidade de vida para o usuário, que é o nosso principal objetivo”, acrescenta.

O treinamento foi realizado com cerca de 30 médicos, mas o objetivo é atender todos os médicos e profissionais da modalidade de atenção primária do município de Belém. “A nossa expectativa é que fiquem 348 equipes de estratégia de Saúde da Família capacitadas, ou seja, isso significa que 348 médicos serão treinados. O distrito Dagua é o piloto. A partir da funcionalidade e operacionalização nesse distrito, a ideia é expandir para todos os demais oito distritos administrativos de Belém”, revela Camilo Pereira. Dos cerca de 348 médicos que atuam, atualmente, na atenção primária do município de Belém, cerca de 70 estão no Dagua. “Os profissionais treinados, hoje (15), serão multiplicadores para repassarem esse treinamento para os demais médicos e profissionais das unidades de saúde do Dagua para que todos estejam habilitados a usar o serviço de teleconsultoria e conseguir acesso a essa importante plataforma para ajudar no diagnóstico e condução dos casos de dermatologia”, ressalta.

Com o serviço de Teleconsultoria, o Telessaúde UFPA/Ebserh contribui para o fortalecimento e qualificação da regulação do município de Belém, pois a partir da realização da qualificação dos profissionais da área da atenção primária, os pacientes só serão encaminhados para um especialista, o dermatologista, somente os casos necessários. “A Teleconsultoria vai servir para qualificar esse encaminhamento e diminuir, assim, a fila da regulação”, diz Camilo Pereira.

O médico da Estratégia Saúde da Família (ESF) Portal Amazônia 1, do Dagua, Geraldo Macedo, participou do treinamento e já aprovou a plataforma, que ele pretende começar a usar a partir desta semana. “Eu achei superinteressante essa iniciativa, uma vez que, a partir dessa ferramenta a gente vai poder diminuir as demandas por consultas especializadas, principalmente em dermatologia, porque a gente vive em uma região tropical e atende a muitos casos de dermatologia e na maioria dos casos, eu diria que em mais da metade dos casos é possível a gente resolver na atenção básica mesma. E, ainda mais agora, com o serviço de Teledermatologia do Telessaúde UFPA/Ebserh, a gente vai poder reduzir de uma forma ainda maior para que a gente possa resolver na atenção básica de forma mais precisa, os casos da área de dermatologia”, destacou o médico, acrescentando que a maioria dos casos atendidos por ele na ESF são de dermatite atópica, micoses superficiais e também hanseníase, além de outros casos mais raros como vitiligo e algumas lesões pre-cancerígenas.

A médica da Estratégia Saúde da Família (ESF) Portal Amazônia 1, do Dagua, Roselis Gonçalves, também ficou animada com o serviço de Teleconsultoria do Telessaúde UFPA/Ebserh, após realizar o treinamento. “Essa ferramenta será uma excelente ajuda porque essa área da dermatologia tem uma demanda reprimida porque muitas vezes a gente fica sem uma opção de tratamento imediato que possa ajudar o paciente”, avalia a médica, acrescentando que os casos mais comuns que ela atende na área de dermatologia são de dermatoses e outros associados com a hanseníase. “Antes da Teledermatologia, a gente tentava fazer tudo que era possível em nível de clínica, os exames todos, e depois mandava para o especialista, que é o dermatologista, mas a demora era muito grande. E os casos de suspeita de hanseníase a gente enviava para o Centro Dermatológico Marcelo Candia. Mas com o serviço da Teledermatologia a gente espera reduzir o tempo para fechar o diagnóstico de maneira mais precisa e encaminhar logo, ainda na atenção primária, o tratamento adequado aos pacientes”, concluiu a médica.

Foto: Carlos Villamar/Telessaúde UFPA/Ebserh