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Ministério da Saúde vai distribuir absorvente pelo SUS

O Ministério da Saúde vai assegurar a distribuição gratuita de absorventes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na população que está abaixo da linha da pobreza. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta quarta-feira (08) um decreto que cria o Programa de Proteção e Promoção da Dignidade Menstrual. Cerca de 8 milhões de pessoas serão beneficiadas pela iniciativa que prevê investimento de R$ 418 milhões por ano.

A nova política segue os critérios do Programa Bolsa Família, incluindo estudantes de baixa renda matriculados em escolas públicas, pessoas em situação de rua ou de vulnerabilidade social extrema. Também serão atendidas pessoas em situação de privação de liberdade e que cumprem medidas socioeducativas.

De acordo com o Ministério da Saúde, o programa será voltado a todas as pessoas que menstruam, alcançando mulheres cisgênero, homens trans, pessoas transmasculinas, pessoas não binárias e intersexo.

Nesta semana, o Ministério Público Federal (MPF) reforçou um pedido na Justiça para que a União apresentasse plano de distribuição de absorventes a estudantes de baixa renda da rede pública, a mulheres em situação de vulnerabilidade social extrema, a detentas e a jovens em conflito com a lei internadas.

A distribuição é garantida pela Lei Federal 14.214 de 2021, mas o governo anterior foi contra a política. O texto, aprovado pelo Senado em setembro de 2021, foi sancionado pelo então presidente da República Jair Bolsonaro que, no entanto, vetou a distribuição gratuita dos absorventes.

O veto presidencial foi derrubado em março de 2022 pelo Congresso Nacional. No mesmo mês, Bolsonaro decidiu regulamentar a distribuição. Em novembro, o Ministério da Saúde lançou o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, com a promessa de atender a 4 milhões de mulheres.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

MS lança programa para promover equidade de gênero e raça no SUS

Uma portaria do Ministério da Saúde (MS), publicada nesta quarta-feira (08), no Diário Oficial da União (DOU), institui o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras no Sistema Único de Saúde (SUS). O programa busca modificar o que o próprio texto cita como “estruturas machista e racista que operam na divisão do trabalho na saúde”, além de enfrentar diversas formas de violências relacionadas ao trabalho na saúde.

A portaria destaca também o acolhimento a trabalhadoras da saúde no processo de maternagem (cuidado cotidiano de crianças sob sua responsabilidade) e a promoção do acolhimento de mulheres considerando seu ciclo de vida no âmbito do trabalho na saúde. O documento também prevê ações de promoção e de reabilitação da saúde mental, considerando as especificidades de gênero e raça, e ações para promover a formação e educação permanente na saúde, considerando as interseccionalidades no trabalho.

Segundo consta na portaria, o Ministério da Saúde fará chamadas públicas para seleção e execução de projetos, direcionadas aos entes federados, instituições de ensino ou organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que tenham interesse em desenvolver ações no âmbito do programa

Alguns princípios do programa listados pelo MS:

– a inadmissibilidade de todas as formas de discriminação e preconceito de gênero, raça ou de qualquer tipo violências no âmbito do trabalho na saúde, refutando quaisquer comportamentos, prática e discursos que gerem atos discriminatórios e preconceituosos e que consistam em meios de expressar e institucionalizar relações sociais de dominação e opressão;

– a laicidade do Estado, por meio de políticas públicas formuladas, implementadas, monitoradas e avaliadas de maneira independente de princípios religiosos, de forma a assegurar efetivamente os direitos consagrados na Constituição Federal e nos diversos instrumentos nacionais e internacionais assinados pelo Estado brasileiro;

– a equidade, no intuito de atingir a justiça social e assegurar os direitos humanos dos diferentes grupos sociais das trabalhadoras do SUS;

– a transversalidade da política de equidade de gênero e raça em todas as políticas públicas, visando estar presente em todos os programas e políticas do SUS para a ampliação do grau de contato e comunicação entre pessoas e grupos, sem hierarquia;

– a defesa ampla na isonomia de direitos entre gênero e raça, entendida como adoção de práticas de igualdade entre mulheres e homens, considerando a diversidade de raça e etnia, e constituindo um pilar fundamental da gestão organizacional e do êxito institucional;

– a participação e o controle social, uma vez que devem ser garantidos o debate e a participação das trabalhadoras do SUS na formulação, implementação, avaliação e controle social das políticas públicas.

Foto: Sergio Moraes/Reuters

Vacina bivalente contra Covid-19 começa a ser aplicada nesta quarta-feira, em Belém e Ananindeua

A aplicação da vacina bivalente contra Covid-19 começará nesta quarta-feira (1º) em Belém e Ananindeua. Em Belém, a vacinação será de forma escalonada, dividida em fases, atendendo o grupo prioritário elegível pelo Ministério da Saúde. Serão 80 pontos de vacinação na capital funcionando das 8h às 17h.

A Prefeitura informou que a capital recebeu 36 mil doses da vacina Pfizer Bivalente, que será destinada para os seguintes públicos: pessoas de 70 anos ou mais; pessoas vivendo em instituições de longa permanência, a partir de 12 anos, e seus trabalhadores; e pessoas imunocomprometidos, a partir dos 12 anos de idade; indígenas, ribeirinhos e quilombolas, a partir de 12 anos de idade.

A segunda fase da vacinação deve começar no dia 6 de março, com a vacinação das pessoas de 60 a 69 anos de idade. Já no dia 20 de março, está prevista a terceira fase com vacina, disponibilizada para gestantes e puérperas. No dia 17 de abril será a vez dos trabalhadores de saúde, pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos), população privada de liberdade (a partir de 18 anos), adolescentes cumprindo medidas socioeducativas (a partir de 12 anos) e funcionários do sistema de privação de liberdade.

A meta em Belém é que na primeira fase da campanha seja alcançado 90% do grupo prioritário, que corresponde a 114.354 pessoas. Pode receber a vacina bivalente quem já recebeu no mínimo duas doses da vacina monovalente, a 1ª e a 2ª dose da vacina contra a Covid-19, com intervalo de quatro meses da última dose. Para vacinar é preciso apresentar documento de identificação com foto e cartão de vacinação. Pessoas imunocomprometidas, além desses documentos, devem apresentar laudo para a comprovação da condição.

Locais de vacinação em Belém:

Unidades Municipais de Saúde

Horário: 8h às 17h (segunda a sexta-feira).

Hospitais Militares

– Aeronáutica – 8h às 17h (segunda a sexta-feira);

– Exército – 8h às 12h (segunda a sexta-feira);

– Naval – 8h às 12h (terça e quinta feira).

Universidades: segunda a sexta-feira – 9h às 17h

– UNAMA

– FIBRA

– UNIFAMAZ

– UEPA (Escola de Enfermagem Magalhães Barata)

Unidade móvel, das 9h às 12h30.

01/03: Praça Matriz (Icoaraci);

02/03: Praça São Domingos Gusmão;

03/03: Praça Brasil;

06/03: Praça Benedito Monteiro (Guamá) ;

07/03: Praça do Cordeiro;

01/03: Colégio Integrado – Conj. Médici II, Av. Santarém, s/n – Marambaia

Locais de vacinação em Ananindeua:

Horário: 08h às 12h

UBS Ariri

UBS Atalaia

UBS Aurá

UBS Carnaúba

UBS Carlos Guimarães

UBS Cidade Nova IV

UBS Cristo Redentor

UBS Curuçambá Rural

UBS Cristo Rei

UBS Falcolândia

UBS Guajará I

UBS Helena Barra

UBS Heliolândia Rural

UBS Jardim Nova Vida

UBS Jaderlândia II

UBS Jardim Amazônia

UBS José Araújo

UBS Lucília Bráulio

UBS Nova Águas Lindas

UBS Nova Esperança II e III

UBS Nova União

UBS Novo Cristo

UBS Park Laguna

UBS Pérola I e II

UBS Saré

UBS Una

UBS Warislândia

Horário: 8h às 16h

UBS Ananindeua Centro

UBS Águas Brancas

UBS Águas Lindas

UBS Coqueiro

UBS Distrito Industrial

UBS Elo I e II

UBS Icuí

UBS Julia Seffer

UBS Nova Zelândia

UBS Paulo Frota

UBS Pedreirinha

UBS Roraima – Amapá

UBS Paar

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Telessaúde UFPA lança edital para estágio para as áreas de Tecnologia de Produção Multimídia e Engenharia da Computação.

O Núcleo de Telessaúde da UFPA lança edital para preenchimento de 03 (três) vagas e cadastro de reserva para estágio, sendo 1 uma delas para Engenharia da Computação e 2 (duas) para Tecnologia de produção multimídia.

Requisitos:

  • Estar cursando do 4° ao 8° para a área de tecnologia de produção multimídia e do 6° ao 8° para engenharia da computação.

-Para os candidatos de produção multimídia é necessário saber trabalhar com produção de materiais textuais e gráficos, como artes, para site e redes sociais; habilidade com programas gráficos (Ilustrator, Photoshop, Corel Draw, Indesign).

-Para os candidatos de engenharia da computação é necessário ter conhecimento em HTML, CSS, PHP, Javascript, Criação e Manutenção de site WordPress, sistemas de Webconferência (Google Meet, Zoom, Teams, Webconf da RNP, etc.). Conhecimento em Ambientes Virtuais de Aprendizagem são diferenciais.

Para se inscrever o candidato precisa enviar a documentação descrita no edital para o email nuts.chu-ufpa@ebserh.gov.br. As inscrições podem ser realizadas no período das 8h do dia 07/03/2023 as 23:59h do dia 09/03/2023.

  • Remuneração mensal: R$800,00 (oitocentos reais), já incluso auxílio financeiro para transporte.
  • Carga horária: 20 horas semanais

Telessaúde UFPA lança edital para estágio para as áreas de Medicina, Enfermagem ou Fisioterapia.

O Núcleo de Telessaúde da UFPA lança edital para preenchimento de 02 (duas) vagas e cadastro de reserva para estágio na área de Medicina, Enfermagem ou Fisioterapia.

Requisitos:

  • Estar cursando do 6° ao 10° semestre de um dos cursos citados.
  • Ter experiência mínima de 1 ano em projeto de pesquisa.

-Ter Coeficiente de Rendimento Geral (CRG) igual ou superior a 8,0.

Para se inscrever o candidato precisa enviar a documentação descrita no edital para o email nuts.chu-ufpa@ebserh.gov.br. As inscrições podem ser realizadas no período das 8h do dia 07/03/2023 as 23:59h do dia 09/03/2023.

  • Remuneração mensal: R$800,00 (oitocentos reais), já incluso auxílio financeiro para transporte.
  • Carga horária: 20 horas semanais

Governo lança campanha para retomar índices altos de vacinação do país

O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (27) o Movimento Nacional pela Vacinação. O lançamento da mobilização ocorreu durante evento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), no Guará, região administrativa do Distrito Federal, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Saúde, Nísia Trindade. Na ocasião, o presidente foi vacinado pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, em um gesto de dar exemplo aos brasileiros para aderirem à vacinação. A campanha tem como principal objetivo retomar índices altos de coberturas vacinais no Brasil, que estão em declínio nos últimos seis anos.

Desde 2016, a cobertura vacinal de diferentes imunizantes está bem abaixo de 95%, que é o índice recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com dados do próprio Ministério da Saúde, a cobertura vacinal da população ficou em 66,06% no ano passado. Em 2021, ano que registrou maior mortalidade pela pandemia de covid-19, esse indicador não passou de 61%. Em anos anteriores, ficou abaixo de 80%. A última vez que o país registrou índice satisfatório de vacinação foi em 2015, quando cerca de 95% do público-alvo foi vacinado.

Na primeira etapa, segundo o Ministério da Saúde, a vacinação terá reforço de doses bivalente contra a covid-19 em pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Estão incluídos neste público-alvo os idosos acima dos 70 anos, pessoas com imunossupressão, funcionários e pessoas que vivem em instituições de longa permanência, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, totalizando cerca de 18 milhões de habitantes em todo o país. Segundo a pasta, cerca de 19 milhões de doses já foram distribuídas para os estados e o Distrito Federal. Mais adiante, a quinta dose deve ser oferecida a população entre 60 e 69 anos.

Para tomar a vacina bivalente contra a covid-19, que previne contra as variantes mais perigosas do vírus, é necessário ter completado o ciclo vacinal de quatro doses, respeitando um intervalo de quatro meses desde a última recebida.

Em março, o governo pretende expandir a dose bivalente para toda a população acima de 12 anos de idade. Já em abril, começa a campanha de vacinação contra a Influenza e, a partir de maio, o chamamento para atualização da caderneta de vacinação com todos os imunizantes previstos no calendário nacional de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Ministério da Saúde aponta falhas no atendimento aos Yanomami


Relatório aponta estruturas precárias, falta de profissionais e remédios

Relatório do Ministério da Saúde sobre a situação da saúde na Terra Indígena (TI) Yanomami, em Roraima, aponta estruturas de atendimento em condições precárias, falta de profissionais e uma desassistência generalizada. A população da etnia vive uma crise humanitária grave, em decorrência da presença do garimpo ilegal em suas terras, destruição ambiental, contaminação da água, propagação de doenças e violência. A situação é histórica, mas se agravou nos últimos quatro anos.

A equipe da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), que é vinculada ao Ministério da Saúde, levantou as informações do relatório entre os dias 15 e 25 de janeiro deste ano. No dia 20 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e criou o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), responsável por coordenar as medidas para resolver a crise.

A TI Yanomami, a maior do Brasil em extensão territorial, tem uma população de 30,5 mil indígenas, sendo pelo menos 5,6 mil crianças menores de 5 anos. Ao todo, há 68 polos base para atendimento primário em saúde, mas a situação dessas unidades é precária.

A equipe que fez o levantamento para o relatório começou investigando a denúncia de três óbitos de crianças, que ocorreram entre 24 e 27 de dezembro do ano passado. O documento destaca que, na ocasião, chegaram a ser abertos 17 chamados aeromédicos para casos graves que exigiam transporte imediato. Já em janeiro, a equipe da missão exploratória constatou pelo menos dez remoções por dia, sendo que 23 crianças foram resgatadas de uma só vez em uma delas.

Somente em janeiro, de acordo com o COE, foram efetuadas 223 remoções, sendo 111 deslocamentos dentro do território e 112 para Boa Vista. Segundo as equipes locais, os principais agravos de saúde na região são de malária, pneumonia, desnutrição e acidente com animais peçonhentos.

Outro ponto destacado no relatório é a situação de insegurança dentro do território, por causa da presença de garimpeiros. Há pelo menos quatro polos de atendimento fechados na região de Surucucu e três em outras localidades, devido a graves ameaças. Para se ter uma ideia, um desses polos chegou a ser reformado, mas não pôde ser reaberto. O governo federal estuda incluir lideranças indígenas Yanomami no serviço de proteção de defensores de direitos humanos. 

Outro fator que dificultou o atendimento às pessoas na região foi a falta de insumos, em especial, de medicamentos. As remoções de urgências necessitam de insumos como carrinho de parada, oxigênio medicinal em cilindro pequeno, desfibrilador automático externo (DEA), suporte de soro, mas nada disso estava à disposição da equipe no momento do trabalho de campo.

O secretário especial da saúde indígena, Ricardo Weibe Tapeba, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (07) criticou ainda o que chamou de aparelhamento político no serviço público de assistência à saúde do povo Yanomami. Segundo ele, uma auditoria realizada pelo próprio Ministério da Saúde no DSEI Yanomami já identificou irregularidades em contratos da unidade, e a Polícia Federal ainda investiga o envolvimento de agentes políticos em conluio com garimpeiros. O secretário está em Boa Vista acompanhando as ações de enfrentamento à crise.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Saúde vai liberar R$ 200 milhões para reduzir filas no SUS

O governo federal vai liberar R$ 200 milhões a partir deste mês para apoiar estados e municípios na redução das filas de cirurgias, exames e consultas no SUS (Sistema Único de Saúde). A medida integra a Política Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, que será lançada nesta segunda (06) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade. A intenção é incentivar a organização de mutirões em todo o país para desafogar a demanda represada.

Serão destinados, ao todo, R$ 600 milhões para essa ação. O restante, cerca de R$ 400 milhões, será repassado de acordo com a produção apresentada de cirurgias realizadas, principalmente abdominais, ortopédicas e oftalmológicas. O programa é uma das prioridades do governo para reduzir a espera de pacientes por procedimentos que ficaram represados, principalmente, durante a pandemia da Covid-19.

A medida também prevê estratégias para garantir equipes cirúrgicas completas e melhorar o fluxo de atendimento em todo o Brasil. Cada estado poderá estabelecer as cirurgias prioritárias, de acordo com a realidade local. A segunda fase, prevista para ocorrer entre abril e junho de 2023, inclui exames diagnósticos e consultas especializadas, com foco em tratamentos oncológicos.

De acordo com o Ministério da Saúde, os critérios e detalhes para o repasse dos valores aos fundos estados e municipais de saúde serão publicados em portaria. Cada unidade federativa terá que entregar um diagnóstico com a real demanda local por cirurgias, assim como um planejamento para executar o programa de redução das filas, para que seja estipulada a liberação de recursos. Estados e municípios devem apresentar o quantitativo de procedimentos realizados e dimensionar a redução.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Saúde indígena é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “Desafios da saúde indígena na atenção primária”, no dia 27 de fevereiro. O tema está chamando a atenção dos profissionais de saúde e da sociedade brasileira, em função da grave crise humanitária vivida pelos yanomami, em Roraima. A situação da saúde indígena é uma preocupação em toda a Amazônia e por essa razão, a webconferência debaterá o tema com o médico e doutor em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz, Paulo Basta; a Fisioterapeuta e Especialista em Gestão de Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz, Jacqueline Nunes e com a médica indígena e mestre em Saúde, sociedade e ambiente na Amazônia Eliniete Baniwa. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

A situação de crise humanitária dos yanomami, resultou na criação de uma força tarefa do governo federal, que montou um plano estratégico interministerial para nortear as ações para a recuperação da saúde da população indígena de Roraima, que se encontra com graves quadros de desnutrição e até mortes ocasionadas pela fome e em decorrência de contaminação ocasionada pelas atividades dos garimpos ilegais em suas terras. A estimativa é de que mais mil indígenas foram resgatados nos últimos dias em grave situação grave de saúde decorrentes dos problemas da gestão federal anterior que culminaram na crise humanitária, que tem chamado a atenção do país e do mundo todo.

Na esteira dessa situação, no Pará, foi criada, recentemente, a Secretaria Estadual de Povos Originários para dar maior atenção às questões indígenas. O novo órgão tem como secretária a indígena Puyr Tembé. E para abordar essa questão importante da saúde indígena, o Telessaúde está promovendo o debate “Desafios da saúde indígena na atenção primária”, com três profissionais que representam uma necessária diversidade de olhares sobre o tema.

O médico e pesquisador da Fiocruz, Paulo Basta, destaca que durante o evento apresentará  dados demográficos, assim como a distribuição populacional dos povos indígenas que vivem no Brasil, nos dias atuais. Além disso, ele abordará “a forma como se estruturam os serviços de saúde destinados a essas populações, bem como alguns indicadores de saúde selecionados para ilustrar o cenário epidemiológico contemporâneo”. “Serão debatidas também as principais ameaças presentes nos territórios ancestrais na Amazônia e os efeitos sobre a saúde dos povos tradicionais”, destaca Basta, que também apresentará sugestões para endereçar os principais problemas identificados.

A fisioterapeuta Jacqueline Nunes vai abordar os desafios da saúde indígena no que diz respeito à gestão pública, uma vez que a mesma é uma estratégia do sistema de saúde que conta com premissas importantes; a eficiência e eficácia para promover saúde de qualidade aos usuários. “ A Integração é um processo que a gestão deve usufruir para coordenar e cooperar, reunindo os serviços assistenciais para a qualificação de um sistema de saúde”, ressalta a fisioterapeuta. “Como estrutura organizacional a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) possui 34 DSEI distribuídos no Brasil e dispõe de uma rede de serviços de saúde dentro de seu território, que deve funcionar de forma articulada com a rede de serviços de saúde do SUS. Porém, na realidade, a atenção primária à saúde indígena sofre dificuldades para efetivar essa integração com a rede de serviços de saúde dos municípios e estados”, avalia.

A médica indígena Eliniete Baniwa, por sua vez, destaca que dentre os muitos desafios da saúde indígena, estão a questão do próprio conhecimento da cultura indígena, como hábitos alimentares, entre outras questões. Além disso, segundo ela, a interculturalidade também é uma realidade, com a chegada da cultura não indígena, nos alimentos, nutrição e hábitos como o alcoolismo, que estão fazendo surgir novas doenças, chamadas de doenças emergentes, como doenças crônicas não transmissíveis, que se configuram como novos desafios. “Além disso, tem a questão da saúde mental, que precisa ser abordada com maior clareza sobre o que fazer. E vamos abordar, ainda quais são as perspectivas de melhorias com essa nova gestão em que nós temos indígenas dentro da Secretaria de Saúde Indígena e a Secretaria dos Povos Originários”, ressaltou Baniwa.

Sobre os conferencistas:

– Paulo Cesar Basta é médico e doutor em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz. Pesquisador Titular da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

– Jacqueline Nunes de Souza Fagundes Mendes é fisioterapeuta e especialista em Gestão de Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz. Assessora técnica da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) Membro do GT-Saude Indígena da Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade (SBMFC).

– Eliniete Baniwa é médica, mestre em Saúde, Sociedade e Ambiente na Amazônia. Professora da Faculdade de Medicina Estácio de Castanhal (FMEC).

As inscrições podem ser realizadas até o dia 24/02 pelo formulário acessado no botão abaixo:

Hospital Jean Bitar abre processo seletivo de emprego para PcD


O prazo para envio de currículos vai até o próximo dia 28 de fevereiro

O Hospital Jean Bitar (HJB), em Belém, está selecionando Pessoas com Deficiência (PcD) para formação de cadastro de reserva para atuação em diversas áreas. Para se candidatar às vagas é necessário enviar email, com laudo médico atualizado anexado; ter a escolaridade conforme a exigência do cargo de interesse; ter vivência em sua área de atuação e residir em Belém ou Região Metropolitana de Belém (RMB).

Os interessados em participar da seleção devem enviar currículo, por email, com o título do “cadastro reserva – PcD” exclusivamente para: rh.hjb@indsh.org.br, até o dia 28 de fevereiro de 2023.

O HJB é uma unidade hospitalar pública administrada pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O órgão fica na Rua Cônego Jerônimo Pimentel, número 543; bairro Umarizal, em Belém. Mais informações pelo telefone: (91) 3239.3800.

Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Pará recebe 50 mil doses de vacina contra Covid-19 para criança


Imunizantes serão destinados às crianças de 5 a 11 anos

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) recebeu uma remessa de 50 mil doses da vacina Pfizer pediátrica contra Covid-19, na manhã desta terça-feira (31). Os imunizantes serão destinados às crianças de 5 a 11 anos.

A distribuição das vacinas para os 144 municípios começará após a conferência pelo Centro Estadual de Imunobiológicos (CEI), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, onde ficarão armazenadas até a entrega aos 13 Centros Regionais de Saúde (CRS).

Segundo a diretora do Setor de Epidemiologia da Sespa em exercício, Leila Flores, em até 48 horas se inicia o processo de distribuição para as os Centros Regionais de Saúde e os municípios são os responsáveis pela logística da aplicação das vacinas.

O secretário de Estado de Saúde Pública, Romulo Rodovalho ressalta que a vacina continua sendo a principal forma de combater contra a Covid-19. Vacinar-se é um ato de benefício próprio e de respeito e zelo com as outras pessoas”, afirmou o titular da Sespa.

O Pará já ultrapassou 17 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas em todo o estado.

Justiça Federal autoriza recontratação de cubanos do Mais Médicos


O desembargador Carlos Augusto Pires Brandão assina a decisão

A Justiça Federal decidiu autorizar a recontratação de médicos cubanos que atuaram no programa Mais Médicos. A decisão foi assinada na última sexta-feira (27) pelo desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília, em atendimento ao pedido de reintegração dos profissionais feito pela Associação Nacional dos Profissionais Médicos Formados em Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Aspromed), que representa 1,7 mil intercambistas cubanos que ficaram no Brasil.

No pedido feito à justiça, a associação argumentou que médicos que chegaram ao país para trabalhar no programa Mais Médicos, criado em 2013 pela então presidenta Dilma Rousseff, não tiveram o vínculo renovado durante o programa Médicos pelo Brasil, criado no governo Jair Bolsonaro. Segundo a Aspromed, os profissionais cubanos selecionados no 20º ciclo do programa tinham contrato de dois anos, sem direito à prorrogação, enquanto o edital para os demais intercambistas previa três anos de trabalho, que poderiam ser renováveis.

O desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, ao analisar os argumentos da entidade, destacou a importância do programa para o atendimento da população que vive em municípios carentes e para auxiliar na crise humanitária envolvendo os indígenas yanomami. “O programa permite implementar ações de saúde pública de combate à crise sanitária que se firmou na região do povo indígena yanomami. Há estado de emergência de saúde pública declarado, decretado por intermédio do Ministério da Saúde”, afirmou o magistrado.

Segundo o desembargador, a decisão também envolve questões humanitárias dos médicos cubanos que ficaram no Brasil. “Mostra-se evidente a quebra de legítima expectativa desses médicos, que, em sua ampla maioria, já constituíram famílias em solo brasileiro. Após contratações juridicamente perfeitas de seus serviços por parte da União, que se prolongaram no tempo, afigura-se verossímil imaginar que os médicos cubanos aqui representados reprogramaram as suas vidas, segundo as expectativas formadas a partir dessas contratações, e parece justo reconhecer que agora pretendem permanecer no Brasil”, concluiu.

No fim de 2018, o governo cubano determinou o retorno dos profissionais após desacordo com declarações do então presidente eleito Jair Bolsonaro em relação a mudanças sobre as regras para que os médicos permanecessem no programa, como realização das provas do Revalida, exame para avaliar os conhecimentos sobre medicina, receber salário-integral e opção de trazer familiares para o Brasil. No governo do Presidente Luís Inácio Lula da Silva, o Ministério da Saúde estuda o retorno do programa antigo.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Covid-19 matou mais enfermeiros no Norte que no Sudeste, diz Fiocruz


Maioria das vítimas era de pretas e pardas

Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela que mais enfermeiros foram vítimas da doença na Região Norte que na Região Sudeste. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (24) e traçou um perfil dos profissionais de saúde mortos no primeiro ano da pandemia de covid-19. O trabalho foi publicado na revista científica Ciência & Saúde Coletiva.

Segundo dados da pesquisa, dos 582 mil enfermeiros que existem no país, apenas 7,6% estão na Região Norte, e 45,1%, na Região Sudeste. Mesmo assim, dos 200 enfermeiros mortos por covid-19 e contabilizados pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) no primeiro ano da pandemia, 29,5% eram do Norte e 26,5%, do Sudeste. Em números absolutos, foram 59 vítimas no Norte, e 53, no Sudeste.

A autora principal do artigo, Maria Helena Machado, diz que foram analisados os dados regionais de mortalidade dos profissionais de saúde por covid-19 entre março de 2020 e março de 2021 e que os resultados são “uma fotografia real, crua e dura da desigualdade social que impera no país e no Sistema Único de Saúde (SUS)”. “É lá (Região Norte) que se vê com clareza onde o genocídio dos profissionais se deu de forma mais aguda. É onde tem piores condições de trabalho e maior aglomeração da população desesperada por atendimento. O Amazonas foi um exemplo vivo do descaso com que a Amazônia Legal vem sendo tratada no país. Ela ficou muito descoberta e desprotegida”, disse a pesquisadora, em texto publicado pela Agência Fiocruz de Notícias.

Na região Norte, o Amazonas foi o estado brasileiro em que houve mais mortes de enfermeiros no primeiro ano da pandemia, com 12,5% do total. São Paulo teve 10,5%, e Rio de Janeiro, 9,5%.

O perfil dos profissionais da enfermagem mortos por covid-19 foi principalmente de mulheres negras. Entre os enfermeiros vitimados, 59,5% eram mulheres, enquanto, entre os auxiliares de enfermagem, elas eram 69,1%. Já em relação à raça, 31% dos enfermeiros que morreram por Covid-19 eram brancos, e 51%, pretos e pardos. Já entre os auxiliares e técnicos, 29,6% eram brancos e 47,6% pretos e pardos.

Entre os médicos, 87,6% das vítimas são homens, e 12,4%, mulheres. A pesquisa informou que dados sobre cor e/ou raça não estão disponíveis no caso dos médicos.

O estudo também alerta sobre uma possível subnotificação nos dados de profissionais de saúde vítimas da pandemia, pois segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a estimativa é de que pelo menos 115 mil profissionais da saúde tenham sido vítimas da covid-19 até maio de 2021, em todo o mundo, mas a entidade considera que o total pode ser ainda maior, em função de subnotificação.

Para o estudo da Fiocruz, foram usados os bancos de dados do Cofen e do Conselho Federal de Medicina (CFM), mas a pesquisa chama a atenção para o fato de não haver no Brasil uma sistematização dos números de contaminados e de mortes entre os trabalhadores da saúde.

A disparidade entre a proporção de profissionais e a proporção de mortes também aparece entre médicos e auxiliares de enfermagem. Com apenas 4,5% dos médicos do país, o Norte teve 16,1% dos óbitos entre esses profissionais. Entre os auxiliares de enfermagem, 8,7% estão no Norte, enquanto 23,2% das vítimas dessa categoria profissional se concentram nesses estados.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Covid-19: Belém segue vacinando público a partir de 12 anos

A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) segue com o calendário de vacinação da população da Capital contra a Covid-19 nesta quarta-feira (18). Podem tomar a vacina todas as pessoas a partir dos 12 anos de idade, sem precisar fazer agendamento, independentemente, de ser a primeira dose ou o reforço vacinal. O órgão está aguardando a chegada de novos lotes dos imunizantes destinados às demais faixas etárias.

Atualmente, a Sesma dispõe apenas de doses da vacina Pfizer adulta. A situação só deve ser regularizada quando o Ministério da Saúde fizer a entrega dos lotes com as vacinas destinadas ao público infantil. A previsão é de que a reposição do estoque de vacinas ocorra ainda nesta semana.

Para se vacinar, basta comparecer a um dos postos de vacinação indicados pela Sesma, levar documento de identificação com foto, CPF e o cartão de vacinação de Belém. As pessoas com deficiência, portadoras de comorbidades ou imunocomprometidas precisam apresentar laudo ou receita médica que comprove a condição.

Locais de vacinação em Belém:

– Unidades Básicas de Saúde (UBSs): de segunda a sexta-feira, o atendimento é de 8h às 17h;

– Hospital do Exército: segunda a sexta-feira, de 8h às 12h;

– Hospital de Aeronáutica: segunda a sexta-feira, de 8h às 11h e 14h às 17h;

– Hospital Naval: terça e quinta-feira, de 8h às 12h;

– Universidades: Unama, Fibra e Unifamaz.

Foto: Marcos Seabra/Agência Pará

Hemopa lança campanha de doação de sangue no aniversário de Belém

Em comemoração ao aniversário de 407 anos de Belém, a Fundação Hemopa lançou uma campanha de doação de sangue, nesta terça-feira (10). A ação será realizada de 11 a 31 de janeiro e tem como tema “No aniversário de Belém, mostre seu amor pela Cidade. Doe sangue, salve vidas”. O aniversário da capital paraense é dia 12 de janeiro.

Segundo a gerente de Captação de Doadores do Hemopa, a assistente social Juciara Farias, o objetivo da campanha é garantir que o estoque de sangue fique reforçado para atendimento das solicitações de transfusão de sangue de pacientes internados nos mais de 200 hospitais públicos e privados do Pará. Ela faz um convite à população de Belém para aderir à campanha: “estaremos com a mobilização solidária até o final deste mês. Em seguida, fevereiro, já teremos a campanha do Carnaval. Venham, estamos de braços abertos esperando pelo nosso voluntariado!”.

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam estar acompanhados de responsável legal); ter mais de 50 quilos; estar bem alimentado (não pode estar em jejum); dormir pelo menos 6 h nas 24h anteriores à doação; não ingerir bebida alcoólica 12 h antes da doação e ter intervalo entre doações de dois meses para homens e três meses para mulheres. Quem se vacinou contra a Covid-19 pode doar sangue, sendo necessário um intervalo de dois dias após cada dose para quem recebeu a vacina Coronavac, e sete dias para quem recebeu as demais vacinas. Para quem teve Covid-19, pode doar sangue, depois de 10 dias após a cura.

Locais de recebimento de doação de sangue:

– Hemocentro Belém

Travessa Padre Eutíquio, nº 2109, Bairro Batista Campos.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, 7h30 às 18h, e no sábado, das 7h30 às 17h.

Contato: 0800 280 8118.

– Posto de coleta do Castanheira

Rodovia BB-316, KM 01 – Pórtico Belém, Bairro Castanheira.

(em frente à entrada do Shopping Castanheira).

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h.

Sábados, das 7h30 às 17h.

Domingos, das 8h às 15h.

Contato: 0800 280 8118.

– Posto de coleta do Pátio Belém

Tv. Padre Eutíquio, n° 1078, Bairro Batista Campos.

(Estação Cidadania, 1º Piso do Shopping Pátio Belém).

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 10 às 16h30.

– Hemocentro Castanhal

Novo endereço: Rua Quincas Nascimento, nº 521, Bairro Saudade.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.

Fone: 3412-4400 (geral) / 3412-4404 (serviço social).

– Hemocentro de Santarém

Avenida Frei Vicente, nº 696, entre as alamedas 30 e 31 (Aeroporto Velho).

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.

Fone: (93) 3524-7550.

– Hemocentro de Marabá

Rodovia BR-230 (Transamazônica), Quadra 12, s/n (Agrópole do Incra).

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.

Contato: (94) 3312-9150.

– Hemonúcleo de Abaetetuba

Avenida Santos Dumont, s/n, Bairro São Lourenço.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h30.

Contato: (91) 98568-3396.

– Hemonúcleo de Altamira

Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Esplanada do Xingu.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h30.

Contato: (93) 98415-6282.

– Hemonúcleo de Capanema

Rodovia BR-308, KM-0, s/n, São Cristóvão.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h30.

Contato: (91) 98568-3339.

– Hemonúcleo de Redenção

Avenida Santa Tereza, s/n, Centro.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h30.

Contato: (94) 98414-3955.

– Hemonúcleo de Tucuruí

Avenida Veridiano Cardoso, s/n, BR 422, Santa Mônica.

Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.

Contato: (94) 98415-9006.

Foto: Marcelo Seabra

Dose de reforço contra covid-19 para crianças de 5 a 11 anos está disponível em Belém


Meta é vacinar 54.270 crianças na capital

A Secretaria de Saúde de Belém (Sesma) iniciou a aplicação da dose de reforço contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos em Belém, nesta segunda-feira (09). A meta é vacinar 54.270 crianças na capital. A vacinação contra covid-19 está disponível em todas as salas de vacinação do município, nas universidades (com exceção da Fibra) e nos hospitais das Forças Armadas, das 8h às 17h.

De acordo com a Sesma estão aptas a receber o reforço crianças nessa faixa etária que tomaram a segunda dose há pelo menos quatro meses. As vacinas disponibilizadas são: Astrazeneca, Pfizer Adulto e Pfizer Pediátrica.

Para se vacinar é necessário apresentar RG, CPF e o cartão de vacinação de Belém. Os imunocomprometidos, pessoas com deficiência e doenças crônicas precisam apresentar laudo ou receita médica que comprove a condição.

Locais de vacinação

Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de segunda a sexta-feira, o atendimento é de 8h às 17h;

Hospital do Exército, segunda a sexta-feira, de 8h às 12h;

Hospital de Aeronáutica, segunda a sexta-feira, de 8h às 11h e 14h às 17h;

Hospital Naval, terça e quinta-feira, de 8h às 12h; e

Universidades: Unama (8h às 17h), Fibra (não funcionará ), Unifamaz (retoma a vacinação a partir do dia 11).

Foto: Marcos Barbosa/Comus

Webconferência debate o manejo da pessoa vivendo com HIV

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “O manejo da pessoa vivendo com HIV na APS”, na próxima terça-feira (24), às 18h. O tema terá como conferencista, o infectologista e médico de Família e Comunidade, Ronaldo Monteiro. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

No Brasil, segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) estima-se que 960 mil pessoas viviam com HIV, em 2021. Desse total, 88% conheciam o diagnóstico positivo para o vírus, 73% estavam em tratamento e 69% alcançaram a supressão, o que significa que estavam com carga viral indetectável e não transmitem mais o vírus. O número representa 95% dos pacientes em tratamento. As informações constam no relatório Em Perigo, produzido pelo Unaids.

De acordo com o conferencista Ronaldo Monteiro, “o manejo da pessoa vivendo com HIV (PVHIV) está em processo de descentralização para a Atenção Básica” e por essa razão é importante ampliar a capacitação dos profissionais da saúde para atuarem de maneira mais eficaz nos atendimentos a esse público. “Neste contexto, é importante criar expertise, não só na doença, mas na experiência da doença de uma PVHIV”, argumenta o infectologista. Em sua webconferência, o médico pretende abordar “sobre a doença, como e quando iniciar o tratamento, como tratar as intercorrências e como fazer o seguimento”.

Sobre a experiência da doença, Ronaldo Monteiro abordará “como entender, compreender e manejar a experiência única de uma pessoa vivendo com HIV”.  “Com essa webconfêrencia espera-se criar competências na linha de cuidado das pessoas vivendo com HIV, com ênfase no tratamento e seguimento, visando a estabilidade clínica, imunológica e virológica a partir de uma abordagem centrada na pessoa”, ressalta o conferencista.

Ronaldo Costa Monteiro é médico com título de especialista em Infectologia pela SBI e de Medicina de Família e Comunidade pela SB MFC.  Além disso, é mestre em doenças tropicais, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Cesupa, e também diretor clínico do SAE Casa Dia- Belém.

Governo extingue Funasa e dá ao Ministério das Cidades parte de suas atribuições

O governo do presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT) decidiu extinguir a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e distribuir parte de suas competências entre o Ministério da Saúde e o Ministério das Cidades, comandado pelo paraense Jader Barbalho Filho, do MDB, partido que historicamente administrou o órgão.

Com a distribuição das atribuições entre as duas pastas, o Ministério da Saúde ficará responsável pela vigilância em saúde e ambiente e todo o restante ficará com o Ministério das Cidades. O orçamento do órgão é de cerca de R$ 3 bilhões.

Até esta segunda-feira (02), conforme noticiou a CNN, ainda havia um amplo debate no novo governo sobre o que fazer com o órgão. Aliados da nova ministra da Saúde, Nísia Trindade, defendiam a manutenção do órgão. Porém, acabou prevalecendo a ideia defendida pela Casa Civil de Rui Costa e pela Secretaria de Relações Institucionais de Alexandre Padilha.

O entendimento que prevaleceu é o de que a fundação ficou obsoleta e inoperante e é um centro de denúncias de corrupção.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Ministra da Saúde Nísia Trindade Lima confirma revogaço de  medidas contra a ciência

A cientista e pesquisadora Nísia Trindade Lima tomou posse como ministra da Saúde, nesta segunda-feira (02). A cerimônia aconteceu no auditório do Ministério da Saúde, em Brasília (DF) e reafirmou a valorização da ciência nas ações da pasta. “Nossa gestão será pautada pela ciência e pelo diálogo com a comunidade científica”, disse Nísia, em suas primeiras palavras como ministra da Saúde, sendo bastante aplaudida.

Em seu discurso, Nísia afirmou que, à frente do Ministério da Saúde, quer fortalecer a produção local e o complexo econômico da saúde, dando ao Brasil autonomia na produção de vacinas e fármacos, além de retomar a coordenação nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) por parte do Ministério da Saúde . “A pandemia da Covid-19 mostrou a nossa vulnerabilidade”, disse.

A nova ministra da Saúde também anunciou que fará a revogação, nos próximos dias, de normativas que, segundo Nísia, “ofendem a ciência, os direitos humanos e os direitos sexuais reprodutivos”. A titular do MS também se comprometeu com o combate ao racismo estrutural no SUS; retomada do alinhamento da agenda da saúde mental à reforma psiquiátrica brasileira; criação de uma política de atendimento às pessoas com sintomas pós-Covid; ações para reverter as baixas coberturas vacinais, como os “embaixadores da vacinação” espalhados pelo Brasil para incentivar a imunização e fortalecimento do programa Farmácia Popular.

Nísia Trindade anunciou os nomes que vão compor o segundo escalão do Ministério da Saúde e a criação de uma nova secretaria da pasta, ligada à informação e à saúde digital. Entre os nomes, estão o da liderança indígena Weibe Tapeba e do até então presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o médico sanitarista Nésio Fernandes.

Nísia Trindade é a primeira mulher a assumir o cargo de Ministra da Saúde. Até então, ela era presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde é servidora desde 1987. Durante sua gestão como presidente da Fiocruz, Nísia liderou as ações da fundação no enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Brasil, como a fabricação da vacina da AstraZeneca, usada em adultos na campanha de vacinação desde 2021.

Perfil

Doutora em Sociologia, mestre em Ciência Política e graduada em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro;

Presidente da Fiocruz desde 2017;

Foi diretora da Casa de Oswaldo Cruz, unidade da Fiocruz voltada para pesquisa e memória em ciências sociais, história e saúde, entre 1998 e 2005;

Participou da elaboração do Museu da Vida, museu de ciência da Fiocruz;

Atuou na implementação da Rede SciELO Livros;

Foi vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz;

É autora de dezenas de artigos, livros e capítulos com reflexões sobre os dilemas da sociedade nacional, sobretudo as cisões entre os “Brasis urbano e rural, moderno e atrasado”.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lula quer estimular a produção de medicamentos mais baratos no Brasil

O Presidente Luís Inácio Lula da Silva quer estimular a reindustrialização do setor farmacêutico, fazer uma reforma tributária específica e atrair empresas estrangeiras para investir no país. Esse conjunto de mudanças visa criar um “complexo econômico-industrial” da saúde e fomentar a articulação entre os ministérios da Saúde, da Ciência e Tecnologia e da Economia para desenvolver o setor.

Segundo integrantes da área de saúde, atualmente, a produção farmacológica no Brasil é altamente dependente do insumo importado e faltam incentivos ao desenvolvimento da biotecnologia, o que poderia aumentar a eficácia dos remédios e baratear os produtos —em especial para o tratamento de câncer. Além disso, os impostos para medicamentos são altos (cerca de um terço do valor do remédio) e, ainda que o Brasil produza vacinas, a estimativa é que o país importe cerca de 80% do que é usado aqui.

O Sindusfarma, sindicato que representa a indústria farmacêutica, apresentou, durante o processo eleitoral, uma carta com propostas aos presidenciáveis, com reivindicações, como a isenção de impostos nas compras públicas de medicamentos, o fim do controle de preços para alguns remédios e um programa para acelerar a entrada de novos medicamentos no país.

A crise da Covid no Brasil é apontada como um exemplo da necessidade de investimento na produção industrial do setor, pois foi marcada pela falta de equipamentos de proteção individual (como máscaras) e de insumos para testes e vacinas. No começo da pandemia em 2020, não havia produtos para atender nem mesmo profissionais da saúde, que chegaram a fazer compras por conta própria. Empresas e associações do setor já apresentaram propostas para a área. Entre elas, está a isenção tributária de medicamentos e a incorporação de remédios pelo Ministério da Saúde.

O Sindusfarma defende a isenção de impostos dos medicamentos comprados por órgãos públicos sob o argumento de que, com isso, o estado teria capacidade de comprar mais remédios. De acordo com o setor, o Brasil tem uma das mais altas cargas tributárias sobre medicamentos no mundo; enquanto a média mundial é de 6%, no Brasil é de 31,3%.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

CIIR tem vagas para área da saúde em Belém


A seleção dos candidatos será feita através de avaliação curricular

O Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, está promovendo Processo Seletivo com vagas para Terapeuta ABA e Terapeuta Ocupacional (T.O). Os interessados devem enviar currículo, exclusivamente, para o email: ciir-bancodetalentos@indsh.org.br, até o dia 30 de dezembro. Estas vagas também são destinadas a pessoas com deficiência (PcD´s). 

De acordo com informações do órgão, os currículos passarão por triagem com base em critérios do setor de Recursos Humanos (RH). Os candidatos que tiverem seus currículos aprovados, serão comunicados sobre o dia, a hora e local de realização de provas e entrevistas. 

Para a vaga em Terapeuta ABA, os candidatos precisam possuir graduação em Fonoaudiologia, Psicologia, Terapia Ocupacional ou Pedagogia. Já para a vaga de Terapeuta Ocupacional é necessária formação exclusiva em Terapia Ocupacional.  Para ambos os cargos, a especialização (pode estar cursando) em Análise de Comportamento ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Desenvolvimento Atípico de Áreas Afins será um diferencial.

O CIIR é referência no Pará na assistência de média e alta complexidade às Pessoas com Deficiência (PcDs) visual, física, auditiva e intelectual. Os usuários podem ter acesso aos serviços do CIIR por meio de encaminhamento das unidades de Saúde, acolhidos pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminha à Regulação Estadual. O pedido será analisado conforme o perfil do usuário pelo Sistema de Regulação (Sisreg). 

Serviço:

O CIIR é um órgão do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O Centro funciona na Rodovia Arthur Bernardes, n° 1000, em Belém. Mais informações: (91) 4042-2157/58/59.

Foto: Thiago Gomes/Agência Pará

Vacina do Butantan contra a dengue tem 79% de eficácia


A vacina é de dose única e usa quatro cepas virais atenuadas em sua constituição

Um estudo desenvolvido pelo Instituto Butantan aponta que uma vacina contra a dengue teve eficácia de 79% para prevenção da doença após dois anos da aplicação. A pesquisa está em fase 3 e durante a análise, não foram registrados quadros graves de infecção nos participantes.

Chamada de Butantan-DV, a vacina é de dose única e usa quatro cepas virais atenuadas em sua constituição. Ela é uma versão análoga da desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA. A farmacêutica MSD também faz parte do projeto de desenvolvimento do imunizante.

A pesquisa que avalia os dados de eficácia da vacina teve início em 2016. No total, foram mais de 16 mil voluntários com idade entre 2 e 59 anos no levantamento, sendo que cerca de 10 mil receberam o imunizante e o resto compôs o grupo placebo. Alguns dos participantes já tinham sido infectados pelo vírus que causa a dengue e é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Outros ainda estavam incólumes a doença.

Com essa divisão, o Butantan conseguiu medir a eficácia geral de 79% da vacina, mas também as diferenças vistas nos dois grupos. Naqueles com histórico para dengue, a eficácia foi de cerca de 89%. Já para a outra parcela de participantes sem registro da doença, a proteção conferida pelo imunizante foi menor -73%.

Além das informações de eficácia, a segurança do imunizante também foi medida. O Butantan observou que, no grupo de voluntários que foram imunizados, menos de 0,1% tiveram relatos de eventos adversos graves com alguma relação a vacina.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a dengue já causou mais de 1.400.100 casos prováveis no Brasil até 3 de dezembro deste ano. O número representa um aumento de 172% comparado com as informações do ano passado. Já em relação a 2019, ano pré-pandêmico, ocorreu uma redução nos casos de 7,7%. No total, foram 1.414 registros de casos graves este ano, com 978 mortes.

De acordo com o Butantan, as informações são preliminares, pois ainda precisa ser concluído o acompanhamento de cinco anos a partir da vacinação, o que só deve acontecer em 2024. Somente depois disso, o instituto irá submeter o fármaco para análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a quem cabe aprovar ou não o imunizante.

Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Vacinação será retomada nesta segunda (12) em Belém

A vacinação contra a Covid-19, gripe e sarampo e a multivacinação volta, normalmente, a partir desta segunda-feira, 12, em Belém. O serviço foi suspenso durante o feriadão, mas seguirá obedecendo a horários e critérios específicos conforme os públicos elegíveis para cada vacina.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) o órgão recebeu, na quarta-feira (7), um total de 7.020 doses da vacina Pfizer e 1,5 mil doses da Astrazeneca.

O serviço está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos três hospitais militares (Naval, da Aeronáutica e do Exército) e em três faculdades: Universidade da Amazônia (Unama), Centro Universitário Fibra e Unifamaz.

A Sesma destaca que o município dispõe das seguintes vacinas contra covid-19: Coronavac, Janssen, Pfizer (adulto e pediátrica) e AstraZeneca. A secretaria ainda aguarda a chegada de novas doses da Pfizer Baby, destinada a crianças de 6 meses a 2 anos.

A vacinação contra a Covid-19 é destinada a todos aqueles (crianças, jovens, adultos e idosos) que ainda não receberam a primeira ou a segunda dose. Para as crianças, a vacina está disponível a partir dos 6 meses de idade.

Já a dose de reforço (terceira ou a quarta dose) deve ser feita com intervalo de quatro meses da dose anterior e está disponível para as pessoas, a partir de 18 anos. A quarta dose também é ofertada para os imunocomprometidos, a partir de 12 anos de idade, entre outros.

Belém já está aplicando a quinta dose da vacina anticovid para idosos a partir de 60 anos. Este reforço também é disponibilizado para imunocomprometidos, grávidas e puérperas.

Foto: Marcelo Seabra/Agência Pará

Belém fica sem vacinação contra Covid-19 para maiores de 4 anos e aguarda liberação de doses


Apenas crianças de 3 a 4 anos estão sendo vacinadas nesta terça-feira, 6.

Belém está sem vacinas contra Covid-19 disponíveis para maiores de 4 anos de idade. Ainda não há previsão para retorno. O município estava ofertando a imunização apenas para crianças de 3 a 4 anos de idade nesta terça-feira (6).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), há no Sistema de Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (Sies) a liberação de 7.020 doses da vacina Pfizer e 1.500 doses de AstraZeneca, porém as doses dos referidos imunizantes, ainda, não haviam sido disponibilizadas para o município.

A Sesma anunciou, no entanto, que “assim que as doses chegarem à Câmara Fria do município, imediatamente, será iniciado o envio para as salas de vacinação das Unidades de Saúde, Universidades e Hospitais Militares”. As doses da Pfizer devem ser disponibilizadas nas salas de vacinação de Unidades de Saúde e as da AstraZeneca em universidades e hospitais militares.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que é responsável pela distribuição das doses contra Covid-19 aos municípios, informou que “já solicitou novas doses ao Ministério da Saúde para repasse aos 144 municípios”, e que “até o momento, não foi comunicada oficialmente sobre a falta de vacina Pfizer Baby em nenhum município”.

De acordo com a Sespa a orientação do MS é que, neste momento, seja priorizada a vacinação de bebês com comorbidades, mas os municípios possuem autonomia para determinar novos os públicos-alvo. Em Belém, apenas 610.459 pessoas tomaram a terceira dose contra o novo coronavírus. Foram aplicadas até então 1.291.795 vacinas na primeira dose, e mais 1.228.375 na segunda dose.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Hospital Materno-Infantil de Barcarena realizará 4º workshop de prematuridade

O Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB) realizará o 4º workshop da prematuridade, na próxima quinta-feira (17). O evento será na data em que é celebrado o Dia Mundial da Prematuridade, e que também deu origem à campanha mundial “Novembro Roxo”. A programação prevê um ciclo de palestras para profissionais assistenciais de toda a região, com o objetivo de capacitar e fortalecer a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no interior paraense.

A campanha mundial “Novembro Roxo” utiliza a cor roxa porque ela simboliza a sensibilidade e a individualidade, características que são muito peculiares aos bebês prematuros. Na programação do 4º workshop da prematuridade serão abordados temas como reanimação neonatal, prevenção da hipotermia na sala de parto, desenvolvimento do prematuro, prevenção de lesão de pele nos recém-nascidos, saúde mental materna, boas práticas em sala de parto e atuação e importância do Banco de Leite. O evento contará ainda com dinâmicas de perguntas e respostas e entrega de certificados.

Segundo o Ministério da Saúde cerca de 1 em cada 10 bebês do mundo nasce prematuro. No Brasil, são 340 mil bebês prematuros todo ano, o que equivale a 931 por dia, ou 6 prematuros a cada 10 minutos. O termo prematuridade designa a ampla categoria de recém-nascidos com menos de 37 semanas de gestação, que podem se dividir em três níveis: prematuro extremo, intermediário e o tardio. Os prematuros extremos nascem antes das 28 semanas, os intermediários, entre 28 e 34 semanas, e o tardio, de 34 até 37 semanas.

Os principais fatores de risco da prematuridade são hipertensão, diabetes, infecções, histórico de problemas no colo do útero, gravidez gemelar e lesões ou traumas. O Ministério da Saúde preconiza a realização de no mínimo seis consultas durante os nove meses de gravidez, sendo uma no primeiro trimestre, duas no segundo trimestre e três no terceiro trimestre, além de uma sétima consulta no puerpério, que é o período de até 42 dias após o parto.

O Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB) é uma unidade hospitalar do Governo do Estado referência em obstetrícia e neonatologia para gestantes de alto risco de onze municípios do Baixo Tocantins. A unidade é gerenciada pela Pró-Saúde desde sua inauguração em 2018, e já realizou mais de 417 mil atendimentos e 5,3 mil partos.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Webconferência debate os aprendizados com a Covid-19 na Amazônia

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “O que aprendemos com a COVID-19 no cenário Amazônico?”, na próxima quinta-feira (15). O tema terá como conferencistas, a médica e pesquisadora de doenças infecciosas e parasitárias, Cléa Bichara, e o médico patologista clínico e biomédico David Bichara. O evento será às 18h30, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, a Covid-19 já registrou mais de 35 milhões de casos confirmados e levou a óbito mais de 690 mil pessoas desde que a pandemia mundial da doença foi declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em março de 2020. No Pará, foram registrados até agora 853.161 casos e um total de 18.928 óbitos.

Segundo o conferencista David Bichara, a webconferência abordará aspectos como prevenção, diagnóstico, tratamento e as estratégias para retardar a transmissão, além de destacar formas de atendimento otimizado e minimizar o impacto dos sistemas de saúde, serviços sociais e atividades econômicas. “Nós vamos abordar também sobre qual o melhor teste em cada fase da doença, além de falar sobre os testes virais e testes de anticorpos e sobre as estratégias de vacinação”, destacou o médico.

A Covid-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global. O SARS-CoV-2 é um betacoronavírus descoberto em amostras de lavado broncoalveolar obtidas de pacientes com pneumonia de causa desconhecida na cidade de Wuhan, província de Hubei, China, em dezembro de 2019. Pertence ao subgênero Sarbecovírus da família Coronaviridae e é o sétimo coronavírus conhecido a infectar seres humanos.

Sobre os palestrantes:

A Dra Cléa Bichara possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1985), mestrado (2001) e doutorado em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários pela Universidade Federal do Pará (2009). Residência em Clínica Médica (HSE, 1988), Especialização em Saúde Pública (UNAERP/1990), Medicina Tropical (UFPA/1987), Saúde Coletiva (UEPA/2009) e Processos Educacionais em Saúde (Hospital Sírio Libanes/2013). È professora adjunta da Universidade do Estado do Pará, na Disciplina Doenças Infecciosas e Parasitárias. Professora nível 3 do Curso de Medicina da Faculdade da Amazônia/FAMAZ. Professora permanente dos programas de pós-graduação em Ciências Ambientais CCNT/UEPA e Educação em Saúde/UEPA. Pesquisadora do Núcleo de Medicina Tropical/UFPA. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase a toxoplasmose, esquistossomose mansônica, doenças infecciosas na gravidez, educação em saúde com metodologias ativas. Membro da Academia de Medicina do Pará, do Comitê Clínico de Parasitologia da Sociedade Brasileira de Infectologia, da Rede Brasileira de Toxoplasmose, da Rede Paraense de Parasitologia, da Sociedade Brasileira de Infectologia e Sociedade Brasileira de Médicos Escritores-PA.

O Dr. David Bichara é Mestre e Doutor em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários/ICB/UFPA. Médico e Biomédico formado pela Universidade Federal do Pará. Especialista em Patologia Clínica SBPC/AMB. Especialista em Saúde Pública/UNAERP/SP. Especialista em Administração dos Serviços de Saúde/UNAERP/SP. Professor do curso de Medicina da Unifamaz, Diretor científico da Sociedade Brasileira de Autoimunidade, Responsável pela Seção de Autoimunidade do Laboratório Amaral Costa, Fundador e primeiro presidente da Academia Paraense de Biomedicina, Fundador da Rede Paraense de Parasitologia, Fundador da Rede Brasileira de Toxoplasmose, Fundador do Museu da Medicina do Pará, Fundador do Museu Paraense de Biomedicina, Editor da Coluna Medicina Liberal do Jornal O Liberal, Experiência na área de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, atuando principalmente em autoimunidade, bacteriologia, virologia com ênfase em covid-19 e medicina de precisão.

Novembro azul: má alimentação pode aumentar risco de câncer de próstata

A pesquisa Vigitel 2021, do Ministério da Saúde, revela que o homem brasileiro ainda se alimenta de forma muito ruim. A dieta rica em carnes gordurosas, ultraprocessados e refrigerantes causa inflamação no organismo, e pode desencadear o desenvolvimento do câncer de próstata. Por essa razão, uma das formas de prevenir a doença é ter um hábito alimentar saudável. O Novembro Azul é um movimento internacional de conscientização sobre o câncer de próstata, enfermidade que ainda é cercada de preconceitos.

Segundo o levantamento, o percentual de homens adultos entre 18 e 24 anos que costumam consumir carnes com excesso de gordura é de 51,52%. Conforme a idade a avança, o consumo diminui, mas ainda é alto: 46,64% (25 a 34 anos); 43,73% (35 a 44); 39,99% (45 a 54); 34,15% (55 a 64); e 31,72% (mais de 65).

Os dados da pesquisa mostram que o consumo de hortaliças deixa a desejar entre as pessoas do sexo masculino. O percentual de homens adultos que consomem hortaliças cinco ou mais dias por semana fica entre 22% e 36% nas diferentes faixas etárias pesquisadas.

A ingestão diária de refrigerantes é outro hábito prejudicial à saúde e causador de câncer a longo prazo. Ainda de acordo com a pesquisa, o percentual de homens adultos que afirmaram tomar refrigerantes em cinco ou mais dias da semana foi de 21,04%, na faixa etária entre 18 e 24 anos, e 24,89%, entre 25 e 34 anos. Entre os mais velhos, o consumo foi menor.

Outro alimento que aumenta o risco de desenvolver câncer são os ultraprocessados. Eles também ocupam espaço considerável na alimentação dos homens.

Um estudo recente, publicado na revista científica BMC Medicine e conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, indicou a obesidade e o sobrepeso como fatores de risco para o câncer de próstata.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil. A estimativa é de que somente em 2022, o país deva ter cerca de 62.840 novos casos da doença.

Câncer de próstata

O câncer de próstata tem evolução silenciosa e não costuma apresentar sinais ou, quando apresenta, pode ser confundido com um crescimento benigno da glândula. Logo, caso tenha alguns dos sintomas abaixo com persistência superior a duas semanas, vale a pena ficar atento e procurar um médico para avaliação:

Dor e ardência ao urinar;

Dificuldade para urinar e para conter a urina;

Fluxo de urina fraco ou interrompido;

Necessidade frequente ou urgente de urinar;

Dificuldade de esvaziar completamente a bexiga;

Sangue na urina e no sêmen;

Dor contínua na região lombar, pelve, quadris ou coxas;

Dificuldade em ter ereção.

O tratamento do câncer de próstata é feito de forma individualizada, ou seja, leva em conta variáveis como idade, tipo do câncer, estágio, estadiamento, estado clínico e emocional do paciente.

Arte: Divulgação/Ministério da Saúde

Ministro da Saúde faz apelo para que pais vacinem filhos contra a poliomielite

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite deste domingo (06) e fez um apelo para que pais e responsáveis vacinem as crianças contra a poliomielite. De acordo com dados do ministério, a campanha de vacinação que ocorreu em agosto e setembro deste ano vacinou menos de 70% do público-alvo, composto por crianças de zero a cinco anos. A meta é imunizar 95% das crianças nessa faixa etária em todo o país.

Queiroga ressaltou a importância de proteger as crianças e evitar que elas adoeçam. “Faço um apelo aos pais, avós e responsáveis: vacinem suas crianças contra a poliomielite. Não podemos negar esse direito ao futuro do nosso Brasil. Não podemos aceitar que ninguém, especialmente as nossas crianças, adoeçam e morram de doenças para as quais existe vacina há tanto tempo”, disse o ministro, acrescentando que há 32 anos a região das Américas é considerada livre da poliomielite, mas que, infelizmente as coberturas vacinais estão caindo no país.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, e que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes e secreções eliminadas pela boca de pacientes. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

O ministro afirmou que, durante a 30ª Conferência Sanitária Pan-Americana da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que ocorreu em setembro, nos Estados Unidos, o Brasil reforçou a necessidade dos países americanos se mobilizarem para erradicar a enfermidade.

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Telessaúde UFPA realiza webconferêcia sobre saúde do homem 

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “Saúde do Homem na APS”, na próxima terça-feira (29). Em pleno Novembro Azul, o tema terá como conferencista o cirurgião dentista Andrei Lemos, que é Técnico da Coordenação de Saúde da Secretaria de Saúde do Estado do Pará (SESPA). O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará. 

De acordo com Andrei Lemos, a webconferência abordará, entre outras coisas, a instituição de uma política voltada à saúde masculina (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem), que trata de várias patologias relacionadas à questão da saúde do homem. Além disso o cirurgião dentista vai falar sobre a campanha Novembro Azul e todas as suas mudanças de abordagens ao longo do tempo em relação ao tema. “A partir de 2014, por recomendação do Ministério da Saúde, a Sespa passou a focar na saúde integral do homem, sem se restringir somente a uma única patologia”, destaca o conferencista, acrescentando que a secretaria trabalha com a saúde masculina em todos os meses do ano 

Em 2021, a Sespa passou a divulgar o calendário de saúde do homem, para nortear os gestores municipais de saúde e dar sugestões de temas também pertinentes às questões de saúde do homem. “Nosso maior desafio, no momento, é estimular a Atenção Primária da Saúde a fazer o pré-natal do parceiro e registrá-lo no eSUS”, avalia Lemos. “A participação dos homens no pré-natal, por exemplo, é uma forma de aumentar o acesso deles aos serviços de saúde, além de fazer com que cuidem melhor de si, além de participar do processo de gravidez”, complementa. 

Segundo Lemos explica a ideia de estimular a participação do pai no pré-natal é para que ele possa, não só acompanhar a gestante, mas também cuidar da sua saúde (fazendo exames laboratoriais, testagem rápida para IST, além de ser inserido às consultas médicas), receber também orientações sobre o período de gestão, parto e crescimento da criança. “O homem poderá aprender também a exercer uma paternidade responsável e, inclusive, participar dos cuidados à criança, que não podem ficar somente sob a responsabilidade da mulher”, explica o cirurgião dentista, acrescentando que “cuidando de sua saúde, automaticamente, ele cuidará da saúde da família”. 

Outro tema que também será abordado na webconferência é a prevenção ao câncer de pênis, que foi muito abordado no ano passado. “É um tumor, relativamente raro, que dificilmente atingiria os homens se estes tivessem mais informações e não demorassem a procurar um profissional de saúde a partir dos primeiros sintomas”, alerta. “Queremos mostrar aos profissionais a importância de estimular os homens a adotarem um estilo de vida mais saudável, a fim de produzir uma queda nas elevadas taxas de óbito e internação”, concluiu. 

Andrei Lemos é cirurgião-dentista e especialista em endodontia, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e é também técnico da Coordenação Estadual de Saúde do Homem (Sespa) e dentista do serviço de urgência e emergência da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). 

Sespa lança cartilha com orientações sobre Monkeypox

Para esclarecer e tirar dúvidas da população e profissionais de saúde sobre o vírus Monkeypox (MPX), a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) lançou, nesta segunda-feira (17), a cartilha “Monkeypox-Conhecer para Prevenir”. Ela está disponível de forma digital e traz informações sobre a doença, sua forma de transmissão, sintomas, forma de prevenção, além de orientações sobre a rede de atendimento para o paciente que apresenta os sintomas da doença.

De acordo com a enfermeira e coordenadora do Cievs, Veronilce Borges, a proposta é levar conhecimento sobre a doença para o público em geral e auxiliar os profissionais da saúde e, principalmente, os agentes comunitários. Sobre a forma de transmissão, a cartilha esclarece que o paciente precisa ter contato direto com lesões de pele da pessoa infectada, objetos e superfícies contaminadas (roupas, toalhas, lençóis) e contato direto com as secreções, seja ele próximo e prolongado. Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, dor no corpo, inchaço nos gânglios (íngua).

Outro dado relevante apresentado no conteúdo digital é que qualquer pessoa pode ser infectada pelo vírus da Monkeypox, mas o paciente com o sistema imunológico comprometido, gestantes e crianças estão entre os grupos de riscos. A cartilha “Monkeypox – Conhecer para Prevenir” também orienta o paciente a usar máscara, cobrir as lesões com uma roupa e evitar aglomerações em casos de suspeitas da doença, além de procurar uma unidade de saúde de forma imediata.

Serviço:

A cartilha está disponível no site: http://www.saude.pa.gov.br/wp-content/uploads/2022/10/Cartilha-digital-Monkeypox.pdf

Serviço de Cuidados Paliativos do hospital Barros Barreto completa 10 anos

“É um pensamento equivocado resumir a assistência paliativa aos cuidados de fim de vida. Os cuidados paliativos são bem mais que isso. É uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida dos pacientes que enfrentam sofrimento de qualquer natureza causada por doença grave, e aborda seus familiares também”, alerta a médica paliativista do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB-UFPA/EBSERH).

Os cuidados com um paciente não se encerram com a impossibilidade de cura de uma doença. A empatia da assistência, o cuidado com os familiares e o tratamento de alívio da dor e demais sofrimentos de natureza física, psicossocial e espiritual são uma forma de promover maior qualidade de vida aos usuários com doenças sem cura.  Nesse contexto, com um olhar atento ao bem-estar pleno dos pacientes, o Serviço de Cuidados Paliativos Oncológicos (SCPO), vinculado à Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) do Complexo Hospitalar Universitário da Universidade Federal do Pará (CHU-UFPA/EBSERH), desempenha há 10 anos essa forma de cuidado que visa a atenção integral ao usuário.  

“A assistência paliativa deve ser ofertada de forma precoce, assim que o diagnóstico de uma doença ameaçadora à continuidade da vida é feito e, necessariamente, ser realizada por uma equipe de saúde que trabalhe de forma interdisciplinar. Por isso é importante que todo profissional de saúde tenha o conhecimento básico em cuidados paliativos. Para que esse olhar esteja atento ao paciente em sofrimento com doença grave de qualquer natureza”, pontua a médica paliativista do Hospital Universitário João de Barro Barreto, Dra. Laiane Dias. 

O Serviço de Cuidados Paliativos Oncológicos fornece, via SUS, o acompanhamento precoce dos pacientes oncológicos, desde o curso do tratamento modificador da doença até a oferta dos serviços de consulta multidisciplinar ambulatorial, interconsulta multidisciplinar nos leitos de internação e a assistência domiciliar, implementada desde 2018 no Serviço. Para realizar a assistência paliativa aos usuários do HU Barros Barreto, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o  SCPO conta com uma equipe multidisciplinar composta por enfermeiro, médico, psicólogo, assistente social e técnico de enfermagem. 

Atento à atenção integral do usuário com doença sem cura, o SCO oferece apoio aos familiares nos diferentes níveis de assistência. Diante disso, o Ambulatório de suporte ao enlutado oferece acompanhamento psicológico aos entes familiares do paciente com agravamento de saúde sem expectativa de cura. Em casos de óbito, por meio da assistente social são repassadas orientações para amparar as famílias acerca de questões práticas pós óbito, como o direito a pensão. 

Em celebração aos 10 anos de sua formação, o Serviço de Cuidados Paliativos Oncológicos (SCPO), do HU Barros Barreto, irá realizar uma Sessão Clínica Especial no dia 5 de outubro, às 10 horas no auditório do Serviço de Patologia, no HUJBB, para os profissionais da assistência, residentes e graduandos. Na ocasião serão abordados os seguintes temas, “Comunicação em Cuidados Paliativos” e “Serviço de Cuidados Paliativos oncológicos: nossa história, os desafios atuais e perspectivas futuras”.

Sobre a Ebserh  

A Rede Ebserh é formada por hospitais universitários federais, campos de prática para formação de profissionais de saúde, que compõem a Rede de Atenção à Saúde do SUS. O propósito da Ebserh é ensinar para transformar o cuidar. Os hospitais universitários federais não são responsáveis pelo atendimento e nem por gerar oferta de toda a necessidade de atenção à saúde da região, sendo esta responsabilidade das secretarias de saúde.  

Texto: Victor Hudson – Jornalista CHU-UFPA/EBSERH. 

Com informações do Serviço de Cuidados Paliativos Oncológicos (SCPO), vinculado à Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) do HU Barros Barreto (HUJBB-UFPA/EBSERH). 

Imagem: Inca.gov.br

Trombose venosa: doença pode ter pacientes com mobilidade reduzida como fator de risco  

A trombose atinge cerca de 180 mil pessoas por ano no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). A mais comum, trombose venosa, pode ser evitável por meio de medidas simples. O Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB-UFPA/EBSERH), em alusão ao Dia Nacional de Combate à Trombose, data dedicada ao enfrentamento da doença no último dia 16 de setembro, informa à população sobre os cuidados com a doença e o tratamento disponível via SUS aos usuários encaminhados para este Hospital.  

Dependendo do tipo de trombose, que pode ser na artéria ou na veia, a doença pode ocasionar sintomas diferentes. A pessoa com trombose venosa pode apresentar dores nas pernas, endurecimento da musculatura, “vermelhidão” e “sensação de peso” nos membros inferiores. Ressalta-se que a trombose venosa é caracterizada pela formação de trombos (coágulo sanguíneo), que podem causar o bloqueio parcial ou, nos casos mais graves, total da circulação sanguínea nos vasos. 

“Os pacientes, que tiveram sua mobilidade reduzida ou comprometida, ou têm alguma comorbidade, internados há algum tempo, podem ter um fator de risco para a trombose venosa. Aqui no Hospital Barros Barreto, essa pessoa fica em acompanhamento inclusive quando recebe alta de algum outro tratamento, como em um pós-operatório. A enfermagem também tem um papel fundamental no tratamento dessa doença. Auxilia também nas orientações aos pacientes sobre os cuidados com o seu estado inflamatório”, alerta o Chefe da Unidade Cardiovascular do HUJBB, Dr. Victor Guerreiro. 

Dessa forma, para não ter agravamentos esse paciente tem que ser acompanhado mais de perto. “Daí a importância de protocolos de atendimento específico para esse público. Aqui no Hospital Barros já implementamos e utilizamos um”, cita o Cirurgião-vascular. 

Para diagnosticar a trombose, o HUJBB, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), dispõe aos pacientes encaminhados via SUS do exame de ultrassonografia vascular. Após uma avaliação clínica, caso haja dúvida ou necessidade de aprofundamento, o paciente pode também dispor de tomografia. Como tratamento o HU Barros Barreto dispensa a medicação anticoagulação. 

Como prevenção recomenda-se: 

– Manter uma dieta equilibrada; 

– Praticar exercício físico regularmente; 

– Ingerir bastante líquido; 

– Procurar orientação médica para o uso de meias elásticas ou a análise de varizes. 

Texto: Victor Hudson – Jornalista CHU-UFPA/EBSERH 

Com informações da Unidade do Sistema Cardiovascular do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB-UFPA/EBSERH).

Telessaúde UFPA lança edital para estágio

O Núcleo de Telessaúde da UFPA lança edital para preenchimento de 01 (uma) vaga e cadastro de reserva para estágio na área de Administração ou Economia.

Requisitos:
– Estar cursando do 2° ao 8° período dos cursos de Administração e Economia.

– Ter habilidades com as ferramentas do Office (Word, Excel e Powerpoint), Internet, boa redação de texto, facilidade para trabalhar em equipe e proatividade.

Para se inscrever o candidato precisa enviar a documentação descrita no edital para o email nuts.chu-ufpa@ebserh.gov.br. As inscrições podem ser realizadas no período das 12 horas do dia 29/09 as 23:59 do dia 04/10.

– Remuneração mensal: R$500,00 (quinhentos reais), já incluso auxílio financeiro para transporte.
– Carga horária: 20 horas semanais

Webconferência debate vigilância das Paralisias Flácidas Agudas e Poliomielite

O Telessaúde UFPA realizará mais uma webconferência na próxima quinta-feira (27). Desta vez o tema é ”Vigilância das Paralisias Flácidas Agudas e risco de reintrodução da Poliomielite no Brasil” e será ministrado pela enfermeira Barbara Gadelha Lima, que é Técnica do Departamento de Epidemiologia da Secretaria de Saúde do Estado do Pará (SESPA). O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

A síndrome Paralisia Flácida Aguda (PFA), é caracterizada pela presença de paralisia nos membros inferiores ou superiores, de forma aguda, ou seja, a pessoa vai desenvolver os sintomas em até 3 dias. Pode ser de forma assimétrica ou não, com sensibilidade preservada ou não. A síndrome de PFA possui diversas causas, podendo ser de origens infecciosas, metabólicas ou degenerativas, como diabetes e alcoolismo; doenças inflamatórias, como a síndrome de Guillain Barré, tumores medulares, miopatias e traumatismos, além de também poder ser causada pela Poliomielite.

De acordo com a palestrante, a enfermeira Barbara Gadelha Lima, a Poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda causada pelo poliovírus e “o que se observa cerca de 1% das infecções causadas por esse vírus podem apresentar um quadro de PFA, só que o restante dessa porcentagem (99%) pode ter a Poliomielite, só que de forma assintomática entre pessoas até 15 anos”. “Mas o que nos causa o alerta é em relação a esse 1% de casos em que as pessoas podem desenvolver a PFA, que normalmente causa uma sequela. E nós da vigilância epidemiológica do Estado fazemos a vigilância das PFAs para que nós possamos vir a descartar a Poliomielite”, destaca a palestrante.

O alerta ao risco de retorno da Poliomielite no Brasil, segundo Barbara Lima, se deve ao fato de que as ações de prevenção da doença, que se dão por meio da vacinação, estão com uma baixa cobertura, hoje. No Pará a cobertura vacinal também ainda está baixa e precisa ser aumentada. “Como no Brasil a gente recebe muitos turistas, que podem vir de países que tem o poliovírus, se a nossa cobertura vacinal não estiver alta, a gente vai ter o risco de reintrodução da Poliomielite no país”, alerta a conferencista.

Sobre a palestrante

Barbara Rodrigues Gadelha é enfermeira formada pelo Centro universitário FIBRA, possui especialização MBA em Perícia, Auditoria e Qualidade em Sistemas de Saúde, responsável técnica da vigilância epidemiológica da Paralisia Flácida Aguda/Poliomielite, além de desempenhar papel de vigilância de Meningite na Secretaria de Saúde do Estado do Pará (SESPA). É também técnica responsável pela capacitação dos ACS do Plano de Controle e Eliminação da Sífilis Congênita no Estado do Pará (OPAS), tem experiência na vigilância epidemiológica do surto de Sarampo, investigação e monitoramento de casos suspeitos de surto e Plano de Controle e Eliminação da Sífilis Congênita no Estado do Pará.

Covid-19: Belém começa a aplicar a 4ª dose em jovens com mais de 18 anos

A partir desta segunda-feira (29) começará a aplicação da 4ª dose da vacinação contra a Covid-19 para pessoas com idade acima de 18 anos. Para ter acesso a essa vacinação é preciso ter tomado a terceira dose há, pelo menos, quatro meses. A imunização contra a Covid-19 e as vacinas de gripe e sarampo, que estavam suspensas no último final de semana, voltam a seguir o calendário, normalmente, até 2 de setembro.

A população pode procurar pelo serviço nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos três hospitais militares (Naval, da Aeronáutica e do Exército) e nas universidades Unama, Fibra e Unifamaz, em horários diferenciados e de acordo com os públicos elegíveis para cada vacina.

Segundo informações da Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), estão disponíveis as vacinas Coronavac, Janssen, Pfizer adulto e pediátrica e Astrazeneca.

Confira os locais onde é possível se vacinar:

– Unidades Básicas de Saúde (UBS): atendimento das 8h às 17h;

– Hospital do Exército: de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 18h;

– Hospital de Aeronáutica: de segunda a sexta, das 8h às 11h e das 14h às 17h;

– Hospital Naval: terça e quinta, das 8h às 12h;

– Universidades: Unama, Fibra e Unifamaz, de segunda a sexta, das 9h às 17h.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Doença de haff será tema da próxima webconferência do Telessaúde UFPA

O número de casos suspeitos da doença de Haff volta a aumentar no Estado do Pará. Apenas neste mês de setembro 48 pacientes já foram atendidos com os sintomas da doença. O assunto tem chamado a atenção e por isso o Telessaúde UFPA realizará, no próximo dia 28, a webconferência “Aspectos clínicos e epidemiológicos da doença de Haff no Estado do Pará”, que será ministrada pela pesquisadora Deisiane Mesquita. O evento será às 19h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

A doença de Haff, popularmente conhecida como “doença da urina preta”, é provocada por toxinas presentes em peixes e crustáceos contaminados. Dentre os sintomas, o mais marcante é a mudança na cor da urina, que passa a ficar cada vez mais escurecida. No Pará, o município de Santarém tem tido destaque no atendimento a casos da doença. De acordo com a Prefeitura de Santarém, foram registrados, até esta terça-feira (20), 48 atendimentos realizados na UPA e no Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo. De 1º a 20 de setembro, a UPA atendeu 43 pacientes com sintomas da doença. Desses, 19 foram transferidos para o HMS e mais 5 procuraram atendimento direto no hospital.

De acordo com a palestrante, a enfermeira Deisiane Mesquita, a webconferência vai abordar um pouco sobre o histórico da doença, que é relativamente nova e que “não tem um critério de diagnóstico confirmado por exame laboratorial, o que requer um cuidado no manejo clínico e nas informações que são levantadas pelos profissionais de saúde que estão atendendo esse paciente com suspeita de doença de Haff”. “É preciso que diante da suspeita, tanto os profissionais de saúde quanto a população, saiba quais são as características e manifestações clínicas que precisam ser checadas”, destaca a palestrante.

Deisiane Mesquita também vai abordar em sua palestra, aspectos como a vigilância epidemiológica da doença, o diagnóstico clínico e epidemiológico e quais são as amostras de sangue e urina laboratoriais que são necessárias para envio ao Laboratório Central do Estado (Lacen), “sempre enfocando que não tem um exame que vai dar o critério se é ou não a doença”. Além disso, ela vai falar sobre a sazonalidade, quais os meses com maior incidência, os municípios e centros regionais de saúde que estão apresentando maior número de casos da doença de Haff e prestar orientações gerais sobre como atender esses casos nas unidades de saúde do Estado do Pará.

Sintomas

A doença da “urina preta” está associada a uma intoxicação relacionada à ingestão de alguns peixes encontrados nos rios da região. O paciente sente extrema rigidez muscular repentinamente, podendo ocorrer dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo.

O sintoma mais marcante é a urina na cor de café, pois o mecanismo que os rins utilizam tenta limpar as impurezas, o que pode causar uma lesão na musculatura. Os sintomas costumam aparecer entre duas e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos.

O Telessaúde UFPA já realizou, neste ano, duas webconferências sobre Monkeypox. A primeira delas, “Monkeypox”, no dia 10 de agosto, foi ministrada pela infectologista Rita Medeiros e a segunda, “Vigilância da Monkeypox no Estado do Pará”, pela enfermeira Veronilce Borges. O Telessaúde UFPA também já realizou três webconferências sobre a temática da Hanseníase, que é uma doença com grande incidência de casos na região amazônica. A primeira webconferência sobre o tema foi “Hanseníase: diagnóstico e tratamento na APS”, realizada no dia 27 de maio; a segunda “Reações Hansênicas”, no dia 23 de junho; e a terceira foi sobre Avaliação Neurológica Simplificada na Hanseníase e Prevenção de Incapacidades, no dia 12 de julho. Todas as webconferências realizadas já estão disponíveis para assistir no site (telessaude.ufpa.br), na aba “Webpalestras”.

Sobre a conferencista

Deisiane Mesquita é enfermeira, pós-graduada em Saúde Pública (UEPA/Fiocruz), Mestre em Epidemiologia e Vigilância em Saúde (IEC/SVS/MS), Doutoranda em Saúde pública (Fiocruz) e técnica do Centro de Informação Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), da Secretaria de Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa).

Vigilância em Monkeypox no Pará é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “Vigilância da Monkeypox no Estado do Pará”, que será ministrada pela coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Pará, Veronilce Borges. O evento será na próxima quarta-feira (14), às 19h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltada para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Essa webconferência é a segunda sobre Monkeypox realizada pelo Telessaúde UFPA. O tema ganhou relevância e passou a chamar mais a atenção dos profissionais de saúde em todo o mundo depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Monkeypox, no final de julho, como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Na webconferência “Vigilância da Monkeypox no Estado do Pará”, a enfermeira Veronilce Borges falará sobre os principais pontos que devem ser abordados na Monkeypox, os pontos que são importantes para a vigilância da Monkeypox. “O público será informado, entre outras coisas, sobre os critérios que devem ser considerados para se suspeitar de um caso da doença, quais são os sinais e sintomas que são considerados, hoje, como suspeitos para a doença e o que precisa ser feito diante da suspeita, além de como fazer a notificação e quais são os canais que existem para isso”, destacou a palestrante.

Veronilce Borges também abordará quais são as condutas que devem ser adotadas mediante um caso suspeito e quais são as amostras que devem ser coletadas e enviadas para um laboratório. “Também é importante a gente falar sobre o isolamento do paciente, o rastreamento dos contatos, o monitoramento deles e qual o período que devem ser monitorados” ressalta a palestrante, acrescentando que a webconferência abordará todas as situações que estão relacionadas com a vigilância epidemiológica da Monkeypox.

Neste ano, o Telessaúde UFPA também já realizou três webconferências sobre a temática da Hanseníase, que é uma doença com grande incidência de casos na região amazônica. A primeira webconferência sobre o tema foi “Hanseníase: diagnóstico e tratamento na APS”, realizada no dia 27 de maio; a segunda “Reações Hansênicas”, no dia 23 de junho; e a terceira foi sobre Avaliação Neurológica Simplificada na Hanseníase e Prevenção de Incapacidades, no dia 12 de julho. Todas as webconferências realizadas já estão disponíveis para assistir no site (telessaude.ufpa.br), na aba “Webpalestras”.

A monkeypox é causada por um poxvírus do subgrupo orthopoxvírus, assim como ocorre por outras doenças como a cowpox e a varíola humana, erradicada em 1980 com o auxílio da vacinação. A doença foi descrita pela primeira vez em humanos em 1958. Na época, também se observava o acometimento de macacos, que morriam. Vem daí o nome da doença. Mas é importante destacar que, no ciclo de transmissão, eles são vítimas como os humanos. O tempo de incubação do vírus varia de 05 a 21 dias. O sintoma mais característico é a formação de erupções e nódulos dolorosos na pele. Também podem ocorrer febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares e fraqueza.

Sobre a conferencista

Veronilce Borges é enfermeira epidemiologista, servidora efetiva da secretaria municipal de saúde de Belém e secretaria de estado de saúde publica do Para, atualmente coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado do Pará.

OMS relata mais de 41 mil casos de Monkeypox no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, nesta quinta-feira (25), que mais de 41 mil casos e 12 mortes por Monkeypox foram relatados em 96 países. De acordo com relatório da organização, 34% dos casos estão nos EUA.


O número de casos registrados globalmente diminuiu 21% na semana encerrada em 21 de agosto, após uma tendência de um mês de aumento de infecções, de acordo com o último relatório epidemiológico da OMS. Segundo a OMS já é possível verificar que o surto está diminuindo na Europa, onde medidas eficazes de saúde pública, associadas à mudança de comportamento e à vacinação estão ajudando a prevenir a transmissão.


Mesmo assim, mais de 12 países viram um aumento no número de casos semanais, com o maior crescimento relatado nos Estados Unidos, onde o índice ficou acima de 34%. A OMS disse que as infecções na região das Américas mostraram “um aumento contínuo e acentuado” na semana anterior.

Foto: Dado Ruvik/Reuters


Sobe para 7 o número de casos de Monkeypox no Pará

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) já confirmou a existência de sete casos confirmados de Monkeypox no Pará. São quatro casos confirmados em Belém, dois em Ananindeua e um caso em Santarém, no Oeste do Estado. Todos os casos, até o momento, são importados.

Um levantamento divulgado pela Sespa, nesta segunda-feira (22), apontava um total de seis casos confirmados de Monkeypox no Estado, mas nesta terça-feira (23) mais um caso foi confirmado e o total subiu para sete casos, sendo que a maioria dos pacientes se concentra na Região Metropolitana de Belém (RMB).

O número de casos suspeitos, ou seja, que estão aguardando resultados de exames, é de 12 pacientes, sendo cinco deles, em Santarém; e seis, em Belém. Ananindeua tem apenas um caso suspeito. A Sespa já descartou 18 casos. O acompanhamento e monitoramento dos pacientes são feitos pelas secretarias de saúde municipais.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) nesta quarta-feira (24) serão anunciados novos protocolos de atendimentos para casos suspeitos e confirmados da doença, que é conhecida popularmente como varíola dos macacos.

Foto: Brian WJ Mahy/CDC

Telessaúde da UFPA lança edital para estágio na área de tecnologia da informação.

O Núcleo de Telessaúde da UFPA lança edital para preenchimento de 01 (uma) vaga e cadastro de reserva para estágio na área de Tecnologia da Informação. Requisitos:
-Estar cursando do 2° ao 8° período do curso de ciência da computação, engenharia da computação ou áreas afins.
-Ter conhecimento em HTML, CSS, PHP, JavaScript, criação e manutenção de site WordPress, sistemas de webconferência (Google Meet, Zoom, Teams, Webconf da RNP, etc.). Conhecimento em Ambientes Virtuais de Aprendizagem são diferenciais.

Para se inscrever o candidato precisa enviar a documentação descrita no edital para o email nuts.chu-ufpa@ebserh.gov.br. As inscrições podem ser realizadas no período das 12 horas do dia 31/08 as 23:59 do dia 01/09.

-Remuneração mensal: R$500,00 (quinhentos reais), já incluso auxílio financeiro para transporte.
-Carga horária: 20 horas semanais

Evandro Chagas vai analisar casos de Monkeypox

O Instituto Evandro Chagas (IEC), órgão ligado ao Ministério da Saúde (MS), agora é referência para diagnóstico laboratorial de Monkeypox na Região Norte. O IEC atende os casos suspeitos nos estados do Pará, Amapá, Maranhão e Piauí, e emite os laudos em menos de 24 horas. As amostras para análise são enviadas pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen´s) desses estados para o órgão.


O atual surto de varíola dos macacos, como é popularmente conhecida a doença, já se apresenta como emergência de saúde pública, com importância internacional. Por essa razão, o controle da doença tem sido prioridade para o Ministério da Saúde, que monitora e analisa a situação epidemiológica para orientar ações de vigilância e resposta à doença em todo o país.
O IEC considera a criação de uma rede de diagnóstico laboratorial no Brasil de suma importância para a confirmação dos casos suspeitos com mais rapidez. Na Seção de Virologia do órgão é feito todo o processamento do material, com extração do DNA viral e reação de PCR em tempo real e é possível liberar o resultado em até 24h. E quanto mais rápido a Secretaria de Saúde ou o Lacen dos estados tiverem o resultado, mais rápido a equipe da vigilância epidemiológica de cada um deles vai conseguir atuar e isolar esse paciente, a fim de evitar o contato com outras pessoas.


O Plano de Contingência Nacional para Monkeypox do MS foi publicado na última sexta-feira (05) e aumentou de quatro para oito os centros de referência diagnóstica no Brasil. O documento, que deve ser avaliado e revisado sempre que estiverem disponíveis novas evidências científicas, visa reunir informações necessárias para a tomada de decisões dos gestores do SUS.
Foto: Dado Ruvic/Reuters

Telessaúde UFPA recebe visita técnica do Ministério da Saúde

Uma visita técnica do Ministério da Saúde (MS) ao projeto Telessaúde UFPA foi realizada nesta quinta-feira (14). Os técnicos do MS, Ricardo Vianna e Thiago Brandão, reuniram com a equipe do Telessaúde UFPA e da diretoria do complexo hospitalar universitário, pela manhã, no auditório do hospital Bettina Ferro de Souza, onde ouviram as apresentações da equipe sobre o funcionamento do projeto, que foi implantado, em janeiro deste ano. Durante a visita, a equipe, acompanhada também do analista de prestação de contas do MS, no Pará, Esteliano Ribeiro, conheceu as instalações provisórias e os espaços que estão em obra para recepcionar a sede do projeto.

Ricardo Vianna destacou em sua apresentação que já estava prevista a realização de visitas aos projetos Telessaúde desenvolvidos no país, mas que a pandemia acabou atrasando o calendário. “Nosso objetivo é ver de perto como está o funcionamento do Telessaúde nos estados, como está se dando a execução dos serviços e o cumprimento das metas e achamos importante fazer esse corpo-a-corpo e acompanhar o andamento deles, só não fizemos essas visitas antes porque a pandemia nos impediu”, ressaltou Vianna, acrescentando que o órgão está à disposição para prestar o apoio necessário às ações do Telessaúde UFPA.

A coordenadora geral do Telessaúde UFPA, Socorro Castelo Branco, apresentou à equipe do MS todo o histórico do projeto, desde a concepção até a implantação e avaliou como positiva a visita. “Foi muito proveitoso esse encontro porque permitiu uma maior aproximação nossa com o Ministério da Saúde e também possibilitou que nós pudéssemos apresentar os trabalhos que estamos realizando, além de tirar dúvidas e alinhar com o órgão futuras ações que estamos planejando para serem desenvolvidas”, destacou a coordenadora. Após a sua apresentação, todos os membros da equipe do Telessaúde falaram sobre as ações que estão sendo desenvolvidas.

O Telessaúde UFPA está em funcionamento desde janeiro deste ano, já tem mais de 200 profissionais de saúde cadastrados em sua plataforma, possui uma parceria firmada com o município de Ponta de Pedras, no Marajó, e tem realizado webconferências para contribuir com a formação permanente dos profissionais de saúde que atendem na Atenção Primária à Saúde, no Pará. 

Também estiveram presentes durante a visita do MS, representando o complexo hospitalar da UFPA, o gerente administrativo, Daniel Paulo Serique Júnior, o gerente Pedro Piani e o jornalista Victor Hugo Carneiro de Souza.

Telessaúde UFPA realizará webconferência sobre “Monkeypox”


Pará já tem primeiro caso confirmado, oficialmente

O Telessaúde UFPA realizará uma webconferência sobre “Varíola dos Macacos”, no dia 10 de agosto, ministrada pela infectologista Rita Medeiros. A doença monkeypox, como é conhecida, internacionalmente, tem chamado a atenção dos profissionais da saúde e de toda a população, em especial, depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarou, no final de julho, como emergência de saúde pública de interesse internacional. A webconferência “Varíola dos Macacos” será às 19h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltada para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.


Essa webconferência “Varíola dos Macacos” é a quarta realizada pelo Telessaúde, este ano, quando já foram realizadas outras três sobre a temática da Hanseníase, que é uma doença com grande incidência de casos na região amazônica. A primeira webconferência sobre o tema foi “Hanseníase: diagnóstico e tratamento na APS”, realizada no dia 27 de maio; a segunda “Reações Hansênicas”, no dia 23 de junho; e a terceira foi sobre Avaliação Neurológica Simplificada na Hanseníase e Prevenção de Incapacidades, no dia 12 de julho. Todas elas já estão disponíveis para assistir no site (telessaude.ufpa.br), na aba “Webpalestras”.
De acordo com a conferencista, a infectologista Rita Medeiros, durante o evento os participantes terão a oportunidade de obter informações “sobre a doença como um todo, desde o aspecto histórico, epidemiológico, passando pela clínica e manejo da doença”. Medeiros, portanto, vai dar orientações científicas sobre como os profissionais da área da saúde devem proceder ao identificar possíveis casos da doença em suas unidades de atendimentos.


A varíola dos macacos é uma doença, endêmica em regiões da África, já atingiu neste ano 20.637 pessoas em 77 países. No Brasil, já são quase mil casos, sendo mais de 700 apenas em São Paulo. A Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa) confirmou na manhã desta terça-feira (02) o primeiro caso de varíola dos macacos no Pará. O diagnosticado está em isolamento domiciliar, assim como sua rede de contatos. O homem tem “histórico de viagem recente por São Paulo e Rio de Janeiro”‘, segundo a Sespa. Há outros dois casos suspeitos da doença no Pará: em Parauapebas e Santarém.


A monkeypox é causada por um poxvírus do subgrupo orthopoxvírus, assim como ocorre por outras doenças como a cowpox e a varíola humana, erradicada em 1980 com o auxílio da vacinação. A doença foi descrita pela primeira vez em humanos em 1958. Na época, também se observava o acometimento de macacos, que morriam. Vem daí o nome da doença. Mas é importante destacar que, no ciclo de transmissão, eles são vítimas como os humanos. O tempo de incubação do vírus varia de cinco a 21 dias. O sintoma mais característico é a formação de erupções e nódulos dolorosos na pele. Também podem ocorrer febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares e fraqueza.

Sobre a conferencista
A infectologista Rita Catarina Medeiros Sousa possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1993), residência médica em Infectologia pelo Hospital Universitário João de Barros Barreto/UFPA (1995), especialização em bioquímica com ênfase em biologia molecular pela Universidade Paris 7 (1997), mestrado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur (1998) e doutorado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur (2002). Atualmente é professora associada IV da Universidade Federal do Pará, onde ministra aulas nas disciplinas de infectologia e virologia e desenvolve atividades de pesquisa e extensão no Núcleo de Medicina Tropical e Hospital Universitário Joao de Barros Barreto.
É pesquisadora colaboradora do Instituto Evandro Chagas – Laboratório de Vírus Respiratórios. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Virologia, atuando principalmente nos seguintes temas: influenza e outros vírus respiratórios, chikungunya, raiva e HTLV. É membro do Comissão Estadual de Residência Médica – CEREM/Pará; integra o Comitê Cientifico de COVID-19 e outras infecções respiratórias virais da Sociedade Brasileira de Infectologia. Exerce a função de gerente de atenção a saúde do Hospital Universitário João de Barros Barreto – UFPA desde 2021

Telessaúde UFPA realiza webconferência sobre Monkey pox

A infectologista Rita Medeiros ministrou a webconferência sobre “Monkey Pox” nesta quarta-feira (10). A doença foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no final de julho, como emergência de saúde pública de interesse internacional e no Pará já foi confirmado um caso e tem outros suspeitos sendo monitorados e analisados. Quem perdeu a webconferência, promovida pelo Telessaúde UFPA, poderá assisti-la, acessando o site telessaude.ufpa.br, clicando na aba “webpalestras”.


A conferencista Rita Medeiros destacou em sua webconferência a história da varíola no mundo e chamou a atenção para algumas desinformações que estão circulando sobre a doença, como o fato de que ela teria um público específico para infecção, como tem sugerido alguns textos de fake News, que atribuem à doença aos homossexuais. A infectologista esclarece que não existe base científica para essa afirmação, que só tem reforçado o preconceito com um grupo social, uma vez que a doença acomete todas as pessoas, inclusive crianças. Além disso, ela também abordou o fato de que o nome da doença tem resultado em alguns ataques aos macacos, o que é preocupante e tem gerado discussões no campo científico sobre a necessidade de mudar o nome da doença.
A webconferência “Monkey Pox” foi a quarta realizada pelo Telessaúde UFPA, este ano, quando já foram realizadas outras três sobre a temática da Hanseníase, que é uma doença com grande incidência de casos na região amazônica. A primeira webconferência sobre o tema foi “Hanseníase: diagnóstico e tratamento na APS”, realizada no dia 27 de maio; a segunda “Reações Hansênicas”, no dia 23 de junho; e a terceira foi sobre Avaliação Neurológica Simplificada na Hanseníase e Prevenção de Incapacidades, no dia 12 de julho. Todas elas já estão disponíveis para assistir no site (telessaude.ufpa.br), na aba “Webpalestras”.


Monkey pox é uma doença, endêmica em regiões da África, já atingiu neste ano 20.637 pessoas em 77 países. No Brasil, já são quase mil casos, sendo mais de 700 apenas em São Paulo. A Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa) confirmou na manhã desta terça-feira (02) o primeiro caso de varíola dos macacos no Pará. O diagnosticado está em isolamento domiciliar, assim como sua rede de contatos. O homem tem “histórico de viagem recente por São Paulo e Rio de Janeiro”‘, segundo a Sespa. Há outros casos suspeitos da doença no Pará: em Parauapebas e Santarém.


A doença é causada por um poxvírus do subgrupo orthopoxvírus, assim como ocorre por outras doenças como a cowpox e a varíola humana, erradicada em 1980 com o auxílio da vacinação. A doença foi descrita pela primeira vez em humanos em 1958. Na época, também se observava o acometimento de macacos, que morriam. Vem daí o nome da doença. Mas é importante destacar que, no ciclo de transmissão, eles são vítimas como os humanos. O tempo de incubação do vírus varia de cinco a 21 dias. O sintoma mais característico é a formação de erupções e nódulos dolorosos na pele. Também podem ocorrer febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares e fraqueza.
A infectologista Rita Catarina Medeiros Sousa possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1993), residência médica em Infectologia pelo Hospital Universitário João de Barros Barreto/UFPA (1995), especialização em bioquímica com ênfase em biologia molecular pela Universidade Paris 7 (1997), mestrado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur (1998) e doutorado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur (2002). Atualmente é professora associada IV da Universidade Federal do Pará, onde ministra aulas nas disciplinas de infectologia e virologia e desenvolve atividades de pesquisa e extensão no Núcleo de Medicina Tropical e Hospital Universitário Joao de Barros Barreto.


É pesquisadora colaboradora do Instituto Evandro Chagas – Laboratório de Vírus Respiratórios. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Virologia, atuando principalmente nos seguintes temas: influenza e outros vírus respiratórios, chikungunya, raiva e HTLV. É membro do Comissão Estadual de Residência Médica – CEREM/Pará; integra o Comitê Cientifico de COVID-19 e outras infecções respiratórias virais da Sociedade Brasileira de Infectologia. Exerce a função de gerente de atenção a saúde do Hospital Universitário João de Barros Barreto – UFPA desde 2021

Fisioterapeuta ministra webconferência “Avaliação Neurológica Simplificada na Hanseníase e Prevenção de Incapacidades”

A fisioterapeuta Sabrina Sampaio Bandeira ministrou a webconferência sobre Avaliação Neurológica Simplificada na Hanseníase e Prevenção de Incapacidades, nesta terça-feira (12). O evento foi realizado pelo Telessaúde UFPA, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br, voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará. Foi o terceiro evento realizado sobre a temática da Hanseníase, que é uma doença com grande incidência de casos na região amazônica. A webconferência já está disponível no site (telessaude.ufpa.br), na aba “Webpalestras”.


A conferencista Sabrina Bandeira, que possui experiência de mais de uma década no atendimento de pacientes com hanseníase, destacou aspectos importantes relacionados às possíveis incapacidades, que podem surgir em decorrência da doença e as formas de conduzir o atendimento do paciente, no sentido de prevenir e/ou minimizar os efeitos da mesma.

De acordo com a fisioterapeuta boa parte dos pacientes é de baixa renda e, em função da situação econômica, fazem suas comidas em fogareiros, o que pode aumentar a possibilidade de acidentes e lesões ocasionadas pelo fogo, em função da perda de sensibilidade. Nesses e outros casos, a orientação e o atendimento precisam ser o mais adequado possível para minimizar os impactos e trazer maior qualidade de vida aos pacientes.


O Telessaúde realizou a primeira webconferência sobre o tema hanseníase em 27 de maio, com o título “Hanseníase: diagnóstico e tratamento na APS”. A segunda, intitulada “Reações Hansênicas” foi no dia 23 de junho e ambas tiveram como conferencista a médica hansenóloga, Carla Avelar Pires. Os dois eventos também já estão disponíveis para assistir no site (telessaude.ufpa.br), na aba “Webpalestras”. A hanseníase é uma doença dermato-neurológica, que além de afetar a pele, pode também afetar os nervos, desde os ramos nervosos da pele até os troncos nervosos periféricos, podendo levar a paralisias dos nervos das mãos, pés, olhos, entre outros efeitos. A fisioterapia é utilizada tanto na prevenção – quando faz a avaliação neurológica para descobrir se tem algum membro acometido – quanto na reabilitação, para tentar recuperar esse membro que esteja afetado.


A fisioterapeuta Sabrina Bandeira é doutoranda pelo programa de Pós-graduaçao em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários – PPG Baip UFPA, mestre em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários – PPG Baip UFPA, especialista em Fisioterapia em Traumatologia e Ortopedia (UEPA), aprimoramento Profissional em Fisioterapia em Traumatologia e Ortopedia HCFMRP-USP, graduada em Fisioterapia (UEPA) e fisioterapeuta da URE Dr Marcello Candia – Unidade de Referência em Hanseníase do Pará.

Telessaúde UFPA é pauta no Jornal da Manhã da Rádio Cultura

O Telessaúde UFPA está em funcionamento desde janeiro deste ano, já tem mais de 200 profissionais de saúde cadastrados em sua plataforma, possui uma parceria firmada com o município de Ponta de Pedras, no Marajó, e tem realizado webconferências para contribuir com a formação permanente dos profissionais de saúde que atendem na Atenção Primária à Saúde, no Pará. Sobre essas e outras ações do projeto, a coordenadora do Telessaúde UFPA, médica Socorro Castelo Branco, falou para a Rádio Cultura. A reportagem foi ao ar no Jornal da Manhã desta quarta-feira (06).

Ouça a reportagem aqui:

Rede municipal de saúde oferece gratuitamente teste rápido contra a covid-19

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) disponibilizou 36 locais de testagem de Covid-19, na rede municipal de saúde. Os locais foram reabastecidos e oferecem, gratuitamente, o teste, no horário de funcionamento das unidades, que é das 8h às 17h.


O teste rápido está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e Hospitais de Pronto-Socorro – e no Hospital Dom Vicente Zico, conveniado ao município.


Vale lembrar que o teste deve ser feito por qualquer pessoa que esteja, há pelo menos três dias, com sintomas gripais, como coriza, tosse, falta de ar, febre e dores de cabeça e no corpo.
No mês das férias escolares, os distritos que recebem grande quantidade de visitantes estão na lista de locais com teste disponível. Em Mosqueiro há quatro pontos de testagem, mais um em Outeiro e outro em Cotijuba.

Serviço:

O teste contra a covid-19 está disponível nas seguintes UBS: Águas Lindas, Baía do Sol, Bengui I, Bengui II, Cabanagem, Carananduba, Condor, Cotijuba, Cremação, Curió, Fátima, Guamá, Icoaraci, Jurunas, Maguari, Marambaia, Maracajá, Outeiro, Paraíso dos Pássaros, Fátima, Pratinha, Providência, Sacramenta, Sideral, Tapanã, Telégrafo e Terra Firme.


A população também pode fazer a testagem nos dois Prontos-Socorros da capital (Umarizal e Guamá) e no Hospital Geral de Mosqueiro, além do Hospital Dom Vicente Zico. Outros locais com o serviço disponível são as UPAs de Icoaraci, Marambaia, Jurunas, Sacramenta e Terra Firme.

Telessaúde UFPA realiza webconferência “Avaliação Neurológica Simplificada na Hanseníase e Prevenção de Incapacidades”

O Telessaúde UFPA realizará uma webconferência sobre Avaliação Neurológica Simplificada na Hanseníase e Prevenção de Incapacidades, no dia 12 de julho. O evento será ministrado pela fisioterapeuta Sabrina Sampaio Bandeira, às 17h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br. A webconferência “Avaliação Neurológica Simplificada na Hanseníase e Prevenção de Incapacidades” é voltada para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará e é o terceiro evento realizado sobre a temática da Hanseníase, que é uma doença com bastante grande incidência de casos na região amazônica. A primeira webconferência sobre o tema foi “Hanseníase: diagnóstico e tratamento na APS”, realizada no dia 27 de maio, e a segunda “Reações Hansênicas”, no dia 23 de junho. Os dois eventos já estão disponíveis para assistir no site (telessaude.ufpa.br), na aba “Webpalestras”.


A conferencista é fisioterapeuta da Unidade de Referência em Hanseníase do Pará e já possui experiência de mais de uma década no atendimento de pacientes com a doença. Ela explica que a hanseníase é uma doença dermato-neurológica, que além de afetar a pele, mas pode também afetar os nervos, desde os ramos nervosos da pele até os troncos nervosos periféricos, que pode levar a paralisias dos nervos das mãos, pés, olhos, entre outros efeitos. “E é nesses casos em que a pessoa para de sentir aquele membro, tem alguma atrofia ou sente adormecimento, que entra o atendimento de fisioterapia”, destaca a conferencista, acrescentando que a fisioterapia é utilizada tanto na prevenção – quando faz a avaliação neurológica para descobrir se tem algum membro acometido – quanto na reabilitação, para tentar recuperar esse membro que esteja acometido.


De acordo com Sabrina Bandeira, o Brasil é o segundo país do mundo em número de casos de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia. “E o Pará tem muitos casos de hanseníase, então, como ela é uma doença que pode levar a sequelas, e essas sequelas nos nervos podem ser definitivas, é importante a atuação da fisioterapia para evitar que o quadro piore e que a pessoa fique ainda mais incapacitada”, ressalta a conferencista, que acrescenta que a Organização Mundial de Saúde (OMS) padronizou uma avaliação nos principais troncos nervosos periféricos, que são acometidos pela hanseníase, que é a “avaliação neurológica simplificada”, que vai identificar quais os nervos que podem estar comprometidos pela hanseníase, o que é de suma importância para a definição do melhor tratamento.


A Hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa que afeta a pele e os nervos, podendo causar a perda da sensibilidade, fraqueza muscular e até afetar os olhos e órgãos internos (mucosas, testículos, ossos, baço, fígado, etc.) e pode ser altamente incapacitante. E para falar sobre esses e outros aspectos sobre a “Avaliação Neurológica Simplificada na Hanseníase e Prevenção de Incapacidades”, a webconferência será ministrada pela fisioterapeuta Sabrina Bandeira, que é doutoranda pelo programa de Pós-graduaçao em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários – PPG Baip UFPA, mestre em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários – PPG Baip UFPA, especialista em Fisioterapia em Traumatologia e Ortopedia (UEPA), aprimoramento Profissional em Fisioterapia em Traumatologia e Ortopedia HCFMRP-USP, graduada em Fisioterapia (UEPA) e fisioterapeuta da URE Dr Marcello Candia – Unidade de Referência em Hanseníase do Pará.

Casos de varíola dos macacos chegam a 76 no Brasil


As informações são do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde anunciou neste domingo (03) que há 76 casos confirmados de varíola dos macacos (monkeypox), até o momento, no Brasil. Desse total, foram registrados um caso no Distrito Federal, um no Rio Grande do Norte, dois em Minas Gerais, dois no Rio Grande do Sul, dois no Ceará, 16 no Rio de Janeiro e 52 em São Paulo. Em nota, o órgão, por meio da Sala de Situação e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional), informou também que “segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes”. No Pará, ainda não foi registrado e confirmado, oficialmente, nenhum caso da doença.


Também por meio de nota, a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro relatou que até a última sexta-feira (1º), haviam sido notificados no estado 39 casos suspeitos da doença, dos quais 13 foram confirmados, sendo nove pacientes no município do Rio, incluindo o caso que veio para a capital, procedente de Londres, Inglaterra. A diferença entre o total informado pela secretaria e o anunciado pelo Ministério da Saúde pode ser explicada, segundo a assessoria do órgão estadual, pela não confirmação de casos ainda pela área técnica, pois os casos confirmados e suspeitos são monitorados, diariamente, pelas secretarias estaduais e pelas equipes de Vigilância em Saúde dos municípios.


Importante ressaltar que, embora a doença tenha sido identificada pela primeira vez, em macacos, o surto atual não tem relação com esses animais.

Telessaúde UFPA realiza webconferência sobre “Reações Hansênicas”

O Telessaúde UFPA realizou nesta quinta-feira (23) uma webconferência com o tema “Reações Hansênicas”, que foi proferida pela médica hansenóloga Carla Andrea Avelar Pires. O evento foi realizado em continuação ao calendário de eventos de educação permanente, que iniciou com a webconferência “Hanseníase: diagnóstico e tratamento na APS”, realizada no dia 27 de maio. E para dar sequência à temática da Hanseníase, no próximo dia 12 de julho, às 17h, será realizada a webconferência “Avaliação Neurológica Simplificada na Hanseníase e Prevenção de Incapacidades”. As webconferências são voltadas para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará e para participar basta acessar o site: telessaude.ufpa.br.

Na webconferência “Reações Hansênicas”, a hansenóloga, Carla Pires, levou aos participantes informações atualizadas sobre o tratamento dessas reações e deu orientações importantes sobre prescrição e o acompanhamento da corticoterapia.