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Rastreamento do Câncer de Mama e Colo Uterino é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “Rastreamento do Câncer de Mama e Colo Uterino na APS” no dia 26 de outubro.  O tema será ministrado pela médica e professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), Djenanne Simonsen, que é especialista em Atenção Integral à Saúde, e vai falar sobre como pode ser feito o rastreamento desses dois cânceres ginecológicos nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS). O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo a conferencista Djenanne Simonsen, a sua conferência dará ênfase na importância da prevenção do câncer ginecológico no mês que enfatiza o cuidado da mulher: o Outubro Rosa. “Os participantes terão acesso a informações, como a atualização das estimativas regionais e nacionais em relação ao câncer de mama e colo uterino e também aprenderão como abordar a paciente nas unidades de atenção básica”, destacou a médica.

Em todo o mundo, o câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente e é também o mais comum entre as mulheres. Cerca de 22% dos casos novos de câncer detectados, por ano, em mulheres são de mama. Já o câncer de colo uterino tem aproximadamente 500 mil novos casos por ano no mundo e é o segundo tumor mais comum entre as mulheres, levando 230 mil delas à óbito, por ano.

No ranking geral de neoplasias entre as mulheres brasileiras, mama e colo de útero são as mais incidentes (excetuando-se os tumores de pele não melanoma), seguidas por cólon e reto; traqueia, brônquio e pulmão; e estômago.

Para o controle dos tumores de mama e de colo uterino há políticas de rastreamento que são fundamentais para a saúde da mulher. O rastreamento é a ação de examinar mulheres saudáveis, em um grupo etário definido, segundo protocolos internacionais respaldados cientificamente. O objetivo é reduzir a mortalidade, a partir da detecção precoce de casos ou, no caso do câncer do colo do útero, de um agente causador. E é exatamente sobre essas ações de rastreamentos dos dois cânceres ginecológicos que a webconferência vai tratar.

Sobre a conferencista

A médica Djenanne Simonsen Augusto De Carvalho Caetano tem mestrado em Medicina área de atuação em Mastologia (UFRJ), tem título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), título de habilitação em Patologia do trato genital inferior e colposcopia (Sbptgic), especialista em Ginecologia pelo Instituto de Ginecologia da UFRJ e especialista em Medicina do Trabalho (Unirio).

Pará ganha mais 395 vagas no Mais Médicos

O Programa Mais Médicos, retomado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai ampliar para até 28 mil profissionais até o final deste ano. Os profissionais serão distribuídos por todas as regiões do Brasil e, no Pará, estão sendo preenchidas mais 395 vagas para 91 municípios com os selecionados no 31º ciclo do programa, que adota o modelo de coparticipação entre governo federal e municípios.

Segundo o Ministério da Saúde, com essas novas vagas, já são 985 profissionais médicos classificados para atendimento à população paraense em todas as regiões do Estado. Os selecionados nesse novo ciclo devem chegar aos 91 municípios paraenses até o final de setembro.

Atualmente, mais de 19 mil médicos tiveram inscrição validada no edital que prevê coparticipação de estados e municípios. Em março, o Ministério abriu vagas em duas modalidades, sendo que a de coparticipação é inédita e faz parte da retomada do Mais Médicos, anunciada pelo governo federal. Neste modelo, o MS desconta do repasse do piso de Atenção Primária o valor de custeio mensal da bolsa-formação dos médicos. O número de inscritos representa participação superior a 183% por parte dos profissionais entre as vagas ofertadas.

Na modalidade de coparticipação, os gestores municipais seguem com a responsabilidade de pagamento do auxílio moradia, alimentação e as demais despesas do programa ficam a cargo do Ministério da Saúde. Isso garante às prefeituras menor custo, maior agilidade na reposição do profissional e a permanência deles nessas localidades.

Entre os profissionais alocados, 7.373 são novatos no Mais Médicos e 1.240 são médicos que participaram de outros ciclos do programa. Do total, 4.581 são médicos brasileiros com CRM, 3.985 são brasileiros formados no exterior e 47 são médicos estrangeiros. Segundo o calendário do concurso, no dia 12 de setembro, o Ministério da Saúde vai publicar o resultado final dos selecionados e dos locais de atuação.

Após seis meses da retomada do Mais Médicos pelo Governo Federal, o programa bateu recorde histórico de profissionais ao atingir a marca de 18,5 mil médicos em atuação na atenção primária à saúde em todo Brasil. A ampliação do Mais Médicos é prioridade do governo Lula para assegurar atendimento nos vazios assistenciais do Brasil. Todos os 5.570 municípios brasileiros puderam solicitar novas vagas na modalidade de coparticipação. Com essa expansão, o programa poderá chegar a mais de 15 mil novas vagas até o fim de 2023. Desde a retomada do programa, mais de 4,3 mil médicos já estão em atividade nos municípios, fortalecendo o acesso dos brasileiros à atenção primária à saúde. No Pará, são 590 profissionais já atuando.

O Programa Mais Médicos (PMM) é parte de um amplo esforço do Governo Federal, com apoio de estados e municípios, para a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de levar médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais, o programa prevê a reorganização da oferta de novas vagas de graduação e residência médica, para qualificar a formação desses profissionais. Assim, o programa busca resolver a questão emergencial do atendimento básico ao cidadão, e também cria condições para continuar a garantir um atendimento qualificado no futuro para aqueles que acessam cotidianamente o SUS.

Imagem: Ministério da Saúde

Mais de mil profissionais participaram da webconferência “Acolhimento do Mais Médicos no Pará”

A webconferência “Acolhimento do Mais Médicos no Pará” contou com a participação de mais de mil profissionais, que acessaram o evento via plataforma do Telessaúde UFPA (Telessaude.ufpa.br). O evento foi realizado nesta quarta-feira (30) e teve como palestrante a enfermeira Larissa Menezes, referência regionalizada do Ministério da Saúde para o Programa Mais Médicos, que deu as boas-vindas aos novos médicos do programa e fez uma apresentação sobre as novas regras que entraram em vigor a partir deste ano. A webconferência também contou com as falas da médica Socorro Castelo Branco, coordenadora do Telessaúde UFPA e tutora do Mais Médicos pela Universidade Federal do Pará (UFPA); Djenanne Caetano, tutora do Mais Médicos pela Universidade Estadual do Pará (Uepa), Delcimar Viana, superintendente do Ministério da Saúde no Pará; Diego Cutrim, coordenador da CCE pela Sespa; e Samela Galvão, representante da Atenção Primária a Saúde no Pará. O evento teve a duração de quase três horas e a mediação de Leidiana Lopes, coordenadora do serviço de Tele-Educação do Telessaúde UFPA.

A conferencista Larissa Menezes fez uma fala de boas-vindas aos novos médicos contratados pelo programa “Mais Médicos” no Pará, e destacou os compromissos assumidos pelos médicos e pelos municípios nessa nova etapa, em que houve uma ampliação do quadro de profissionais e mudanças nas regras, com o objetivo de fortalecer o programa como uma estratégia de formação de profissionais para a atenção primária. “A Lei 14.621 de 2023 traz algumas mudanças significativas em relação a lei criada em 2013 e por isso a coordenação resolveu convocar todos os profissionais participantes do Estado do Pará para estarem junto com a gente nesse diálogo”, explica a conferencista, que falou sobre cada uma das novas regras, tirou dúvidas dos participantes e disponibilizou os slides de sua apresentação para o público. Todas as apresentações feitas na webconferência estarão disponíveis no site do Telessaúde UFPA: Telessaude.ufpa.br. Durante a webconferência também foram exibidos vídeos de boas-vindas do coordenador geral de provimento profissional do Ministério da Saúde, Dr. Wellington Carvalho, e do secretário estadual de Saúde, Romulo Rodoválio.

Sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei 14.621 de 2023, que reestrutura o Programa Mais Médicos traz mudanças com relação ao cumprimento de carga horária, direitos e deveres dos profissionais, termos de compromisso assinados pelos gestores e pelos médicos em relação ao programa, conduções no território a partir desses compromissos, assim como mudanças em relação à formação e qualificação dos médicos participantes do programa.

Na nova lei, o programa traz estratégias de incentivos aos profissionais e oportunidades de qualificação durante a atuação no programa. O participante poderá fazer especialização e mestrado em até quatro anos. Os profissionais também passarão a receber benefícios, proporcional ao valor mensal da bolsa, para atuarem nas periferias e regiões de maior vulnerabilidade. Entre os avanços da lei estão: a prioridade dada à formação dos profissionais com mestrado e especialização, benefícios para atuação em locais de difícil provimento e o pagamento da dívida do FIES.

O Programa Mais Médicos foi criado pela Medida Provisória (MP) Nº 621, de 8 de julho de 2013 e leva médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais e investe na qualificação e formação desses profissionais, buscando, assim, resolver a questão emergencial do atendimento básico ao cidadão, mas também criando condições para continuar a garantir um atendimento qualificado no futuro para aqueles que acessam cotidianamente o SUS.

Fotos: Carlos Villamar/Telessaúde UFPA

Telessaúde UFPA realiza webconferência “O uso dos testes rápidos no rastreamento das IST na APS”

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “O uso dos testes rápidos no rastreamento das IST na APS” no dia 20 de setembro.  O tema será ministrado pelo médico infectologista Julius Caesar Mendes Soares Monteiro, que é referência em genotipagem para o HIV pelo Ministério da Saúde e membro da câmara técnica em antirretrovirais do estado do Pará, e vai falar sobre como os testes rápidos devem ser usados na Atenção Primária à Saúde (APS). O evento será às 9h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo Julius Monteiro, a conferência abordará o uso dos testes rápidos para rastreamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), como sífilis, hepatite B, C e HIV na Atenção Primária. “A gente vai conversar sobre o que são esses testes rápidos, quais os fluxogramas para diagnósticos e como eles podem ser utilizados para o tratamento desses agravos”, destaca o conferencista, acrescentando que os testes rápidos estão disponíveis em todas as unidades de saúde da rede de atenção primária, quer seja nas unidades básicas de saúde ou unidade de saúde da família, assim como em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e prontos-socorros.

De acordo com o conferencista, os participantes da webconferência podem esperar de sua palestra, dentre outras coisas, conhecimentos sobre o que são os testes rápidos, quais as metodologias que eles utilizam para o diagnóstico e como interpretá-las e manejá-las no contexto da atenção primária para o diagnóstico e acompanhamento dos pacientes.

Segundo o Ministério da Saúde, os testes rápidos (TR) são testes imunocromatográficos em que todo o procedimento de execução, leitura e interpretação dos resultados não ultrapassam 30 minutos. É uma tecnologia que permite o encurtamento do tempo de resposta ao usuário, assim como o início com maior rapidez do tratamento necessário. Além disso, os TRs também facilitam a execução dos diagnósticos em áreas remotas. Eles são de fácil execução e, atualmente, existem disponíveis para as seguintes infecções sexualmente transmissíveis: HIV, Sífilis, Hepatite B e Hepatite C.

O vírus do HIV causa uma infecção viral crônica que ainda permanece sem cura. No entanto, existe tratamento e o diagnóstico precoce evita a evolução para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Já a sífilis é causada por uma bactéria e tem cura nos estágios iniciais, reforçando a importância do diagnóstico precoce. As hepatites B e C são causadas por vírus e já possuem tratamento, mas também é de extrema importância evitar o diagnóstico tardio a fim de evitar complicações como a cirrose hepática e falência do fígado.

Sobre o conferencista:

Julius Caesar Mendes Soares Monteiro é médico infectologista, formado pela UFPA. Tem mestrado em Saúde na Amazônia e é doutorando em Doenças Tropicais, ambos pela UFPA. É também infectologista do complexo hospitalar universitário UFPA/EBSERH e médico do IFPA, além de ser médico referência em genotipagem para o HIV pelo ministério da saúde e membro da câmara técnica em antirretrovirais do estado do Pará.

Arte: Telessaúde UFPA

Prefeitura de Belém lança edital para contratar 1.415 agentes de saúde

A Prefeitura Municipal de Belém (PMB) publicou no Diário Oficial do Município, no dia 23 deste mês, um edital de Processo Seletivo para contratar 1.415 agentes de saúde. A contratação dos novos profissionais contribuirá para o atendimento, de forma imediata, 70% da demanda da Atenção Primária à Saúde (APS) da cidade. As inscrições para o certame ficam abertas até 1º de setembro de 2023.

O edital para a contratação dos novos agentes é da Secretaria Municipal de Administração (Semad), com auxílio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). Das 1.415 vagas, 1.120 são para Agente Comunitário de Saúde (ACS); e 295 vagas para Agente de Combate às Endemias (ACE). Também estão previstas 150 vagas para o cadastro de reserva.

De acordo com informações da PMB a contratação dos novos agentes de saúde faz parte de “um programa profundo, em cooperação com o governo Lula, que vai atender a 100% da demanda da atenção primária (de prevenção) do Brasil, com o programa Ação Primária em Saúde do Futuro”. Belém é a primeira cidade a receber o projeto.

Ainda segundo a PMB, o certame possibilitará aumentar de 124 para 348 as equipes de Estratégia da Saúde da Família. Atualmente, a rede municipal de saúde conta com 672 ACEs e 667 ACSs. Os novos agentes contratados vão dar reforço às equipes do programa Atenção Primária em Saúde (APS) do Futuro do Governo Federal. A iniciativa visa alcançar a cobertura de 100% da atenção primária em todo o Brasil. O Ministério da Saúde (MS) selecionou três cidades para serem priorizadas pela equipe da Secretaria de Atenção Primária a Saúde (Saps) como piloto do projeto: Belém (PA), Recife (PE) e Boa Vista (RR).

Uma equipe da Saps passou 60 dias em Belém junto à equipe de técnicos da Sesma e finalizou um plano de quatro etapas. Na primeira, a cobertura da população de Belém vai passar dos atuais 28% para 70% da Estratégia Saúde da Família (ESF). Já a Saúde Bucal de 2% para 30%. O objetivo, após a implantação de todas as etapas, é alcançar 100% de cobertura na ESF e na Saúde Bucal. Atualmente, o MS investe R$ 70 milhões por ano no financiamento da saúde de Belém. Com a APS do Futuro, passará a investir R$ 205 milhões.

Edital

Com essa reabertura de 1.565 vagas para os empregos públicos, publicada no Diário Oficial do Município (DOM), o Governo Municipal dobra o número de vagas em comparação ao edital publicado em 2020 e interrompido por ocasião da pandemia da covid-19. A Secretaria Municipal de Administração (Semad) informa que aquelas pessoas que já haviam se inscrito em 2020 precisam se reinscrever, o que não gera nova taxa de pagamento, caso já o tenham feito. Quem não refizer sua inscrição será eliminado. Quem preferir o ressarcimento do valor, também poderá fazer a devida solicitação. Os novos candidatos pagarão o mesmo valor da taxa de inscrição definido no edital de 2020, R$ 58,00.

O processo seletivo será executado pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp) e terá a validade de dois anos, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período. As admissões dos candidatos classificados e aprovados em todas as etapas do processo estão condicionadas à disponibilidade orçamentário-financeira da Prefeitura, durante o referido prazo de validade.

Foto: Divulgação/Semad

UFPA promove debate climático em lançamento da 76ª Reunião Anual da SBPC

Um debate sobre emergência climática marcou o lançamento da 76ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que será realizado na Universidade Federal do Pará (UFPA) entre os dias 7 e 13 de julho de 2024. O tema do evento será “Ciência para um futuro sustentável e inclusivo: por um novo contrato social com a natureza”.  O painel de lançamento da Reunião, realizado nesta quarta-feira (23), no Centro de Eventos Benedito Nunes, na UFPA, foi presidido pelo reitor da UFPA, Emmanuel Zagury Tourinho, e contou com a presença do presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro.

A Reunião Anual da SBPC é o maior evento científico da América Latina e antecederá a realização, em Belém, da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30, que reunirá na capital paraense, em 2025, chefes de Estado e de governo, pesquisadores e ambientalistas de todo o mundo para discutir medidas de enfrentamento às mudanças climáticas.

Segundo o presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro, a 76ª Reunião Anual da SBPC será um bom momento para se preparar para as discussões globais que serão feitas na COP-30. “Como nosso tema será Ciência para um Futuro Sustentável e Inclusivo, pensamos em deflagrar nesta reunião a discussão de um novo paradigma entre o homem e a natureza. A Reunião da SBPC não tem temática exclusiva na agenda ambiental, mas, sem dúvida, esse será um eixo importante durante as discussões que deverá conciliar o respeito ao meio ambiente e aos povos tradicionais”, considerou.

A secretária-geral da SBPC, Cláudia Linhares Sales destacou a importância do retorno do evento à Belém, em especial nesse momento em que a capital paraense fará discussões sobre a sustentabilidade ambiental do planeta. “Para a SBPC, é uma grande alegria poder voltar à UFPA, que é nosso porto e também referência em ciência, tecnologia e inovação na Amazônia. A ideia é termos como legado, realmente, um novo contrato com a natureza, e a escolha não poderia ser mais oportuna”, destacou Sales.

O reitor da UFPA, Emmanuel Zagury Tourinho, enfatizou o fato da Amazônia ser um tema de interesse nos principais debates globais e exercitar o seu protagonismo nesse debate climático e sobre sustentabilidade: “Pensamos que esta reunião da SBPC será um momento de preparação da comunidade científica para intervenção nos debates que acontecerão durante a COP e será especialmente importante que aconteça aqui, porque tornará mais provável que aqueles que produzem ciência nas Amazônias participem ativamente desse debate e contribuam para essas construções da ciência nacional que deverão ser trazidas a debate, por ocasião da COP”.

A escolha da UFPA para sediar a SBPC 2024 ocorreu em reunião do Conselho da Sociedade Científica, com aprovação unânime dos seus membros. A Instituição já recebeu o evento em outras duas ocasiões, a última delas, há 16 anos, quando as atividades estiveram concentradas no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. Em 2024, as atividades serão concentradas no campus sede da UFPA, em Belém, às margens do Rio Guamá.

O painel foi coordenado pelo reitor da UFPA e contou com o debate do presidente e da secretária-geral da SBPC. Pesquisadores da UFPA apresentaram quatro palestras com temáticas centrais para a Amazônia contemporânea. Os palestrantes foram: Everaldo Barreiros de Souza, que falou sobre a “Floresta Amazônica e Mudanças Climáticas”; Nils Edvin Asp Neto, que falou sobre “Exploração de Recursos Naturais e Conservação do Bioma Amazônico”; Edna Castro, que abordou a “Transformação no Território, Conflitos e Perspectiva Política de Povos Amazônicos” e Antônio Gomes Moreira Maués, que abordou o tema “Direitos Humanos na Amazônia”.

Fotos: Tamires Rescinho/Telessaúde UFPA

Telessaúde realiza webconferência “Acolhimento do Mais Médicos no Pará”

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “Acolhimento do Mais Médicos no Pará” no dia 30 de agosto. O tema será ministrado pela enfermeira Larissa Menezes, que é referência regionalizada do Ministério da Saúde para o Programa Mais Médicos e autoridades convidadas que integram o Programa Mais Médicos. O evento será às 9h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.


Segundo explica a conferencista Larissa Menezes, o acolhimento estadual do Mais Médicos é um evento promovido pela Comissão Colegiada Estadual (CEE), que monitora o programa “Mais Médicos” no Pará, e tem como objetivo dialogar com os médicos e com os municípios sobre a ampliação e o fortalecimento do programa como uma estratégia de formação de profissionais para a atenção primária. “A partir dessa proposta, da reestruturação do programa, agora em 2023, mediante essa ampliação e fortalecimento, através da publicação da nova lei do programa, a Lei 14.621 de 2023, que traz algumas mudanças significativas em relação a lei criada em 2013, a coordenação resolveu convocar todos os profissionais participantes do Estado do Pará e convidar os médicos e gestores para estarem junto com a gente nesse diálogo”, explica a conferencista.


A proposta da webconferência “Acolhimento do Mais Médicos no Pará” é acolher os novos profissionais que o estado do Pará está recebendo a partir dos editais que foram publicados no mês de abril deste ano. “É um momento para colher esses profissionais, no sentido de muni-los de informações a partir da nova reestruturação para que eles possam atuar da melhor forma no território e a gente conseguir atingir o objetivo que é de fato prestar um serviço de qualidade à população do estado do Pará”, ressalta Larissa Menezes.


Sobre esse momento de reestruturação do Programa Mais Médicos, Larissa Menezes destaca que a webconferência será uma oportunidade de apresentar aos médicos e gestores quais são as novas normativas a partir dessa reestruturação do programa Mais Médicos no estado do Pará a partir da Lei 14.621 de 2023. “É um momento para dialogar um pouco com os médicos sobre essas mudanças (que a lei traz), com relação ao cumprimento de carga horária, direitos e deveres dos profissionais, termo de compromisso assinado pelo gestor em relação ao programa, sua obrigação em relação às conduções no território a partir desse compromisso, dessa adesão que o município faz e também o termo de compromisso assinado pelo médico, que também tem seus deveres a serem cumpridos”, destaca Larissa Menezes. “Também iremos dialogar sobre a formação desse profissional porque o médico do programa Mais Médicos é um bolsista, um aluno. Então, ele está vinculado a uma universidade e precisa cumprir, nesse período, algumas atividades educacionais de formação”, acrescenta.


A webconferência “Acolhimento do Mais Médicos no Pará” reunirá os mais diversos atores responsáveis pelo programa Mais Médicos, como representantes do Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Secretaria Estadual de Saúde (Sespa), representantes do Cosems, das instituições supervisoras e tutores, que acompanham os profissionais nos territórios, entre outros.
O Programa Mais Médicos (PMM) se somou a um conjunto de ações e iniciativas do governo federal para o fortalecimento da Atenção Primária do País, que é a porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS), e está presente em todos os municípios e próxima de todas as comunidades. É neste atendimento que 80% dos problemas de saúde são resolvidos.


O Programa foi criado pela Medida Provisória (MP) Nº 621, de 8 de julho de 2013 e leva médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais e investe na qualificação e formação desses profissionais, buscando, assim, resolver a questão emergencial do atendimento básico ao cidadão, mas também criando condições para continuar a garantir um atendimento qualificado no futuro para aqueles que acessam cotidianamente o SUS.

Telessaúde UFPA recebe visita da Sesma e firma parceria em curso para ACS’s

O Núcleo de Telessaúde do Complexo Hospitalar Universitário da UFPA recebeu a visita da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) e firmou uma parceria para a efetivação de um curso introdutório para a formação de Agentes Comunitários de Saúde (ACS’s). A visita foi realizada na última sexta-feira (18), quando o diretor geral da Sesma, o médico sanitarista José Raimundo da Silva Arias, reuniu com a equipe do Telessaúde UFPA e conheceu o curso autoinstrucional “Processo de Trabalho Multiprofissional na APS”, que está sendo construído pela equipe do projeto e que fornece conhecimentos básicos para a capacitação de profissionais da área da saúde que atuam nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS).

Segundo o diretor geral da Sesma, José Raimundo Arias, a secretaria vai fazer um concurso público para a contratação de Agentes Comunitários de Saúde, que irão atuar nos mais diversos bairros e distritos da capital paraense. Os novos profissionais que forem aprovados e convocados terão que fazer um curso introdutório de formação em Atenção Primária antes de iniciarem o seu exercício profissional no município. A parceria com o Telessaúde UFPA, através de convênio da Sesma com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, possibilitará a realização desse curso para os novos ACS’s de Belém, por meio da plataforma do Telessaúde UFPA (Telessaude.ufpa.br). “Eu sou um admirador do uso dos avanços materiais da história em benefício da população. Então, ver essa experiência é uma coisa que me sensibiliza e me deixa muito satisfeito em poder levar mais conhecimento e melhores condições de saúde para todos através dessa tecnologia”, destaca Arias sobre o curso autoinstrucional que o programa está produzindo.

Segundo a vice-coordenadora do Telessaúde UFPA, Leidiana Lopes, que também é coordenadora do Tele-Educação, o curso vai possibilitar uma melhor qualificação dos profissionais da área da saúde que atuam na Atenção Primária porque permitirá maior conhecimento e um melhor fluxo do processo para desenvolver o trabalho de atenção integral à saúde da população belemense. “O curso será uma importante ferramenta para que os ACS’s tenham, entre outras coisas, noções gerais sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), território, processo de trabalho das equipes da atenção primária e as redes de atenção à saúde. Então, esse profissional vai se inteirar sobre esse conteúdo e, a partir daí, organizar melhor o processo de trabalho na Atenção Primária”, avalia a coordenadora do Tele-Educação, serviço que está produzindo o curso introdutório para os agentes comunitários de saúde.

A parceria na realização do curso introdutório para os novos ACS’s da Sesma faz parte de um Plano de Ação que foi definido a partir do convênio firmado entre a Sesma e o Telessaúde UFPA, por meio da Ebserh. O Plano de Ação foi entregue pela coordenadora geral do Telessaúde UFPA, Dra. Socorro Castelo Branco, ao secretário municipal de saúde, Pedro Ribeiro Anaisse, no dia 19 de maio deste ano. O documento atende a uma solicitação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e norteia todas as ações que serão desenvolvidas pelos dois órgãos para a implementação de uma parceria de trabalho que prevê a prestação de serviços do projeto para a rede municipal de saúde. “Essa parceria com a Sesma é uma conquista muito importante e consideramos que ela vem somar para o cumprimento das nossas metas junto ao Ministério da Saúde e para a melhoria do trabalho da Atenção Primária no município de Belém e para a melhoria da atenção à saúde e a comunidade em geral”, comemora Leidiana Lopes.

O Programa Telessaúde Brasil Redes é uma iniciativa em âmbito nacional, que integra a Estratégia de Saúde Digital para o Brasil, com foco na melhoria da qualidade do atendimento na atenção básica no Sistema Único da Saúde (SUS), integrando ensino e serviço por meio de ferramentas de tecnologias da informação, que oferecem condições para promover a Teleassistência e a Teleducação. O objetivo é alcançar resultados positivos na resolubilidade do nível primário de atenção; reduzir custos e tempo de deslocamentos; fixar os profissionais de saúde nos locais de difícil acesso; melhorar a agilidade no atendimento prestado; e otimizar os recursos dentro do sistema como um todo, beneficiando, dessa forma, aproximadamente 10 milhões de usuários do SUS.

Foto: Carlos Villamar/Telessaúde UFPA

Pará avança em pesquisa sobre população autista no Marajó

Um mapeamento da situação de pessoas com autismo na Ilha do Marajó está sendo feito pela pesquisadora Janae Gonçalves, que coordena um projeto pioneiro no Brasil: coletar dados populacionais sobre o autismo em todos os municípios da Ilha do Marajó, para fortalecer as políticas públicas estaduais para o público. A pesquisa é feita pelo Programa de Desenvolvimento às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (PDTEA), apoiada pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), com execução técnica da Fundação Guamá.

Janae Gonçalves está imersa na rotina de profissionais que atendem pessoas com o transtorno do espectro autista (TEA) e, atualmente, a pesquisa está na fase de análise dos dados coletados durante as entrevistas em campo. Grupos de pesquisadores em duplas ou trios percorreram as cidades da ilha para aplicação de questionários respondidos por coordenadores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), diretores de escolas, secretários de Educação, assistente social e profissionais de saúde.

As viagens foram uma oportunidade de conhecer a realidade local e ter contato com iniciativas desenvolvidas por professores, cuidadores e diretores, como uma escola em Cachoeira do Arari, que utiliza as artes com seus alunos com autismo para estimular o desenvolvimento escolar. “A gente quer a melhoria na vida dessas pessoas, do que precisam, do que foi feito e do que ainda pode ser feito para as pessoas que têm autismo e para os pais dessas crianças”, destaca a pesquisadora.

Segundo a coordenadora estadual de Políticas para o Autismo, Nayara Barbalho, a iniciativa é resultado da colaboração entre o Governo do Estado do Pará, Sespa, Cepa, Ufra e Fapespa, tem o objetivo de criar uma base de dados intersetorial que integre informações das áreas de saúde e educação.

Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Ministério da Saúde amplia telessaúde no SUS no Pará e Amazonas

O Ministério da Saúde anunciou a ampliação do acesso à telessaúde em dez municípios dos estados do Pará e Amazonas. A estratégia foi viabilizada a partir da Infovia 01, que faz parte do programa Norte Conectado e que foi inaugurada nesta segunda-feira (07) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Santarém, na região Oeste do Pará.

O Presidente Lula está no Pará, onde participará nesta terça e quarta-feira (8 e 9) da Cúpula da Amazônia. Na manhã de hoje (07), ele visitou o Navio Hospital Escola Abaré, no Rio Tapajós, em Santarém, que terá saúde digital. Ele conversou com profissionais de saúde e pacientes em outras localidades da região, usuários da telemedicina. “Quando se começou a falar em telemedicina, houve um tempo em que eu também tinha dúvida se ia dar certo ou não. E agora eu estou aqui, sentado numa cadeira, na frente de pessoas que estão vivendo isso, estão provando que vai dar certo”, disse Lula.

Lula destacou que o objetivo do governo é conectar o Brasil inteiro tanto na educação como na saúde. “É muito importante que a gente consiga fazer chegar ao nosso povo o que a gente tem de melhor na área da saúde e aos nossos estudantes que a gente tem que melhor na educação. E, graças a Deus, os avanços tecnológicos permitiram que a gente pudesse conectar o país inteiro”, acrescentou.

Durante o evento, o presidente destacou a importância da boa gestão das prefeituras e dos profissionais de saúde para o sucesso do programa, em diálogo com governo federal. “Eu digo sempre que não é possível a gente governar o Brasil, se a gente não levar em conta a existência das prefeituras, são os prefeitos os que têm contato primeiro com a pessoa que não tem dinheiro para comprar remédio”, disse o presidente.

A infraestrutura da Infovia 01, implantada pelo Ministério das Comunicações, viabilizará a ampliação dos atendimentos de saúde em municípios de difícil acesso, evitando deslocamentos de até 24 horas de barco. Com a nova conexão, será possível expandir a atenção especializada no Sistema Único de Saúde (SUS), como teleconsulta e telediagnóstico, possibilitando o acesso integral à saúde desta população.

Segundo o Ministério da Saúde, desde a criação do programa de Telessaúde, em 2006, até 2016, o Brasil chegou a ter 64 núcleos no país, em todos os estados. “Após a falta de investimento e de gestão do último governo, vários foram fechados e esse número caiu para 13 núcleos em 12 estados. Neste ano, dos mais de 950 mil telediagnósticos previstos para serem feitos, já foi atingido o percentual de 78,4%, o que representa 616.893 diagnósticos”, explicou a pasta, em comunicado.

A infovia

A Infovia 01 liga a cidade de Santarém a Manaus (AM) por meio de 1,1 quilômetro de cabo de fibra óptica implantado no leito dos rios amazônicos. Ela também leva conectividade para as cidades de Curuá, Óbidos, Oriximiná, Juruti e Terra Santa, no Pará; e Parintins, Urucurituba, Itacoatiara e Autazes, no Amazonas.

Com a nova conexão, os municípios que já contavam com a internet via satélite terão melhor conectividade a partir de agora, permitindo, por exemplo, o envio de imagens em alta resolução, fundamental para a análise dos exames pelos especialistas. O município de Urucurituba, por exemplo, já realizou mais de 50 teleconsultas com a conexão gerada pela Infovia 01 em menos de um mês.

O programa Norte Conectado conta, no total, com oito infovias que irão atender 59 municípios nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima.

Navio hospital

O Navio Hospital Escola Abaré é a primeira unidade básica de saúde fluvial do país. A embarcação, gerida pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) em parceria com o Ministério da Saúde e municípios do Pará, realiza atendimentos clínicos e odontológicos para comunidades ribeirinhas do Rio Tapajós e, agora, tem um Ponto de Inclusão Digital para atendimentos de telessaúde.

O navio realiza no mínimo seis expedições por ano, com duração aproximada de 20 dias, atendendo cerca de 20 mil usuários ribeirinhos por ano. São ofertados serviços especializados como exames de ultrassonografia, consultas em pediatria, ginecologia, dermatologia e psiquiatria.

Foto: Marco Santos/Agência Pará

Com informações da Agência Brasil

Brasil atinge em 2021 menor cobertura vacinal em 20 anos

Segundo o Observatório da Atenção Primária à Saúde da associação civil sem fins lucrativos Umane o Brasil atingiu em 2021 a menor cobertura em um período de 20 anos. A informação é resultado de uma análise feita pela entidade nos dados de vacinação do Brasil, onde foi verificado que a média nacional ficou em 52,1%. Para a entidade, o percentual assusta, pois o país sempre foi referência mundial em cobertura vacinal graças ao Programa Nacional de Imunização (PNI).

De acordo com o observatório, de 2001 a 2015, a média nacional de cobertura vacinal se manteve sempre acima dos 70%, mas, em 2016, diminuiu para 59,9% e vem caindo desde 2019, atingindo os 52,1% em 2021. Os estados com cobertura vacinal menor que a média nacional chegam a 59,25%, sendo Roraima o estado com menor abrangência (29,9%). Tocantins registra a maior taxa, com 61,9%. Na Região Norte, quatro dos sete estados têm cobertura na faixa dos 30%.

Na avaliação da superintendente-geral da Umane, Thais Junqueira, esses números mostram que é necessário haver uma diretriz clara e uma coordenação nacional sobre a imunização, destacando a importância dos diferentes tipos de vacinas, a importância do engajamento e o direcionamento técnico no âmbito do estado e dos municípios.

Segundo Thaís Junqueira, o Ministério da Saúde precisa retomar as ações de conscientização e divulgação da importância da vacina, contando com o apoio do Legislativo que também está se movimentando para esse trabalho. “Precisamos retomar aquela visão e todo aquele envolvimento dos brasileiros e brasileiras em torno do tema da vacinação. E que nos últimos anos, no período que a gente vem vivendo a pandemia, teve uma queda preocupante”, afirmou.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que ampliar as coberturas vacinais é prioridade da nova gestão da pasta. Segundo o ministério, desde o início de 2023, uma série de ações vem sendo realizadas para reconstrução do Sistema Único de Saúde (SUS), o restabelecimento da confiança nas vacinas e da cultura de vacinação do país. A Coordenação-Geral do PNI passou a ser um departamento, fortalecendo a estrutura e as estratégias para ampliar as coberturas vacinais.

Segundo o Ministério da Saúde, para apoiar a reconstrução das ações de vacinação, o órgão vai destinar mais de R$ 151 milhões a estados e municípios, para incentivar as iniciativas de multivacinação de crianças e adolescentes em todo o país. A ação, publicada em portaria, é inédita e considerada um diferencial para a retomada das altas coberturas vacinais, assim como o planejamento na ponta e a concentração de esforços nos locais onde as taxas de imunização estão mais baixas. A transferência dos recursos será feita em duas etapas: a primeira, com 60% do valor total e a segunda, após o fechamento das ações de microplanejamento. Do total, R$ 13 milhões serão destinados aos estados e R$ 138 milhões, para os municípios.

A Umane tem sede no Brasil e apoia projetos sociais que contribuam para um sistema público de saúde mais eficiente e melhorem a qualidade de vida dos brasileiros. A associação atua em parceria com diversos setores da saúde e da sociedade civil.

Com informações da Agência Brasil e Ministério da Saúde

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Telessaúde UFPA recebe visita do Ministério da Saúde

O Núcleo de Telessaúde do Complexo Hospitalar Universitário da Universidade Federal do Pará, o Telessaúde UFPA, recebeu a visita de consultoria do Ministério da Saúde (MS), nesta terça-feira (01). Os consultores do MS, Eliete Morais de Oliveira e João Pedro Braga Félix estiveram no espaço do programa, localizado no hospital Bettina Ferro do Sousa, no campus Guamá, da UFPA, no período da tarde, onde reuniram com toda a equipe técnica.

Durante a reunião, a equipe profissional do Telessaúde UFPA fez a apresentação de todos os serviços que estão sendo executados e os números de atendimentos e de alcance do programa no Pará desde que o mesmo foi implementado, em janeiro de 2022. Além da apresentação dos serviços da área da saúde também foram apresentados os dados relativos à comunicação do programa, que está presente no site (telessaúde.ufpa.br) e nas redes sociais (Instagram, Facebook, Twitter e You Tube).

De acordo com consultora do MS, Eliete Morais, o objetivo da visita é conhecer o Telessaúde UFPA, implantado no Estado do Pará, há pouco mais de um ano, e saber como os serviços estão sendo implementados e quais dificuldades e ou demandas existem para que possam ser melhorados. “É preciso ampliar os serviços, o alcance do programa no estado do Pará. Essa é uma meta. E para ajudar no desenvolvimento dos serviços estamos fazendo essa visita para coletar informações que possam contribuir com ajustes necessários para conseguir o cumprimento das metas”, destacou a consultora, acrescentando que o Ministério da Saúde está realizando visitas em todos os serviços de Telessaúde do país que estão em operação e com recursos disponibilizados pelo órgão para atuar nos estados.

O Telessaúde UFPA já havia recebido uma visita técnica no Ministério da Saúde, em agosto de 2022, quando estiveram, em Belém, os técnicos Ricardo Vianna e Thiago Brandão, que, na ocasião, estavam acompanhados da analista de prestação de contas do MS, no Pará, Esteliano Ribeiro. Durante essa primeira visita, foi apresentado as obras que estavam sendo realizadas na sala, onde atualmente funciona o projeto, dentro do hospital Bettina Ferro de Souza, que é administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

A visita do Ministério da Saúde, por meio de sua equipe de consultoria, aos serviços do Telessaúde em todo o país faz parte de um calendário de atividades que está sendo executado no âmbito da Secretária de Informação e Saúde Digital, que está sob o comando de Ana Estela Haddad, com o objetivo de melhorar, ainda mais, a qualidade dos serviços prestados.

O Programa Telessaúde Brasil Redes é uma iniciativa em âmbito nacional, que integra a Estratégia de Saúde Digital para o Brasil, com foco na melhoria da qualidade do atendimento na atenção básica no Sistema Único da Saúde (SUS), integrando ensino e serviço por meio de ferramentas de tecnologias da informação, que oferecem condições para promover a Teleassistência e a Teleducação. O objetivo é alcançar resultados positivos na resolubilidade do nível primário de atenção; reduzir custos e tempo de deslocamentos; fixar os profissionais de saúde nos locais de difícil acesso; melhorar a agilidade no atendimento prestado; e otimizar os recursos dentro do sistema como um todo, beneficiando, dessa forma, aproximadamente 10 milhões de usuários do SUS.

O Telessaúde UFPA está em funcionamento desde janeiro de 2022 e já possui mais de 1.200 profissionais de saúde cadastrados em sua plataforma. De janeiro a julho deste ano foram emitidos 632 laudos de tele-ECG, foram realizadas 341 teleconsultorias e 43 teledermatogias. Os municípios marajoaras de Ponta de Pedras e Bagre são os que mais têm usado os serviços, pois já possuem convênio com o programa. O resultado tem sido apontado como positivo pelos gestores de saúde dos dois municípios, que destacam os seguintes pontos positivos: melhoria no acesso aos serviços, melhor eficácia nos diagnósticos, redução de custos e otimização de recursos públicos com o atendimento à população, que antes tinha que se deslocar da região marajoara para Belém.

Anvisa dá registro definitivo para vacina bivalente contra covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro definitivo da vacina Comirnaty bivalente contra a covid-19 da Pfizer, nesta segunda-feira (24). O imunizante, que está indicado para a prevenção da covid-19, pode ser utilizado por pessoas a partir de 5 anos de idade.

A vacina já estava sendo utilizada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS) de forma emergencial. Antes do registro definitivo, o produto era usado como dose de reforço para o público acima de 12 anos de idade com comorbidades e para maiores de 18 anos.

De acordo com a Anvisa, as vacinas bivalentes dão maior proteção contra a doença, pois contêm uma mistura de cepas do vírus Sars-CoV-2. A Comirnaty bivalente é elaborada com a variante original, que é a cepa Wuhan, somada a uma variante de circulação mais recente, a cepa Ômicron. 

No cenário internacional de regulação, a Comirnaty bivalente já tem uso autorizado pela Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA) e pela agência reguladora dos Estados Unidos (Food and Drug Administration – FDA).

Com informações da Agência Brasil

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

MS vai abrir vagas para a qualificação de 180 mil agentes comunitários

O Ministério da Saúde vai abrir novas vagas para qualificar mais 180 mil agentes Comunitários de Saúde (ACS) e de Combate às Endemias (ACE). O anúncio foi feito pela ministra Nísia Trindade, na última segunda-feira (17), durante o 37º Congresso Nacional das Secretarias Municipais de Saúde, em Goiânia.

A qualificação de agentes comunitários faz parte do Programa Saúde com Agente, que promove a formação técnica permanente a agentes comunitários de todo o país, oferecendo um curso semipresencial de, no mínimo, dez meses de duração e 26 disciplinas. O detalhamento da próxima turma ainda será divulgado pelo MS.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de R$ 388 milhões estão destinados a investimentos no programa e uma primeira turma, composta por quase 200 mil profissionais, concluirá o curso em setembro deste ano. A iniciativa busca melhorar os indicadores de saúde e dos serviços de atenção primária à saúde e também atende a uma antiga demanda da categoria em relação ao reconhecimento e valorização do trabalho realizado pelos agentes.

Com informações da Agência Brasil e MS

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Campanha “Julho Amarelo” vai às praias alertar sobre as hepatites

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Hepatites Virais, está realizando ações nas praias para chamar a atenção da população sobre as hepatites, que são tema da campanha “Julho Amarelo”. A secretaria já realizou 288 testes para Hepatite B e Hepatite C, Sifilis e HIV durante a campanha “Julho Amarelo”, no Centro Integrado de Comando e Controle, instalado na praia do Atalaia, no município de Salinópolis. Além disso, foram aplicadas 82 doses de vacinas contra Hepatite B, Influenza, HPV e covid-19 nos dois dias de ação.

A campanha julho Amarelo é pensada com o objetivo de conscientizar os veranistas sobre a hábitos saudáveis e assim contribuir para a diminuição no número de casos de hepatites. Nesse sentido, vale destacar que as hepatites virais, que são tema da campanha Julho Amarelo, são inflamações no fígado, causadas por vírus. A contaminação da Hepatite A acontece pela falta de saneamento básico e higiene. A Hepatite B é a que possui a maior incidência na população e se dá pela transmissão por via sexual ou contato sanguíneo com equipamentos contaminados, por exemplo. Já na Hepatite C, o contato ocorre de forma sexual desprotegida (menor frequência) e o contato sanguíneo com equipamentos que perfuram e cortam (maior frequência).

A Sespa alerta que, em caso de suspeita de hepatite, se a pessoa teve contato com alguém com o vírus, se compartilhou objeto cortante ou teve relação sexual desprotegida, é preciso procurar uma Unidade de Saúde para fazer o teste rápido, que é realizado de forma rápida, segura, gratuita e em todos os municípios do Pará. Em caso de teste positivo o paciente é encaminhado para o serviço especializado para iniciar o tratamento.

A campanha do “Julho Amarelo”, nas praias, continuará nos próximos dias 22 e 23 de julho de 8h30 às 13h e também no dia 28 de julho no Mercado Municipal de Salinópolis, de 8h30 às 13h, e no dia 29, acontece na Nova Orla de Salinópolis, de 17h às 21h.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Presidente Lula sanciona lei do Mais Médicos com 15 mil novas vagas em 2023

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei do Programa Mais Médicos, instituindo a Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde, que deve ampliar em 15 mil o número de médicos atuando na atenção básica do SUS. Entre os avanços da lei estão: a prioridade dada à formação dos profissionais com mestrado e especialização, benefícios para atuação em locais de difícil provimento e o pagamento da dívida do FIES.

O Ministério da Saúde anunciou também a abertura de novos editais para profissionais e para adesão de municípios, com iniciativas inéditas como médicos para equipes de Consultório na Rua e população prisional, além de novas vagas para os territórios indígenas. Ao todo, o Mais Médicos terá, até o fim de 2023, 15 mil novos médicos em todo país, totalizando 28 mil profissionais. Assim, a iniciativa do Governo Federal irá resgatar o acesso à saúde para mais de 96 milhões de brasileiros.

Em sua fala, o Presidente Lula declarou que o ato “é a afirmação de que no Brasil, definitivamente e para sempre, o dinheiro que se coloca na saúde não pode ser visto como gasto, mas como investimento”. O presidente contou que, até os 7 anos de idade ainda não havia comido pão e até os 10 anos, não sabia o que era um médico. “O Mais Médicos significa, no fundo, levar aos mais longínquos lugares desse país, atendimento decente ao cidadão por profissionais da saúde. Nós sabemos que não é fácil. Não basta ter médico, é preciso que ele esteja onde as pessoas estão. Essa é a grandeza do médico de família e dos agentes de saúde. Essa nova versão do Mais Médicos veio para ficar e transformar o padrão de saúde do nosso país”, sustentou. “Hoje é um dia sagrado. Nós precisamos mostrar que o SUS não é apenas grande, o SUS é o melhor sistema de saúde pública que um país de mais de 100 mil habitantes tem”, defendeu.

Após a retomada do programa e divulgação do primeiro edital com 5.968 vagas, sendo mil vagas inéditas para a Amazônia Legal, o Mais Médicos bateu recorde com mais de 34 mil médicos inscritos – o maior número desde a criação do programa em 2013. Até agora, dos selecionados pelo primeiro edital, 3.620 profissionais já estão atuando em todas as regiões do país, garantindo atendimento médico para mais de 20,5 milhões de brasileiros.

A retomada do programa é fruto da Medida Provisória 1.165, de 2023, que foi aprovada em junho pelo Congresso Federal. Durante a tramitação no legislativo, a MP recebeu diversas contribuições dos parlamentares e passou por amplo debate em quatro Audiências Públicas. Na lei sancionada, o programa traz estratégias de incentivos aos profissionais e oportunidades de qualificação durante a atuação no programa. O participante poderá fazer especialização e mestrado em até quatro anos. Os profissionais também passarão a receber benefícios, proporcional ao valor mensal da bolsa, para atuarem nas periferias e regiões de maior vulnerabilidade.

O Mais Médicos também quer atrair os profissionais formados com apoio do Governo Federal. Os beneficiados pelo Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) que participarem do programa poderão receber incentivos de R$ 238 mil a R$ 475 mil, dependendo da vulnerabilidade do município e a permanência no programa por 48 meses. Assim, o profissional poderá ter auxílio para o pagamento de até 80% do financiamento. Os profissionais também terão benefícios proporcionais ao valor da bolsa pelo tempo de permanência no programa e por atuação em áreas de alta vulnerabilidade. Esses incentivos podem chegar a R$ 120 mil.

Foto: Rafael Nascimento/MS

Telessaúde UFPA participa da recepção de médicos do “Mais Médicos”, em Belém

O Núcleo de Telessaúde do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará, o Telessaúde UFPA, participou da solenidade de recepção dos 46 novos médicos que atuarão em Belém, pela reativação do programa Mais Médicos do Governo Federal. A cerimônia foi realizada no auditório do Instituto de Ciências Médicas (ICM) da Universidade Federal do Pará (UFPA), no dia 1º de julho, e, na ocasião, a coordenadora do Telessaúde UFPA, Profa. Dra. Socorro Castelo Branco, participou das boas vindas aos novos médicos e fez uma apresentação dos serviços ofertados pelo programa e que contribuem para a melhoria dos atendimentos de Atenção Primária a Saúde (APS).

            Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 50% da população brasileira tem acesso à atenção básica. No Pará, dos 144 municípios, em pelo menos 64 não havia um único médico antes do programa Mais Médicos. Nesse sentido, a retomada do programa do governo federal vai garantir atendimento de atenção primária à saúde em todas as regiões de difícil acesso. E o Telessaúde UFPA se constitui como uma ferramenta que vai se somar nesse esforço do Ministério da Saúde para garantir à população mais carente atendimento de saúde de qualidade.

            O Programa Telessaúde Brasil Redes é um componente da Estratégia de Saúde Digital para o Brasil, que tem como finalidade a expansão e melhoria da rede de serviços de saúde, sobretudo da Atenção Primária à Saúde (APS), e sua interação com os demais níveis de atenção fortalecendo as Redes de Atenção à Saúde (RAS) do SUS.

Os objetivos do programa são: a melhoria da qualidade do atendimento na Atenção Básica no Sistema Único de Saúde (SUS), com resultados positivos na resolubilidade do nível primário de atenção; expressiva redução de custos e do tempo de deslocamentos; fixação dos profissionais de saúde nos locais de difícil acesso; melhor agilidade no atendimento prestado; e otimização dos recursos dentro do sistema como um todo, beneficiando, dessa forma, aproximadamente 10 milhões de usuários do SUS.         

Vacinação contra a gripe continua em julho, em Belém

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), vai
seguir com a campanha de vacinação contra a Influenza em Belém, neste mês
de férias escolares. O motivo é o fato da capital paraense ainda não ter
alcançado a cobertura vacinal esperada pelo Ministério da Saúde. A vacinação
contra a influenza será ofertada somente nas Unidades Básicas de Saúde, de
segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A meta é vacinar 518.182 pessoas, em
Belém.
A vacina contra Influenza está liberada para toda a população, a partir dos seis
meses de idade, além de continuar para os grupos prioritários já definidos pelo
Ministério da Saúde. Em relação ao grupo prioritário (idosos, crianças,
grávidas, puérperas, entre outros) a meta é vacinar 387.685, mas até o
momento foram vacinadas 230.197 o que corresponde a 59,38 de cobertura
vacinal.
A Sesma ressalta que neste período as instituições de ensino superior
parceiras (Fibra, Unama, Unifamaz e Escola de Enfermagem da Uepa) estão
em recesso, portanto, não funcionarão como ponto de vacinação. Ao todo,
segundo a Sesma, até o momento foram vacinadas 272.135 pessoas, o que
corresponde a 68,75% de cobertura vacinal.

Locais de vacinação em julho:
Unidades Municipais de Saúde
Horário de funcionamento: das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira
01 – USF Aeroporto, rua dos Passos, S/N – Mosqueiro;
02 – USF Barreiro I, Pass. Mirandinha – 367;
03 – USF Carananduba, Av.Cipriano Santos, passagem Santa Maria, nº 01;
04 – USF Terra Firme, Rua São Domingos, esquina com a Passagem 2 de
Junho;
05 – USF Fama, Estrada do Tucunduba – Outeiro;
06 – USF Furo das Marinhas, Rod. Augusto Meira Filho, Furo das Marinhas
Mosqueiro;
07 – USF Mangueirão, Rua São João – 1;
08 – USF Quinta dos Paricás, Estrada do Maracacuera, 2477, Icoaraci;
09 – USF Sucurijuquara, Estrada da Baía do Sol, Mosqueiro;
10 – USF Tenoné II, Rua 6ª Linha-S/N, ao lado da Fund. Paula Francinete;
11 – USF Combu, Furo do Combu, S/N, Ilha do Combu;
12 – USF Paraíso Verde, Av. João Paulo II, entre Pass. Classe A e Cruzeiro;
13 – USF Parque Verde, Rua da Yamada;
14 – USF Eduardo Angelim, Conjunto Eduardo Angelim, Av. 17 de Abril – S/N;
15 – USF Paracuri I, passagem Maura, 218, entre a 3ª e 4ª Rua, Icoaraci;
16 – USF Radional, Av. Bernardo Sayão, Conj. Radional II, Qd. F-50, Condor;
17 – USF Canal da Pirajá, Tv. Barão do Triunfo – 1015, Esq. com a rua Nova –
Pedreira;
18 – USF Fidélis, Rua Pantanal, S/N – Outeiro;

19 – USF Souza, Av. Almirante Barroso, dentro da Setran;
20 – USF Panorama XXI, Conj. Panorama XXI, QD 24, Casa 11 B Mangueirão;
21 – UBS Castanheira, Passagem Sol Nascente – Castanheira;
22 – UBS Portal da Amazônia, Rua Osvaldo de Caldas Brito, 30 B – Jurunas
23 – UMS Águas Lindas, Conj. Verdejantes I, 2ª Rua, S/N;
24 – UMS Baía do Sol, Av. Beira Mar, S/N – Mosqueiro;
25 – UMS Bengui II, Pass. Maciel, S/N – Ao lado da Escola Marilda Nunes;
26 – UMS Cabanagem, Rua São Paulo, S/N – Entre Rua São Pedro e Rua
Olímpia;
27 – UMS Cremação, Rua dos Pariquis – 2906;
28 – UMS Cotijuba, Rua Manoel Barata, S/N – Ilha de Cotijuba;
39 – UMS Curió, Pass. Albert Engelhard, S/N, Curió Utinga;
30 – UMS Fátima, Rua Domingos Marreiros, nº 1664;
31 – UMS Guamá, Rua Barão de Igarapé-Miri, nº 479;
32 – UMS Icoaraci, Rua Manoel Barata, nº 840;
33 – UMS Maguari, Conj. Maguari, Alameda 15;
34 – UMS Maracajá, Tv. Siqueira Mendes, S/N;
35 – UMS Marambaia, Rod. Augusto Montenegro;
36 – UMS Outeiro, Rua Manoel Barata, S/N;
37 – UMS Paraíso dos Pássaros, Rua dos Tucanos;
38 – UMS Pratinha, Rod. Arthur Bernardes;
39 – UMS Providência, Av. Norte;
40 – UMS Sacramenta, Av. Senador Lemos;
41 – UMS Satélite, Conj. Satélite, WE 08;
42 – UMS Sideral, Rua Sideral – Esquina com Av. Brasil;
43 – UMS Tapanã, Rua São Clemente;
44 – UMS Terra Firme, Pass. São João, nº 170 – Terra Firme;
45 – UMS Vila da Barca, Rua Cel Luiz Bentes – próximo à Pedro A. Cabral;
46 – CSE Marco, Av. Rômulo Maiorana, 2558 – Marco;
47 – UBS Pedreira, Av. Pedro Miranda, esquina com Tv. Mauriti;
48 – Uremia, Av. Alcindo Cacela, nº 1421 – São Brás;
49 – Iasb, rua Enéas Pinheiro – s/n, entre Almirante Barroso e Av. João Paulo
II.
UMSs com a vacinação suspensa temporariamente:
UMS Telégrafo, Rua do Fio – Entre Pass. São João e Pass. São Pedro;
UMS Tavares Bastos, Av. Rodolfo Chermont, 170 – Marambaia;
UMS Condor, Pass. Lauro Malcher, Nº 285. – s/n, entre Almirante Barroso e Av.
João Paulo II.

Telessaúde UFPA lança Processo Seletivo para vaga de bolsista para apoio administrativo.

O Núcleo de Telessaúde da UFPA lança edital para preenchimento de 01 (uma) vaga e cadastro de reserva para bolsista para apoio administrativo.

Requisitos:
-Estar regularmente matriculado em curso de pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado) nas áreas de administração ou economia;
-Diploma de graduação em Administração ou Economia, em instituição nacional reconhecida pelo MEC;
-É necessário ter habilidade com as ferramentas do Office (Word, Excel e Power Point), Internet, boa redação de texto de documentos oficiais;
-Experiência em rotinas administrativas.

Para se inscrever o candidato precisa enviar a documentação descrita pelo formulário presente no edital. As inscrições podem ser realizadas no período das 12h do dia 07/07/2023 às 12h do dia 12/07/2023.

Remuneração mensal: R$2000,00 (dois mil reais).
Carga horária: 30 horas semanais

Serviços do Telessaúde UFPA garantem melhoria no atendimento à população

Os serviços prestados pelo Telessaúde UFPA estão melhorando a qualidade dos atendimentos em saúde da população nos municípios paraenses que já aderiram ao programa. Atualmente, já estão sendo prestados os serviços de Teleconsultoria, Teledermatologia, Tele-ECG e Tele-educação, com a realização de webconferências para qualificação profissional na área da saúde. Todos esses serviços são acessados por meio do site Telessaude.ufpa.br e são voltados para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

De janeiro a 31 de maio deste ano foram emitidos 503 laudos de tele-ECGs, 232 teleconsultorias e nove teledermatogias. Os municípios marajoaras de Ponta de Pedras e Bagre são os que mais têm usado os serviços, pois já possuem convênio com o programa. O resultado tem sido apontado como positivo pelos gestores de saúde dos dois municípios.

A secretária municipal de saúde de Ponta de Pedras, Indira Oliveira de Sousa, destaca que o Telessaúde UFPA tem sido “uma importante ferramenta de expansão dos atendimentos de saúde ofertados à população local”. “Percebemos que os usuários do SUS estão mais felizes e satisfeitos, pois reduziram os gastos com passagens e tempo de espera no atendimento que, por vezes, levavam meses tentando a demanda referenciada para Belém”, avalia a secretária.

Indira Sousa tem comemorado o resultado satisfatório dos serviços do programa, que segundo ela “reduziu barreiras e dificuldades, não só sociais, como econômicas e culturais”. “Esses serviços reduziram bastante a distância quanto ao acesso ao atendimento, para que os serviços e as informações em saúde cheguem a um número cada vez maior de pontapedrenses”, diz a gestora.

Com relação às filas de espera, a gestora explica que houve redução, mas que como a demanda em Ponta de Pedras é muito grande, a quantidade de vagas disponibilizadas ainda não consegue atender à necessidade total da população. “Antes do Telessaúde UFPA as filas de espera eram bem acentuadas. O programa ajudou a diluir tais filas, mas infelizmente por conta da grande demanda não conseguimos zerar as filas. E como só temos médicos generalistas, a demanda por profissionais especializados é cada vez mais crescente. Os gastos da população também reduziram pois era muito caro ter que ir para Belém para fazer um tratamento, pois era preciso gastar com locomoção, hospedagem e alimentação”, conta Indira Sousa. “Muitas vezes, o paciente deixava de comparecer a consulta por não ter como se manter em Belém. As filas de espera eram enormes, tinham exames que demoravam meses e até mesmo ano para serem liberadas”, complementou.

No município de Bagre, a melhoria da qualidade dos atendimentos de saúde, após o convênio com o Telessaúde UFPA, também já foi reconhecida pela gestão municipal de saúde e também pela população local. O secretário municipal de saúde de Bagre, Paulo Ronaldo Rodrigues de Souza destacou os benefícios conquistados com os serviços para o fechamento de diagnósticos das patologias que acometem os munícipes. “Levando em consideração que a nossa região é de difícil acesso a médicos especialistas em cardiologia e outros e a situação atual da nossa internet em nosso município, sem dúvida nenhuma essa parceria veio ajudar muito no diagnóstico de nossos pacientes”, destaca o gestor.

De acordo com Paulo Rodrigues a demanda por eletrocardiograma quase zerou no município. “Hoje, temos laudos de eletrocardiograma de primeiríssima qualidade e rapidez no resultado. Nós tínhamos uma demanda reprimida muito grande de eletro e conseguimos baixar para quase zero. E foi o Telessaúde UFPA a ferramenta que garantiu melhorias nos atendimentos dos nossos usuários”, ressalta o secretário.

Antes da parceria com o Telessaúde, segundo Paulo Rodrigues, o município de Bagre dispunha apenas de uma prestação de serviços do estado, por meio do Hospital Regional de Breves, que disponibilizava 40 vagas de eletrocardiograma por mês. Ocorre que a população do município é de cerca de 30 mil habitantes e esse quantitativo de atendimento mensal era insuficiente e gerava uma demanda reprimida muito grande.

            Além disso, segundo o gestor, os custos do município e do próprio paciente eram muito grandes. A prestação do serviço funcionava da seguinte forma: “a secretaria marcaria o eletrocardiograma para o paciente e nós liberávamos as passagens, ida e volta. E quando o paciente era idoso, nós liberávamos também a passagem do acompanhante, o que gerava uma despesa alta com passagens. Nós tínhamos que garantir a passagem para o paciente não perder o exame. Mas, mesmo assim, ainda tinha uma longa espera de 7 a 10 dias para o paciente receber o resultado do exame do Hospital Regional de Breves”. “Isso também dificultava para o paciente trazer o resultado para o médico para ele fazer o diagnóstico. Mas, hoje, com o Telessaúde UFPA, não existe mais essa espera porque se tem o laudo com muita rapidez e sem precisar que o paciente saia do município. Com esse serviço, nós economizamos com passagens e os pacientes não precisam mais gastar tempo com deslocamento para Breves”, ressalta Paulo Rodrigues.

O secretário explica que foi feita uma distribuição dos serviços dos Telessaúde UFPA em Bagre. “Quando trouxemos o Telessaúde UFPA para cá, nós sentamos com a nossa rede de atenção primária e dividimos a demanda porque em todas as nossas estratégias de saúde da família, que são os postos que atendem a população nos bairros, nós tínhamos demandas. Então, nós demos uma cota semanal para cada Estratégia de Saúde da Família (ESF) para direcionar os seus pacientes para o hospital municipal, onde se faz, hoje, o exame de eletrocardiograma”, explica.

Paulo Rodrigues comemora os resultados com o Telessaúde UFPA em Bagre. “Hoje, o programa soma muito com a nossa rede de saúde porque diminuiu a nossa demanda, diminuiu o tempo dos resultados dos exames, diminuiu o recurso que a gente gastava com passagens para os pacientes. Agora, eles fazem os exames no próprio município. Então, diminuiu também o tempo do paciente longe do município e ele vai andando para o nosso hospital municipal para fazer o seu exame. Antes, ele teria que pegar lancha ou o próprio barco da linha para ir para Breves, perdia um dia para fazer o exame e ainda não traria o resultado”, concluiu.

Serviços ofertados pelo Telessaúde UFPA:

Teleconsultoria – serviço no qual uma consulta é registrada e realizada entre trabalhadores, profissionais e gestores da área da saúde, por meio de instrumentos de telecomunicação bidirecional, com o fim de esclarecer dúvidas sobre procedimentos clínicos, ações de saúde e questões relativas ao processo de trabalho. As respostas são baseadas em evidências científicas e adequadas às características da região amazônica. O Telessáude UFPA oferta teleconsultoria assíncrona. Isto é, por meio de mensagens off-line via plataforma STT.

Telediagnóstico – utiliza as tecnologias da informação e comunicação para realizar apoio ao diagnóstico através de distâncias geográfica e temporal. A imagem é enviada pelos serviços de saúde municipais ou estaduais para a plataforma STT e os laudos são realizados à distância pelos profissionais vinculados ao Telessaúde UFPA.

Tele-educação – visa a educação permanente dos profissionais da atenção primária à saúde (APS), por meio de conferências, palestras, aulas, cursos, ou disponibilização de objetos de aprendizagem interativos sobre temas relacionados à saúde, ministrados à distância, por meio de tecnologia de informação e comunicação.

Tele-ECG – serviço de teledignostico, que consiste na disponibilização de laudos de eletrocardiograma feitos por um cardiologista credenciado ao programa. Para usar o serviço, o município deve pactuar com o Telessaúde UFPA por meio de um termo de cooperação. A partir daí os profissionais de saúde do município são treinados para o uso do serviço e em até 72 horas o solicitante recebe o laudo do ECG.

Todos estes serviços estão em pleno funcionamento pelo Telessaúde UFPA e disponíveis para atender enfermeiros(as), médicos(as) e técnico(a) na área da saúde que atuam nas unidades de Atenção Primária a Saúde (APS) de todos os 144 municípios do Estado do Pará. Trata-se de uma importante ferramenta para auxiliar no diagnóstico em dermatologia e em laudos de eletrocardiograma com consultores especialistas nas duas áreas. A solicitação do serviço deve ser feita pelo site telessaude.ufpa.br.

Hospitais têm vagas abertas para auxiliar de farmácia, técnicos em enfermagem e de laboratório

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, e o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua, na Grande Belém, estão convocando profissionais da área da saúde em processos seletivos. As vagas são para auxiliar de farmácia, técnicos em enfermagem e de laboratório e as inscrições já estão abertas para a seleção.

No Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, as vagas disponíveis são para Pessoas com Deficiência (PcD) para as vagas de auxiliar de farmácia e técnico em enfermagem. Interessados devem enviar currículos até 3 de julho via e-mail: recrutamento.hoiol@institutodiretrizes.com.br e informar o nome da vaga de interesse no assunto.

Para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, a vaga é para o cargo de técnico de laboratório. Os currículos serão recebidos até o dia 7 de julho pelo e-mail: rh1.hmue@indsh.org.br. Confira abaixo os requisitos para as vagas nos dois hospitais.

Para o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo

– Auxiliar de farmácia:

Ensino médio completo

Experiência de 6 meses

– Técnico em enfermagem:

Curso técnico na área

Curso de hemodiálise

Experiência de 6 meses

Os selecionados serão contatados para a realização das próximas etapas do processo, que incluem teste psicológico, prova e entrevista técnica.

Para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência

– Técnico de laboratório:

Ensino médio completo

Curso técnico em laboratório

Desejável experiência de seis meses

A unidade está recebendo, ainda, currículos para cadastro reserva direcionado às Pessoas com Deficiência (PCD) para diferentes cargos. Os interessados também devem enviar os currículos por e-mail. Todos os currículos recebidos passarão por triagem, seguindo critérios do Setor de Recursos Humanos (RH) da unidade e os selecionados serão contatados para a realização das próximas etapas do processo, que incluem provas e entrevistas.

Foto: Ricardo Amanajás/Arquivo Agência Pará

Brasil tem primeiro caso de influenza aviária em aves domésticas

O Brasil registrou a primeira ocorrência de vírus da influenza aviária em aves domésticas. O caso foi detectado em uma criação de subsistência localizada no quintal de uma casa na cidade da Serra, no Espírito Santo. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), havia criação de pato, ganso, marreco e galinha, no local. É o primeiro foco detectado em aves domésticas em criação de subsistência desde a entrada do vírus no Brasil, no dia 15 de maio deste ano.

Em nota, o Ministério da Saúde informa que a ocorrência do foco confirmado em aves de subsistência não traz restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros. O consumo e a exportação de produtos avícolas também permanecem seguros. Mesmo assim, medidas sanitárias já estão sendo tomadas para a contenção e erradicação do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). Além disso, estão sendo intensificadas as ações de vigilância em populações de aves domésticas na região relacionada ao foco.

Segundo levantamento do MS há, no país, 50 focos de IAAP detectados em aves silvestres no Espírito Santo, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Informações atualizadas sobre os focos da doença podem ser acessadas por meio do Painel BI. O site informa também as espécies que já foram afetadas pelo vírus da influenza aviária.

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) ressalta o que qualifica como “trabalho de excelência” conduzido de forma “transparente” pelo Ministério da Agricultura e pelas secretarias de agricultura estaduais. A entidade não acredita que o caso resulte em qualquer alteração no fluxo das exportações. “Segundo todos os órgãos de saúde internacionais, não há qualquer risco no consumo dos produtos”, informou a ABPA, ressaltando que os protocolos sanitários mantidos pela avicultura industrial do Brasil mantêm-se “nos mais elevados padrões de biosseguridade, preservando as unidades produtivas perante a enfermidade”.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Walter Campanato/Agência Brasil

Nova vacina contra a dengue deve chegar ao Brasil nesta semana

A Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou que uma nova vacina contra a dengue deve chegar ao Brasil nesta semana. O novo imunizante é composto por quatro diferentes sorotipos do vírus causador da doença, a Qdenga, da empresa Takeda Pharma Ltda., e foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março deste ano. Segundo o órgão regulador, a dose confere ampla proteção contra a dengue.

Em nota, a ABCVAC informou que o preço da vacina, disponível, inicialmente, apenas em laboratórios particulares, deve variar entre R$ 350 e R$ 500 para o consumidor final, dependendo do estado. Em São Paulo, por exemplo, o Preço Máximo ao Consumidor (PMC) autorizado pela Anvisa para as clínicas é R$ 379,40.

De acordo com a Anvisa, a nova vacina é indicada para crianças acima de 4 anos de idade, adolescentes e adultos até 60 anos de idade. A Qdenga, portanto, é a primeira dose aprovada no Brasil para um público mais amplo, já que o imunizante aprovado, anteriormente, a Dengvaxia, só pode ser utilizado por quem já teve dengue.

A nova vacina estará disponível para administração via subcutânea em esquema de duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações. Segundo a agência, a eficácia contra a dengue para todos os sorotipos combinados entre indivíduos soronegativos (sem infecção anterior pelo vírus) foi de 66,2%. Já para indivíduos soropositivos (que tiveram infecção anterior pelo vírus), o índice foi de 76,1%.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Telessaúde UFPA participa do Fórum Nacional de Telessaúde 2023, em Brasília

O Telessaúde UFPA está participando do Fórum Nacional de Telessaúde 2023, nesta quarta e quinta-feira, dias 20 e 21, no Brasília Palace Hotel, em Brasília. O evento reúne representantes de todos os núcleos que integram o Programa Telessaúde Brasil Redes, com o objetivo de debater os principais desafios, dificuldades e avanços que estão sendo observados em todo o país, além de discutir modelos e formas de apoio para a ampliação dos serviços. O Telessaúde UFPA esteve representado no fórum pela coordenadora geral, Socorro Castelo Branco e pela coordenadora adjunta, Leidiana Lopes, que fizeram uma exposição dos serviços que estão sendo desenvolvidos no Estado do Pará. A mesa de abertura do fórum foi presidida pela titular da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi), Estela Haddad, que coordena o programa no país.

            Seguindo o cronograma do Fórum Nacional de Telessaúde 2023, a coordenadora geral do Telessaúde UFPA, Socorro Castelo Branco, fez a apresentação sobre o Telessaúde UFPA, na manhã desta quarta-feira (21). Na ocasião, além de mostrar os resultados com a oferta dos serviços de Teleconsultoria, Telediagnóstico, Tele-ECG e Tele-Educação, a coordenadora destacou as parcerias fechadas com municípios da região do Arquipélago do Marajó, além da discussão dos últimos ajustes para firmar uma parceria com a capital paraense, Belém, para a qualificação dos atendimentos na rede de saúde municipal.

            O Telessaúde UFPA integra o Programa Telessaúde Brasil Redes, que é uma iniciativa em âmbito nacional que busca melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica no Sistema Único da Saúde (SUS), integrando ensino e serviço por meio de ferramentas de tecnologias da informação, que oferecem condições para promover a Teleassistência e a Tele-educação.

Vacinação contra Covid-19 e Influenza segue em Belém

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, continua a ofertar, a vacinação contra gripe, covid-19 e atualização do calendário vacinal, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A vacinação nos shoppings Boulevard, Bosque Grão Pará e It Center só está disponível aos sábados, das 10h às 17h.

A vacinação contra a Influenza foi prorrogada até o próximo 30 de junho e está liberada para toda a população, a partir dos seis meses de idade, além de continuar para os grupos prioritários já definidos pelo Ministério da Saúde. Já a vacina bivalente contra covid-19 segue disponível para todas as pessoas acima de 18 anos, assim como outros grupos prioritários (definidos pelo Ministério da Saúde), que tenham completado esquema básico de vacinação (D1 e D2) e cujo intervalo da última dose realizada seja de, no mínimo, 4 meses.

A Sesma ressalta que fazem parte do grupo prioritário os idosos, pessoas de 12 a 59 anos com comorbidade; gestantes e puérperas até 45 dias pós-parto; pessoas com imunossupressão (a partir de 12 anos); com deficiência permanente (a partir de 12 anos de idade); indígenas, ribeirinhos e quilombolas (a partir de 12 anos de idade).

Segundo a secretaria as Unidades Municipais de Saúde de Belém darão continuidade à aplicação das vacinas de rotina, conforme recomendado pelo Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Locais de vacinação:

Unidades Municipais de Saúde

Horário de funcionamento: 08h às 17h, de segunda a sexta-feira

01 – USF Aeroporto, rua dos Passos, S/N – Mosqueiro;

02 – USF Barreiro I, Pass. Mirandinha – 367;

03 – USF Carananduba, Av.Cipriano Santos, passagem Santa Maria, Nº 01;

04 – USF Terra Firme, rua São Domingos, esquina com a Passagem 2 de Junho;

05 – USF Fama, Estrada do Tucunduba – Outeiro;

06 – USF Furo das Marinhas, Rod. Augusto Meira Filho, Furo das Marinhas Mosqueiro;

07 – USF Mangueirão, rua São João – 1;

08 – USF Quinta dos Paricás, Estrada do Maracacuera, 2477, Icoaraci;

09 – USF Sucurijuquara, Estrada da Baía do Sol, Mosqueiro;

10 – USF Tenoné II, rua 6ª Linha-S/N, ao lado da Fund. Paula Francinete;

11 – USF Combu, Furo do Combu, S/N, Ilha do Combu;

12 – USF Paraíso Verde, Av. João Paulo II, entre Pass. Classe A e Cruzeiro;

13 – USF Parque Verde, rua da Yamada;

14 – USF Eduardo Angelim, Conjunto Eduardo Angelim, Av. 17 de Abril – S/N;

15 – USF Paracuri I, passagem Maura, 218, entre a 3ª e 4ª Rua, Icoaraci;

16 – USF Radional, Av. Bernardo Sayão, Conj. Radional II, Qd. F-50, Condor;

17 – USF Canal da Pirajá, Tv. Barão do Triunfo – 1015, Esq. com a rua Nova – Pedreira;

18 – USF Fidélis, rua Pantanal, S/N – Outeiro;

19 – USF Souza, Av. Almirante Barroso, dentro do SETRAN;

20 – USF Panorama XXI, Conj Panorama XXI, QD 24, Casa 11 B Mangueirão;

21 – UBS Castanheira, passagem Sol Nascente – Castanheira;

22 – UBS Portal da Amazônia, rua Osvaldo de Caldas Brito, 30 B – Jurunas

23 – UMS Águas Lindas, Conj. Verdejantes I, 2ª Rua, S/N;

24 – UMS Baía do Sol,  Av. Beira Mar, S/N – Mosqueiro;

25 – UMS Benguí II, Pass. Maciel, S/N – Ao lado da Escola Marilda Nunes;

26 – UMS Cabanagem, rua São Paulo, S/N – Entre Rua São Pedro e  Rua Olímpia;

27 – UMS Cremação, rua dos Pariquis – 2906;

28 – UMS Condor. Pass. Lauro Malcher, Nº 285;

29 – UMS Cotijuba, rua Manoel Barata, S/N – Ilha de Cotijuba;

30 – UMS Curió, Pass. Albert Engelhard, S/N, Curió Utinga;

31 – UMS Fátima, rua Domingos Marreiros, Nº 1664;

32 – UMS Guamá, rua Barão de Igarapé-Miri, Nº 479;

33 – UMS Icoaraci, rua Manoel Barata, Nº 840;

34 – UMS Maguari, Conj. Maguari, Alameda 15;

35 – UMS Maracajá, Tv. Siqueira Mendes, S/N;

36 – UMS Marambaia, Rod. Augusto Montenegro;

37 – UMS Outeiro, rua Manoel Barata, S/N;

38 – UMS Paraíso dos Pássaros, rua dos Tucanos;

39 – UMS Pratinha, Rod. Arthur Bernardes; 

40 – UMS Providência, Av. Norte;

41 – UMS Sacramenta, Av. Senador Lemos;

42 – UMS Satélite, Conj. Satélite, WE 08;

43 – UMS Sideral, rua Sideral – Esquina com Av. Brasil;

44 – UMS Tapanã, rua São Clemente;

45 – UMS Telégrafo, rua do Fio – Entre Pass. São João e Pass. São Pedro;

46 – UMS Terra Firme, Pass. São João, Nº 170 – Terra Firme;

47 – UMS Vila da Barca, rua Cel Luiz Bentes – próximo à Pedro A. Cabral;

48 – CSE Marco, Av. Rômulo Maiorana, 2558 – Marco;

49 – UBS Pedreira, Av. Pedro Miranda, esquina com Tv. Mauriti;

50 – UREMIA, Av. Alcindo Cacela, Nº 1421 – São Brás; e

51 – IASB, rua Enéas Pinheiro – s/n, entre Almirante Barroso e Av 1º de Dezembro.

Pontos de Vacinação, das 10h às 17h, exclusivamente aos sábados

– Shopping Boulevard. Av. Visconde de Souza Franco (Doca)

– Shopping Bosque Grão-Pará. Av. Centenário

– IT Center. Av. Senador Lemos.

Manejo da malária na Atenção Primária é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “Manejo da malária na Atenção Primária” no dia 27 de junho. O tema será ministrado pelo médico infectologista e mestre em Doenças Tropicais, Rhomero Souza, que vai falar sobre como deve ser feito o atendimento de pacientes com malária, nas unidades de Atenção Primária a Saúde (APS). O evento será às 17h30, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo o Ministério da Saúde, a malária representa um grande problema de saúde pública no país, com 99% dos casos concentrados na região amazônica e com incidência maior nas populações de maior vulnerabilidade social. A eliminação da doença no Brasil até 2035 é uma das prioridades do MS, que lançou em abril deste ano uma campanha para alertar a população sobre as formas de prevenção e tratamento. Pela primeira vez o lançamento ocorreu na região amazônica, foco prioritário para o combate da doença, na cidade de Ananindeua (PA). A campanha teve como slogan “O combate à malária acontece com a participação de todos: cidadãos, comunidade e governo”, voltada para alertar a população, profissionais de saúde e gestores sobre a prevenção, controle e eliminação da doença.

A malária é uma doença infecciosa transmitida por mosquitos hematófagos do gênero Anopheles e causada por protozoários do gênero Plasmodium. A mais frequente é causada pelo Plasmodium vivax; em segundo lugar tem-se o Plasmodium falciparum, que por sua vez possui maior morbimortalidade, bem como crescente resistência ao tratamento medicamentoso.

Na infecção pela malária, os principais sintomas são febre, calafrios e sudorese, que ocorrem no acesso malárico, que é uma crise aguda que ocorre em períodos paroxísticos, podendo ou não ser de 48/48h como classicamente é descrito, ou seja, a ausência do padrão característico não deve afastar a suspeita de malária. Outros sintomas comuns são a fadiga, mialgia, cefaleia e vômitos.

Para falar sobre o tema, o infectologista Rhomero Souza vai abordar os aspectos epidemiológicos e clínicos da doença e ensinar como os pacientes com sintomas de malária devem ser atendidos para ter um diagnóstico e tratamento adequados. “Muitas vezes, o primeiro contato do paciente com um ambiente de saúde é nas unidades de Atenção Primária. Então, é de fundamental importância que os profissionais de saúde conheçam bem essa doença, considerada endêmica na nossa região amazônica”, destacou o conferencista.

Sobre o conferencista:

Rhomero Salvyo Assef Souza é médico infectologista, especialista em Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar e mestre em Doenças Tropicais. Faz parte do corpo clínico da Unidade de Doenças Infecto-parasitarias do Hospital Barros Barreto e é professor do Curso de Medicina do Cesupa.

Webconferência abordará o climatério na APS

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “Abordagem do climatério na APS” no dia 22 de junho. O tema será ministrado pela médica e professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), Dra. Djenanne Simonsen, que vai falar sobre como deve ser feito esse atendimento das mulheres que estão nesse período da vida, nas unidades de Atenção Primária a Saúde (APS). O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.


Segundo a Organização Mundial da Saúde, o climatério é definido como uma fase biológica da vida e não um processo patológico, que compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo da vida da mulher. Esse conceito é, portanto, diferente de Menopausa, como muitas pessoas confundem. A menopausa é o último ciclo menstrual, somente reconhecida depois de passados 12 meses da sua ocorrência e acontece geralmente em torno dos 48 aos 50 anos de idade.


O Ministério da Saúde editou um Manual de Atenção à Mulher no Climatério / Menopausa, em 2008, com diretrizes que orientam os profissionais de saúde para a atenção integral e humanizada, considerando as diversidades e especificidades das mulheres brasileiras. Dentre as muitas informações contidas nesse documento, são destacados os princípios fundamentais da atenção em saúde, como o acolhimento e a ética nas relações entre profissionais e usuárias, os aspectos emocionais e psicológicos, a sexualidade e as possíveis repercussões clínicas das transformações hormonais que acompanham o climatério/menopausa. Todos esses elementos serão abordados pela Dra. Djenanne Simonsen em sua webconferência.


O documento traz também estimativas do DATASUS sobre a população feminina brasileira, que em 2007 totalizava mais de 98 milhões de mulheres. Chama a atenção nesse dado que cerca de 32% das mulheres no Brasil, naquele período, estavam na faixa etária em que ocorre o climatério. Em comparativo, dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019 (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que em 2019 as mulheres representavam 52,2%, o que em números equivale a 109,4 milhões das pessoas residentes no Brasil, além de serem também a maioria entre a população idosa (56,7%). Todos esses dados só reforçam a importância do tema da webconferência, que tem como objetivo primeiro contribuir com a qualificação do atendimento às mulheres que estão no climatério, nas unidades de APS.


Dados atuais têm mostrado que o aumento dos sintomas e problemas da mulher neste período reflete circunstâncias sociais e pessoais, e não somente eventos endócrinos do climatério e menopausa. Especialistas ressaltam que o climatério não é uma doença e sim uma fase natural da vida da mulher e muitas passam por ela sem queixas ou necessidade de medicamentos. Já outras têm sintomas que variam na sua diversidade e intensidade. Mas, nos dois casos é fundamental que haja um acompanhamento sistemático visando à promoção da saúde, o diagnóstico precoce, o tratamento imediato dos agravos e a prevenção de danos.


A webconferência “Abordagem do climatério na Atenção Primária” vai orientar como como as mulheres no climatério devem ser atendidas e cuidadas para que haja a maior efetividade possível no tratamento dos possíveis sintomas desse período, como o uso de estratégias que evitem a ocorrência de oportunidades perdidas de atenção a essa clientela feminina. Ou seja, evitar ocasiões em que as mulheres entram em contato com os serviços e não recebem orientações ou ações de promoção, prevenção e ou recuperação, de acordo com o perfil epidemiológico deste grupo populacional.

Sobre a conferencista
A médica Djenanne Simonsen Augusto De Carvalho Caetano tem mestrado em Medicina área de atuação em Mastologia (UFRJ), tem título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), título de habilitação em Patologia do trato genital inferior e colposcopia (Sbptgic), especialista em Ginecologia pelo Instituto de Ginecologia da UFRJ e especialista em Medicina do Trabalho (Unirio).

Inscrições para o Mais Médicos terminam dia 31

As inscrições para o programa Mais Médicos terminam nesta quarta-feira (31). O programa está dando prioridade para profissionais brasileiros formados no país. Mas, também podem participar da seleção brasileiros formados no exterior ou estrangeiros, que continuarão atuando com Registro do Ministério da Saúde (RMS) em vagas não ocupadas por médicos com registro no país. O edital com 5.970 vagas distribuídas em 1.994 municípios foi divulgado na última segunda-feira (22).

Os profissionais interessados em participar precisam acessar o Sistema de Gerenciamento de Programas por meio do endereço eletrônico do Mais Médicos. Após a validação da inscrição, de 1º a 5 de junho, os candidatos poderão indicar até dois locais de atuação de sua preferência. Para a alocação dos profissionais serão considerados critérios relacionados à titulação, formação e experiência prévia no projeto. Em caso de empate, terão prioridade candidatos de residência mais próxima do local de atuação no Mais Médicos, com maior tempo de formado e de maior idade.

Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é de que os profissionais comecem a atuar nos municípios no fim de junho. O valor previsto no edital da bolsa-formação é de R$ 12,3 mil ao mês, pelo prazo de 48 meses, prorrogáveis por igual período. Todos os participantes poderão receber incentivos pela permanência no programa, sendo que os que forem alocados em regiões de extrema pobreza e vulnerabilidade, de acordo com a oferta do edital, recebem um percentual maior.

Levantamentos do ministério, apontam que, atualmente, mais de 8 mil médicos atuam no programa e o edital aberto agora é para recompor vagas ociosas dos últimos quatro anos, além de mil vagas inéditas para a Amazônia Legal. Cerca de 45% das vagas estão em regiões de vulnerabilidade social e, historicamente, com dificuldade de provimento de profissionais. Em 2023, 117 médicos foram convocados para atuar em distritos sanitários indígenas, inclusive no território yanomami, em situação de emergência sanitária.

O governo federal tem como expectativa chegar até o fim do ano com 28 mil profissionais do Mais Médicos atendendo em todo o país, principalmente nas áreas de extrema pobreza. Com isso, mais de 96 milhões de brasileiros terão a garantia de atendimento médico na atenção primária, porta de entrada do SUS.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Telessaúde UFPA entrega plano de ação à Sesma

A coordenadora geral do Telessaúde UFPA, Dra. Socorro Castelo Branco, entregou um plano de ação para o secretário municipal de saúde, Pedro Ribeiro Anaisse, na manhã desta sexta-feira (19). O documento atende a uma solicitação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e norteia as ações que serão desenvolvidas pelos dois órgãos para a implementação de uma parceria de trabalho. Um termo de cooperação entre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – representando o Telessaúde UFPA – e a Sesma será assinado no mês de junho, quando deverá iniciar a prestação de serviços do projeto em algumas unidades de saúde da rede municipal de saúde.

Segundo ficou acertado na reunião, a implementação dos serviços do Telessaúde UFPA será feita, inicialmente, como um projeto piloto. Nesse sentido, o secretário Pedro Anaisse se comprometeu com a implementação dos seguintes serviços, a partir de junho: Tele-ECG,  Teledermatologia e  Teleconsultoria. Já o serviço de Telerradiologia já foi sinalizado o interesse pelo secretário e deverá ser disponibilizado à população assim que ele for implantado pelo Telessaúde UFPA.

Durante a reunião ficou também pactuado que serão feitos treinamentos com as equipes de profissionais de saúde que atuam nas unidades municipais de saúde para que o serviço possa ser executado com êxito. Após um mês do uso dos serviços será feito um relatório com os resultados e apresentado para a Sesma, que poderá expandi-los para todas as unidades da rede municipal de saúde. 

Além disso, o Telessaúde UFPA também disponibilizará para a Sesma os serviços de Tele-Educação, que atuam na educação continuada dos profissionais de saúde, visando a melhoria no atendimento de saúde da população. Na pactuação com a Sesma, a plataforma do projeto ficará à disposição do município de Belém para atuar na produção, assim como na hospedagem, de cursos e treinamentos para as equipes de saúde da secretaria.

OMS não recomenda uso de adoçante para perda de peso

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta segunda-feira (15), diretrizes que não recomendam adoçantes artificiais para serem utilizados em substituição ao açúcar em dietas para o emagrecimento. O documento alerta para a falta de consenso científico sobre a eficácia desses produtos no controle de peso e
para a ocorrência de outros efeitos colaterais.


A recomendação da OMS toma como base uma revisão dos estudos e evidências científicas disponíveis sobre o uso de adoçantes em dietas para controle de peso. Segundo o relatório, não há evidências de que o consumo desses compostos traga benefícios a longo prazo nas medidas de gordura corporal em crianças e adultos.


A OMS também alerta para possíveis efeitos pelo uso prolongado de adoçantes, como maior risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer em adultos. O relatório não aponta que os adoçantes devam ser substituídos por açúcares. O mais indicado é a redução no consumo de alimentos adoçados como um todo.


As diretrizes colocadas no documento da OMS se referem a qualquer composto (natural ou sintético) não-nutritivo, utilizado como adoçante e que não seja classificado como açúcar. Alguns exemplos são: aspartame, ciclamato, sacarina, sucralose e stevia. Em
geral, esses são compostos utilizados para perda ou controle de peso, por
terem baixo valor calórico.

Texto com informações da OMS

Foto: Freepik

Webconferência debaterá cuidados e reabilitação do Autismo na APS

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “Autismo: cuidados e reabilitação na APS” no dia 31 de maio. O tema será ministrado pela terapeuta ocupacional Marcela Cunha, que tem certificação internacional de integração sensorial e vai ensinar como deve ser feito esse atendimento de pessoas que estão enquadradas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas unidades de Atenção Primária a Saúde (APS). O evento será às 17h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

A conferencista Marcela Cunha destaca que sua webconferência terá como foco principal “a perspectiva sensorial e o impacto na vida da pessoa com autismo”. Nesse sentido, ela abordará três pontos principais: processamento sensorial e neurociências, sinais de alterações sensoriais e impactos ocupacionais. “Quando existe uma alteração sensorial ela tem um impacto importante na rotina das pessoas que tem autismo, independente, de ser na fase infantil, adolescente ou adulta e os seus papeis ocupacionais passam a se tornar um desafio muito maior por conta dessas alterações sensoriais”, destaca.

Marcela Cunha destaca também que é importante entender o que pode ser uma alteração sensorial, o que pode ser feito quando se identifica que existem sinais dessa alteração sensorial, para onde se deve encaminhar esses pacientes e quais os profissionais que estão responsáveis pelo atendimento. “Uma das coisas mais importantes é saber como agir, como por exemplo, quando tiver acontecendo uma crise por uma desorganização sensorial, que é diferente de quando se faz o manejo de uma birra”, explica a conferencista. “Então, é importante identificar e estar por dentro dessas questões que interferem no desempenho funcional da criança para que esse tipo de conhecimento amplie as possibilidades de ajudar essa pessoa com autismo”, complementa.

Além disso, segundo a terapeuta ocupacional, é importante também entender que não é só pela questão do comportamento. “É necessário entender que existe um gerenciamento, que é um processamento neurológico. E esse gerenciamento do processamento sensorial não depende da vontade da criança. Então, a ajuda que nós profissionais damos é muito importante nessa organização comportamental da criança”, concluiu Marcela Cunha.

O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades. Sinais de alerta no neurodesenvolvimento da criança podem ser percebidos nos primeiros meses de vida, sendo o diagnóstico estabelecido por volta dos 2 a 3 anos de idade. A prevalência é maior no sexo masculino.

A identificação de atrasos no desenvolvimento, o diagnóstico oportuno de TEA e encaminhamento para intervenções comportamentais e apoio educacional na idade mais precoce possível, pode levar a melhores resultados a longo prazo, considerando a neuroplasticidade cerebral.

Sobre a conferencista

A conferencista Marcela Cunha é graduada em Terapia Ocupacional pela Universidade Estadual do Pará (UEPA), preceptora do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Pará (UFPA, na área de neuropediatria (URE-REI 2022-2023), supervisora clínica do Programa de Integração Sensorial de Ayres do Espaço Infantil Amira Figueira, especialista de Desenvolvimento Infantil, certificação internacional em integração sensorial (University Southern of California – USC), certificação no Conceito Neuroevolutivo Bobath e possui experiência na área de neuropediatria e desordens do desenvolvimento.

SUS incorpora dois medicamentos de combate a anemia

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) dois medicamentos para tratamento da anemia. A previsão é que os medicamentos ferripolimaltose e carboximaltose férrica estejam disponíveis ao público de saúde em até 180 dias.


Segundo o Ministério da Saúde, a ferripolimaltose é indicada para o tratamento da anemia por deficiência de ferro e intolerância ao sulfato ferroso, enquanto a carboximaltose férrica é indicada para adultos com anemia por deficiência de ferro e intolerância ou contraindicação aos sais orais de ferro.


O órgão ressalta que somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios para tratamento.


A anemia é uma doença que causa a redução da concentração de hemoglobina, proteína responsável por transportar o oxigênio pelo sangue. Os grupos mais afetados são crianças, gestantes, lactantes, meninas adolescentes e mulheres adultas em fase de reprodução.

Texto com informações de Paula Laboissière/Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Abordagem da Doença Hepática Gordurosa na APS é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “Abordagem da Doença Hepática Gordurosa na APS” no dia 22 de maio. O tema será ministrado pela médica do Complexo Hospitalar da UFPA, Simone Conde, que tem doutorado em Biologia dos Agentes Infecciosos e Parasitários e que abordará sobre as condutas que devem ser adotadas no atendimento de pacientes com Doença Hepática Gordurosa nas unidades de Atenção Primária a Saúde (APS). O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), a doença hepática gordurosa ocorre quando há infiltração de gordura com acúmulo de tecido adiposo no fígado e é considerada comum em países ocidentais, acometendo até 20% da população. Essa patologia é mais comum em homens e a sua presença aumenta as chances de mortalidade por doenças cardiovasculares e doenças hepáticas. De forma geral, as doenças hepáticas gordurosas se dividem entre alcoólica e não alcoólica; na forma alcoólica, a ingestão indiscriminada de bebidas alcoólicas é o principal fator desencadeante, enquanto que na forma não alcoólica não há uma causa específica, mas sim uma soma de fatores que podem predispor à doença, como sobrepeso, dislipidemia, diabetes e hipertensão arterial sistêmica.

A conferencista Simone Conde, que é membro da SBH destaca que em sua webconferência, no dia 22, vai abordar, entre outras coisas, os seguintes pontos sobre o tema: definições e impacto na saúde pública da doença gordurosa do fígado; as manifestações clínicas e o processo evolutivo da doença; como é feito o rastreio dos casos de esteatose hepática no nível da atenção primária; como é possível definir um planejamento de intervenção para os pacientes portadores de doença gordurosa do fígado e quando encaminhar o paciente para o especialista/hepatologista.

Sobre a doença hepática gordurosa a medicina tem trabalhado com o diagnóstico realizado a partir do auxílio de exames, como o ultrassom de abdome, que é o exame de imagem mais prático, acompanhado dos exames laboratoriais como aspartato aminotransferase (AST) e a alanina aminotransferase (ALT), exames do perfil lipídico (triglicerídeos, colesterol total e frações), plaquetas e albumina. Acerca do tratamento, é importante ressaltar que a doença hepática gordurosa não tem um tratamento específico, mas medidas de estilo de vida auxiliam na recuperação, como por exemplo: prática regular de exercícios físicos e alimentação saudável, além do controle da pressão arterial, glicemia e perfil lipídico, e cessar ingestão de bebidas alcoólicas. Nesse sentido, a webconferência vai ajudar bastante os profissionais de saúde que atuam nas unidades de APS a conduzirem os casos.

Sobre a conferencista:

A conferencista Dra. Simone Conde é professora Associada de Clínica Médica da Universidade Federal do Pará (UFPA), médica do Complexo Hospitalar (UFPA / EBSERH), pós-doutora em Ensino Superior em Saúde (Unifesp), doutora em Biologia dos Agentes Infecciosos e Parasitários (UFPA), membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia, chefe do Setor de Gestão de Pesquisa e Inovação Tecnológica Complexo Hospitalar (UFPA / EBSERH) e supervisora do Programa Mais Médicos / Ministério da Saúde.

Programa Brasil Sorridente será relançado pelo governo

O programa Brasil Sorridente será retomado pelo governo federal nesta segunda-feira (08). A cerimônia de sanção do Projeto de Lei 8.131/2017, que institui a Política Nacional de Saúde Bucal, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), está marcada para as 11h, no Palácio do Planalto, em Brasília. “Hoje, tenho a alegria de retomar o Brasil Sorridente, uma política de saúde bucal que trouxe dignidade para muitos brasileiros que puderam resolver dores de dentes, se alimentar, normalmente, e sorrir”, disse o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (08), em seu perfil no Twitter.

O Presidente Lula já havia comentado a volta do programa, no último sábado (06). Segundo ele, o relançamento completa o pacote de programas sociais, considerados referência em gestões passadas e que serão retomados em seu terceiro mandato no governo federal. “Estamos retomando, colocando em funcionamento, todas as políticas públicas que deram certo em nossos governos”, disse. Para o presidente, a sanção do projeto de lei – que inclui a Política Nacional de Saúde Bucal na Lei Orgânica da Saúde – vai garantir “acesso universal, equânime e contínuo”.

O Brasil Sorridente é um programa de saúde bucal que foi criado em 2004, durante o primeiro mandato de Lula na Presidência da República. Dados do Ministério da Saúde apontam que, em dez anos, mais de 80 milhões de pessoas foram atendidas pelo programa, recebendo diversos tipos de atendimento odontológico. “Estamos ampliando o atendimento, com o credenciamento de 3.685 novas equipes de saúde bucal e 630 novos serviços e unidades de atendimento. No total, nosso país terá 33,3 mil equipes e mais de 111 milhões de pessoas atendidas”, anunciou em suas redes, o Presidente Lula.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Telessaúde UFPA participa do maior evento sobre Moodle da América Latina

O Telessaúde UFPA esteve presente entre os dias 26 e 28 de abril no MoodleMoot Brasil-América Latina, a maior conferência acadêmica de educadores, pesquisadores e desenvolvedores do Moodle LMS. O coordenador de tecnologia da informação, William Christian Silva da Silva e o coordenador de produção do Tele-educação, Helder Marques Batista estiveram juntos no evento, ampliando os seus conhecimentos sobre esse ambiente virtual de aprendizagem de código aberto, que é uma das plataformas mais usadas no mundo em todos os níveis educacionais, do ensino fundamental ao superior.  O evento foi realizado em São Paulo, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, e é planejado pela organização sem fins lucrativos Moodle Association.

Grande entusiasta do mundo open source, William Silva, conta que foi a primeira participação sua no MoodleMoot presencial e, por isso, sua expectativa estava alta. “Eu já conhecia o evento e a dimensão dele, mas só tinha acompanhado as palestras gravadas. Mas esse tipo de evento sempre me chamou atenção, pois tanto o encontro quanto o software Moodle são livres, assim tudo o que é gerado fica disponibilizado pra toda comunidade sem custo”, destaca o coordenador de TI, que também elogia a oferta de conhecimentos do evento. “Foram excelentes os temas tratados, as oficinas trouxeram conteúdos essenciais e as ferramentas mais utilizadas na atualidade”, acrescenta.

Helder Batista destacou que nesse evento foram apresentadas as atualizações da plataforma e alguns cases que estão sendo desenvolvidos pelo Brasil, desde o ensino fundamental até o superior, e que está sendo usada também no meio corporativo para treinamento de colaboradores. “No nosso caso estamos utilizando o Moodle para os nossos cursos autoinstrucionais como plataforma base que vai contribuir com o aprendizado”, disse Batista.

O Moodle Moot é um evento global que possibilitou aos participantes conversas com profissionais altamente qualificados, segundo destacou William Silva. Já Batista ficou animado com os novos recursos da plataforma aprendidos no evento. “Nós também participamos de oficinas de plug-ins, que são direcionados para o desenvolvimento de cursos autoinstrucionais, ou seja, ferramentas de design instrucional. Então, basicamente, isso e foi muito enriquecedor e vai nos ajudar no trabalho que estamos desenvolvendo no Telessaúde UFPA”, destaca batista.

Animados com os novos aprendizados que adquiriram no evento, William Silva e Helder Batista já planejam a nova participação deles na próxima edição. “Já estamos pensando de nas próximas edições submetermos nosso trabalho para apresentação à comunidade, pois temos a certeza que nossa experiência com a aplicação do Moodle no Telessaúde UFPA vai somar na comunidade Moodle e no avanço da educação no país”, disse William, que foi complementado por Batista: “nós queremos participar do evento no ano que vem, apresentando tudo que a gente já desenvolveu com a plataforma Moodle, ao longo desse 1 ano e pouquinho e que seguimos desenvolvendo no projeto”, concluiu, acrescentando que a plataforma possibilita, entre outras coisas, ferramentas de gamificação e se integra a outras plataformas, como Canva, o H5P, Google docs e Google forms, que auxiliam no processo de aprendizagem.

Foto: Divulgação

Belém e Ananindeua vacinam com bivalente pessoas com mais de 18 anos

A vacina bivalente para covid-19 já está disponível em diversos postos dos municípios de Belém e Ananindeua para pessoas acima de 18 anos. A oferta do imunizante foi feita após a liberação pelo Ministério da Saúde. A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), anunciou a vacinação a partir desta quarta-feira (26) nos cerca de 40 pontos de atendimento espalhados na capital. E a Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), também anunciou que desde ontem (25), iniciou a vacinação da Bivalente para pessoas de 18 anos ou mais em todas as unidades básicas de saúde do município, no horário das 08h às 12h.

A vacinação com a Pfizer Bivalente segue recomendação do Ministério da Saúde. Pode tomar o reforço com a bivalente quem já recebeu, pelo menos, duas doses da vacina covid-19 monovalente como esquema primário. Além disso, é necessário respeitar o intervalo de quatro meses da última dose recebida. As pessoas diagnosticadas com covid-19 devem aguardar 30 dias após o fim dos sintomas para receber o imunizante.

A Prefeitura de Belém também segue com a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza de 2023, aberta na capital no último dia 30 de março, dez dias antes da data prevista pelo Ministério da Saúde. O público-alvo, neste primeiro momento são idosos com 60 anos ou mais e crianças de 6 meses até 5 anos, 11 meses e 29 dias.

Desde o início da campanha, contudo, o número de crianças imunizadas na capital permanece baixo. Segundo a Sesma, apenas 8,9 mil crianças (pouco mais de 9% do público esperado) foram imunizadas. A meta é vacinar 95.592 crianças nesta faixa etária.

A Sesma informa ainda que, desde o último dia 3 de abril, novos grupos passaram a ser prioritários para a vacina contra a Influenza. São eles: puérperas, gestantes, pessoas com comorbidades e trabalhadores da saúde. A campanha iniciou no último dia 30 de março, priorizando pessoas com idade a partir de 60 anos e crianças de 6 meses a 6 anos.

Os grupos prioritários para vacinação contra influenza são: idosos com 60 anos ou mais; crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes e puérperas; povos indígenas; trabalhadores da saúde; professores das escolas públicas e privadas; e pessoas com comorbidades e com deficiência permanente.

Fazem parte dos grupos prioritários, também, profissionais das forças de segurança e salvamento e armadas; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, além de portuários; funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; e população privada de liberdade.

Quem pode vacinar com a Pfizer Bivalente?

– Adultos de 18 a 59 anos sem comorbidade;

– Pessoas de 12 a 59 anos com comorbidade;

– Idosos com 60 anos ou mais;

– Gestante e puérperas (até 45 dias pós-parto);

– Trabalhadores de saúde;

– Imunossuprimidos (a partir de 12 anos de idade);

– Pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos de idade);

– Indígenas, ribeirinhos e quilombolas (a partir de 12 anos de idade);

– Pessoas vivendo em instituições de longa permanência a partir de 12 anos e trabalhadores desses locais;

– População privada de liberdade e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas e funcionários do sistema de privação de liberdade.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Pará

Mais Médicos terá mais de 600 vagas no Pará

O Ministério da Saúde publicou, nesta terça-feira (18), o edital de chamamento
ao Programa Mais Médicos, com previsão de 6.252 vagas para adesão e
renovação dos municípios. A publicação traz detalhes e orientações para os
gestores locais que, nesta etapa, devem indicar quantas vagas pretendem
preencher em cada localidade. Só para o Estado do Pará estão previstas 644
vagas, com destaque para Belém, oferecendo 62 oportunidades.
O MS dividiu, de forma inédita, a totalidade deste edital em 5.252 para
reposição de vagas que não foram preenchidas nos últimos anos e outras mil
novas vagas para ampliação do atendimento na região da Amazônia Legal. Na
próxima fase, em um novo chamamento que será publicado nos próximos dias,
será a vez dos médicos se inscreverem para a seleção das vagas que foram
indicadas.
Segundo o MS, essas serão as primeiras de um total de 16 mil que serão
abertas até o fim do ano, chegando a mais de 28 mil médicos atuando em todo
o país, garantindo acesso à saúde para mais de 96 milhões de brasileiros na
Atenção Primária, porta de entrada do SUS. O investimento por parte do
Governo Federal neste ano será de R$712 milhões.
O edital destina 1.118 vagas para os municípios de extrema pobreza, o
equivalente a 17,9% do total. Outras 1.857 vagas – 29,7% do edital – vão
contemplar a categoria alta e muito alta de vulnerabilidade, com outras 666
vagas para os municípios do G100 (10,6% do total do edital), ou seja, aquelas
cidades com mais de 100 mil habitantes e baixo rendimento per capita.
Em relação aos municípios de média vulnerabilidade, o total é de 1.721 vagas,
representando 27,5% do total do edital. Para fechar os 100%, as outras 14,3%
serão vagas de reposição para os demais municípios.
Poderão participar dos editais do Mais Médicos profissionais brasileiros e
intercambistas, brasileiros formados no exterior ou estrangeiros, que
continuarão atuando com Registro do Ministério da Saúde (RMS). Os médicos
brasileiros formados no Brasil continuam a ter preferência na seleção.
Para atrair os profissionais brasileiros, o Ministério da Saúde e o da Educação
firmaram parceria para incentivar os médicos formados pelo Financiamento ao
Estudante do Ensino Superior (FIES) que terão ajuda para quitar o FIES.
A Secretaria de Atenção Primária à Saúde publicará no endereço eletrônico
http://maismedicos.gov.br a lista dos municípios com adesão renovada e as
respectivas vagas confirmadas de acordo com os Termos de Renovação ou de
Adesão e Compromisso celebrados.
O Mais Médicos para o Brasil, criado em 2013 durante o governo da presidenta
Dilma Rousseff e representou uma importante e inédita iniciativa de provimento
de médicos. No entanto, nos últimos quatro anos, o programa sofreu com a
falta de incentivos – o ano de 2022 foi o período de maior desassistência
profissional nos municípios.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

CFM proíbe prescrição médica de anabolizantes para fins estéticos

O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu a prescrição médica de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes com finalidade estética, para ganho de massa muscular ou melhora do desempenho esportivo. A resolução foi publicada nesta terça-feira (10), no Diário Oficial da União, em razão da inexistência de comprovação científica suficiente que sustente o benefício e a segurança do paciente.

Segundo explica o CFM, a medida deve-se à inexistência de estudos clínicos randomizados de boa qualidade metodológica que demonstrem a magnitude dos riscos associados à terapia hormonal androgênica em níveis acima dos fisiológicos, tanto em homens quanto em mulheres, além da ausência de comprovação científica de condição clínico-patológica na mulher decorrente de baixos níveis de testosterona ou androgênios.

Além disso, por meio de nota, o conselho alerta para os riscos potenciais do uso de doses inadequadas de hormônios e a possibilidade de efeitos colaterais danosos, ainda que com o uso de doses terapêuticas, especialmente em casos de deficiência hormonal não diagnosticada apropriadamente. 

Dentre os efeitos adversos possíveis estão os cardiovasculares, incluindo hipertrofia cardíaca, hipertensão arterial sistêmica e infarto agudo do miocárdio; aterosclerose; estado de hipercoagulabilidade; aumento da trombogênese e vasoespasmo; doenças hepáticas como hepatite medicamentosa, insuficiência hepática aguda e carcinoma hepatocelular; transtornos mentais e de comportamento, incluindo depressão e dependência; além de distúrbios endócrinos como infertilidade, disfunção erétil e diminuição de libido.

De acordo com o CFM, a decisão é corroborada pelas sociedades brasileiras de Endocrinologia e Metabologia, de Medicina do Esporte e do Exercício, de Cardiologia, de Urologia, de Dermatologia, de Geriatria e Gerontologia e pelas federações brasileiras de Gastroenterologia e das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, que emitiram nota conjunta cobrando a regulamentação do uso de esteroides anabolizantes e similares para fins estéticos e de performance. 

A resolução do conselho regulamenta que a prescrição médica de terapias hormonais está indicada em casos de deficiência específica comprovada, de acordo com a existência de nexo causal entre a deficiência e o quadro clínico, cuja reposição hormonal proporcione benefícios cientificamente comprovados, sendo “vedada ao médico a prescrição de medicamentos com indicação ainda não aceita pela comunidade científica”. 

O uso de terapias hormonais com a finalidade de retardar, modular ou prevenir o envelhecimento permanece vedado. 

A publicação prevê a prescrição de esteroides androgênicos e anabolizantes como justificada para o tratamento de doenças como hipogonadismo, puberdade tardia, micropênis neonatal e caquexia, podendo ainda ser indicada na terapia hormonal cruzada em transgêneros e, a curto prazo, em mulheres com diagnóstico de desejo sexual hipoativo.

O CFM também define que, no exercício da medicina, ficam proibidas a prescrição e a divulgação de hormônios anunciados como bioidênticos em formulação nano ou com nomenclaturas de cunho comercial sem a devida comprovação científica de superioridade clínica para a finalidade prevista, assim como de moduladores seletivos do receptor androgênico para qualquer indicação. A vedação está de acordo com o entendimento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Abuso

Segundo o conselho, é crescente o número de pessoas utilizando esse tipo de medicação de forma ilícita. O CFM relata ainda um aumento na administração do hormônio do crescimento (GH) de forma abusiva por atletas, amadores e profissionais, como droga ergogênica, motivo pelo qual o hormônio foi incluído na lista de substâncias anabolizantes da Anvisa e no rol de drogas proibidas no esporte pela Agência Mundial Anti-Doping.

A restrição também se estende à realização de cursos, eventos e publicidade com o objetivo de estimular o uso ou fazer apologia a possíveis benefícios de terapias androgênicas com finalidades estéticas, de ganho de massa muscular ou de melhora na performance esportiva.

Fonte: Agência Brasil

Foto: TV Brasil

Webconferência debate a identificação de sinais do Autismo na APS

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “Identificando os sinais do Autismo na APS”, no dia 27 de abril. O tema será debatido pela médica com doutorado em Pediatria e Ciências Aplicadas, Dra Amira Figueiras, que abordará como podem ser identificados os sinais do Autismo nas unidades de Atenção Primária a Saúde (APS). O evento será às 17h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

No dia 2 de abril é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, e com a data o Ministério da Saúde chama a atenção para um assunto importante: o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Dados do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) mostram que o Brasil realizou, em 2021, 9,6 milhões de atendimentos em ambulatórios, a pessoas com autismo, sendo 4,1 milhões do público infantil com até 9 anos de idade.

Segundo o MS, no Brasil, na Atenção Especializada da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, as pessoas com TEA e seus familiares podem contar com 263 Centros Especializados em Reabilitação (CER), que são pontos de atenção ambulatorial especializada em reabilitação, responsáveis por diagnóstico, tratamento, concessão, adaptação e manutenção de tecnologia de assistiva (tecnologia de apoio).

Além disso, o Brasil conta com 282 Centros de Atenção Psicossocial infantil (CAPS iJ), 47 oficinas ortopédicas disponíveis e 2.795 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que realizaram 10,8 mil atendimentos a pessoas com autismo só no ano de 2021. As avaliações multiprofissionais são realizadas por uma equipe composta por médico psiquiatra ou neurologista e profissionais da área de reabilitação.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio caracterizado pela alteração das funções do neurodesenvolvimento, interferindo na capacidade de comunicação, linguagem, interação social e comportamento, com padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades. Porém, o diagnóstico precoce permite o desenvolvimento de estímulos para independência e qualidade de vida das crianças. Para isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com uma rede de apoio e assistência a pacientes com essa condição.

A função dos profissionais é estabelecer o impacto e repercussões no desenvolvimento global e processo terapêutico, a fim de estabelecer um Projeto Terapêutico Singular (PTS). O PTS é um conjunto de propostas e condutas terapêuticas articuladas para promover o bem-estar do paciente de forma interdisciplinar.

O diagnóstico de TEA é essencialmente clínico, feito a partir das observações da criança, entrevistas com os pais e aplicação de instrumentos específicos. Instrumentos de vigilância do desenvolvimento infantil são sensíveis para detecção de alterações sugestivas de TEA, devendo ser devidamente aplicados durante as consultas de puericultura na Atenção Primária à Saúde. O relato/queixa da família acerca de alterações no desenvolvimento ou comportamento da criança tem correlação positiva com confirmação diagnóstica posterior, por isso, valorizar o relato/queixa da família é fundamental durante o atendimento da criança.

Sobre a conferencista:

A Dra. Amira Consuêlo de Melo Figueiras possui doutorado em Pediatria e Ciências Aplicadas  à Pediatria pela Universidade Federal de São Paulo (2006) e especialização em desenvolvimento infantil pela Universidade Estadual do Pará (UEPA). Atualmente, é professora adjunto III da Universidade Federal do Pará (UFPA). Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Pediatria, atuando principalmente nos seguintes temas: cuidados primários da saúde da criança e desenvolvimento infantil e seus transtornos. Coordena o ambulatório de autismo do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza e é consultora técnica da Área da Criança do Ministério da Saúde.

– As inscrições podem ser realizadas pelo formulário acessado no botão abaixo:

Começa vacinação de pessoas com mais de 40 anos com a bivalente, em Belém

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), ampliou o público da vacinação contra covid-19. A partir desta segunda-feira (10), pessoas com idade a partir de 40 anos podem tomar a dose de reforço
com a vacina Pfizer Bivalente nos mais de 60 pontos de atendimento espalhados na capital.
Em função do feriado prolongado da Semana Santa, o atendimento nas salas de vacinação volta ao longo desta semana. Podem tomar o reforço com a bivalente quem já recebeu, pelo menos, duas doses da vacina contra a Covid-19 monovalente como esquema primário.
Segundo orienta a Sesma, para receber o reforço da bivalente, a pessoa deve respeitar o intervalo de quatro meses da última dose recebida. A Sesma informa, também, que pessoas diagnosticadas com covid-19 devem aguardar 30 dias, a partir dos sintomas, para receber a vacina.

De acordo com a secretaria também está disponível a vacina monovalente com os imunizantes Pfizer adulto, Pfizer pediátrica, Pfizer baby e Coronavac, para os seguintes grupos.

A vacina bivalente segue disponível, também, para os seguintes grupos prioritários:

  • Adultos de 40 a 59 anos sem comorbidade;
  • Pessoas de 12 a 59 anos com comorbidade;
  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Gestante e puérperas (até 45 dias pós-parto);
  • Trabalhadores de saúde;
  • Imunossuprimidos (a partir de 12 anos de idade);
  • Pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos de idade);
  • Indígenas, ribeirinhos e quilombolas (a partir de 12 anos de idade);
  • Pessoas vivendo em instituições de longa permanência, a partir de 12 anos e
    trabalhadores desses locais;
  • População privada de liberdade e adolescentes cumprindo medidas
    socioeducativas; e
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade.

Pzifer adulto:

  • Para pessoas de 12 a 17 anos, com aplicações da 1ª dose, 2ª dose e 1ª dose
    de reforço;
  • Pessoas de 18 a 59 anos, para aplicação da 1ª dose, 2ª dose, 1ª de reforço e
    a 2ª de reforço; e
  • Pessoas com 60 anos ou mais, para 1ª e 2ª dose.

Pfizer baby:

  • Para iniciar esquema em crianças com comorbidade, na idade de 6 meses a 4
    anos; e
  • Para completar esquema de criança de 6 meses a 4 anos, com ou sem
    comorbidade e que já tenham iniciado o esquema com essa vacina.
  • Para crianças de 6 meses a 2 anos sem comorbidade iniciarem o esquema.

Pfizer pediátrica:

  • Para crianças de 5 a 11 anos: para fazer 1ª dose, 2ª dose e 1º reforço.

Coronavac:

  • Crianças e adolescentes na idade de 3 a 17 anos, que precisam fazer a 1ª
    dose, 2ª dose ou a 1ª de reforço; e
  • Pessoas na idade de 18 a 59 anos, para fazer 1ª dose, 2ª dose, 1ª de reforço
    ou a 2ª de reforço.

Documentos – são necessários os de identificação com foto e cartão de
vacinação.

Influenza

A Sesma informa ainda que, desde a última segunda-feira (03) novos grupos
passaram a ser prioritários para a vacina contra a Influenza. São eles:
puérperas, gestantes, pessoas com comorbidades e trabalhadores da saúde. A
campanha foi iniciada no último dia 30 de março, priorizando pessoas com
idade a partir de 60 anos e crianças de 6 meses a 6 anos.

Confira os postos de vacinação:

Unidades Municipais de Saúde

  • Horário: 8h às 17h (segunda a sexta-feira).

Hospitais Militares

  • Aeronáutica – 8h às 17h (segunda a sexta-feira);
  • Exército – 8h às 12h (segunda a sexta-feira);
  • Naval – 8h às 12h (terça e quinta-feira).

Universidades

  • Segunda a sexta-feira – 9h às 17h
  • Unama
  • Fibra
  • Unifamaz
  • Uepa (Escola de Enfermagem Magalhães Barata).

Relação das unidades e endereços:

  • Horário: 8h às 17h (segunda a sexta-feira).
  1. Hospital Naval – Rua do Arsenal, nº 200;
  2. Hospital da Aeronáutica – Av Almirante Barroso – 3492;
  3. Hospital do Exército -Tv Marquês de Pombal – 850;
  4. UBS Aeroporto – Rua dos Passos, S/N – Mosqueiro
  5. UBS Portal da Amazônia – Rua Osvaldo de Caldas Brito – 30 B – Jurunas;
  6. UBS Carananduba – Av. Cipriano Santos, Pass. Santa Maria, nº 01;
  7. UBS Terra Firme – Rua São Domingos, esq. da passagem 02 de Junho;
  8. UBS Fama – Estrada do Tucunduba – Outeiro;
  9. UBS Furo das Marinhas – Rod. Augusto Meira Filho – Furo das Marinhas
    Mosqueiro;
  10. UBS Mangueirão – Rua São João – 1;
  11. UBS Quinta dos Paricás – Estrada do Maracacuera, 2477 – Icoaraci;
  12. UBS Sucurijuquara – Estrada da Baía do Sol;
  13. UBS Tenoné II – Rua 6ª Linha S/N ao lado da Fund. Paula Francinete;
  14. UBS Combu – Furo do Combu – S/N;
  15. UBS Paraíso Verde – Av. João Paulo II – entre pass. Classe A e Cruzeiro;
  16. UBS Eduardo Angelim – Conjunto Eduardo Angelim – Av. 17 de Abril-s/n;
  17. UBS Castanheira – Pass. Sol Nascente – Castanheira;
  18. UBS Radional – Av. Bernardo Sayão – Conj. Radional II Qd F-50 Condor;
  19. UBS Canal da Pirajá – Tv Barão do Triunfo – 1015 Esq. com a rua Nova –
    Pedreira;
  20. UBS Fidélis – Rua Pantanal – S/N – Outeiro;
  21. UBS Pedreira – Av. Pedro Miranda, esquina com Tv. Mauriti;
  22. USF Panorama XXI – Conj Panorama XXI, Q. 24 casa 11 – B Mangueirão;
  23. UMS Terra Firme – Pass. São João, Nº 170 – Terra Firme;
  24. UMS Vila da Barca – Rua Cel Luiz Bentes – Próximo à Pedro A. Cabral;
  25. UMS Águas Lindas – Conj. Verdejantes I, 2ª Rua, S/N;
  26. UMS Baía do Sol – Av. Beira Mar, S/N – Mosqueiro;
  27. UMS Benguí II – Pass. Maciel, S/N – Ao lado da Escola Marilda Nunes;
  28. CSE Marco – Av Rômulo Maiorana – E/ Perebebuí e Dr. Freitas;
  29. UMS Cabanagem – Rua São Paulo, S/N– Entre a rua São Pedro e rua
    Olímpia;
  30. UMS Condor – Pass. Lauro Malcher, Nº 285;
  31. UMS Cotijuba – Rua Manoel Barata, S/N – Ilha de Cotijuba;
  32. UMS Curió – Pass. Eng.Alberto Engelhard – Estrada da Ceasa;
  33. UMS Fátima – Rua Domingos Marreiros, Nº 1664;

34 UMS Guamá – Rua Barão de Igarapé-Miri, Nº 479;

  1. UMS Icoaraci – Rua Manoel Barata, Nº 840;
  2. UMS Jurunas – Rua Fernando Guilhon, S/N;
  3. UMS Maguari – Conj. Maguari, Alameda 15;
  4. UMS Maracajá – Tv. Siqueira Mendes, S/N;
  5. UMS Marambaia – Augusto Montenegro;
  6. UMS Outeiro – Rua Manoel Barata, S/N;
  7. UMS Paraíso dos Pássaros – Rua dos Tucanos;
  8. UMS Pratinha – Rod. Arthur Bernardes – Base Naval;
  9. UMS Satélite – Conj. Satélite, WE 08;
  10. UMS Sideral – Rua Sideral – Esquina com Av. Brasil;
  11. UMS Tapanã- Rua São Clemente;

46 UMS Telégrafo – Rua do Fio – entre Pass. São João e Pass. São Pedro;

  1. Uremia – Av. Alcindo Cacela, Nº 1421 – São Brás;
  2. USF SOUZA – Av. Alm. Barroso, 3639 (Dentro da Setran);
  3. CTA – Tv. Rui Barbosa, 1059; e
  4. UMS Sacramenta – Av. Sen. Lemos, 1840.

Foto: Joyce Ferreira

MEC autoriza novos cursos de medicina em regiões onde faltam médicos

O Ministério da Educação publicou nesta quinta-feira (6) no Diário Oficial da União autorização para abertura de novas vagas de cursos de Medicina em regiões do país onde faltam médicos. De acordo com a publicação, a abertura de vagas de Medicina deve ser feita por meio de chamamentos públicos que priorizem regiões com menor relação de vagas e médicos por habitante.

O órgão define ainda que esses chamamentos devem considerar a relevância e a necessidade social da oferta de cursos de Medicina e a existência de equipamentos públicos adequados, suficientes e de qualidade. Os chamamentos públicos relativos à estrutura de serviços conexos à saúde e à formação médica deverão considerar os seguintes critérios: a integração ao sistema de saúde regional por meio do estabelecimento de parcerias entre a instituição proponente e unidades hospitalares que possibilitem campo de prática durante a formação médica; as vagas a serem preenchidas com base em objetivos de inclusão social; a integração a unidades vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e a oferta de formação médica especializada em residência médica.

Segundo o MEC, em ambas as modalidades, os processos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de Medicina deverão utilizar instrumentos de avaliação definidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). “O fluxo, os procedimentos, o padrão decisório e o calendário para protocolo dos pedidos de aumento de vagas dos cursos de medicina ofertados por instituições vinculadas ao sistema federal de educação superior serão estabelecidos por meio de ato Ministério da Educação, ouvida a Comissão Interministerial de Gestão da Educação na Saúde, de que trata o Decreto nº 11.440, de 2023, no prazo de 120 dias, a partir da publicação desta portaria”.

A abertura de vagas de medicina no Brasil estava proibida desde abril de 2018, quando uma portaria do Ministério da Educação com validade de cinco anos foi publicada como forma de controlar a qualidade dos novos cursos no país. A suspensão da medida foi antecipada na quarta-feira (5) pelo ministro da Educação, Camilo Santana, que afirmou que a proibição teve efeito contrário ao pretendido, já que acabou sendo superada por meio de decisões judiciais.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Práticas integrativas na APS é tema de Webconferência

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “Práticas integrativas na APS”, no dia 11 de abril. O tema será debatido pela médica de família e comunidade, Ivete Seabra, professora do Cesupa, que abordará sobre o acesso e os benefícios das práticas integrativas nas unidades de saúde de Atenção Primária a Saúde (APS). O evento será às 17h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) integram o rol de serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece, de forma integral e gratuita, 29 procedimentos de Práticas Integrativas e Complementares (PICS) à população. Segundo explica a palestrante Ivete Seabra, as práticas integrativas e complementares são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão. Ela ressalta que, em alguns casos, as PICS também podem ser usadas como tratamentos paliativos em algumas doenças crônicas.

De acordo com o Ministério da Saúde, os atendimentos das PICS começam na Atenção Básica, principal porta de entrada para o SUS. Segundo o órgão, evidências científicas têm mostrado os benefícios do tratamento integrado entre medicina convencional e práticas integrativas e complementares. Além disso, há crescente número de profissionais capacitados e habilitados e maior valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte dessas práticas. No entanto, o MS destaca que as PICS não substituem o tratamento tradicional. Elas são um adicional, um complemento no tratamento e indicadas por profissionais específicos conforme as necessidades de cada caso.

Segundo dados do Ministério da Saúde, existem atualmente 9.350 estabelecimentos de saúde no país ofertando 56% dos atendimentos individuais e coletivos em Práticas Integrativas e Complementares nos municípios brasileiros, compondo 8.239 (19%) estabelecimentos na Atenção Básica que ofertam PICS, distribuídos em 3.173 municípios.

A prática integrativa mais usada no SUS é a Medicina Tradicional Chinesa, incluindo acupuntura, que registrou mais de 1 milhão de atendimentos, além de 85 mil fitoterapias, 13 mil de homeopatias, 926 mil de outras práticas integrativas que não possuíam código próprio para registro, que com a publicação da portaria nº145/2017 passaram a ter.

O Brasil é referência mundial na área de práticas integrativas e complementares na atenção básica. É uma modalidade que investe em prevenção e promoção à saúde com o objetivo de evitar que as pessoas fiquem doentes. Além disso, quando necessário, as PICS também podem ser usadas para aliviar sintomas e tratar pessoas que já estão com algum tipo de enfermidade.

Sobre a conferencista:

Ivete Moura Seabra de Souza é médica graduada pela UFPA (1996), tem especialização em Saúde Pública, Residência Médica em Medicina de Família e comunidade (UEPA) e mestrado em Ensino em Saúde na Amazônia (UEPA). É também professora do Cesupa.

– As inscrições podem ser realizadas pelo formulário acessado no botão abaixo:

Operação Yanomami: FAB fez 1.903 atendimentos em hospital de campanha


Mais de 580 militares participaram de ações, em 40 aldeias

A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou relatório com o balanço dos 60 dias da operação Yanomami, em Roraima, que revela 1.903 atendimentos no hospital de campanha montado na região Yanomami. O documento foi divulgado nesta segunda-feira (3) e até o momento 201 indígenas foram transportados e foram distribuídos 350 mil quilos de alimentos. A operação envolveu o emprego de aeronaves para apoiar as ações na região, como transporte de indígenas, distribuição de alimentos e assistência médica.

Segundo o relatório, a operação entregou 20 mil cestas básicas em todo o território indígena, atendendo mais de 40 aldeias. Em relação aos atendimentos médicos, o documento aponta para uma redução nas ações de saúde, culminando, na última semana, com uma média de dois atendimentos diários.

Sobre as atividades de transporte, o relatório destaca o reparo emergencial da pista do aeródromo de Surucucu, de responsabilidade da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A reforma possibilitou, desde os primeiros dias de março, as operações de pousos e decolagens da aeronave C-105 Amazonas, com capacidade para até 64 passageiros ou cinco toneladas de carga, além do C-98 Caravan, outra aeronave empregada na missão. O documento diz, ainda, que foram mais de 8 mil cargas (contabilizadas a partir de 7 de março) e 540 pessoas transportadas em veículos militares.

A Operação Yanomami é realizada pela FAB em conjunto com militares da Marinha e do Exército e envolve mais de 580 militares das Forças Armadas no reforço às ações de enfrentamento de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e o combate ao garimpo ilegal no Território Yanomami, em Roraima.

Foto: EBC/TV Brasil

Depressão terá semana nacional de conscientização


O Brasil é o país com maior prevalência da doença

A Lei nº 14.543, de 3 de abril de 2023, que institui a Semana Nacional de Conscientização sobre a Depressão, está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (4). O evento será celebrado, anualmente, na semana que inclui o dia 10 de outubro. A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é iniciativa do deputado Paulo Foletto (PSB-ES), com relatoria da senadora Zenaide Maia (PSD-RN).

A Semana Nacional de Conscientização sobre a Depressão terá por objetivo promover debates, palestras e eventos abrangendo todos os aspectos da doença; estimular a implementação e a divulgação de políticas públicas para o enfrentamento da depressão; e divulgar as formas de acesso à atenção à saúde mental e os avanços obtidos em diagnóstico e tratamento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país, na América Latina, com maior prevalência de depressão, além de ser o segundo nas Américas. A depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com esse transtorno, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A Pesquisa Vigitel 2021, do Ministério da Saúde, um dos mais amplos levantamentos de saúde do país, mostra que a frequência do diagnóstico médico de depressão foi de 11,3%, sendo maior entre as mulheres (14,7%) do que entre os homens (7,3%).

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vacinação contra Influenza inicia em Belém nesta quinta (30)

Belém inicia nesta quinta-feira (30) a Campanha Nacional de Vacinação contra
Influenza no Pará, em sua rede de Unidades Básicas de Saúde e pontos de
vacinação de instituições parceiras. O calendário de vacinação foi divulgado
pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).
De acordo com a orientação do Ministério da Saúde, nesta fase, a vacinação
estará disponível, exclusivamente, para os grupos prioritários de idosos com 60
anos ou mais e crianças de 6 meses a menores de 6 anos.
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio departamento de
epidemiologia e da coordenação estadual de imunização, realizou no último
sábado (25), o “Dia D de Vacinação contra a Influenza”. As vacinações
aconteceram em todas as Usinas da Paz do Estado e seguem até o dia 31 de
maio, sempre de 8h às 17h.

Pontos de Vacinação em Belém:

• Unidades de Saúde: 8h às 17h;

• Hospital do Exército: 8h às 12h;

• Hospital da Aeronáutica: 8h às 17h;

• Hospital Naval: Terças e quintas – 8h às 12h;

• Universidades (Fibra, Unifamaz, Unama Alcindo Cancela e Uepa – Escola de
Enfermagem): 9h às 17h.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Governo relança Mais Médicos tendo profissionais brasileiros como prioridade

Rebatizado de Mais Médicos para o Brasil, o governo federal anunciou nesta segunda-feira (20) a retomada do programa Mais Médicos, com a abertura de 15 mil novas vagas. Criado em 2013 e marcado pela contratação de médicos cubanos, agora, o programa passa a incluir outras áreas de saúde, como dentistas, enfermeiros e assistentes sociais, e promete priorizar profissionais brasileiros.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, do total de novas vagas para este ano, 5 mil serão abertas por meio de edital já neste mês de março. As outras 10 mil serão oferecidas em formato que prevê contrapartida de municípios, o que, de acordo com o governo federal, garante às prefeituras menor custo, maior agilidade na reposição do profissional e condições de permanência nessas localidades. O investimento é de R$ 712 milhões por parte da União apenas em 2023.

Segundo a ministra da Saúde, Nísia Teixeira, o governo está empenhado em fortalecer o programa, classificado por ela como essencial para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a sociedade brasileira. “O Mais Médicos voltou para responder ao desafio de garantir a presença de médicos a cidadãos de municípios mais distantes dos grandes centros e que sofrem com a falta de acesso. Sem a atenção primária, não teremos resolutividade e não avançaremos na política que precisamos, nos cuidados de alta e média complexidade”, destacou a ministra.

Durante a cerimônia de relançamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que o programa foi “um sucesso excepcional”. “Poucas vezes, o povo pobre recebeu o tratamento que teve depois que colocamos o Mais Médicos para funcionar”, disse. Lula lembrou as críticas relacionadas à chegada de médicos cubanos ao país, na época, e chegou a se desculpar com os profissionais. “A maioria das pessoas pobres deste país ainda morre sem ser atendida pelo tal do especialista, que podia ser a coisa mais comum, mas não é”, destacou. “Somente quem mora na periferia das grandes cidades, em cidades pequenas no interior, sabe o que é a ausência de um médico, uma pessoa começar com uma pequena dor de cabeça e vir a falecer porque não tinha ninguém para fazer uma consulta”.

Conforme foi anunciado pelo governo federal, a previsão é que, até dezembro deste ano, cerca de 28 mil profissionais sejam fixados no país, sobretudo em áreas de extrema pobreza. A estimativa é que 96 milhões de pessoas tenham garantia de atendimento médico na atenção primária, considerada porta de entrada do SUS. Esse primeiro atendimento, em unidades básicas de saúde, permite o acompanhamento, a prevenção e a redução de agravos na saúde.

Podem participar dos editais do programa Mais Médicos para o Brasil profissionais brasileiros e intercambistas, brasileiros formados no exterior ou estrangeiros, que continuarão atuando com registro do Ministério da Saúde. Médicos brasileiros formados no Brasil terão preferência na seleção.

Incentivos e capacitação

Um dos desafios no atendimento às regiões de difícil acesso, identificado já à época do lançamento do programa, é a permanência dos profissionais nessas localidades. Dados do próprio ministério mostram que 41% dos participantes desistem em busca de capacitação e qualificação.

Com o objetivo de reduzir essa rotatividade e garantir a continuidade da assistência, médicos que participam do programa poderão fazer especialização e mestrado por um período de até quatro anos. Os profissionais também passarão a receber benefícios, proporcionais ao valor mensal da bolsa, para atuar nas periferias e em regiões remotas.

Licença-maternidade e paternidade

No caso de médicas, será feita ainda uma compensação para atingir o mesmo valor da bolsa durante o período de seis meses de licença maternidade, complementando o auxílio pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Já para os participantes do programa que se tornarem pais, será garantida licença com manutenção de 20 dias.

Fies

Profissionais formados por meio do Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e que participarem do programa também poderão receber incentivos que auxiliem no pagamento da dívida. Médicos aprovados e que cumprirem o programa de residência em áreas remotas também receberão incentivos.

Outro desafio, de acordo com o governo federal, é a ampliação da formação de médicos de família e comunidade, profissionais direcionados ao atendimento em unidades básicas de Saúde. Os médicos aprovados e que cumprirem o programa de residência em áreas remotas também receberão incentivos.

De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, que participou da solenidade de retomada do programa, o bônus para profissionais que cursaram medicina e que tiveram contratação pelo Fies poderá chegar a 80% do valor das bolsas pagas pelo Mais Médicos pelo Brasil. “É um estimulo porque foi detectada grande rotatividade”, reforçou.

Análise

A presidente da Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade, Zeliete Linhares, comemorou a retomada do programa. “Somos especialistas em pessoas e conhecemos onde moram, como vivem, o que influencia a sua saúde, o que influencia o dia a dia delas, onde trabalham, qual o ganho, qual o problema social dela e a qual violência está submetida. Tudo isso faz diferença em resolver os problemas”. “É a atenção primária quem faz isso. É lá onde o povo está e é lá onde a medicina de família e comunidade deve estar. Uma medicina de qualidade, com formação e especialistas em atenção primária em saúde”, completou.

O vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Fábio Baccheretti, disse que o novo formato do Mais Médicos deve trazer uma saúde mais universal e integral. “Momento muito importante, num país tão heterogêneo, em que as oportunidades de assistência são, muitas vezes, diferentes. A gente tem que enfrentar, em mais de 30 anos de SUS, esse problema que é dar à população lá na ponta prevenção de saúde.

Para o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Wilames Freire, o programa Mais Médicos pelo Brasil “vem em boa hora” e com formato mais ousado, levando assistência ao que referiu como recantos do país. “Temos a responsabilidade de levar àquela população que não tem acesso a esse profissional que é tão valioso para a nossa sociedade”.

Texto com informações da Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vacina bivalente é liberada para todos os grupos prioritários em Belém

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) inicia, nesta segunda-feira (20), a imunização contra a covid-19 com a vacina bivalente para todas a pessoas que pertencem aos grupos prioritários.

A Sesma informa que de acordo com o Ofício Circular n° 50/2023/SVSA do Ministério da Saúde, divulgado no dia 17 de março de 2023, fazem parte dos grupos prioritários:  idosos de 60 anos ou mais de idade, pessoas vivendo em Instituições de longa permanência a partir de 12 anos e seus trabalhadores, indígenas, ribeirinhos e quilombolas ( a partir de 12 anos de idade), gestantes e puérperas, trabalhadores de saúde, pessoas com deficiência permanente ( a partir de 12 anos de idade), população privada de liberdade e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas e funcionários do sistema de privação de liberdade.

A secretaria reforça que, para receber a vacina Covid-19 Bivalente, é necessário ter completado, no mínimo, o esquema primário, composto por duas doses (1° e 2° dose) e ter o intervalo de 4 meses a partir da última dose realizada.

Vacinas Monovalente

As vacinas monovalentes contra covid -19 também seguem disponíveis para a população. Esta semana serão ofertados nos pontos de vacinação os imunizantes Pfizer adulto, Pfizer pediátrica, Pfizer baby e a Coronavac. 

Pfizer Adulto:

 – Para pessoas de 12 a 17 anos, com aplicações da 1ª dose, 2ª dose e a 1ª dose de reforço;

– Pessoas de 18 a 59 anos, para aplicação da 1ª dose, 2ª dose, 1ª de reforço e a 2ª de reforço; e

– Pessoas com 60 anos ou mais, para 1ª  e 2ª dose.

Pfizer Baby:

– Para iniciar esquema em crianças com comorbidade, na idade de 6 meses a 4 anos; e

– Para completar esquema de criança de 6 meses a 4 anos, com ou sem comorbidade e que já tenha iniciado o esquema com essa vacina.

Pfizer Pediátrica:

– Para crianças de 5 a 11 anos: para fazer 1ª dose, 2ª dose e 1º reforço.

Coronavac:

– Crianças e adolescentes na idade de 3 a 17 anos, que precisam fazer a  1ª dose, 2ª dose ou a  1ª de reforço; e

– Pessoas na idade de 18 a 59 anos, para fazer 1ª dose, 2ª dose, 1ª de reforço ou a 2ª de reforço.

A documentação necessária para vacinação é o documento de identificação com foto e cartão de vacinação. Para os imunocomprometidos, além desses documentos, é necessário apresentar laudo para a comprovação da condição.

Locais de vacinação:

– Unidades Municipais de Saúde. Horário: 8h às 17h (segunda a sexta-feira)

Hospitais Militares

– Aeronáutica – 8h às 17h (segunda a sexta-feira);

– Exército – 8h às 12h (segunda a sexta-feira);

– Naval – 8h às 12h (terça e quinta feira).

Universidades: segunda a sexta-feira – 9h às 17h.

– Unama

 – Fibra

 – Unifamaz

– Uepa (Escola de Enfermagem Magalhães Barata).

Foto: Joyce Ferreira/Comus

Telessaúde UFPA lança edital para estágio para as áreas de Tecnologia de Produção Multimídia

O Núcleo de Telessaúde da UFPA lança edital para preenchimento de 01 (uma) vaga e cadastro de reserva para estágio, para Tecnologia de produção multimídia.

Requisitos:

  • Estar cursando do 2° ao 8° para a área de tecnologia de produção multimídia.

-Para os candidatos de produção multimídia é necessário saber trabalhar com produção de materiais textuais e gráficos, como artes, para site e redes sociais; habilidade com programas gráficos (Ilustrator, Photoshop, Corel Draw, Indesign).

Para se inscrever o candidato precisa enviar a documentação descrita no edital para o email nuts.chu-ufpa@ebserh.gov.br. As inscrições podem ser realizadas no período das 8h do dia 24/03/2023 as 23:59h do dia 29/03/2023.

  • Remuneração mensal: R$800,00 (oitocentos reais), já incluso auxílio financeiro para transporte.
  • Carga horária: 20 horas semanais

24 de março de 2023

Webconferência debaterá o atendimento de vítimas de violência doméstica na APS

O Telessaúde UFPA realizará a webconferência “A vigilância da violência doméstica na APS”, no dia 30 de março. O tema está em destaque neste mês de março, em função do Dia Internacional da Mulher e será debatido pela médica e professora associada da Universidade Federal do Pará (UFPA), Dra. Waltair Pereira, que abordará como deve ser feito o atendimento das vítimas de violência doméstica nas unidades de saúde de Atenção Primária a Saúde (APS). O evento será às 17h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiros(as) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

O Brasil ocupa a 5ª posição no ranking mundial em feminicídio, que é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher, segundo dados do Mapa da Violência 2015, da Organização das Nações Unidade (ONU). Mas, os especialistas alertam que antes de chegar ao extremo da ocorrência de feminicídio, as mulheres passam por muitos outros tipos de violências domésticas, e em muitos casos elas acabam indo parar nas unidades de saúde, para onde se dirigem em busca de atendimento médico.

O Ministério da Mulher disponibiliza informações sobre as cinco formas em que essas violações podem acontecer – seja a violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial – e como os cidadãos podem denunciar junto à Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH). No primeiro semestre de 2022, a central de atendimento registrou 31.398 denúncias e 169.676 violações envolvendo a violência doméstica contra as mulheres.

Segundo a conferencista, Dra. Waltair Pereira, a violência contra a mulher tem se perpetuado durante a história da civilização, devido a naturalização da desigualdade entre os gêneros. “O masculino tem o domínio sobre as relações sociais, legitimada pela sociedade que deixa a mulher exposta a vários tipos de violência, em diversos ambientes quer sejam privados ou públicos”, destaca a médica.

Waltair Pereira ressalta que “a violência contra a mulher apresenta um considerável grau de prevalência oculta, fato que a coloca como um dos problemas prioritários a ser combatidos na área da saúde, em ações intersetoriais”. “A partir do ano de 2004, o Ministério da Saúde, definiu a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, e passou a propor diretrizes para a humanização e qualidade nos atendimentos prestados às mulheres nos equipamentos de saúde”, diz a conferencista. “A violência contra a mulher é um problema de saúde pública de proporções epidêmicas no Brasil, embora sua magnitude seja em grande parte invisível. E considerando essa característica, desde 2011, esse agravo a saúde da mulher foi incluído na lista de notificação compulsória, tendo nesse contexto a ficha de notificação e investigação de casos”, complementa.

Durante a sua webconferência, a Dra. Waltair pretende abordar os seguintes pontos: situação epidemiológica no Brasil e no Pará, importância da vigilância da violência contra a mulher, papel das equipes das Unidades de Saúde no contexto da notificação, desenvolvimento de ações interinstitucionais para o conhecimento dos casos ocorridos em cada área adstrita a unidade de saúde, e a importância do transbordamento das ações de promoção da saúde e de prevenção da violência doméstica.

Nesse sentido, a médica assegura que os participantes podem esperar da webconferência a obtenção de conhecimento da situação epidemiológica dessa epidemia, no Brasil e no Pará, atualização sobre o assunto, reflexão sobre as estratégicas a utilizar para conhecimento dos casos em sua área territorial de trabalho, conhecimento de metodologias de acolhimento, e de busca ativa de casos e conhecimento de estratégias de integração interinstitucional para cumprir com a qualificação no atendimento na APS.

A violência doméstica praticada contra a mulher, nas diferentes formas como se apresenta hoje, no Brasil e no mundo, em especial aquela que ocorre no ambiente familiar, é, sobretudo, consequência da evolução histórica de hábitos culturais fundamentados em discursos patriarcais. Assim inferem muitos profissionais de diferentes áreas de atuação, bem como acadêmicos e agentes políticos que atuam no combate à violência doméstica e de gênero.

Sobre a conferencista:

Waltair Maria Martins Pereira possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1978), especialização em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública (1983), especialização em Gestão Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas (1994), especialização em Epidemiologia e Bioestatística, pela Universidade Federal do Pará (2001), especialização em Auditoria e Mecanismos de Regulação em Saúde, pela Universidade Gama Filho (2011), mestrado em Saúde Pública com área de concentração em Epidemiologia, pela FIOCRUZ/ENSP/UFPA (2001) e doutorado em Biologia Parasitária na Amazônia, pela Universidade do Estado do Pará e Instituto Evandro Chagas (2015/2018), defendendo a pesquisa, Distribuição espacial da hanseníase: uma questão sociopolítica, tendo sido aprovada com louvor. Tem expertise na área de Epidemiologia, Vigilância da Saúde e Análise Espacial em Saúde. Atualmente é professora associada da Universidade Federal do Pará.

– As inscrições podem ser realizadas pelo formulário acessado no botão abaixo:

Governo federal terá novo programa de oferta de médicos em regiões distantes


Iniciativa vai incentivar recém-formados a atuarem em áreas remotas

O Brasil terá um novo programa de oferta de médicos para os rincões do país. O anúncio foi feito pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, nesta terça-feira (14), em entrevista à imprensa, no Palácio do Planalto, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Costa, em breve, o governo lançará um novo programa de oferta de médicos em regiões mais distantes dos centros urbanos, nos moldes do Programa Mais Médicos, criado em 2013 na gestão da presidenta Dilma Rousseff.

O novo programa está sendo chamado de Mais Saúde para os Brasileiros, mas o nome ainda não está definido. Segundo Costa, ele será ampliado para incluir a formação de especialistas na atenção básica e terá incentivos para que médicos recém-formados atuem nas regiões mais carentes de profissionais. “Vamos elevar a oferta de serviço não apenas de forma quantitativa, mas qualitativa, capacitando ainda mais a assistência básica em nosso país, além de ofertar esses médicos, voltando ao patamar que nós tínhamos de garantia de todas as cidades, regiões, distritos, localidades distantes terem a possibilidade de ter médicos para assistir à população”, explicou o ministro.

De acordo com Rui Costa, ainda não há previsão para incluir médicos estrangeiros no programa, como foi com o Mais Médicos. Na ocasião, o governo federal fez um acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para trazer profissionais cubanos para ocupar vagas não preenchidas por brasileiros ou outros estrangeiros com diplomas validados no Brasil. Mas, agora, a prioridade será para brasileiros, mas médicos brasileiros que se formaram no exterior terão a possibilidade de validar seus diplomas para poderem trabalhar, ajudando a alcançar essa assistência [em saúde].

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil