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Alimentos in natura compõem a nova cesta básica

O governo federal publicou um decreto e portaria que regulamentam a nova composição da cesta básica, que agora inclui alimentos in natura ou minimamente processados. O decreto n. º 11.936/2024 e portaria 966/2024 foram assinados pelo presidente Lula (PT) e publicado no Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira no dia 7 de março. As medidas visam orientar políticas públicas para garantir o direito à alimentação, reduzir doenças, melhorar a qualidade de vida, gerar renda para pequenos produtores e proteger o meio ambiente.


O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome coordenou a elaboração da nova lista da cesta básica, que incorpora mais alimentos in natura ou minimamente processados. Com o novo decreto e portaria o governo federal quer evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, associados a doenças como cardiovasculares, diabetes, obesidade, hipertensão e diversos tipos de câncer, de acordo com evidências científicas.


A nova cesta básica será composta por alimentos de dez grupos distintos, incluindo leguminosas, cereais, raízes, legumes, frutas, oleaginosas, carnes, laticínios, produtos básicos como açúcares, sal, óleo e gorduras, além de café, chá, mate e especiarias.
O Ministério utilizou critérios baseados nos benefícios à saúde para selecionar os alimentos da cesta básica. Esses critérios consideram a sustentabilidade, a sazonalidade, a cultura local, a produção de alimentos orgânicos e agroecológicos da agricultura familiar e da sociobiodiversidade, além de assegurar a variedade de alimentos in natura e minimamente processados.


Foram consideradas as diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira e do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos, assim como as políticas de alimentação e nutrição e segurança alimentar e nutricional, para orientar as políticas de segurança alimentar.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Serviços de saúde crescem 10,3% após pandemia 

O consumo de saúde sofreu uma queda de 4,4% em 2020 devido à pandemia, mas cresceu 10,3% em 2021, superando o crescimento de bens e serviços não relacionados à saúde. Isso foi observado na pesquisa Conta-Satélite de Saúde 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

Apesar da queda no consumo de saúde em 2020, o setor registrou um aumento de 1,9% nos empregos durante o primeiro ano da pandemia, contrastando com a perda de 7% em outros setores da economia. No ano seguinte, o emprego na saúde cresceu ainda mais, especialmente na saúde privada, com um aumento de 10,8%, enquanto a saúde pública caiu 2,5%. 

As ocupações relacionadas à saúde representavam 8% do total em 2021, um aumento significativo em comparação com 2010. As remunerações do setor totalizaram R$ 372,3 bilhões em 2021, correspondendo a 10,5% da economia. As despesas com saúde atingiram R$ 872,7 bilhões, equivalendo a 9,7% do PIB, com 4% representando gastos do governo e 5,7% despesas das famílias. 

Comparando com alguns países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil ficou à frente do México (3,1%), mas atrás da média da OCDE (7,4%), Colômbia (7,1%), Chile (5,9%), Reino Unido (10,3%), França (10,4%) e Alemanha (11,1%) em termos de participação da saúde pública no PIB. Houve uma queda na participação dos gastos do governo com saúde em relação ao PIB em comparação com 2020. 

Em 2021, os gastos per capita do governo com saúde foram de R$ 1.703,60, enquanto as despesas per capita das famílias alcançaram R$ 2.387,50. A maior parte dos gastos das famílias foi com serviços de saúde privados (63,7%), seguido por medicamentos (33,7%). 

Fonte: gov.br 

Foto: Marcelo Oliveira/EFE   

Telessaúde UFPA visita municípios do Marajó para ampliar os seus serviços

O Telessaúde UFPA/Ebserh visitou, na última semana, três municípios do Marajó, com o objetivo de ampliar o uso dos serviços ofertados pelo programa na região. Os municípios visitados foram Breves (26), Portel (27) e Curralinho (28), onde foram realizadas várias ações, como reuniões com as equipes de gestão da rede municipal de saúde, abertura de turmas do curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS e apresentação de dados de acesso aos serviços.

            De acordo com a relações institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh, Regiane Padilha, no município de Breves, foi realizada reunião com a equipe de gestão municipal de saúde para alinhamento sobre o uso dos serviços. “Nós fizemos a apresentação de novas especialidades para redes em Teleconsultoria, apresentamos o relatório situacional sobre a utilização dos serviços até o momento e fizemos a abertura de turma específica do curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS destinada aos profissionais de saúde brevenses”, destacou Regiane. “Breves tem se destacado como o município que mais tem utilizado o serviço do Tele-ECG na região do Marajó, o que é uma importante ferramenta para o diagnóstico de doenças dos pacientes atendidos na APS”, complementa.

            Na reunião em Breves, participaram: Karen Maria Cunha (Diretora da Atenção Primária); Ana Gabrielle Cavalcante (Coordenadora da Atenção Primária); Camila Sousa (Diretora da Atenção Especializada) e Leonardo Rodrigues (Suplente de Agente Comunitário de Saúde).

            Em Portel, Regiane Padilha fez a apresentação do relatório situacional sobre a utilização pelo município dos serviços ofertados pela plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh até o momento.  Além disso, foram apresentadas aos gestores da saúde municipal as novas especialidades para redes em Teleconsultoria e também foi aberta uma turma específica do curso Processo de trabalho na APS, que visa contribuir com a educação permanente dos profissionais de saúde que atuam na Atenção Primária, mas a data de início das aulas ainda será definida pela gestão de Portel.

            Participaram da reunião em Portel Marília Corrêa da Costa (Coordenadora da Atenção Primária), Adriana Lobato da Costa (Responsável pelo telemedicina), Jairo Afonso Moura (Diretor de Patrimônio) e Simone do Baia (Coordenadora Saúde Mental).

            O último município visitado pela equipe do programa foi Curralinho, onde foi discutido com a equipe de gestão da saúde municipal a implementação do Plano de Ação. Além disso, foi marcada uma ação de capacitação dos profissionais de saúde que atuam na APS para o mês de maio. Na ocasião, serão apresentados os serviços e as formas de acesso e uso dos serviços disponibilizados pelo Telessaúde UFPA/Ebserh por meio da plataforma telessaude.ufpa.br.

            Encerrando a agenda de visitas e reuniões no Marajó, Regiane Padilha reuniu no município de Curralinho, com Jéssica Fernandes Oliveira (Coordenadora da Atenção Primária), Gisele Ferreira Santos (Diretora da Atenção Primária), Jaqueline Teles de Sousa (Coordenadora de Educação Permanente).

Fotos: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

MS promove evento para celebrar os 10 anos do Guia Alimentar

O Ministério da saúde realizará um webinário, no dia 9 de abril, para comemorar os 10 anos do Guia Alimentar para a População Brasileira. O evento terá como tema “Guia Alimentar e a promoção de sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis” e iniciará às 15h, pelo canal do Datasus no YouTube: @datasusaovivo..O objetivo é reforçar a importância de ações voltadas à garantia do direito à alimentação adequada.


O Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) está contemplado na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e na Constituição Federal Brasileira de 1988 e engloba duas dimensões: a de estar livre da fome e a de ter acesso à alimentação adequada e saudável, pois é sabido que a alimentação desempenha um papel fundamental em todas as fases da vida, especialmente nos primeiros anos, que são cruciais para o crescimento, desenvolvimento, formação de hábitos e manutenção da Saúde.


No Brasil, a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional prevê estratégias para assegurar esse direito. Essas estratégias têm como objetivo garantir que todos tenham acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem prejudicar o acesso a outras necessidades essenciais. Além disso, a lei busca promover práticas alimentares saudáveis que respeitem a diversidade cultural e sejam sustentáveis do ponto de vista ambiental, cultural, econômico e social.


O Dia da Saúde e da Nutrição, celebrado no dia 31 de março, fez o Ministério da Saúde alertar para a importância das políticas públicas intersetoriais para garantir uma alimentação adequada, saudável e promover a saúde em todas as suas dimensões. A pasta está empenhada em promover o direito à saúde através de uma alimentação adequada e saudável. Para isso, tem implementado ações intersetoriais que abrangem os diversos determinantes da saúde e nutrição, seguindo as diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira e do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos.


Participam do debate a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Kelly Alves; a engenheira agrônoma e integrante do setor de produção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Carla Bueno; e o integrante do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN) Julian Péres.

Serviço:
Dia: 9 de abril
Hora: 15:00
Link para acessar o webinário: www.youtube.com/@DATASUSAOVIVO

Guias para consulta:

Guia Alimentar para População Brasileira

Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos

Foto: marilyna/iStock

Programa SUS Digital inicia etapa 1

O Programa SUS Digital está em sua primeira etapa e estados, municípios e o Distrito Federal já podem participar. O objetivo do programa é ampliar o acesso da população às ações e serviços de saúde por meio da inovação e do cuidado humanizado, além de impulsionar a transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS).

Para isso, o Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS nº 3.232, de 1º de março de 2024, instituindo o Programa SUS Digital, conforme Anexo CVIII à Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017.

O Programa SUS Digital tem como meta aproximar os serviços de saúde dos cidadãos, promovendo inclusão e respeito à diversidade cultural. A elaboração dos Planos de Ação (PA) do Saúde Digital ocorrerá em três fases distintas. A primeira fase consiste no diagnóstico situacional do território, levando em consideração a macrorregião de saúde correspondente. Em seguida, será feita a avaliação do nível de maturidade digital com base no Índice Nacional de Maturidade em Saúde Digital (INMSD). Por fim, será realizada a análise do diagnóstico situacional e das recomendações decorrentes da aplicação do INMSD.

Os objetivos do Programa SUS Digital incluem fomentar o uso adequado, ético e crítico das novas tecnologias digitais no contexto do SUS, apoiar a proposição de soluções digitais colaborativas e livres que melhorem a oferta de serviços e a gestão do cuidado pelos profissionais de saúde, além de incentivar a formação e a educação contínua em saúde digital. O programa também busca promover a sensibilização, conscientização e engajamento dos atores do SUS para o uso de tecnologias digitais e tratamento adequado de dados, ampliar a maturidade digital no SUS, fortalecer a participação social e o envolvimento dos cidadãos na criação de soluções inovadoras na área da saúde e contribuir para o desenvolvimento de um ambiente colaborativo para aprimorar a gestão do SUS por meio da transformação digital.

O Programa SUS Digital abrange diversas áreas, como telessaúde, teleassistência, telediagnóstico, teleducação, inovação, monitoramento e avaliação de dados, sistemas de informação, plataformas e desenvolvimento de aplicativos.

Para participar do programa, as solicitações de adesão devem ser submetidas por meio do termo de compromisso disponibilizado no módulo de adesão do InvestSUS – Sistema de Investimento do SUS, e serão avaliadas pela Secretaria de Informação e Saúde Digital conforme os critérios estipulados. Uma vez aprovadas, as solicitações serão homologadas por meio de portaria da Ministra de Estado da Saúde, indicando os valores a serem transferidos como incentivo financeiro, divididos em duas parcelas conforme especificado na portaria. A transferência dos recursos ocorrerá do Fundo Nacional de Saúde para os respectivos Fundos de Saúde estaduais, municipais e do Distrito Federal.

O endereço eletrônico susdigital@saude.gov.br está disponível para os casos de dúvidas ou Esclarecimentos sobre o Programa SUS Digital.

Campanha oficial de vacinação contra gripe é lançada pelo MS

A campanha de vacinação contra a gripe foi lançada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (25). O objetivo é proteger os brasileiros antes do aumento da circulação dos vírus respiratórios. A expectativa é imunizar 75 milhões de pessoas, incluindo idosos, gestantes, profissionais de saúde, crianças, professores e outros grupos prioritários. A vacinação busca garantir proteção contra a gripe, estimulando a produção de anticorpos e protegendo contra as cepas atualizadas, de acordo com a OMS. 

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destaca que a expectativa é imunizar 75 milhões de pessoas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os grupos prioritários estão idosos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, crianças de 6 meses a menores de 6 anos e professores da rede pública de ensino, entre outros.

Em 2024, haverá uma mudança em relação a estratégia de vacinação contra a influenza. Nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a vacinação ocorrerá no primeiro semestre do ano, enquanto no Norte será no segundo semestre. Essa mudança visa atender às particularidades climáticas da região, considerando o período do Inverno Amazônico, quando há maior circulação viral e transmissão da gripe. A estratégia de microplanejamento, realizada em conjunto com estados e municípios, busca fortalecer e ampliar o acesso à vacinação, levando em conta as diversidades regionais e permitindo que os municípios se organizem de acordo com a realidade local. 

A composição da vacina contra a influenza deste ano protege contra a Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. Diversos grupos podem se vacinar, incluindo crianças de 6 meses a menores de 6 anos, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, professores, idosos, pessoas com doenças crônicas, entre outros. Crianças que receberão a vacina pela primeira vez devem tomar duas doses, com um intervalo de 30 dias.

A vacinação contra a gripe é a melhor forma de se proteger contra a doença. O imunizante estimula a produção de anticorpos contra o vírus da Influenza e é atualizado anualmente de acordo com as cepas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo quem já recebeu a vacina em anos anteriores deve tomar a dose atualizada. As vacinas são comprovadamente eficazes na proteção contra as cepas mais recentes do vírus.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Doses de vacina contra a dengue que não foram usadas serão redistribuídas

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (20) que vai redistribuir as doses da vacina contra a dengue enviadas aos 521 municípios selecionados pela pasta e que ainda não foram utilizadas. Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, terão prioridade para receber as doses os municípios que decretaram situação de emergência em razão da doença.

De acordo com o MS, o órgão fará um rankeamento dos municípios que estão em situação de emergência por dengue, para fazer a redistribuição utilizando diversos critérios, entre eles aumentar a faixa etária a ser imunizada na rede pública, atualmente definida entre 10 e 14 anos.

Segundo explica a ministra Nísia Trindade, a vacina é um instrumento importantíssimo a médio e longo prazo, mas ela não é a solução para essa epidemia, sobretudo porque trata-se de uma vacina aplicada em duas doses com intervalo de três meses.

A ministra adiantou que a pasta está negociando com a farmacêutica Takeda, fabricante da Qdenga, a possibilidade de produção da vacina no Brasil. O plano do governo é utilizar a planta da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que já é responsável pelas produção de doses contra a febre amarela aplicadas no país. “Já antecipamos que haverá a possibilidade de uma produção nacional, mas só vamos fazer o anúncio completo, com segurança, com todos os dados e o cronograma porque senão a gente coloca uma coisa no ar”, explicou Nísia Trindade.

Além disso, Nísia ressalta também que o ministério acompanha de perto os avanços da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. “Temos apoiado o Instituto Butantan no desenvolvimento da vacina, que já alcançou, segundo publicações, bons resultados na fase 3 de sua pesquisa clínica”, concluiu.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Especialistas destacam a importância do diagnóstico precoce do câncer infantil

Até fevereiro deste ano, 822 pacientes estavam em tratamento no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol). A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia é gerenciada pelo Instituto Diretrizes, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e os especialistas do hospital alertam para a importância do diagnóstico precoce, que aumenta as chances de cura do câncer infantil em até 80%.


Estima-se que cerca de 8 mil casos novos de câncer infantojuvenil devem ser registrados no Brasil para cada ano do triênio 2023/2025, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Porém, os especialistas observam que muitos profissionais de saúde têm dificuldade em suspeitar dessa doença em crianças. Por essa razão, destacam a necessidade dos pais ficarem atentos aos sintomas, como febre sem causa aparente, dor de cabeça constante, manchas roxas, vômito, palidez e fraqueza, e que os pediatras encaminhem os casos suspeitos para especialistas.


O câncer, embora raro, representa 2% a 3% de todas as neoplasias em muitas populações, sendo a principal causa de morte por doença na faixa etária de 1 a 19 anos no Brasil, sem possibilidade de prevenção. A cura está associada ao diagnóstico precoce, já que não há evidências de causas ambientais, como tabagismo, alcoolismo ou infecções por HPV. Na ausência de exames de rastreamento para câncer infantil, a abordagem médica foca na prevenção secundária, detectando sinais e sintomas precoces e iniciando tratamento específico, como destacado pela médica Renata Barra.


Os tipos histológicos do câncer infantil são diversos, resultantes de mutações genéticas que levam as células a manterem características semelhantes às embrionárias, proliferando de forma desordenada. Entre os principais estão as leucemias, tumores do sistema nervoso central, linfomas, neuroblastomas, hepatoblastomas e tumor de Wilms. Crianças com certas síndromes têm maior risco, como Síndrome de Down, Fanconi, Kinsbourne e Neurofibromatose tipo 1. O tratamento é personalizado, abrangendo quimioterapia, radioterapia e cirurgia, com o uso de drogas-alvo para minimizar efeitos colaterais.


O câncer infantil, embora mais agressivo devido à rápida multiplicação celular, responde melhor aos tratamentos, sendo crucial disseminar informações e capacitar profissionais para diagnóstico precoce e encaminhamento para o tratamento adequado.

Foto: Shutterstock

SUS passa a ofertar testagem molecular para detectar vírus HPV no Pará

O Sistema Único de Saúde (SUS) já está disponibilizando a testagem molecular para detectar o vírus HPV, no Pará. Segundo o Ministério da Saúde, o método é considerado como padrão ouro para detecção do câncer de colo de útero, pois a tecnologia possibilita diagnóstico rápido e preciso da doença considerada a quarta causa de óbitos entre mulheres.

Estima-se que, no Pará, cerca de 830 mulheres sejam diagnosticadas com câncer de colo do útero. Apesar de ser uma doença que pode ser prevenida, ela segue como o quarto tipo de câncer mais comum e a quarta causa de óbito pela doença em mulheres — principalmente negras, pobres e com baixos níveis de educação formal. No Norte do país, por exemplo, é a principal causa de óbito entre as mulheres. O Pará tem uma taxa de mortalidade estimada em 7,72 casos para cada 100 mil mulheres, de acordo o Ministério.

Atualmente, a forma tradicional de rastreio, por meio do exame papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem é recomendada a cada cinco anos. A expectativa do governo é que a mudança possa trazer melhor adesão e facilitar o acesso ao exame.

A doença tem causa conhecida: a infecção resistente por algum tipo de HPV, infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. Mas, embora sejam ofertadas alternativas para prevenção – tanto por meio da vacinação contra HPV, do uso de preservativos nas relações sexuais e da realização do rastreio para diagnóstico precoce — a doença segue como uma das principais causas de morte de mulheres em idade fértil por câncer no Brasil.

A testagem molecular é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e integra as estratégias para eliminação do câncer do câncer de colo de útero como problema de saúde pública até 2030. A incorporação dessa tecnologia foi avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a já ofertada no SUS.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Telessaúde UFPA consolida parceria com o município de Curuçá

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou uma visita técnica no município de Curuçá, na última quarta-feira (06). Durante a visita foi realizada reunião com a equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde para alinhamento das ações para implantacao dos serviços do Telessaúde no município. A equipe do programa, representada por Renata Durval e Amanda Silva também realizou treinamentos com os profissionais de saúde da rede municipal para o uso da plataforma telessaude.ufpa.br e uso dos serviços disponíveis para melhorar a qualidade do atendimento na Atenção Primária à Saúde (APS).


Na reunião realizada com os representantes da Secretaria Municipal de Saúde estiveram presentes o coordenador da Regulação, Raffaelle Lima , a coordenadora da Atenção Primária à Saúde (APS), Jamille Costa, a diretora do hospital municipal, Alessandra Pereira e a secretária de saúde, Socorro Ruivo.

Nos dias 06 e 07, foram realizados os treinamentos com os profissionais de saúde da rede municipal. Ao todo, participaram do treinamento, oito médicos, 11 enfermeiros e um técnico de enfermagem. Com o treinamento, a parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com o município de Curuçá fica consolidada e os serviços disponibilizados na plataforma já podem ser utilizados pelos profissionais do município.

Fotos: Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde segue fazendo treinamento com profissionais de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou mais um ciclo de treinamento com profissionais de saúde de Belém, nesta sexta-feira. Nessa turma, participaram da qualificação, enfermeiras e agentes comunitários de saúde (ACSs) do Distrito Administrativo do Guamá (Dagua). O treinamento é resultado de uma parceria do programa com a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).

Durante o treinamento, a equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh, sob o comando da coordenadora administrativa, Nayara Faro, apresentou as ferramentas da plataforma (telessaude.ufpa.br) e o curso autoinstrucional Processo de Trabalho na APS. Foi um momento importante para os participantes fazerem uma ambientação no curso e experimentarem todas as suas funcionalidades.

Foto: Helder Batista/Telessaúde UFPA

Telessaúde UFPA realiza treinamento com profissionais de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA realizou nesta quarta-feira (06) um treinamento de acesso ao curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” para 46 profissionais da área da saúde de Belém. O treinamento faz parte da parceria do programa com a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) e, na ocasião, foi apresentado o curso para os profissionais e os passos para a acesso a plataforma Moodle onde o curso está disponível. Essa é a segunda turma que está fazendo a sua qualificação continuada para um melhor atendimento nas unidades de saúde.

Segundo a coordenadora do Tele-Educação, serviço onde o curso está inserido, na estrutura do Telessaúde UFPA, Leidiana Lopes, durante o treinamento, os alunos tiveram a oportunidade de se cadastrar na plataforma telessaúde.com.br e em seguida puderam realizar o primeiro acesso ao curso. “Foi uma oportunidade de ambientação dos profissionais na plataforma, ocasião em que eles puderam conhecer melhor toda a dinâmica do curso e as suas funcionalidades e elementos de interação, além de poderem tirar as suas dúvidas”, destacou a coordenadora.

Os 46 profissionais de saúde que estiveram presentes no treinamento atuam nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) da Sesma, no Distrito Administrativo do Guamá (Dagua). Nessa segunda turma do curso, estão participando profissionais de diferentes categorias da área da saúde, como médicos(as), enfermeiras(os), agentes comunitários de saúde (ACSs), técnicos de enfermagem, nutricionistas, entre outros.

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” foi lançado pelo Telessaúde UFPA/Ebserh em janeiro deste ano. É destinado à capacitação dos profissionais integrantes das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS) e possui 60 horas, de forma totalmente online. A sua realização é resultado de uma parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com a Prefeitura Municipal de Belém (PMB), por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). Na primeira turma, iniciada em fevereiro, participaram 40 agentes comunitários de saúde (ACS’s) do Distrito de Belém (Dabel).

As turmas do curso autoinstrucional seguirão sendo formadas e treinadas para participação. Já está prevista a realização de uma terceira turma para os demais agentes comunitários de saúde que foram aprovados no processo seletivo e foram chamados, cerca de aproximadamente 1.200 ACS’s.

Sobre o curso

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” tem metodologia baseada na problematização (Arco de Magherez), partindo da situação problema apresentada em cada módulo. Os conteúdos serão apresentados na forma de texto, e utiliza recursos educacionais, como vídeos, animações, mapas, jogos, entre outros de formato interativo, garantindo melhor apreensão dos conteúdos pelos alunos. Os temas abordados no curso serão apresentados em três módulos: 1 – SUS, Atenção Primária a Saúde e Território; 2 – Organização do trabalho em equipe e gestão do cuidado na APS e 3 –  Mecanismos de Coordenação de cuidados: As Redes de Atenção em Saúde. O objetivo principal é que o aluno, ao final do curso, potencialize seus conhecimentos para facilitar o processo de trabalho em equipe multiprofissional no SUS, mais especificamente na ESF, de acordo com a realidade territorial de cada município.

Além disso, a plataforma telessaude.ufpa.br é totalmente responsiva, ou seja, você pode estudar tanto em desktops quanto em aparelhos móveis. O participante também pode baixar todo o conteúdo do curso para estudar de maneira off-line, exclusivamente, pelo aplicativo da plataforma Moodle. A plataforma também conta com opções de acessibilidade que promovem a inclusão, como tradutor de libras e audiodescrição. O processo de avaliação será feito ao final de cada módulo, quando o aluno realizará uma atividade que avaliará o conhecimento adquirido. A emissão do certificado está condicionada a realização completa do curso e alcance de 70% de acertos nas atividades. Ao finalizar o curso, o aluno poderá, ainda, solicitar o certificado via plataforma Moodle.

Fotos: Helder Batista e Juliana Reis/Telessaúde UFPA

Webconferência vai debater “Diagnóstico e manejo da dengue na APS”

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Diagnóstico e manejo da dengue na APS”, no dia 19 de março. O tema será ministrado pelo médico infectologista e mestre em Doenças Tropicais, Rhomero Assef, que vai abordar o cenário atual da dengue no Pará e no país e como realizar o manejo dos pacientes nas unidades de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS), uma vez que tem crescido o número de casos de dengue. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Durante o evento, o conferencista Rhomero Assef vai apresentar a situação epidemiológica da dengue, em especial no Pará, e contribuirá com seus conhecimentos para ajudar os profissionais de saúde no diagnóstico e manejo dos casos de dengue atendidos nas unidades de APS. “Nós vamos orientar os profissionais como identificar características do vetor e as estratégias de controle individual e coletivo do Aedes aegypti no contexto da APS, além de contribuir para que todos possam compreender as fases clínicas e os sinais e sintomas de alarme da dengue e orientar como fazer o manejo clínico com classificação de risco da dengue na APS”, destaca o infectologista.

Em Belém, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), o Departamento de Vigilância em Saúde já registrou até o momento, 507 casos foram notificados, dos quais 143 foram descartados e 163 seguem em análise. Os bairros com mais registros na capital são Guamá (34), Cremação (18) e Coqueiro (14). Belém segue sem registro de mortes causadas pela doença.

A Sesma destaca que agentes de saúde estão fazendo visitas aos imóveis para fazer a verificação e eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, além de orientar a população sobre a limpeza de quintais e acondicionamento de lixo. A fiscalização nas residências é feita com o consentimento dos moradores, pois as equipes não podem entrar nas propriedades sem autorização.

Em relação ao acesso às testagens que possam confirmar o diagnóstico em pacientes com dengue, a Sesma informa que o usuário oriundo de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e Estratégia Saúde da Família, terá que passar necessariamente por uma avaliação e recomendação médica para que seja identificada a necessidade desse exame, com notificação que indique a suspeita de dengue. Depois, é aguardar a coleta sorológica realizada pela equipe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE). As amostras são encaminhas ao Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), que está abastecido com kits para análises neste período de aumento no número de casos suspeitos.

O Ministério da Saúde define a dengue como uma doença febril aguda, sistêmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos pacientes se recupera, mas parte deles pode progredir para formas graves da doença. Os sinais clássicos da dengue são febre, geralmente junto com dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar e prostração. É uma febre que chega a 38° ou 39°. Tudo bem associado.

Sobre o conferencista:

Rhomero Salvyo Assef Souza é médico infectologista, especialista em Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar e mestre em Doenças Tropicais. Faz parte do corpo clínico da Unidade de Doenças Infecto-parasitarias do Hospital Barros Barreto e é professor do Curso de Medicina do Cesupa.

Dia D de Combate à Dengue: cerca de quatro mil imóveis são visitados em Belém

Cerca de quatro mil imóveis foram visitados em Belém durante a campanha do Dia Nacional de Combate à Dengue (Dia D), realizada no último sábado (02). O objetivo da campanha é o combate ao mosquito transmissor do vírus, o Aedes aegypti, pois até o momento, mais de 500 casos da doença foram notificados na capital paraense.

As equipes de agentes de saúde visitaram no Dia Nacional de Combate à Dengue imóveis do Distrito Administrativo do Guamá (Dagua), com o primeiro ponto de encontro dos agentes de combates às endemias em frente à agência da Caixa Econômica Federal (Av. José Bonifácio com Rua Paes de Souza). A partir deste local foram visitados 2.170 imóveis num total de 11 quarteirões. Já o segundo ponto de encontro foi no bairro da Cremação, em frente ao supermercado Líder (Av. Alcindo Cacela com Av. Fernando Guilhon), com percurso de 17 quarteirões e visitou 1. 836 imóveis.

A ação é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com diversas capitais brasileiras devido ao período de alta sazonalidade de transmissão da doença. De acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde, até o momento, 507 casos foram notificados, dos quais 143 foram descartados e 163 seguem em análise. Os bairros com mais registros são Guamá (34), Cremação (18) e Coqueiro (14). Belém segue sem registro de mortes causadas pela doença.

Segundo informa a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), durante as visitas, as equipes de agentes de saúde fazem verificação e eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, além de orientar a população sobre a limpeza de quintais e acondicionamento de lixo. A fiscalização nas residências é feita com o consentimento dos moradores, pois as equipes não podem entrar nas propriedades sem autorização.

Em relação ao acesso às testagens que possam confirmar o diagnóstico em pacientes com dengue, a Sesma informa que o usuário oriundo de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e Estratégia Saúde da Família, terá que passar necessariamente por uma avaliação e recomendação médica para que seja identificada a necessidade desse exame, com notificação que indique a suspeita de dengue. Depois, é aguardar a coleta sorológica realizada pela equipe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE). As amostras são encaminhas ao Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), que está abastecido com kits para análises neste período de aumento no número de casos suspeitos.

A Sesma ressalta que em caso de suspeita de focos do mosquito, a população pode ligar para o Disque Endemias – 3251-4218, de segunda a sexta-feira de 8h às 18h. A iniciativa para fazer a fiscalização em locais onde há suspeita de focos do mosquito deve partir dos moradores.

Sintomas da dengue

O Ministério da Saúde define a dengue como uma doença febril aguda, sistêmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos pacientes se recupera, mas parte deles pode progredir para formas graves da doença. Os sinais clássicos da dengue são febre, geralmente junto com dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar e prostração. É uma febre que chega a 38° ou 39°. Tudo bem associado.

Foto: Ascom/Sesma

Mortes por Covid-19 superam em 10 vezes os óbitos causados pela dengue no Brasil  

Segundo o Ministério da Saúde, apesar da melhora no cenário epidemiológico, a Covid-19 ainda causa 10,8 vezes mais mortes no Brasil do que a dengue. Embora as duas sejam doenças importantes, seus impactos na saúde e os mecanismos de controle são diferentes. A letalidade da Covid-19 é maior, mas a dengue causa mais sintomas e sobrecarrega os prontos-socorros. É importante que a população mantenha as medidas de proteção e atualize sua vacinação contra a doença.

A situação atual do coronavírus não é de alarme como em outros momentos da pandemia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) encerrou a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) relacionada à Covid-19 em maio de 2021.

Com a maior campanha de vacinação já realizada no mundo, a mortalidade por Covid-19 tem diminuído significativamente. No Brasil, a média de mortes por semana é de 192, em comparação com 448 no mesmo período do ano passado. Durante o pico da pandemia, em abril de 2021, o país chegou a registrar uma média de 19.731 óbitos por semana. No entanto, é importante manter medidas de prevenção, como completar o esquema vacinal. Apenas 19,7% da população elegível recebeu a vacina bivalente, atualizada para a variante Ômicron.

A professora de Infectologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Raquel Stucchi, destaca a importância de atualizar a situação vacinal, especialmente para os grupos de risco, como idosos, crianças, gestantes e imunossuprimidos. É recomendado o uso de máscara em ambientes fechados e lotados. Em caso de sintomas respiratórios, é fundamental fazer o teste para Covid-19 e usar máscara por pelo menos 7 dias, independentemente da causa do quadro respiratório.

Em relação à dengue, a infectologista atribui o aumento dos casos ao fenômeno El Niño, que propicia condições ideais para a proliferação do Aedes aegypti, além do descarte inadequado de lixo e deficiências na infraestrutura de saneamento básico.

Foto: Prefeitura de Sorocaba/Divulgação 

Com apenas 10 dias para o fim da vacinação contra influenza, Pará atinge apenas 23% da meta.

A campanha de vacinação contra a Influenza(gripe) no Pará não atingiu a meta até então, faltando apenas dez dias para o encerramento. Até o momento, apenas 23% da população-alvo foi vacinada. 

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a vacinação, que visa atingir 90% dos grupos prioritários, termina quinta-feira (29), sem doses disponíveis a partir de 1º de março. A cobertura vacinal varia de 7% a 26% nos diferentes grupos, com destaque para os idosos e crianças. 

A gripe é uma infecção viral que atinge o sistema respiratório, manifestando sintomas como febre, calafrios, dores musculares, tosse e fadiga. Para prevenir a propagação da síndrome gripal e da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é necessário adotar medidas, como cobrir o nariz e a boca ao tossir, lavar as mãos, não compartilhar objetos pessoais, manter ambientes limpos e ventilados, evitar aglomerações e usar máscara se necessário, além de manter-se hidratado e ter uma alimentação saudável. Esses são cuidados essenciais para evitar o aumento dos casos de gripe e proteger a saúde da população.

Foto: Kleide Teixeira

Dia 29 de Fevereiro é celebrado o Dia Mundial e Dia Nacional das Doenças Raras. 

No último dia do mês de fevereiro, é celebrado o Dia Mundial e Dia Nacional das Doenças Raras. Essa data foi estabelecida em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis) com o objetivo de sensibilizar governantes, profissionais de saúde e a população em geral sobre a existência e os cuidados relacionados a essas doenças. O objetivo principal é disseminar conhecimento e buscar apoio aos pacientes, além de incentivar pesquisas para aprimorar o tratamento dessas condições. No Brasil, o Dia Nacional das Doenças Raras foi instituído pela Lei nº 13.693/2018. 

As doenças raras são aquelas que afetam até 65 pessoas em cada grupo de 100.000 indivíduos, o que representa cerca de 1,3 pessoa para cada 2.000 indivíduos. Embora não se conheça o número exato de doenças raras, estima-se que existam entre 6.000 a 8.000 tipos diferentes de doenças raras em todo o mundo. 

Essas doenças são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas, que podem variar não apenas de doença para doença, mas também de pessoa para pessoa que tem a mesma condição. Muitas vezes, as manifestações dessas doenças podem se assemelhar a doenças comuns, o que dificulta o diagnóstico e causa sofrimento clínico e psicossocial significativo tanto para os afetados quanto para suas famílias. 

Em geral, as doenças raras são crônicas, progressivas e incapacitantes, podendo ser degenerativas e até mesmo fatais. Elas afetam significativamente a qualidade de vida das pessoas e suas famílias. Além disso, muitas dessas condições não possuem cura, e o tratamento consiste em acompanhamento clínico, fisioterapêutico, fonoaudiológico, psicoterapêutico, entre outros, com o objetivo de aliviar os sintomas ou retardar sua progressão. 

Abaixo, estão listadas algumas das doenças consideradas raras: 

Acromegalia, anemia aplástica, mielodisplasia e neutropenias constitucionais, angioedema, aplasia pura adquirida crônica da série vermelha, artrite reativa, biotinidase, deficiência de hormônio do crescimento – hipopituitarismo, dermatomiosite e polimiosite, diabetes insípido, distonias e espasmo hemifacial, doença de Crohn, doença falciforme, doença de Gaucher, doença de Huntington, doença de Machado-Joseph, doença de Paget – osteíte deformante, doença de Wilson, epidermólise bolhosa, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla, espondilite ancilosante, febre mediterrânea familiar, fenilcetonúria, fibrose cística, filariose linfática, hemoglobinúria paroxística noturna, hepatite autoimune, hiperplasia adrenal congênita, hipertensão arterial pulmonar, hipoparatireoidismo, hipotireoidismo congênito, ictioses hereditárias, imunodeficiência primária com predominância de defeitos de anticorpos, insuficiência adrenal congênita, insuficiência pancreática exócrina, Leucemia mieloide crônica (adultos), leucemia mieloide crônica (crianças e adolescentes), lúpus eritematoso sistêmico, miastenia gravis, mieloma múltiplo, mucopolissacaridose tipo I, mucopolissacaridose tipo II, osteogênese imperfeita, púrpura trombocitopênica idiopática, sarcoma das partes moles, síndrome hemolítico-urêmica atípica (SHUA), síndrome de Cushing, síndrome de Guillain-Barré, síndrome de Turner, síndrome nefrótica primária (crianças e adolescentes), talassemias, tumores neuroendócrinos (TNEs).

Doenças raras é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Doenças Raras: do diagnóstico ao cuidado”, no dia 29 de fevereiro. O tema será ministrado por Isabel Cristina Neves de Souza, graduada em medicina pela Universidade Federal do Pará, mestre e doutora pela Universidade Federal de São Paulo e por Luiz Carlos Santana da Silva, graduado em biomedicina pela Universidade Federal do Pará, mestre e doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Os palestrantes vão abordar o diagnóstico, o tratamento e os cuidados para pessoas acometidas por doenças raras. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.  

Dia 29 de fevereiro é o dia mundial das doenças raras, as quais são condições médicas que afetam um número muito pequeno de pessoas em comparação com a população geral. Devido à sua raridade, o diagnóstico muitas vezes é tardio. A pesquisa e capacitação contínua dos profissionais da saúde é fundamental para entender melhor essas doenças, desenvolver novos tratamentos e métodos de diagnóstico com objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.   

Segundo o conferencista Luiz Santana, a webconferência trará o contexto das doenças raras no Brasil, seus direitos e garantias. “Além de falar dos direitos de garantia das pessoas com doenças raras, também iremos destacar a importância do aconselhamento genético que é muito importante nas situações reprodutivas que envolvem essas doenças”, destaca o palestrante.  

Sobre os conferencistas  

Isabel Cristina Neves de Souza é médica pediatra, formada pela UFPA. Tem mestrado em Pediatria pela UFSP e é doutora em Pediatria pela UFSP. Tem também experiência na área de Medicina, com ênfase em saúde materno-infantil e genética, atuando no desenvolvimento infantil, dismorfofobia, erros inatos do metabolismo e deficiência intelectual. 

Luiz Carlos Santana da Silva é graduado em biomedicina pela UFPA. Tem doutorado e mestrado em Ciências Biológicas: Bioquímica pela UFRGS. É também professor titular do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA. Membro da Sociedade Brasileira de Genética Clínica e do Comitê Científico da Aliança Brasileira de Genética.  

É chefe do Laboratório de Erros Inatos do Metabolismo da UFPA. Na oncologia, tem destaque em análise molecular de câncer de tireóide. neurogenética: destaque para a análise molecular de genes envolvidos na etiologia da doença de parkinson, autismo e ataxias espinocerebelares. Odontologia: destaque para análise molecular de genes envolvidos na etiologia da fissura labiopalatina e caracterização de estruturas maxilo-faciais em pacientes com mucopolissacaridose.

Arte: Telessaúde UFPA/Ebaserh

Especialistas alertam sobre a importância do combate ao Aedes Aegypti no inverno Amazônico.

Com a chegada do inverno amazônico, os riscos de transmissão de dengue, zika e chikungunya aumentam e acendem um alerta para as medidas que precisam ser adotadas para evitar essas doenças. No combate ao mosquito, além da higienização dos locais, os repelentes surgem como um dos itens que podem auxiliar na prevenção.  

Os produtos podem ser encontrados em diversas farmácias com preços que variam entre R$12,79 e R$ 38,60. Eles apresentam diversas fragrâncias e podem ser aplicados em diferentes faixas etárias. 

Embora sejam de grande ajuda na prevenção contra o mosquito da dengue, os repelentes devem ser usados com cautela. A médica dermatologista Suzanne Vianna alerta sobre os cuidados na utilização dos repelentes. “As peles mais sensíveis devem ser protegidas de maneira mais intensa, fazendo uma hidratação antes da aplicação. As pessoas devem evitar aplicar em regiões dos olhos, boca e nariz, além daquelas partes onde a pele não esteja íntegra. No caso das crianças, evite passar nas mãos”, informa. 

Segundo especialistas, a forma correta de aplicação do repelente é priorizar áreas com maior exposição, como o rosto ou qualquer outra parte que ficará exposta fora da roupa. 

 A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) continua reforçando que, mesmo com o uso de repelentes, é de extrema importância dar continuidade aos procedimentos básicos para a prevenção da dengue. Entre eles estão: evitar água parada, tampar adequadamente a caixa d’água e cisternas, verificar constantemente para que não haja água acumulada em baldes e quintais, acondicionar corretamente o lixo em saco plástico, estar atento às coletas de lixo domiciliar e receber o agente (ACE), que estará identificado com crachá da Sesma, para uma visita em sua residência. 

Para denúncias de casos suspeitos, locais de possíveis criadouros, mais informações ou solicitar a visita de um Agente de Combate a Endemias (ACE), a Prefeitura de Belém, por meio da Sesma, disponibiliza o Disque Endemias (3251-4218).

Foto: iStock 

Telessaúde UFPA realiza treinamento com profissionais de saúde em Limoeiro do Ajuru

O Telessaúde UFPA/Ebserh prossegue com suas atividades, conduzindo, nos dias quinta-feira (1) e sexta-feira (2), um treinamento para os profissionais de Limoeiro do Ajuru, visando aprofundar o conhecimento sobre a utilização da plataforma “telessaude.ufpa.br”, voltada para os profissionais da área da saúde.

Victória Tavares e Amanda Silva, relações institucionais do projeto Telessaúde UFPA/Ebserh, se reuniram na quinta-feira (1) com a coordenadora da regulação, Celiane Santana, e sua equipe para apresentação dos conceitos de teleconsultoria, tele-eletrocardiograma, teledermatologia e telerradiologia, contando com o suporte da equipe de regulação. Na sexta-feira (2), médicos e enfermeiros foram capacitados para utilizar a plataforma, permitindo que os profissionais de saúde possam utilizar os serviços oferecidos pelo projeto. O secretário de saúde de Limoeiro do Ajuru, Edson Marques, a coordenadora AB, Juliane Tavares, o coordenador CTA e Interlocutor com o Telessaúde, Renato de Oliveira, também estiveram presentes durante a capacitação.

O Telessaúde UFPA/Ebserh continua seu empenho nos detalhamentos necessários para a execução eficiente dos serviços oferecidos pela plataforma, com o objetivo de aprimorar a qualidade dos atendimentos na área de Atenção Primária à Saúde (APS).

Fotos: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

OMS emite alerta diante do aumento de casos de sarampo pelo Mundo  

Com o aumento global de casos de sarampo, a OMS emitiu alerta, ressaltando a importância da vacinação. No Brasil, um caso confirmado acende alerta nacional. A doença, previamente erradicada, ressurgiu em 2019, exigindo medidas urgentes. Médicos destacam os riscos, enquanto Belém aguarda novas doses da Tríplice Viral para reforçar a imunização.

O caso confirmado no Brasil, de uma criança de 3 anos, que veio do Paquistão e não estava vacinada, destaca a necessidade de atenção devido à globalização, já que muitos países não têm a vacinação como rotina, sendo apenas cerca de seis nações com uma cobertura vacinal eficaz contra o sarampo.

O sarampo, causado pelo vírus “morbillivirus”, é uma das principais causas de mortalidade infantil em países do Terceiro Mundo. Em 2016, o Brasil foi certificado pela eliminação do vírus, mas em 2019 perdeu o título de “país livre do vírus do sarampo”, resultando no surgimento de novos surtos da doença.

A médica pesquisadora em saúde pública, Cleonice Justino, destaca a altíssima contagiosidade do sarampo, cuja transmissão ocorre pela proximidade com uma pessoa doente, por meio de saliva, espirros e tosse. Os sintomas comuns incluem febre elevada, tosse, possível quadro de conjuntivite, e evolução marcada por manchas vermelhas na pele, iniciando no rosto e se espalhando pelo corpo e, em casos mais graves, pode resultar em óbito. Cleonice é responsável pelo núcleo de pesquisa clínica do Instituto Evandro Chagas (IEC).

Belém receberá novas doses da vacina Tríplice Viral até quarta-feira (31), conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). A distribuição para Unidades Básicas de Saúde (UBS) será concluída até sexta-feira (5), tornando o imunizante disponível a partir de segunda-feira. Recomendada para pessoas de 12 a 59 anos, a vacina exige duas doses para a faixa etária de 12 a 29 anos, e apenas uma dose para aqueles de 30 a 59 anos.

Foto: Fotohay/Shutterstock

Ministério da Saúde alerta para a necessidade de unir forças para conter o aumento dos casos de dengue

O aumento do número de casos de dengue no Brasil fez o Ministério da Saúde ligar um alerta sobre a importância de intensificar os cuidados para eliminar os focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e Chikungunya. Em reunião da Sala Nacional de Monitoramento de Arboviroses, realizada nesta terça-feira (30), o órgão reforçou que o momento é de prevenir e de cuidar.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil enfrenta um aumento preocupante de casos de dengue, registrando 217.481 casos prováveis este ano. Por essa razão, o MS destaca a urgência em eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Durante a reunião foram discutidas medidas implementadas desde 2023, incluindo campanhas regionais, criação de salas de monitoramento e distribuição de insumos para combater a proliferação do mosquito.

A vacinação é vista como esperança, mas a baixa disponibilidade de doses limita seu impacto imediato. Por isso, é importante contar com a colaboração da população para fortalecer as ações preventivas.

Para conter a propagação da dengue, agentes comunitários de endemias e saúde desempenham papel crucial. A conscientização da população sobre a eliminação de criadouros é fundamental, para conter a propagação, pois 74,8% dos criadouros do mosquito da dengue estão nos domicílios.

O Ministério da Saúde segue coordenando ações preventivas, intensificando estratégias, como distribuição de insumos. Mas a colaboração de todos é vital para controlar a dengue e garantir a saúde pública. O Ministério destaca a importância da população receber profissionais de saúde em suas casas para ajudar na eliminação de criadouros.

O que pode ser feito para evitar a propagação do mosquito transmissor da dengue e doenças associadas a ele?

  1. Manter as garrafas vazias ou baldes viradas para baixo;
  2. Não deixar entulho no quintal ou nas ruas e varrer diariamente a água parada;
  3. Cobrir as caixas d’água, poços ou piscinas e manter as calhas de água limpas;
  4. Colocar terra ou areia nos pratos dos vasos das plantas;
  5. Manter a lata de lixo devidamente tampada e jogar no lixo cascas de coco, latas de refrigerantes, copo plástico, garrafas, embalagens, etc.;
  6. Guardar pneus em locais cobertos, longe da chuva. Faça furos na parte de baixo ou entregue no serviço de limpeza;
  7. Tampar os ralos pouco usados com um plástico, jogando água sanitária no cano 2 vezes por semana;
  8. Diminuir o número de bebedouros de cães, gatos e passarinhos e manter o aquário limpo e fechado;
  9. Colocar telas de proteção nas janelas e mosquiteiros na cama para dormir

Com informações do Ministério da Saúde(www.gov.br/saude)

Foto: Uchôa Silva/Comus

SUS oferece absorventes para população em situação de vulnerabilidade social

O programa Farmácia Popular já está disponibilizando absorventes para a população em situação de vulnerabilidade social desde a última terça-feira (23). O serviço já está disponível em todo o Brasil e cerca de 31 mil farmácias já estão cadastradas no programa.

Para ter acesso ao absorvente, precisa apenas apresentar uma autorização, emitida pelo aplicativo “Meu SUS Digital” e um documento com foto. Caso haja dificuldade no processo para gerar o documento online, a pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros Pop ou equipes do consultório para mais orientações

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 4 milhões de meninas sofrem com a privação de higiene no ambiente escolar. O governo federal, por meio do Ministério da Saúde iniciou a campanha “Dignidade Menstrual – um ciclo de respeito” também nesta terça-feira (23), na TV aberta, no rádio e em locais de grande circulação de pessoas em todo o país. Mais informações também estão na página, criada pelo Ministério da Saúde, em: www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2024/dignidade-menstrual

Para ter acesso aos absorventes do programa Farmácia Popular é preciso ter entre 10 e 49 anos de idade e ser inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal e também estar em situação de vulnerabilidade social extrema (com renda mensal de até R$218 por pessoa), ser estudante da rede pública de ensino de baixa renda, ou estar em situação de rua.

Como retirar o absorvente gratuito?

      – Apresente a autorização emitida no aplicativo Meu SUS digital; <https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/meu-sus-digital> ;

      – Leve documento de identidade com foto e CPF.

Onde retirar o absorvente?

      – Acesse a lista de farmácias onde pode ser retirado o item de higiene: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/farmacia-popular/arquivos/farmacias_credenciadas_pfpb_atualizada.xlsx/view

Foto: Jerônimo Gonzalez/MS

Telessaúde realiza visita técnica ao município marajoara de Afuá

O Telessaúde UFPA/Ebserh segue seu trabalho de construção e fortalecimento de parcerias com os municípios marajoaras. Desta vez, a equipe técnica do projeto visitou o município de Afuá, onde realizou uma extensa agenda de reuniões com a gestão de saúde municipal, além de treinamentos sobre o uso dos serviços da plataforma telessaude.ufpa.br para profissionais da área da saúde, que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS). As atividades foram realizadas nesta quinta (25) e sexta (26) e teve ampla participação dos profissionais.

A relações institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh, Regiane Padilha, junto com Amanda Silva, do apoio técnico do projeto, reuniram nesta quinta-feira (25) com a equipe da gestão municipal de saúde de Afuá para alinhamento do plano de ação e definição de fluxos para os serviços de Tele-ECG e Teledermatologia. Estiveram presentes na reunião, a secretária de Saúde de Afuá, Patricia Quaresma, a coordenadora da Atenção Primária à Saúde (APS) do município, Karoline Santos, o diretor do hospital, Josivan Nascimento , a chefe da regulação municipal, Anne  Karoline Costa e a médica Suellem Barbosa.

Durante a visita também foram realizadas atividades de capacitação com a equipe de médicos(as), enfermeiras(os) e técnicos que trabalham nas unidades de saúde da APS do município para o uso dos serviços de Tele-ECG e Teledermatologia, ambos por meio da plataforma telessaude.ufpa.br.

O Telessaúde UFPA/Ebserh já possui parceria fechada com Afuá e, agora, está trabalhando nos detalhamentos para a execução dos serviços que são oferecidos na área da saúde, voltados de forma especial para a melhoria da qualidade dos atendimentos na área da Atenção Primária à Saúde (APS).      

Fotos: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde UFPA lança edital com vagas para estagiários de Teatro e Produção Multimídia.

O Núcleo de Telessaúde da UFPA lança edital para preenchimento de 01 (uma) vaga de estágio para os cursos de Teatro ou Produção Multimídia.

Requisitos:
-Ter experiência comprovada em atuação;
-Ter facilidade com a locução e apresentação de conteúdos diversos para as redes sociais;
-Ter experiência como bolsista na criação e edição de conteúdo audiovisual;
-Domínio de plataformas de Inteligência Artificial para Produção Multimídia.

Para se inscrever o candidato precisa enviar a documentação descrita pelo formulário presente no edital. As inscrições podem ser realizadas no período das 18h do dia 26/03/2024 às 23:59h do dia 29/03/2024.

Remuneração mensal:
-R$1000,00 (mil reais).

Carga horária
-20h (vinte horas semanais).

Telessaúde UFPA realiza aula inaugural de curso para agentes de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou a aula inaugural do curso “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” para agentes comunitários de saúde de Belém,nesta segunda-feira (22). A aula foi ministrada pela Profa. Ma. Cybelle Pereira em cerimônia realizada na Escola do SUS do Município de Belém (Av. Generalíssimo Deodoro, nº 01), que fez a apresentação do conteúdo que será disponibilizado aos alunos, de forma EAD autoinstrucional, por meio da plataforma telessaude.ufpa.br

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” é destinado à capacitação dos profissionais integrantes das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS) e possui 60 horas, de forma totalmente online. Essa será a primeira turma do curso, resultado de uma parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com a Prefeitura Municipal de Belém (PMB), por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), que selecionou, nesse primeiro momento, 40 agentes comunitários de saúde (ACS’s) do Distrito de Belém (Dabel).

Durante a cerimônia de lançamento e aula inaugural, a vice-coordenadora do Telessaúde/UFPA, Leidiana Lopes, que também é coordenadora do curso, falou da sua emoção e alegria em ver o curso em funcionamento e contribuindo para a qualificação profissional de agentes de saúde e para a melhoria da qualidade dos atendimentos na APS. “Para nós é uma conquista muito grande enquanto núcleo de Telesaúde. Eu estou emocionada porque foi um desafio construir o curso de forma autoinstrucional, EAD, mas estamos felizes, porque temos certeza que o curso vai contribuir para a melhoria do processo de trabalho dos agentes comunitários de saúde, e não só deles, como de outros profissionais da atenção primária”, destacou a coordenadora.

Na ocasião, os 40 agentes comunitários de saúde também fizeram uma oficina de ambientação na plataforma, realizada no laboratório de informática do Instituto de Ciências Médicas (ICM) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os agentes puderam aprender a acessar o curso autoinstrucional e a utilizar todos os recursos didáticos interativos, além de tirar dúvidas sobre o funcionamento do curso.

Leidiana Lopes também ressaltou que a parceria com a Sesma já prevê novas turmas pela frente. “Neste momento, temos a primeira turma da aula inaugural de 40 ACS’s e já temos fechada uma parceria para uma segunda turma, que vai ser de profissionais que já estão atuando na atenção primária do Distrito Administrativo do Guamá (Dágua), será uma turma de mais de 100 alunos. Além disso, também ofertaremos uma terceira turma para os demais agentes comunitários de saúde que foram aprovados no processo seletivo e foram chamados, cerca de aproximadamente 1.200 ACS’s. Então, nós só temos a agradecer porque estamos, enquanto núcleo de Telessaúde e enquanto universidade, contribuindo na integração, ensino, serviço e comunidade”, ressalta a coordenadora.

Sobre o curso

O curso EAD autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” tem metodologia baseada na problematização (Arco de Magherez), partindo da situação problema apresentada em cada módulo. Os conteúdos serão apresentados na forma de texto, e utiliza recursos educacionais, como vídeos, animações, mapas, jogos, entre outros de formato interativo, garantindo melhor apreensão dos conteúdos pelos alunos. Os temas abordados no curso serão apresentados em três módulos: 1 – SUS, Atenção Primária a Saúde e Território; 2 – Organização do trabalho em equipe e gestão do cuidado na APS e 3 –  Mecanismos de Coordenação de cuidados: As Redes de Atenção em Saúde. O objetivo principal é que o aluno, ao final do curso, potencialize seus conhecimentos para facilitar o processo de trabalho em equipe multiprofissional no SUS, mais especificamente na ESF, de acordo com a realidade territorial de cada município.

Além disso, a plataforma telessaude.ufpa.br é totalmente responsiva, ou seja, você pode estudar tanto em desktops quanto em aparelhos móveis. O participante também pode baixar todo o conteúdo do curso para estudar de maneira off-line, exclusivamente, pelo aplicativo da plataforma Moodle. A plataforma também conta com opções de acessibilidade que promovem a inclusão, como tradutor de libras e audiodescrição. O processo de avaliação será feito ao final de cada módulo, quando o aluno realizará uma atividade que avaliará o conhecimento adquirido. A emissão do certificado está condicionada a realização completa do curso e alcance de 70% de acertos nas atividades. Ao finalizar o curso, o aluno poderá, ainda, solicitar o certificado via plataforma Moodle.

Fotos: Karla Pinheiro

Infecção Latente por Tuberculose é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Infecção Latente por Tuberculose: como identificar na APS”, no dia 30 de janeiro.  O tema será ministrado pelo médico infectologista Julius Caesar Mendes Soares Monteiro, que tem mestrado em Saúde na Amazônia. O palestrante vai abordar como pode ser feita a identificação e o acompanhamento das pessoas acometidas pela doença, que possui bastante ocorrências nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) do Pará. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo o conferencista Julius Caesar, a webconferência trará informações sobre todos os aspectos importantes em relação ao tratamento das infecções latentes por tuberculose em pacientes que são atendidos nas unidades de APS. “Eu vou apresentar dados e informações sobre a melhor forma de atendimento desses casos nas unidades de saúde e o tratamento dos pacientes até a alta”, destaca o palestrante.

Segundo consta na literatura médica, a tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pela micobactéria Mycobacterium tuberculosis, cuja transmissão ocorre por meio da via respiratória, através de aerossóis eliminados pela fala, tosse e espirros, podendo ser pulmonar ou extrapulmonar. É estimado que 25% da população mundial já tenha entrado em contato com o M tuberculosis, no entanto, apenas cerca de 10% desses indivíduos irão desenvolver a doença.

Ocorre que, mesmo que nem todos os indivíduos portadores do bacilo adoeçam com a forma ativa da tuberculose, eles permanecem com os bacilos em reservatório, que podem ser reativados de acordo com condições que comprometam a resposta imune. Essa condição é denominada Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB) ou tuberculose latente. Ressalta-se que o maior risco de adoecimento se dá nos primeiros anos após a infecção, além de fatores como infecção pelo vírus HIV ou outras doenças que causem imunossupressão, desnutrição, idade inferior a 2 anos ou superior a 60 anos e diabetes mellitus. E é sobre o ILTB e suas complicações e tratamento que o infectologista Julius Caesar vai abordar em sua webconferência.

Sobre o conferencista

Julius Caesar Mendes Soares Monteiro é médico infectologista, formado pela UFPA. Tem mestrado em Saúde na Amazônia e é doutorando em Doenças Tropicais, ambos pela UFPA. É também infectologista do complexo hospitalar universitário UFPA/EBSERH e médico do IFPA, além de ser médico referência em genotipagem para o HIV pelo ministério da saúde e membro da câmara técnica em antirretrovirais do estado do Pará.

Especialistas alertam para a necessidade de vacinação de grupos de risco para combater a covid-19

Para garantir um melhor combate à Covid-19, especialistas alertam para a necessidade de ampliar a vacinação de pessoas que se encontram no chamado grupo de risco. O médico infectologista Gonzalo Vecina Neto, que é ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ressalta que, embora a pandemia de covid-19 já tenha sido “debelada”, o vírus continua circulando e ainda estão sendo registradas mortes pela doença. “Continuam acontecendo mortes pela covid-19. Então, uma questão importante é atualizar o calendário vacinal”, alerta o especialista.

Segundo avaliação do infectologista, durante a pandemia, observou-se no país momentos muito críticos, como o comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e representantes do governo federal, que se posicionavam de forma negacionista e antivacina. Nos dias atuais, o médico ressalta que está sendo verificada uma baixa cobertura de vacinação de crianças. “A mortalidade está muito elevada nas crianças abaixo de 5 anos por causa da baixa cobertura”, acrescentou. As variantes que estão circulando atualmente têm uma grande capacidade de disseminação, mas uma mortalidade mais baixa. No entanto, a doença pode ainda acometer de forma grave especialmente os grupos que têm menos defesas imunológicas.

Tais grupos são os idosos, crianças pequenas, gestantes e portadores de comorbidades. “Esses grupos têm uma fragilidade do ponto de vista de enfrentar imunologicamente o invasor no corpo, por isso eles se beneficiam da vacina. Particularmente esses mais frágeis, ao terem a doença, tem uma maior possibilidade de hospitalização e de morte”, explicou Vecina.

A infectologista do Instituto Emílio Ribas, Rosana Richtmann, destaca que a tendência é que se faça a vacinação anual, especialmente para os grupos de maior risco, utilizando vacinas que consigam dar proteção contra as novas variantes do vírus causador da doença. “O que a gente aprendeu com a covid-19 é que o vírus vai tendo pequenas mutações, ele vai mudando a sua genética, vai escapando da nossa imunidade. Isso é um processo contínuo. Então, muito mais importante do que você me contar quantas doses de vacina de covid-19 você tomou nesses últimos três anos, a minha pergunta seria quando foi a sua última dose e qual vacina você tomou. Se você tiver uma dose atualizada, é suficiente”, explica.

A infectologista destaca também que, nos Estados Unidos, já está disponível a vacina mais atualizada, uma monovalente que combate a variante XBB da doença. “O Brasil está usando a bivalente [que combate cepas anteriores], dentro do país é a mais atual. A gente julga que, neste momento, seria importante o Brasil adquirir essa vacina monovalente atualizada no lugar da bivalente”, defendeu.

Para Richtmann, um dos principais desafios a serem enfrentados neste momento é justamente a vacinação de crianças pequenas, a partir de seis meses de idade (grupo de risco), pois segundo ela, adultos e crianças maiores chegaram a ter a doença ou tomar a vacina, o que garante alguma proteção contra o vírus. “Há um desafio para vacinar essa população, porque é uma população virgem de proteção, eles não têm proteção nem adquirida, nem através da vacinação”, disse. Nesse sentido, a infectologista reforça a importância de a vacinação de crianças contra a covid-19 fazer parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI). “No ano passado, tivemos 135 mortes de crianças, o que poderia ter sido prevenido através de vacinação”, conclui.

Foto: Edielson Shinohara/Sesma

Telessaúde lança curso online “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde”

O Telessaúde UFPA/Ebserh está lançando o curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde”, nesta segunda-feira (22). O curso é destinado à capacitação dos profissionais integrantes das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS), possui 60 horas e é totalmente online. A cerimônia de lançamento será na Escola do SUS do Município de Belém (Av. Generalíssimo Deodoro, nº01), a partir das 9h, com uma aula inaugural ministrada pela Profa. Ma. Cybelle Cristina Pereira Rodrigues. As aulas serão acessadas por meio da plataforma telessaude.ufpa.br e a primeira turma será composta por 40 agentes comunitários de saúde (ACS’s) da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma).

O curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” integra as ações de Tele-Educação do projeto, cujos serviços são voltados para a capacitação dos profissionais da área de saúde, com o objetivo de melhorar a qualidade dos atendimentos da população no âmbito da APS.

Segundo a coordenadora do Tele-Educação, enfermeira Leidiana Lopes, nesse primeiro momento, o curso terá como turma inaugural, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), com quem o projeto possui parceria em vários serviços.

Sobre o curso

O curso autoinstrucional “Processo de Trabalho na Atenção Primária à Saúde” tem metodologia baseada na problematização (Arco de Magherez), partindo da situação problema apresentada em cada módulo. “Essa metodologia proporciona autonomia nos alunos para construir sua dinâmica de estudos, mas é preciso que todos tenham regularidade no acesso e leitura do material disponibilizado no ambiente virtual”, destaca Leidiana Lopes, acrescentando que os conteúdos serão apresentados na forma de texto, animações, mapas, conteúdos interativos e outras formas pedagógicas.

Os temas abordados no curso serão apresentados em três módulos: 1 – SUS, Atenção Primária a Saúde e Território; 2 – Organização do trabalho em equipe e gestão do cuidado na APS e 3 –  Mecanismos de Coordenação de cuidados: As Redes de Atenção em Saúde. O objetivo principal é que o aluno, ao final do curso, potencialize seus conhecimentos para facilitar o processo de trabalho em equipe multiprofissional no SUS, mais especificamente na ESF, de acordo com a realidade territorial de cada município.

Todos os ensinamentos do curso são pensados e direcionados para ajudar os profissionais da área da saúde no cotidiano de suas atividades nas unidades de saúde de APS, tendo como público-alvo: integrantes das equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) e de Atenção Primária à Saúde (APS), que atuam nos municípios do Estado do Pará e estudantes de graduação e pós-graduação da área da saúde. Mas, o curso também estará com inscrições abertas para profissionais interessados de todo o país.

Online, interativo e com acessibilidade

O curso é inteiramente online, de forma autoinstrucional, e utiliza recursos educacionais, como textos, vídeos, animações, mapas, jogos, entre outros de formato interativo, garantindo melhor apreensão dos conteúdos pelos alunos. Além disso, a plataforma é totalmente responsiva, ou seja, você pode estudar tanto em desktops quanto em aparelhos móveis. O participante também pode baixar todo o conteúdo do curso para estudar de maneira off-line, exclusivamente, pelo aplicativo da plataforma Moodle.

A plataforma também conta com opções de acessibilidade que promovem a inclusão, como tradutor de libras e audiodescrição. O processo de avaliação será feito ao final de cada módulo, quando o aluno realizará uma atividade que avaliará o conhecimento adquirido. A emissão do certificado está condicionada a realização completa do curso e alcance de 70% de acertos nas atividades. Ao finalizar o curso, o aluno poderá, ainda, solicitar o certificado via plataforma Moodle.

Telessaúde UFPA lança edital com vagas para bolsistas e estagiários em diversas áreas.

O Núcleo de Telessaúde da UFPA lança edital para preenchimento de 01 (uma) vaga e cadastro de reserva para bolsista na área de Desenvolvimento Web, 01 (uma) vaga e cadastro reserva para estágio na área de Produção Multimídia, 01 (uma) vaga e cadastro reserva para estágio nas áreas de Artes Visuais ou Teatro, além da formação de cadastro reserva de estagiários para as áreas de Administração ou Economia, Jornalismo, Tecnologia da Informação e Enfermagem.

Requisitos:

Para a vaga de Desenvolvedor Web:

  • -Estar cursando pós-graduação nas áreas de desenvolvimento de sistemas de tecnologia da informação em instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC;
  • -Experiência com HTML/CSS/JS;
  • -Experiência com banco de dados MySQL;
  • -Conhecimento de Webservices REST;
  • -Conhecimento de WordPress API;
  • -Github;
  • -Diploma de graduação em cursos das áreas de desenvolvimento de sistemas de tecnologia da informação em instituição nacional reconhecida pelo MEC;
  • -Experiência em desenvolvimento PHP.

Para a vaga de Tecnologia de Produção Multimídia:

  • -Domínio de Softwares para edição de vídeo;
  • -Experiência com equipamentos de produção audiovisual (câmeras, iluminação, microfones, etc) em ambientes internos e externos;
  • -Domínio de plataformas de Inteligência Artificial para produção multimídia.
  • -Conhecimento em softwares para design gráfico, motion design e modelagem 3D serão diferenciais.

Para a Vaga de Artes Visuais ou Teatro:

  • -Habilidade em atuação, incluindo a capacidade de expressar emoções, memorização de falas e improvisação;
  • -Conhecimento de técnicas de atuação e interpretação;
  • -Experiência em monitoria

Para se inscrever o candidato precisa enviar a documentação descrita pelo formulário presente no edital. As inscrições podem ser realizadas no período das 12h do dia 17/01/2024 às 12h do dia 21/01/2024.

Remuneração mensal:

  • -Para alunos de pós-graduação: R$1.500,00 (mil e quinhentos reais).
  • -Para alunos de graduação: R$800,00 (oitocentos reais).

Carga horária:

  • -20h (vinte horas semanais) para estagiários.
  • -30h (trinta horas semanais) para Desenvolvedor PHP.

Telessaúde fecha ciclo de capacitações com gestores e enfermeiros em Barcarena

A equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh concluiu a agenda de atividades em Barcarena, com as capacitações de gestores e enfermeiras(os), nos dias 11 e 12 de janeiro. Os profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) da rede municipal receberam informações sobre como utilizar os serviços disponibilizados na plataforma telessaude.ufpa.br para qualificar o atendimento à população do município, fechando diagnósticos com mais eficácia.

O médico responsável pela interlocução no municipio de Barcarena, Dr. Paulo Henrique da Silva acompanhou toda a agenda de capacitações que foi pactuada com o projeto. Durante a apresentação dos serviços, a equipe do Telessaúde orientou sobre como utilizar os serviços de teleconsultoria e telediagnóstico da plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh. O objetivo da atividade é desenvolver um sistema de fluxo de uso contínuo dos serviços do projeto, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade dos atendimentos de saúde da população de Barcarena.

Foto: Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde realiza capacitações com médicos em Barcarena

A equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh segue a sua agenda de atividades em Barcarena. Na manhã desta terça-feira (09), a coordenadora geral do projeto, Profa. Dra. Socorro Castelo Branco e equipe realizaram capacitações com os médicos da rede municipal de saúde sobre os serviços disponibilizados na plataforma telessaude.ufpa.br.

Nesse primeiro dia de capacitação, o médico responsável pela interlocução no municipio de Barcarena, Dr. Paulo Henrique da Silva, e os demais médicos da Atenção Primária à Saúde (APS) do município participaram da capacitação para aprenderem a utilizar os serviços de teleconsultoria e telediagnóstico da plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh. O objetivo da atividade é desenvolver um sistema de fluxo de uso contínuo dos serviços do projeto, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade dos atendimentos de saúde da população de Barcarena.

Nesta quarta-feira (10) a equipe seguirá a agenda de capacitação dos médicos da rede municipal de saúde para uso da plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh. E nos dias 11 e 12, a capacitação se estenderá para as(os) enfermeiras(os) e gestores para uso da plataforma.

Foto: Telessaúde UFPA/Ebserh

Telessaúde realiza visita técnica em Barcarena para organizar fluxos dos serviços de parceria

O Telessaúde UFPA/Ebserh está seguindo a sua agenda de visitas técnicas aos municípios parceiros. Nesta segunda-feira (08), a equipe profissional, comandada pela coordenadora geral do projeto, Profa. Dra. Socorro Castelo Branco desembarcou no município de Barcarena, onde está sendo realizada uma extensa agenda de atividades, como apresentações e capacitações nos serviços disponibilizados na plataforma telessaude.ufpa.br.

Na manhã de segunda-feira (08), a equipe reuniu com a equipe de gestão da saúde do município para a construção de fluxos e apresentação da plataforma de teleconsultoria com o apoio à regulação. Estiveram presentes o Dr. Paulo Henrique da Silva, que é o médico responsável pela interlocução no municipio de Barcarena, além dos profissionais da equipe do Departamento de Regulação: Luciana dos santos (diretora) e Silmara de Miranda e Maria Luciana dos Anjos, ambas do departamento administrativo.

Nesta terça-feira (09) a equipe seguirá a agenda com a capacitação dos médicos da rede municipal de saúde para uso da plataforma do Telessaúde UFPA/Ebserh. As atividades seguirão no município nos dias 11 e 12, com a capacitação dos enfermeiros e gestores para uso da plataforma.

Foto: Telessaúde UFPA/Ebserh

Novo surto de Covid-19 é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Novo surto de Covid-19 e o manejo na APS”, no próximo dia 16 de janeiro.  O tema será ministrado pela médica infectologista Rita Medeiros, que possui mestrado e doutorado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur. A palestrante vai abordar sobre o tratamento da Covid-19 e orientar sobre o manejo dos pacientes nas unidades de Atenção Primária à Saúde a partir das novas orientações e recomendações científicas. O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Em Belém, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) registrou duas mortes por covid-19 nas duas últimas semanas de 2023. E no dia 27 de dezembro, o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), da Universidade Federal do Pará (UFPA), divulgou um alerta epidemiológico sobre a necessidade de ações de prevenção e controle da covid-19 e outros vírus respiratórios que estão circulando na capital.

A conferencista Rita Medeiros, que também é gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário João de Barros Barreto, destaca a importância de atuação do sistema de saúde para o enfrentamento a esse novo surto da Covid-19. Em suas redes sociais, a infectologista destacou que Belém vive um surto de Covid-19 e que os profissionais ainda não estão familiarizados com a indicação e prescrição de medicamentos mais atualizados que são indicados para pessoas com maior risco para desenvolver a forma grave da doença. “Médicos e médicas das urgências e emergências e UBS, informem-se sobre o fluxo junto à unidade de saúde do seu município!”, disse a conferencista em suas páginas nas redes sociais. E é para falar sobre as novas medicações e orientações de manejo dos pacientes de Covid-19 que a infectologista fará a sua webconferência.

A COVID-19 é uma síndrome respiratória aguda grave (SRAG) infecciosa, causada por coronavírus, que leva o nome de SARS-CoV-2. A doença tem alta transmissibilidade e ocasiona sintomas leves a graves, gerando elevada demanda por cuidados intensivos e milhares de óbitos. Em relação ao aumento do número de casos da doença em Belém, por meio de nota divulgada na imprensa, a Sesma confirmou que “a rede municipal de saúde de Belém registra um aumento nos atendimentos de pacientes apresentando sintomas de Síndromes Gripais (SG) e infecções sazonais” que ocorrem com mais frequência neste período de chuvas na Amazônia. Por essa razão, a Prefeitura de Belém está reforçando a importância da intensificação das ações de prevenção e controle da covid-19 (e outros vírus respiratórios no município), em especial, mantendo a vacinação em dia.

Sobre a conferencista

A infectologista Rita Catarina Medeiros Sousa possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1993), residência médica em Infectologia pelo Hospital Universitário João de Barros Barreto/UFPA (1995), especialização em bioquímica com ênfase em biologia molecular pela Universidade Paris 7 (1997), mestrado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur (1998) e doutorado em Virologia Médica pela Universidade Paris 7 – Instituto Pasteur (2002). Atualmente é professora associada IV da Universidade Federal do Pará, onde ministra aulas nas disciplinas de infectologia e virologia e desenvolve atividades de pesquisa e extensão no Núcleo de Medicina Tropical e Hospital Universitário Joao de Barros Barreto.

É pesquisadora colaboradora do Instituto Evandro Chagas – Laboratório de Vírus Respiratórios. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Virologia, atuando principalmente nos seguintes temas: influenza e outros vírus respiratórios, chikungunya, raiva e HTLV. É membro do Comissão Estadual de Residência Médica – CEREM/Pará; integra o Comitê Cientifico de COVID-19 e outras infecções respiratórias virais da Sociedade Brasileira de Infectologia. Exerce a função de gerente de atenção a saúde do Hospital Universitário João de Barros Barreto – UFPA desde 2021.

Arte: Telessaúde UFPA/Ebaserh

Telessaúde constrói Plano de Ação em parceria com o município marajoara de Salvaterra

O Telessaúde UFPA/Ebserh segue seu trabalho de construção de parceria com os municípios paraenses. Nesta segunda-feira (08), uma equipe técnica esteve em visita ao município de Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, onde foi realizada uma reunião de construção do plano de ação com a gestão municipal de saúde do município. O projeto já possui parceria fechada com o referido município e, agora, está trabalhando nos detalhamentos para a execução dos serviços que são oferecidos na área da saúde, voltados de forma especial para a melhoria da qualidade dos atendimentos na área da Atenção Primária à Saúde (APS).

            A relações institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh, Regiane Padilha, reuniu na tarde desta segunda-feira (08) com a equipe da gestão municipal de saúde de Salvaterra. Entre os presentes estavam o secretário de Saúde de Salvaterra, Wlademir Araújo dos Santos, e a coordenadora da Atenção Primária à Saúde (APS) do município, Suelen Oliveira.

            A agenda de visita está extensa e prevê também outras duas atividades nesta terça-feira (09), que são: capacitação com a equipe de médicos(as) da APS do município (manhã) e capacitação de técnicos e enfermeiras(os) para o uso dos serviços de Tele-ECG e Teledermatologia, ambos por meio da plataforma telessaude.ufpa.br.

Foto: Acervo Telessaúde UFPA/Ebserh

Número de profissionais do programa Mais Médicos aumenta 105% em 2023

Um balanço realizado pelo Ministério da Saúde aponta que o programa Mais Médicos registrou um aumento de 105% no número de profissionais atuando em 2023. Com 28,2 mil vagas preenchidas em 82% do território nacional, segundo a pasta, foram beneficiadas pelo programa cerca de 86 milhões de pessoas. Durante o período, 744 novos municípios passaram a ser atendidos pelo programa.

Um outro dado importante revelado pelo levantamento é que todos os 34 distritos sanitários indígenas do país foram integrados ao Mais Médicos. Na Amazônia, no território Yanomami, o número de profissionais mais que triplicou, aumentando de nove para 28. Ao todo, são 977 novos profissionais atuando na saúde indígena.

O levantamento revela também que em edições anteriores do Mais Médicos, 41% dos participantes desistiram do programa “por falta de perspectiva profissional”. Mas, a partir da retomada, em 2023, o Mais Médicos trouxe aos profissionais oportunidade de qualificação e aperfeiçoamento, além de incentivos e benefícios, o que combate a desistência. 

O Mais Médicos é classificado pelo governo federal como uma grande estratégia nacional para a formação de especialistas. A expectativa é que, nos próximos anos, cada equipe de saúde da família passe a contar com um especialista. Atualmente, o país registra mais de 50 mil equipes de saúde da família e mais de 10 mil médicos de família e comunidade.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vacina contra a Covid passa a integrar o Calendário Nacional de Vacinação

A vacinação contra a Covid para crianças de seis meses até cinco anos passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação. Os demais públicos do grupo prioritário também serão contemplados. A vacina passou a ser obrigatória para esse público a partir desta segunda-feira (01). A recomendação do Ministério da Saúde é aplicar a primeira dose da vacina aos seis meses de idade, a segunda aos sete meses e a terceira aos nove meses.

Segundo o MS para as crianças de seis meses a 5 anos será aplicada a Pfizer pediátrica de tampa vinho. Já para o público de 5 a 11 anos será aplicada a Pfizer de tampa laranja, que é indicada para essa faixa etária. A partir de 12 anos, será a vacina Pfizer bivalente (tampa cinza).

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, há vacina Pfizer baby no estoque no Ministério da Saúde, mas a posição da câmara técnica das sociedades brasileiras de Pediatria e de Imunizações é que seja utilizada nas crianças a vacina monovalente da Pfizer atualizada para a variante XBB. 1.5. O novo imunizante está aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O Ministério da Saúde explica que a vacina de Covid pode ser aplicada junto às demais do calendário infantil, simultâneas ou com qualquer intervalo. Não há contraindicação. Porém, se a criança estiver com alguma doença febril aguda é necessário adiar a vacinação de Covid. Além disso, se houver alguma reação alérgica à primeira dose, deve-se tomar cuidado com a segunda e as próximas doses. Crianças de seis meses a menores de cinco anos não vacinadas ou com doses em atraso também poderão se vacinar e deverão completar o esquema de três doses, seguindo o intervalo recomendado de quatro semanas entre a primeira e a segunda doses e oito semanas entre a segunda e a terceira doses.

Além de pessoas maiores de seis meses e menores de cinco anos, fazem parte do grupo prioritário idosos, imunocomprometidos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores, pessoas com deficiência permanente, privados de liberdade maiores de 18 anos, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, funcionários do sistema penitenciário e pessoas em situação de rua. Esse grupo prioritário precisa vacinar de Covid com a Pfizer bivalente (tampa cinza). O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que se houver aprovações regulatórias de novas vacinas, as recomendações e os esquemas poderão ser atualizados.

Telessaúde UFPA firma parceria com os municípios de Breves e Soure

O Telessaúde UFPA/Ebserh firmou parceria com os municípios do Marajó, Breves e Soure. A parceria foi firmada durante visita técnica realizada pelo projeto aos dois municípios marajoaras, nos dia 21 a 24 de novembro. Os encontros tiveram uma ampla programação, com reuniões de alinhamento e construção de planos de ação, além de capacitações sobre a plataforma e seus serviços para médicos(as), enfermeiras(os), técnicos da área da saúde e profissionais da área da gestão em saúde pública.

O município de Breves foi o primeiro a ser visitado pela equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh, nos dias 21 e 22, onde foi realizada uma reunião com gestores da atenção básica e regulação do município, entre eles, a secretária municipal de saúde adjunta, Liliane da Silva Corrêa e equipe, com quem foi alinhado o plano de ação para a implementação do Telessaúde UFPA/Ebserh em Breves.

Durante a visita ao município também foi realizada a capacitação com enfermeiras, médicos e técnicos da Atenção Primária à Saúde, ocasião em que a Relações Institucionais do Telessaúde UFPA/Ebserh na Região do Marajó, Regiane Padilha e a coordenadora administrativa, Nayara Faro, mostraram como utilizar a plataforma do projeto para ter acesso aos serviços ofertados pelo projeto. Os serviços pactuados na parceria com Breves foram: Telediagnóstico (teledermatologia e tele-eletrocardiograma), a Teleconsultoria com apoio à regulação de algumas especialidades, como cardiologia, infectologia e endocrinologia.

A equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh visitou, no dia 24, o município de Soure, onde a parceria foi iniciada com o alinhamento das primeiras ações para a implementação do projeto no município. O próximo passo será a construção de um plano de ação para a utilização dos serviços de acordo com as especificidades do município. Também ficou pactuado que, em breve, a equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh retornará à cidade para realizar a capacitação dos profissionais que atuam na APS.

Em Breves, a reunião com a equipe de gestão do município contou com a participação da representante da coordenação da atenção básica, Ana Gabrielle Cavalcante, da secretária de saúde adjunta, Liliane da Silva Corrêa, da coordenação de regulação, Kelly Ferreira, coordenação de atenção especializada, Camila Sousa, e da coordenadora CAES, Andressa Lima.

Já em Soure, a reunião contou com a participação da Secretária Municipal de Saúde, Maria Helena Nazaré Gomes, da assessora da secretaria, Dirlene Pereira da Silva e do coordenador da Atenção Básica, Renato Marzano de Moura Júnior.

Foto: Divulgação

MS quer vacinar 6,6 milhões de pessoas contra a gripe no Norte

O Ministério da Saúde inicia nesta quarta-feira (22) uma ação de mobilização para incentivar a vacinação contra a influenza na Região Norte. O esforço para essa imunização se deve à chegada do chamado inverno amazônico, período de maior circulação viral e de transmissão da gripe na região.

A vacinação segue até o dia 15 de dezembro, com o Dia D previsto para o próximo sábado (25) e o MS estima conseguir vacinar 6,6 milhões de pessoas na região. Foram enviadas 7 milhões de doses da vacina trivalente, que protege contra as três cepas que mais circulam no Brasil.

Por meio de nota, o ministério ressaltou que a vacina contra a gripe pode ser administrada junto a outros imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. Crianças que vão receber o imunizante pela primeira vez devem tomar duas doses, com um intervalo de 30 dias entre cada uma.

Veja quem pode se vacinar:

– crianças de 6 meses a menores de 6 anos;

– crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos;

– trabalhadores da saúde;

– gestantes;

– puérperas;

– professores dos ensinos básico e superior;

– povos indígenas;

– idosos com 60 anos ou mais;

– pessoas em situação de rua;

– profissionais das forças de segurança e de salvamento;

– profissionais das Forças Armadas;

– pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);

– pessoas com deficiência permanente;

– caminhoneiros;

– trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);

– trabalhadores portuários;

– funcionários do sistema de privação de liberdade;

– população privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).

Com informações da Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Telessaúde participa de workshop sobre saúde visando a COP 30

Visando a agenda da COP 30, que será realizada em Belém em 2025, está sendo promovido nesta segunda e terça-feira, dias 20 e 21 de novembro, o Workshop de Ações e Serviços da Atenção Especializada. O evento é promovido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Pará (Cosems/PA). O objetivo é ampliar a oferta de ações e serviços de saúde com qualidade e em tempo oportuno com foco na COP 30.

A coordenadora do Telessaúde UFPA/Ebserh, Socorro Castelo Branco, participou do evento, que está sendo realizado no auditório da Sespa, com transmissão online através do canal do Cosems no YouTube para ser acessado para participantes que não puderam deslocar-se até a capital. O evento está sendo acompanhado também por secretários municipais de Saúde de todo o Pará e equipes técnicas das Secretarias Municipais de Saúde.

O workshop está realizando palestras de equipes do Ministério da Saúde, que estão debatendo o Plano Nacional de Atenção Especializada em Saúde; o Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência; Departamento de Atenção Especializada e Temática; Departamento de Saúde Mental; além de um momento dedicado para a retirada de eventuais dúvidas ao final da programação.

Foto: Gabriel Carlos Rocha Villamar

Tuberculose é tema de webconferência

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “O manejo da Tuberculose na APS”, no dia 13 de dezembro.  O tema será ministrado pelo médico infectologista Julius Caesar Mendes Soares Monteiro, que tem mestrado em Saúde na Amazônia. O palestrante vai abordar o rastreamento, o tratamento e o acompanhamento das pessoas acometidas pela tuberculose, doença que é bastante tratada nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS). O evento será às 18h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo o conferencista Julius Caesar, a webconferência trará informações sobre todos os aspectos importantes em relação ao tratamento da tuberculose em pacientes que são atendidos nas unidades de APS. “Eu vou apresentar dados da epidemiologia do agravo, definição de caso suspeito, caso confirmado, como realizar a investigação e a terapia e o segmento dos pacientes até a alta”, destaca o palestrante.

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pela micobactéria Mycobacterium tuberculosis, cuja transmissão ocorre por meio da via respiratória, através de aerossóis eliminados pela fala, tosse e espirros, podendo ser pulmonar ou extrapulmonar. Mas, destaca-se que a forma pulmonar da doença é a mais frequente e é também a responsável pela cadeia de transmissão da micobactéria. Pacientes que apresentem tosse há mais de três semanas são caracterizados como suspeita para tuberculose e devem ser investigados. Além disso, sudorese noturna, perda de peso e febre vespertina também são comuns nos quadros da doença.

Sobre o conferencista

Julius Caesar Mendes Soares Monteiro é médico infectologista, formado pela UFPA. Tem mestrado em Saúde na Amazônia e é doutorando em Doenças Tropicais, ambos pela UFPA. É também infectologista do complexo hospitalar universitário UFPA/EBSERH e médico do IFPA, além de ser médico referência em genotipagem para o HIV pelo ministério da saúde e membro da câmara técnica em antirretrovirais do estado do Pará.

Belém começa nova etapa de vacinação contra a gripe

Uma nova campanha de vacinação contra o vírus da Influenza tem início nesta segunda-feira (13), em Belém. A nova etapa faz parte do ajuste no calendário feito pelo Ministério da Saúde na estratégia do Plano Nacional de Imunização (PNI) em relação à Região Norte. A campanha segue até 15 de dezembro.

O Ministério da Saúde decidiu separar a vacinação contra o vírus da Influenza no Norte do Brasil por conta das diferenças da sazonalidade do vírus no Brasil e considerando o ciclo de chuvas na região, conhecido como inverno amazônico. Assim, a campanha que, normalmente, é realizada no primeiro semestre em todo o Brasil, em 2024, passará a acontecer no segundo semestre para a população do Norte do país.

Na capital paraense, somente no ano de 2023, já foram confirmados 29 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza, sendo registradas seis mortes. A faixa etária com maior incidência é entre 40 e 59 anos.

De acordo com a nova mudança no calendário, a Secretaria de Saúde de Belém (Sesma) definiu o Dia D em 25 de novembro. A meta da campanha de vacinação contra a Influenza em Belém, neste ano, era de imunizar 518.182 pessoas. Foram vacinadas 360.324 pessoas, atingindo 72,62% da população estimada. A previsão é alcançar um maior número nesta segunda etapa de vacinação.

Na primeira etapa devem se vacinar os seguintes grupos prioritários:

Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias);

Gestantes em qualquer idade gestacional;

Puérperas (no período de até 45 dias após o parto);

Indígenas;

Ribeirinhos;

Quilombolas;

Trabalhadores de saúde;

Idosos com 60 anos ou mais de idade;

Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade.

Professores do ensino básico e superior;

Pessoa em situação de rua;

Pessoas com deficiência permanente;

População privada de liberdade com 18 anos e mais e funcionários do sistema de privação de liberdade;

Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativa;

Policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das forças armadas;

Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário (motoristas e cobradores) urbano e de longo curso;

Trabalhadores portuários e caminhoneiros.

Postos de vacinação:

Os postos funcionam das 8h às 17h, de segunda à sexta-feira:

USF Barreiro I – Pass. Mirandinha – 367

USF Terra Firme – Rua São Domingos esq da Passagem 02 de junho

USF Fama – Estrada do Tucunduba – Outeiro

USF Furo das Marinhas – Rod. Augusto Meira Filho–Furo das Marinhas Mosqueiro

USF Mangueirão – Rua São João -1

USF Quinta dos Paricás – Estrada do Maracacuera, 2477 – Icoaraci

USF Sucurijuquara – Estrada da Baía do Sol

USF Tenoné II – Rua 6ª linha-S/N ao lado da Fund. Paula Francinete

USF Combu – Furo do Combu – s/n

USF Paraíso Verde – Av. João Paulo II -entre pass. Classe A e cruzeiro

USF Parque Verde – Rua da Yamada

USF Eduardo Angelim – Conjunto Eduardo Angelim – Av. 17 de Abril-s/n

USF Paracuri I – Pass. Maura -218 Entre a 3ª e 4ª Rua

USF Radional – Av. Bernardo Sayão – Conj. Radional II Qd F-50 – Condor

USF Canal da Pirajá – Tv Barão do Triunfo- 1015 Esq.com a Rua Nova -Pedreira

USF Fidélis – Rua Pantanal – s/n – Outeiro

USF Souza – Av Almirante Barroso, dentro do Setran

USF Panorama XXI – Conj Panorama XXI QD 24 casa 11 –B Mangueirão

UBS Castanheira – Pass. Sol Nascente- Castanheira

UBS Portal da Amazônia – Rua Osvaldo de Caldas Brito-30 B- Jurunas

UBS Águas Lindas – Conj. Verdejantes I, 2ª Rua, S/N

UBS Baía do Sol – Av. Beira Mar, S/N – Mosqueiro

UBS Bengui II – Pass. Maciel, S/N – Ao lado da Escola Marilda Nunes

UBS Cabanagem – Rua São Paulo,S/N– Entre Rua São Pedro e Rua Olímpia

UBS Condor – Pass. Lauro Malcher, Nº 285

UBS Cotijuba – Rua Manoel Barata, S/N – Ilha de Cotijuba

UBS Curió – Pass.Eng.Alberto Engelhard – Estrada da Ceasa

UBS Fátima – Rua Domingos Marreiros, Nº 1664

UBS Guamá – Rua Barão de Igarapé-Miri, Nº 479

UBS Icoaraci – Rua Manoel Barata, Nº 840

UBS Jurunas – Rua Fernando Guilhon, S/N

UBS Maracajá – Tv. Siqueira Mendes, S/N

UBS Marambaia – Rod. Augusto Montenegro

UBS Outeiro – Rua Manoel Barata, S/N

UBS Paraíso dos Pássaros – Rua dos Tucanos

UBS Pratinha – Rod. Arthur Bernardes – Base Naval

UBS Providência – Av. Norte

UBS Sacramenta – Av.Senador Lemos –Esquina com Dr. Freitas

UBS Satélite – Conj. Satélite, WE 08

UBS Sideral – Rua Sideral – Esquina com Av. Brasil

UBS Tapanã – Rua São Clemente

UBS Telégrafo – Rua do Fio – Entre Pass. São João e Pass. São Pedro

UBS Terra Firme – Pass. São João, Nº 170 – Terra Firme

UBS Vila da Barca – Rua Cel Luiz Bentes –Próximo à Pedro A. Cabral

CSE Marco – Av. Rômulo Maiorana, 2558 – Marco

UBS Pedreira – Av. Pedro Miranda, esquina com Tv. Mauriti

Foto: Joyce Ferreira/Agência Belém

Pesquisa mostra que câncer é doença urológica mais temida pelos homens

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa IDEIA revela que o câncer é a doença urológica mais temida pelos homens (58%), seguida pela impotência sexual (37%). Os dados fazem parte da pesquisa de percepção do homem sobre sua saúde, realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com o apoio do Laboratório Adium, divulgada nesta quarta-feira (1º). O estudo foi feito por meio de aplicativo mobile com homens acima de 40 anos de todas as regiões do país.

Os dados da pesquisa também revelam que nos homens acima de 40 anos, apenas 32% se consideram muito preocupados com a própria saúde e 46% só vão ao médico quando sentem alguma coisa diferente. O percentual atinge 58% quando ele procura atendimento apenas no Sistema Único de Saúde (SUS). O exame de toque retal ainda desperta temor em um em cada sete homens. O receio é maior nos homens com idade acima de 60 anos.

Um outro destaque da pesquisa é que a maior proporção dos homens que só vão ao médico ao sentir algo está no grupo entre 40 e 44 anos (49%). Já o grupo que mostrou ter maior cuidado com a saúde é aquele acima de 60 anos, com 78%, afirmando que fazem exames a cada seis meses ou um ano. De acordo com a SBU, mesmo com esses números, metade dos homens com mais de 40 tem medo ou ansiedade quando pensa na sua saúde.

A maioria dos homens ouvidos disse saber sobre o câncer (75%) e a prostatite (59%), mas a hiperplasia benigna (HPB), apesar de mais prevalente, é menos conhecida. Apenas 43% têm informações sobre ela. O desconhecimento da HPB é maior entre os mais jovens, de 40 a 44 anos, somente 39% sabem o que é.

A estimativa é de que cerca de 50% dos homens acima de 50 anos terão algum grau de HPB. Os sintomas são: aumento da frequência de urinar durante o dia, diminuição da força e do calibre do jato urinário, dificuldade para iniciar a micção, sensação de urgência para urinar e outros sintomas relacionados ao trato urinário. Todos esses sintomas ocorrem porque o aumento do tamanho da próstata pode comprimir a uretra, o canal que transporta a urina da bexiga para fora do corpo. Isso leva a uma obstrução parcial do fluxo urinário e causa os sintomas mencionados. A HBP também pode interferir no funcionamento da bexiga e dos rins.

Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), do Ministério da Saúde, de janeiro a julho de 2023 indicam que houve 21.803 internações em decorrência da doença. A Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), para a doença, é a existência de 71.730 novos casos anuais no período de 2023/2025. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, em 2022 foram 16.292 óbitos pela doença, ou seja, 44 mortes por dia.

Recomendações

A recomendação da SBU é de que, mesmo sem apresentar sintomas, os homens a partir de 50 anos devem procurar um profissional especializado, para avaliação individualizada. Já aqueles que integram o grupo de risco, como afrodescendentes ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata ou obesos, devem começar seus exames mais precocemente, a partir dos 45 anos.

A análise da próstata é feita pela dosagem do PSA, uma enzima com algumas características de marcador tumoral no sangue, juntamente com o exame de toque. “Um exame não exclui o outro, visto que é possível ter PSA aumentado e não ter a doença ou tê-lo normal e ter a doença. O PSA também pode aumentar no caso de prostatite e HPB, e há situações em que ele não se altera mesmo com o câncer em curso”, relatou a SBU.

O tratamento varia conforme o estágio da doença, com as condições clínicas e o desejo do paciente. Entre elas estão: cirurgia, radioterapia, vigilância ativa, hormonioterapia, quimioterapia e radiofármacos.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Webconferência debaterá “Segurança do paciente na APS”

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizará a webconferência “Segurança do paciente na APS” no dia 21 de novembro.  O tema será ministrado pelo médico e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Estadual do Pará (UEPA), Caio Vinicius Botelho Brito, que é especialista em Gestão de Qualidade e Segurança do Paciente pelo Hospital Albert Einstein (SP). O palestrante vai abordar todos os procedimentos que devem ser tomados para a garantia da segurança dos pacientes nas unidades de Atenção Primária à Saúde (APS). O evento será às 17h, com acesso pelo site telessaude.ufpa.br e é voltado para médicos(as), enfermeiras(os) e profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde no Estado do Pará.

Segundo o conferencista, Caio Brito, o foco principal de sua palestra será “a atenção do paciente na perspectiva da atenção primária”. “A gente vai abordar as situações de perigo dentro das oito metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a segurança do paciente, além da perspectiva da continuidade do cuidado, ou seja, todos os elementos que envolvem a segurança do paciente na perspectiva do cuidado como um todo”, destaca Caio Brito. “Então, a gente vai focar, principalmente, em casos práticos e discutir em cima desses casos práticos a gestão de segurança”, complementa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2004, criou o programa World Alliance for Patient Safety, que depois passou a se chamar Patient Safety Program, cujo objetivo principal era organizar os conceitos e as definições sobre segurança do paciente e propor medidas para reduzir os riscos e mitigar os eventos adversos (EAs). Em diferentes pesquisas, foram encontradas de 17 a 24 diferentes definições de erros em saúde e 14 de evento adverso, o que motivou a OMS a desenvolver a Classificação Internacional de Segurança do Paciente (International Classification for Patient Safety – ICPS).

O Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e a Segurança do Paciente traduziu os conceitos chave do ICPS para a língua portuguesa. Os oito (08) conceitos-chave da Classificação Internacional de Segurança do Paciente da Organização Mundial da Saúde são: Segurança do paciente, Dano, Risco, Incidente, Circunstância Notificável, Near miss (incidente que não atinge o paciente), Incidente sem lesão e Evento Adverso.

Quanto às ações para reduzir os riscos e mitigar os EAs, a OMS priorizou duas, que foram denominadas de desafios globais: reduzir a infecção associada ao cuidado em saúde, por meio da campanha de higienização das mãos, e promover uma cirurgia mais segura, pela adoção de uma lista de verificação antes, durante e após o ato cirúrgico.

Outras soluções têm sido estimuladas pela OMS, tais como: evitar erros com medicamentos que tenham nomes e embalagens semelhantes; evitar troca de pacientes, ao prestar qualquer cuidado – administrar medicamento, colher amostra para exame, infundir bolsa de sangue e etc.; garantir uma correta comunicação durante a transmissão do caso; retirar as soluções eletrolíticas concentradas das áreas de internação dos pacientes e controlar a sua utilização; criar mecanismos de controle de soluções eletrolíticas concentradas; garantir a medicação correta em transições dos cuidados (conciliação medicamentosa); evitar a má conexão de tubos, catéteres e seringas; e usar seringas descartáveis (WHO<http://www.who.int/patientsafety/solutions/patientsafety/Preamble.pdf>)28,29.

No Brasil, os órgãos e os serviços responsáveis por transfusões de sangue, pelo controle e prevenção da infecção associada ao cuidado em saúde e pelos serviços de anestesia podem ser considerados pioneiros no que tangem as medidas que promovem a segurança do paciente. Estes, há anos, adotam medidas para garantir a segurança dos processos de cuidado, com bons resultados. Infelizmente, muitas dessas medidas ainda são pouco valorizadas por gestores e profissionais da Saúde. Por essa razão, o Telessaúde UFPA/Ebserh está trazendo esta temática para debater em webconferêcia com os profissionais da área da saúde.

Sobre o conferencista

Caio Vinicius Botelho Brito é médico, Doutor pelo IEC, especialista em Gestão de Qualidade e Segurança do Paciente pelo Hospital Albert Einstein -SP, Professor da UFPA e UEPA, Conselheiro Suplente do CRM-PA.

Vacina contra a Covid-19 será incluída no Programa Nacional de Imunizações

A partir de 2024, a dose da vacina contra a covid-19 passará a fazer parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A recomendação do Ministério da Saúde é que estados e municípios priorizem crianças de 6 meses a menores de 5 anos e grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença: idosos; imunocomprometidos; gestantes e puérperas; trabalhadores da saúde; pessoas com comorbidades; indígenas, ribeirinhos e quilombolas; pessoas em instituições de longa permanência e trabalhadores; pessoas com deficiência permanente; pessoas privadas de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; funcionários do sistema de privação de liberdade; e pessoas em situação de rua.

A ação do Ministério da Saúde de incorporar a vacina contra a Covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações está alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o MS, durante a pandemia, foi criado um programa paralelo, para a operacionalização da vacina contra a covid-19, fora do nosso programa nacional. A partir de agora ela passará a fazer parte do Programa Nacional de Imunizações e a ser recomendada no calendário de crianças. Para todas as crianças nascidas ou que estejam no Brasil, com idade entre 6 meses e menores de 5 anos, a vacina passa a ser obrigatória no calendário vacinal.

De acordo o Ministério da Saúde, o Brasil segue uma tendência observada globalmente e registra oscilação no número de casos da doença. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam aumento de casos na população adulta do Paraná, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo. Em Minas Gerais e no Mato Grosso do Sul, há sinalização de aumento lento nas ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) decorrente da covid-19 na população de idade avançada, mas sem reflexo no total de casos identificados. O Distrito Federal, Goiás e o Rio de Janeiro, que anteriormente apresentavam alerta de crescimento, demonstraram indícios de interrupção no aumento de notificações.

Segundo ressalta o MS, a vacina bivalente segue disponível em todo o país e o órgão recomenda que quem ainda não recebeu a dose este ano busque a imunização.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Vacinação protege crianças de sequelas da covid-19

A vacinação infantil contra a Covid-19 é fundamental para proteger as crianças de sequelas da infecção, a chamada covid longa. A afirmação foi feita por Clovis Artur Almeida da Silva, professor titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e chefe do departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP, durante o Congresso Brasileiro de Reumatologia, que terminou no último sábado (07) em Goiânia (GO).

Segundo o professor, essa vacinação infantil contra a Covid-19, além de evitar casos graves da covid-19, é importante, principalmente, para proteger crianças que tenham doenças crônicas, como as reumáticas. “As vacinas mostraram segurança e resposta imune adequada, inclusive nos pacientes reumáticos e que tomam imunossupressores. Mesmo que eles tenham taxas menores de resposta, as vacinas são adequadas para combater a infecção viral”, Artur da Silva.

A covid longa é definida como qualquer sintoma persistente após três meses da infecção pelo novo coronavírus ou pelas complicações que surgem após uma infecção pelo coronavírus. Associadas a essa covid longa podem surgir problemas sérios, como as miocardites (inflamação no músculo que bombeia o coração), os impactos emocionais e as dificuldades na aprendizagem. De acordo com Silva, o vírus da Covid-19 agride o cérebro e leva a sequelas, como ansiedade e depressão, embora ainda não esteja claro quanto tempo dura essas sequelas.

Um estudo feito no Instituto de Pediatria do Hospital das Clínicas da USP e publicada na revista Clinics identificou sintomas prolongados da covid-19 em 43% crianças e adolescentes três meses após a infecção. Os sintomas mais presentes foram dores de cabeça, reportadas por 19% do total de pacientes. Dores de cabeça fortes e recorrentes foram a queixa de 9%, mesmo percentual disse ter cansaço. A falta de ar afetou 8% e a dificuldade de concentração, 4%.

Silva destaca que, nesse estudo, cerca de 80% dessas crianças já apresentavam, antes da infecção, problemas crônicos como doenças reumatológicas, renais e oncológicas. Além disso, o levantamento também identificou que as crianças que tiveram covid, passaram a apresentar mais dificuldades de aprendizado do que as crianças que não tiveram a doença.

O professor reforça que, para prevenir a covid-19 e a covid longa, é importante que as crianças sejam vacinadas. E essas vacinas estão disponíveis, gratuitamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o território nacional. Mas a procura pela vacinação de crianças ainda está muito baixa. Mas, segundo boletim do Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em agosto deste ano, apenas 11,4% das crianças brasileiras entre seis meses e cinco anos tomaram ao menos duas doses da vacina contra a covid-19. O número é preocupante e, por essa razão, Silva aconselha que a população leve suas crianças para se vacinarem e se protegerem da Covid-19 e da Covid Longa.

Com informações da Agência Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Fiocruz alerta para aumento da covid-19 no Centro-Sul

Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quarta-feira (11), aponta sinal de crescimento do número de novos casos semanais de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) associados à covid-19, especialmente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. A pesquisa é referente à semana epidemiológica 40, de 1° a 7 de outubro.

Segundo o levantamento, os estados que apresentam aumento nas internações por covid-19 e requerem mais atenção são Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal. Em relação às capitais, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo indicam crescimento em decorrência da covid-19.

O boletim também aponta que em relação aos casos gerais de SRAG no país foi detectado sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de estabilidade na de curto prazo (últimas três semanas). Para os vírus da influenza A e para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o cenário é de estabilidade ou queda na maioria dos estados brasileiros. O quadro de rinovírus também apresenta desaceleração em boa parte do país.

Mesmo com o crescimento tendo sido detectado nos estados do Centro-Sul do país, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, reforça o apelo à toda a população brasileira para manter a vacinação da covid-19 em dia.

Com informações da Agência Brasil

Foto: José Cruz/Arquivo Agência Brasil

Diabetes aumenta risco de infecções e requer vacinação

Levantamentos do Ministério da Saúde apontam que mais de 16 milhões de pessoas vivem com diabetes no Brasil e que esse número pode chegar a 21 milhões. O MS chama a atenção para o fato de que doença pode ser agravada ou piorar infecções e isso requer uma atenção especial à vacinação.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Ana Paula Burian explica que o diabetes é uma das situações que dão direito a pacientes das redes pública e privada de acessar a imunização especial. De acordo com ela, a alta concentração de açúcar no sangue, comum em quem vive com diabetes, pode afetar mecanismos do sistema imunológico e aumentar a chance de contrair infecções e ter quadros mais graves. Entre os principais riscos, está o da hepatite B.

A explicação, segundo Burian, está no fato de que “o sangue mais doce facilita a proliferação de bactérias, vírus e outros micro-organismos”. “A hepatite B tem com o diabetes o que a gente chama de risco duplo. Se eu tenho uma pessoa com diabetes e ela pega hepatite B, ela evolui mais rápido para câncer de fígado e cirrose hepática, e ela descompensa mais rápido o diabetes dela, causando complicações, como amputações, descompensação renal, cegueira. A união de hepatite B e diabetes complica para os dois lados, explica Burian.

A Sociedade Brasileira de Imunizações também ressalta que pessoas que vivem com diabetes têm risco 50% maior para pneumonia pneumocócica e até 4,5 vezes maior para as doenças pneumocócicas mais graves, como meningite e infecção generalizada. Além disso, a gripe é outra doença que pode ser agravada pelo diabetes. Pessoas que vivem com diabetes estão entre os indivíduos com maior chance de desenvolver formas graves da doença, necessitar de hospitalização e até morrer. Entre as vítimas da gripe no Brasil, sete em cada dez tinham alguma comorbidade. E, entre essas sete, entre 20% e 30% sofriam de diabetes mellitus.

Os pacientes com diabetes têm direito a receber a vacina da gripe todo ano e também são imunizados com a vacina pneumocócica 23-valente, disponível no PNI apenas para situações de risco específicas. Esses pacientes também têm sua situação vacinal para hepatite b conferida e atualizada, se necessário. A imunização contra esse vírus já faz parte do calendário vacinal, junto com a vacina pentavalente, aos 2 meses, aos 4 meses e aos 6 meses.

Com informações de Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Círio de Nazaré: Vacinação e teste de Covid-19 são ofertados a romeiros e visitantes

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) colocará uma unidade móvel ao lado da Basílica de Nazaré, em Belém, a partir desta terça-feira (03). A equipe da unidade fará vacinação contra diversas doenças e testagens para covid-19 até o dia 21 de outubro. O objetivo é imunizar romeiros e turistas que visitam a capital paraense durante o período da festividade do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, também conhecido como quadra nazarena. O horário de atendimento será realizado no turno da tarde e da noite de segunda à sexta-feira, das 15h às 21h; e sábados e domingos, das 9h às 21h.

De acordo com a Sespa, o teste de Covid-19 será feito somente em pessoas que apresentem sintomas gripais, como tosse, coriza, febre e dor de garganta. A ação disponibilizará oito tipos de vacinas e os interessados devem levar a carteira de vacinação.

A ação da Sespa é um trabalho conjunto de técnicos da Diretoria de Vigilância em Saúde, do 1º Centro Regional de Saúde da Secretaria (1º CRS) e do Laboratório Central do Estado (Lacen), além do apoio da Arquidiocese de Belém e da Secretarias de Saúde de Belém e de Ananindeua. 

Devido à grande concentração de pessoas, a secretaria avisa que nos dias 07, 08 e 22 de outubro, datas da Descida do Glória, da Trasladação, da grande procissão do Círio e do Recírio, não haverá atendimento na unidade móvel. O objetivo da secretaria é alcançar o maior número de pessoas para colaborar no alcance das metas de cobertura vacinal.

Veja as vacinas que serão disponibilizadas:

Covid-19 para adultos – bivalente

contra Covid-19 a crianças – Pfizer pediátrica

contra difteria e tétano (DT)

contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral)

hepatite B

Influenza

febre amarela

contra HPV para meninos e meninas de 9 a 14 anos

Serviço:

Ação de vacinação e testagem para Covid-19

Período: 03 a 21 de outubro de 2023.

Endereço: Rua Dom Alberto Gaudêncio Ramos – lateral da Basílica de Nazaré

Horários: segunda à sexta – 15h às 21h | Sábado e domingo – 09h às 21h

Com informações da Agência Pará

Foto: Ascom/Sespa

Telessaúde UFPA realiza treinamento com médicos e profissionais de saúde de Belém

O Telessaúde UFPA/Ebserh realizou treinamento com médicos e profissionais de saúde de Belém para o uso da plataforma no segmento de Teleconsultoria. Cerca de 30 médicos e profissionais da área da saúde que atuam na Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) participaram do treinamento realizado na última sexta-feira (15), no infocentro do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O treinamento dos profissionais para o uso da plataforma (Telessaude.ufpa.br) é parte do processo de parceria do Telessaúde UFPA/Ebserh com a Sesma e terá como território piloto de atuação o Distrito Administrativo do Guamá (Dagua).

Segundo a coordenadora geral do Telessaúde UFPA/Ebserh, Socorro Castelo Branco, o treinamento é um momento inicial nesse processo de parceria com a Sesma. “Esse é o momento de efetivar as pactuações que foram definidas com o município de Belém. E eu vejo que tem uma intenção da Sesma de conseguir trazer todos os médicos e as equipes para iniciarem essa parceria, que tem toda a intenção de dar certo, pois vimos que os médicos que participaram do treinamento estão dispostos e as equipes também em apoiá-los. Então, eu vejo que a gente está iniciando, agora, realmente, o processo de implantação do Telessaúde UFPA/Eserh, na Sesma Belém”, avalia a coordenadora. O treinamento é uma das pactuações que foi definida em um plano de ação que foi firmado entre o projeto e a Sesma.

O coordenador da Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), o enfermeiro sanitarista Camilo Eduardo Almeida Pereira, ressaltou que a parceria com o Telessaúde UFPA/Ebserh foi selada pelo secretário municipal de Saúde, Pedro Anaice, com a coordenadora Socorro Castelo Branco, e “o serviço vai possibilitar um avanço para o município de Belém, para diminuir a fila de regulação e também diminuir o tempo de espera desse paciente que está em busca de um diagnóstico”. “Esse treinamento para o serviço de Teledermatologia é muito importante porque o município de Belém é endêmico para hanseníase. Então, tem um problema grave de identificação de diagnóstico. E quanto mais longo for esse tempo para fechar o diagnóstico, mais lesões e mais sequelas esse paciente pode ter”, diz o coordenador.

Camilo Pereira destaca que o serviço de Teleconsultoria, com ênfase para a Teledermatologia, é uma ferramenta extremamente importante, não só para os médicos, mas para toda a equipe: “porque a atenção básica é ordenadora de todo o processo de cuidado, é a porta de entrada desse paciente, desse usuário. E se esse paciente não tem um diagnóstico identificado, precocemente, na atenção básica, ele segue para os níveis secundário e terciário e ele já chega com uma lesão instalada. E, principalmente, se for câncer, ele fica com um prognóstico ruim, podendo vir até mesmo a óbito por conta desse diagnóstico que não foi, precocemente, estabelecido”, avalia. “Então, o treinamento do Telessaúde UFPA/Ebserh capacita esses profissionais e aumenta o poder deles de resolutibilidade na atenção básica, melhorando, assim, o fluxo de atendimento e qualidade de vida para o usuário, que é o nosso principal objetivo”, acrescenta.

O treinamento foi realizado com cerca de 30 médicos, mas o objetivo é atender todos os médicos e profissionais da modalidade de atenção primária do município de Belém. “A nossa expectativa é que fiquem 348 equipes de estratégia de Saúde da Família capacitadas, ou seja, isso significa que 348 médicos serão treinados. O distrito Dagua é o piloto. A partir da funcionalidade e operacionalização nesse distrito, a ideia é expandir para todos os demais oito distritos administrativos de Belém”, revela Camilo Pereira. Dos cerca de 348 médicos que atuam, atualmente, na atenção primária do município de Belém, cerca de 70 estão no Dagua. “Os profissionais treinados, hoje (15), serão multiplicadores para repassarem esse treinamento para os demais médicos e profissionais das unidades de saúde do Dagua para que todos estejam habilitados a usar o serviço de teleconsultoria e conseguir acesso a essa importante plataforma para ajudar no diagnóstico e condução dos casos de dermatologia”, ressalta.

Com o serviço de Teleconsultoria, o Telessaúde UFPA/Ebserh contribui para o fortalecimento e qualificação da regulação do município de Belém, pois a partir da realização da qualificação dos profissionais da área da atenção primária, os pacientes só serão encaminhados para um especialista, o dermatologista, somente os casos necessários. “A Teleconsultoria vai servir para qualificar esse encaminhamento e diminuir, assim, a fila da regulação”, diz Camilo Pereira.

O médico da Estratégia Saúde da Família (ESF) Portal Amazônia 1, do Dagua, Geraldo Macedo, participou do treinamento e já aprovou a plataforma, que ele pretende começar a usar a partir desta semana. “Eu achei superinteressante essa iniciativa, uma vez que, a partir dessa ferramenta a gente vai poder diminuir as demandas por consultas especializadas, principalmente em dermatologia, porque a gente vive em uma região tropical e atende a muitos casos de dermatologia e na maioria dos casos, eu diria que em mais da metade dos casos é possível a gente resolver na atenção básica mesma. E, ainda mais agora, com o serviço de Teledermatologia do Telessaúde UFPA/Ebserh, a gente vai poder reduzir de uma forma ainda maior para que a gente possa resolver na atenção básica de forma mais precisa, os casos da área de dermatologia”, destacou o médico, acrescentando que a maioria dos casos atendidos por ele na ESF são de dermatite atópica, micoses superficiais e também hanseníase, além de outros casos mais raros como vitiligo e algumas lesões pre-cancerígenas.

A médica da Estratégia Saúde da Família (ESF) Portal Amazônia 1, do Dagua, Roselis Gonçalves, também ficou animada com o serviço de Teleconsultoria do Telessaúde UFPA/Ebserh, após realizar o treinamento. “Essa ferramenta será uma excelente ajuda porque essa área da dermatologia tem uma demanda reprimida porque muitas vezes a gente fica sem uma opção de tratamento imediato que possa ajudar o paciente”, avalia a médica, acrescentando que os casos mais comuns que ela atende na área de dermatologia são de dermatoses e outros associados com a hanseníase. “Antes da Teledermatologia, a gente tentava fazer tudo que era possível em nível de clínica, os exames todos, e depois mandava para o especialista, que é o dermatologista, mas a demora era muito grande. E os casos de suspeita de hanseníase a gente enviava para o Centro Dermatológico Marcelo Candia. Mas com o serviço da Teledermatologia a gente espera reduzir o tempo para fechar o diagnóstico de maneira mais precisa e encaminhar logo, ainda na atenção primária, o tratamento adequado aos pacientes”, concluiu a médica.

Foto: Carlos Villamar/Telessaúde UFPA/Ebserh